Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Seminário Sobre Pesquisa Educacional: Cartografia

No description
by

FELIPE LINHARES

on 13 December 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Seminário Sobre Pesquisa Educacional: Cartografia

Seminário Sobre Pesquisa Educacional
Dussel (1994) alerta a necessidade de que os conhecimentos precisam sustentar em práticas sociais concretas. (p. 61)
A Cartografia como uma possibilidade de sustentação metodológica nas investigações e pesquisas sociais.

Nesta perspectiva, foram sistematizados alguns fundamentos teóricos que embasam a proposta epistemológica de se buscar na cartografia, traçados e caminhos metodológicos que possam expressar a complexidade e a heterogeneidade dos elementos naturais e humanos, e, também evidenciar suas ressonâncias na produção de conhecimentos voltada para a visibilização da diversidade cultural de grupos sociais na construção e/ou vivências de suas territorialidades, como objeto de estudos e investigações. (p.63)
Método Cartográfico: a busca de fundamentos epistemológicos
Dificuldades identificadas pelos Orientadores:

Sistematizar e analisar os dados;
Autores de diversas tendências;
Leitura superficial da bibliografia e metodologia de pesquisa;
Definir as categorias de análises.
Pesquisa com Cartografia: Exemplo de categorização na pesquisa em educação
Cartografia
Carina Mota
Felipe Lisboa Linhares
Jakson José Gomes de Oliveira

Santos (1997) ao analisar criticamente o paradigma moderno, afirma que o mesmo foi construído a partir da revolução cientifica do século XVI, e que passou a ser o modelo da racionalidade da ciência moderna basicamente sob o domínio das ciências naturais, que no século XIX se estendeu ás ciências naturais. (p.61)
Por séculos grande parte da humanidade acreditou
(como até hoje alguns acreditam), que a ciência daria conta de explicar os fenômenos sociais, em sua totalidade, sem levar em consideração o contexto social, político, econômico, cultural e ambiental, educacional em que esse fenômeno encontra-se inserido, outras experiências, conhecimentos e saberes particulares e singulares, suas abstrações, seus simbolismos, enfim, outros traçados e caminhos possíveis ao processo de construção do conhecimento. (p. 61)
Santos (2008, p.139) propõe o paradigma cientifico, por reconhecer que valores cognitivos não poderiam ficar desvinculados completamente dos valores éticos e políticos, e “que a cultura era constitutiva da ciência e que por isso, sendo diversas as culturas, haveria de reconhecer-se a existência de outras explicações não cientificas da realidade”. (p.62)
Insuficiente investimento material e financeiro em pesquisas,
Compromisso ético-politico com a realidade social;
Dificuldades de acesso a alguns territórios, ou
Existência de objetos que alguns casos, embora tenham sido estudados, precisam ser analisados por outros olhares, inclusive pelo olhar da educação.
Desafios para os pesquisadores (p.63)
Segundo Boaventura em entrevista (2006) os desafios teóricos e metodológicos da ciência social nos países periféricos e semiperifericos:
Teóricos e Metodológicos
Teóricos
, dar conta das experiências sociais e políticas e culturais que são cada vez mais visíveis nesses países por não terem ainda uma analise teórica articulada, (...)

Metodológicos
, trata-se de construir com criatividade a distinção entre objetividade e neutralidade, e ao mesmo tempo considerar a metodologia que foi construída para as ciências sociais no norte.
Processo de Categorização
(Oliveira e Mota Neto, 2011, p. 164)

Categorias Analíticas: Iniciais e Emergentes

Categorias Temáticas
São provenientes das primeiras leituras sobre o tema em estudo, conceitos que estão na base das discussões teórica em torno do objeto de estudo.
São as que surgem no desenvolvimento da pesquisa e podem ser oriundas tanto da leitura bibliográfica como do processo de coleta de dados, por meio das entrevistas e outras técnicas realizadas com os participantes.
Constituem o que denominamos de indicadores de análise, ou seja, fatores, aspectos, elementos do fato ou situação em estudo, que são classificados e reunidos em eixo ou unidades temáticas a partir e com os dados coletados.
Pesquisa realizada com a intenção de verificar os saberes culturais de comunidades ribeirinhas.

