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A QUARESMA

A Quaresma, suas origens, espiritualidade e orientações.
by

Alexsander Cordeiro Lopes

on 29 March 2014

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Transcript of A QUARESMA

Desde seus primórdios até nossos dias
Amor ao próximo...
Dicas para vivermos bem este tempo
“A Quaresma nos convida a despertar, a nos lembrarmos de que somos criaturas, e não somos Deus.”
Papa Francisco
HISTÓRIA DA QUARESMA
Espiritualidade da Quaresma
A CARIDADE
São João Paulo II
designa o tempo da Quaresma com dupla característica: a reunião entre aqueles que serão batizados e os fiéis cristãos. Vive-se a graça pelas vias apresentadas pela Igreja:

1) Os
catecúmenos
com a preparação para os sacramentos da iniciação cristã;

2) Os
Fiéis
, por meio da escuta mais frequente da Palavra de Deus e de uma oração mais intensa e atitudes penitenciais, para renovar as promessas do batismo.
A caridade nos faz
semelhantes a Jesus
. Ele nos deu o seu único mandamento: "
Amai-vos
uns aos outros
como eu
vos amei".

Jesus amou dando a vida, esquecendo-se de si mesmo pelo seu próximo. A caridade quaresmal é mais do que simples esmolas. Trata-se de uma
mudança de eixo
, na qual passamos a nos preocupar realmente com nosso próximo.

No Brasil, a
Campanha da Fraternidade
nos ajuda a vivermos esta dimensão.
R$ (sem preço)
Sábado, 29 de março de 2014
Edição MMXIV, No. 1
Saiba mais...
O que é mesmo essa tal "QUARESMA"?
Amor a si mesmo...
O JEJUM
O Tempo da
Quaresma
é o período do ano litúrgico que antecede a Páscoa cristã, sendo celebrado pela I
greja Católica
e algumas
outras igrejas
cristãs tradicionais, dentre as quais a Ortodoxa, a Anglicana, a Luterana.

A expressão "Quaresma" é originária do latim:
quadragesima dies
(quarenta dias). Tem início na Quarta-feira de cinzas e se encerra no Tríduo Pascal.
Somam-se 46
dias até a Páscoa, mas descontam-se os domingos, que tradicionalmente, não são dias de penitência, resultando
40 dias.


O Ciclo Pascal compreende três tempos:
preparação, celebração e prolongamento
. A Quaresma insere-se no período de preparação. Os serviços religiosos desse tempo intentam a preparação da comunidade de fiéis para a celebração da Ressurreição de Cristo depois dos seus sofrimentos e morte. Esta preparação é feita através de
jejum, caridade e orações.
Pelo Jejum somos chamados a olhar para nós mesmos e
cuidarmos do nosso coração.

Nossos
impulsos
precisam ser
dominados
por nós, se queremos chegar à santidade.

O Jejum nos ajuda a vivermos a renúncia e a olharmos para o outro, nosso próximo, que também tem necessidades como as nossas.
Não somos o centro do universo!
A QUARESMA
Amor a Deus...
A ORAÇÃO
Na Quaresma somos convidados a dar a
Deus o seu lugar
: o centro de nossas vidas.

Quando Deus é o centro, sua
vontade
se realiza e somos mais fiéis ao que
deveríamos ser
realmente.

A
oração
constante, intensificada na quaresma, nos ajuda a quebrarmos as amarras do Pecado original e
amarmos a Deus
acima de todas as coisas.
No Antigo e no Novo Testamento, o número 40 representa os momentos importantes de mudança da experiência da fé da comunidade judaica e cristã.

Este número não significa um tempo cronológico exato, ritmado pela sequência de dias; mas um símbolo - uma representação sociocultural de um período de duração significativa para a transformação de uma comunidade de fiéis.


Na Bíblia, o número quarenta aparece em diversos momentos significativos, a saber:

Gn 7,4-12 e 8,6: Noé fica quarenta dias na na arca, junto com a sua família e com os animais, durante o dilúvio. Após o dilúvio, transcorrem-se mais quarenta dias até tocar a terra firme.

Êx 24,18: Moisés permanence 40 dias no Sinai para receber a Lei

Dt 8,2-4: Quarenta anos dura a viagem do povo de Israel do Egito para a Terra prometida

Jz 3,11: Israel goza Quarenta anos de paz sob os Juízes

IRs 18,8: O profeta Elias leva quarenta dias para chegar ao monte Horeb, onde se encontra com Deus.

Jn 3,4-5: Os cidadãos de Nínive fazem penitência durante quarenta dias para obter o perdão de Deus

Lc 2,22: Quarenta dias depois de seu nascimento, Jesus foi levado ao Templo para ser apresentado.

