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Ricardo Reis - "antes de nós nos mesmos arvoredos"

analise do poema
by

bruna tavares

on 17 October 2016

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Transcript of Ricardo Reis - "antes de nós nos mesmos arvoredos"

Heterónimo

Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia vento,
E as folhas não falavam
De outro modo do que hoje.

Passamos e agitamo-nos debalde.
Não fazemos mais ruído no que existe
Do que as folhas das árvores
Ou os passos do vento.

Análise formal do poema
Uso da quadra
Regularidade métrica
Relação que se estabelece entre o "nós"
e os elementos da natureza referidos
Uma similitude de condições que decorre da participação da mesma realidade perene.

"Não fazemos mais ruído no que existe / Do que as folhas das árvores / Ou os passos do vento" (vv. 6-8);
Uma dissimilitude de condições que decorre da finitude e da transitoriedade que caracterizam o homem e a sua consciência do tempo;
(«Passamos» (v. 5) e da
O Ruído das folhas das árvores e da passagem do vento é tão insignificante quanto a agitação do homem;
A natureza, concretizada nos arvoredos assiste impassível à passagem dos homens;
"Antes de nós nos mesmos arvoredos / Passou o vento, quando havia vento" (vv. 1-2);
É como que uma permanência que se opõe à transitoriedade da vida humana.
É também de assinalar que o sujeito coletivo “nós” se distancia da natureza, na medida em que a voz poética traduz a perceção das consciência humanas da passagem do tempo e da inutilidade do esforço do homem, enquanto os elementos naturais permanecem passivos a esta consciência.
Justificação do uso de um sujeito plural
e de um sujeito singular ao longo do poema
Nas quatro primeiras estrofes do poema, refere-se a um destino comum a todos os homens, através do recurso a um sujeito plural.
("nós" v. 1), "Passamos", "agitamo-nos" v. 5, "Não fazemos" v. 6,
"Tentemos", "nosso", "parecemos", "nós", "Nos", "nos".
Na última estrofe, evoca-se a situação particular do "eu" e refere-se a experiência directa da fugacidade da vida e da passagem inexorável do Tempo, através do recurso a um sujeito singular de primeira pessoa.
("o meu indício" v. 17)
-em cada estrofe os dois primeiros versos são:
Versos decassílabo
-em casa estrofe os dois últimos versos são:
Versos Octassílabos
Recursos expressivos presentes no
poema
"Se aqui, à beira-mar, o meu indício /Na areia o mar com ondas três o apaga./ Que fará na alta praia /Em que o mar é o Tempo?"
(vv.17-18)
"Em que o mar é o Tempo?"
Versos brancos
Interrogação retórica
Enunciação de uma pergunta retória com o fim de conferir maior ênfase à questão.
A pergunta retórica traduz uma reflexão sobre o valor da vida humana perante o poder do tempo.
Assim, tal como as pegadas deixadas na areia são facilmente apagadas pelas ondas do mar
"Se aqui, à beira-mar, o meu indício /Na areia o mar com ondas três o apaga." (vv. - 17-18)
A existência humana será sempre apagada pela passagem do tempo.
"Que fará na alta praia / Em que o mar é o Tempo?"
(vv. 19-20)
E ambas - pegas e existência - se revelam transitórias e submetidas ao poder de forças que lhes são superiores.
"Antes de nós nos mesmos arvoredos / Passou o vento, quando havia vento / E as folhas não falavam / De outro modo do que hoje."
(vv. 1-4)
"E as folhas não falavam / De outro modo do que hoje."
Personificação
Atribuição de qualidades, sentimentos ou ações específicas dos seres inanimados, abstratos ou animais.
O poema é uma lição de abnegação e essa lição significa uma tentativa de encontrar a felicidade, pois a vida humana rege-se pelas leis que regem o universo - estas caracterizam-se pela efemeridade que subjaz a qualquer ciclo regenerador.
Os arvoredos aparecem como um espaço fixo; a linguagem das folhas é também intemporal.
Características de Ricardo Reis
Trabalho realizado por:
Professora: Paula Martins Alexandre
Português
Escola Básica e Secundária de Salvaterra de Magos
"Antes de nós"
(Ricardo Reis)
A linguagem de Ricardo Reis é clássica. Usa um vocabulário erudito e, muito apropriadamente, os seus poemas são metrificados e apresentam uma sintaxe rebuscada.


Tentemos pois com abandono assíduo
Entregar nosso esforço à Natureza
E não querer mais vida
Que a das árvores verdes.

Inutilmente parecemos grandes.
Salvo nós nada pelo mundo fora
Nos saúda a grandeza
Nem sem querer nos serve.

Se aqui, à beira-mar, o meu indício
Na areia o mar com ondas três o apaga.
Que fará na alta praia
Em que o mar é o Tempo?

Estrutura Interna
Neste poema encontramos reflexões e recomendações feitas pelo sujeito poético que se aplicam à humanidade.
Os arvoredos estão classificados como um elemento intemporal, um espaço físico. Antes de nós existirmos, aqueles arvoredos já existiam.
.E antes dessa existência, o vento passava e criava um barulho nas folhas. Esse barulho é descrito como o falar das folhas.
É o homem que se apresenta como um elemento móvel, ideia que é apontada pelo referente temporal "Antes de nós"
Diz-nos então o sujeito poético que antes de qualquer um de nós existir, as folhas falavam da mesma maneira que falam hoje.
Resumindo, antes da nossa existência, a natureza comportava-se da mesma maneira que se comporta na actualidade. As leis do universo são sempre constantes.
Explicação do poema
Estrutura Externa
Características de Ricardo Reis presentes no poema
O sujeito poético propõe uma visão pagã da existência e defende a integração do Homem na Natureza, constatando a brevidade e a efemeridade da vida humana. A renúncia à acção, pelo reconhecimento da inutilidade da mesma (influência das filosofias epicurista e estóica) surge como a única atitude que conduz à tranquilidade.
Primeira e segunda estrofes
Nas quatro primeiras estrofes do poema, refere-se um destino comum a todos os homens, através do recurso a um sujeito plural ("nós" v. 1), "Passamos" v. 5, "agitamo-nos" v. 5, "Não fazemos" v. 6, "Tentemos" v. 9, "nosso" v. 10, "parecemos" v. 13, "nós" v. 14, "Nos" v. 15, "nos" v. 16).

Uma relação entre «nós» e os elementos da Natureza é caracterizada por:
-Uma
similitude
de condições que decorre da participação da mesma realidade eterna ("Antes de nós nos mesmos arvoredos / Passou o vento, quando havia vento, / E as folhas não falavam / De outro modo do que hoje." (vv. 1-4); "Não fazemos mais ruído no que existe / Do que as folhas das árvores / Ou os passos do vento" (vv. 6-8).

-Uma
dissimilitude
de condições que decorre da finitude e da transitoriedade que caracterizam o homem e a sua consciência do tempo ("Passamos" (v. 5); e da consciência da inutilidade do esforço humano ("agitamo-nos debalde" (v. 5).

Terceira estrofe
Contém uma exortação à fruição calma do momento, à serenidade epicurista do contacto directo com a Natureza ("Tentemos pois com abandono assíduo / Entregar nosso esforço à Natureza" (vv. 9-10), e ao desejo único de identificação com ela ("E não querer mais vida / Que a das árvores verdes." (vv. 11-12), numa indiferença à perturbação causada pela ameaça inelutável do Fatum.

Na última quadra, evoca-se a situação particular do «eu» e refere-se a experiência directa da fugacidade da vida e da passagem inexorável do Tempo, através do recurso a um sujeito singular de primeira pessoa ("o meu indício" v. 17).
Bruna Tavares, nº3
Maria Pacheco, nº11
Curso: Técnico Serviços Juridicos
2ºB
Conclusão
Introdução
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