Mt 4,2; Mc 1,13; Lc 4,1-2: Jesus, antes de iniciar a sua vida pública, retira-se no deserto por quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber

At 1,1-3: Durante quarenta dias Jesus ressuscitado instrui os seus discípulos, antes de subir ao Céu e enviar o Espírito Santo

“Trata-se de um número que exprime o tempo da expectativa, da purificação, do regresso ao Senhor e da consciência de que Deus é fiel às suas promessas.”

Papa Bento XVI
O Domingo era tão importante para as primeiras comunidades cristãs que faziam da reunião semanal o dia essencial para a celebração do mistério pascal, ou seja, fazer memória da Páscoa de Cristo. Todo domingo é Páscoa.
Os judeus que faziam parte do grupo dos cristãos também influenciaram essas comunidades em suas celebrações. Como judeus, celebravam a cada ano a sua páscoa, e faziam memória da morte e ressurreição de Cristo.

Aos poucos, eles influenciaram os demais cristãos a celebrar um Domingo dos Domingos anualmente. Ao redor dessa festa anual todas as outras celebrações vão se avizinhando e se formando, dando origem ao Tríduo Pascal, tal qual conhecemos hoje: Sexta-feira da Cruz, Sábado da Sepultura e Domingo da Ressurreição, assim o chamou Santo Agostinho. Mais tarde se acrescentou a Quinta-Feira Santa.
Como, para os judeus, o dia começa no anoitecer, a Páscoa era celebrada com uma vigília desde o sábado a noite até o amanhecer, na qual se liam os textos, salmos e orações que regatam a história salvífica desde o Antigo Testamento até a Ressurreição de Jesus. Nesta noite se fazia memória daquele que passou das trevas à grande luz.
Em meados do século III já se ouve falar que aconteciam batizados na noite da Vigília Pascal. Se esta é a noite por excelência da Ressurreição de Cristo, é a noite em que os cristãos passam da morte para a vida em Jesus. É a noite batismal.

Antes da sexta-feira da Paixão, Tertuliano (sec II e III), na Igreja Oriental, fazia uma preparação para aqueles que iam passar pelas águas do batismo, chamada de “reconciliação dos penitentes”.

Este peródo de preparação foi sendo extendido até completar quarenta dias, durante os quais os catecúmenos se exercitavam na vida cristã, faziam penitência e eram avaliados pela comunidade para verificar se eram dignos de serem iniciados na Fé cristã pelo Batismo.
A experiência era tão positiva que, nos anos seguintes, aqueles que haviam sido batizados nos anos anteriores, refaziam a penitência e os sacrifícios durante os quarenta dias a fim de "renovar o batismo" na noite pascal, junto com os neófitos.
Com o passar dos séculos e a conversão de toda Europa, o batismo de crianças se impôs como prática usual. Mas a cada ano, os cristãos repetiam a preparação catecumenal a fim de renovarem o batismo na Vigília da Ressurreição de Jesus.

Assim nasceu a nossa Quaresma.
O
Ciclo Pascal
é marcado por uma pedagogia
catecumenal
em três momentos:
1)
Fé-conversão
, com a opção fundamental por Cristo, pelo contato com a Palavra de Deus – Quaresma
2)
Litúrgico-sacramental
, que insere no mistério de Cristo e da Igreja o catecúmeno que ainda não foi batizado e renovação batismo pelo sacramento da penitência naqueles que já são iniciados – Tríduo Pascal
3)
Mistagogia
, participação plena na vida da Igreja – o Tempo Pascal
A cada Domingo, aprofundamos um mistério da vida de Jesus
Os Domingos da Quaresma
A cada Domingo da Quaresma, fazendo
memória do nosso próprio batismo
, nós recordamos aquela graça na qual fomos inseridos um dia, mergulhando na água do Espírito, renascendo para uma vida nova. De fato, o tempo quaresmal, por sua força sacramental, nos coloca em prontidão para a
escuta da Palavra e a oração.

A ação memorial do batismo, para os que já foram iniciados na fé, nós a realizamos escutando a Palavra, orando em comunidade e celebrando na mesa comum a memória pascal do próprio Cristo a cada Domingo, concluindo-se na Vigília Pascal.
DOIS PRIMEIROS DOMINGOS:
O Espírito da Quaresma
As Tentações de Jesus: cuidar do coração
A Transfiguração de Jesus: Escutar a sua Palavra

TRÊS DOMINGOS TEMÁTICOS:
Cada ano possui uma catequese da Igreja
Ano A: O sentido do nosso Batismo
Ano B: O significado da Paixão e Cruz de Jesus
Ano C: A misericórdia de Deus e nossa conversão
(O quarto Domingo - Laetare - celebra a Alegria da salvação)

SEXTO DOMINGO:
Ramos na Paixão do Senhor
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