Investigação acerca de como os jovens, adultos e idosos das comunidades ribeirinhas do município de São Domingos do Capim desenvolvem suas prática sociais cotidianas sem o conhecimento da leitura e da escrita da palavra?
Exemplo de Pesquisa com Cartografia
(Oliveira e Mota Neto, 2011, p. 171)
Construção Metodológica

Levantamento bibliográfico;

Entrevista com roteiro de perguntas abertas;

Observação das práticas;

Cartografia de saberes, mapeando os saberes de jovens, adultos e idosos das comunidades ribeirinha.
A Cartografia de saberes é compreendida como um modo de imaginar-se e representar a realidade social.
A Cartografia dos saberes, então, consiste em uma abordagem metodológica marcada pelo hibridismo cultural.
Cartografia dos Saberes
(Oliveira e Mota Neto, 2011, p. 173)
Processo de categorização na pesquisa: Categoria iniciais

Trabalho;

Saber popular;

Imaginário;

Representação social
Processo de categorização na pesquisa: Categoria emergentes

Cultura de conversa;

A educação do cuidar;

A educação como estudo
Processo de categorização na pesquisa: Categoria temáticas ou cartograficas

História e geográfico-espacial;
Tradições e identidades
Saberes culturais e a educação;
Poéticas;
Trabalho e saúde;
Campo semântico da linguagem;
Valores do cotidiano.
Sub-categorias:

Saberes da terra;
Saberes da mata;
Saberes das águas;
Saberes culturais locais: a educação.
Resultados
(Oliveira e Mota Neto, 2011, p. 177)

O mapeamento se intercruzaram-se, de forma interdisciplinar, em torno de categorias temáticas, abordagens filosóficas, sociológicas, educacionais, geográficas, históricas, linguística, semiótica e da psicologia social.

A pesquisa viabilizou o entrelaçamento de múltiplos saberes que foram mapeados, categorizados e contribuíram para a constituição da cartografia de saberes como categoria analítica de referência a outros estudos.
Referências

OLIVEIRA, Ivanilde Apoluceno de. MOTA NETO, João Colares da.
A construção de categorias de análise na pesquisa em educação
. In MARCONDES, M. I, OLIVEIRA I. A. e TEIXEIRA E.
Abordagens teóricas e construções metodologicas na pesquisa em educação
. Belém –PA: EDUEPA, 2011.

SILVA, Maria das Graças da. SILVA, Cirlene Silva da. DINIZ, Francisco do P. Santos. PONTES, Lucivaldo Maia.
CARTOGRAFIAS E MÉTODO(S): outros traçados e caminhos metodológicos para a pesquisa em educação
. In MARCONDES, M. I, OLIVEIRA I. A. e TEIXEIRA E.
Abordagens teóricas e construções metodologicas na pesquisa em educação
. Belém –PA: EDUEPA, 2011.
Seminário Sobre Pesquisa Educacional
Cartografia
Carina Mota
Felipe Lisboa Linhares
Jakson José Gomes de Oliveira
OBRIGADO!!!
Conceitos Para Fundamentação Teórica e Metodológica (p. 64-66)

Santos (2010) recorre à cartografia para caracterizar o pensamento moderno como
abissal
e estabelecer duas distinções:
visíveis
e
invisíveis
.
Ciências e Direito que determinam o que é legítimo.
saberes e conhecimentos que são social e cientificamente marginalizados e colonizados.
Um pensamento baseado na divisão da realidade social em dois universos distintos (concessão à ciência moderna do monopólio da verdade em detrimento de outras formas de conhecimento)
Armando Silva (
apud
NIEMEYER, 1998, p. 12) distingue (p.65):

Cartografia Física
(oficial, legítima, visível);
Cartografia Simbólica
(experiências sociais disperdiçadas pelo modelo de racionalidade ocidental, saberes "invisíveis").
A primeira [cartografia física], produto do trabalho de técnicos, respeita os limites político-administrativo de unidades territoriais e pretende ser um simulacro visual do objeto representado, é caracterizada pela linha contínua.
A segunda [cartografia simbólica] é um expressão de concepções sociais e simbólicas de grupos sociais e/ou indivíduos a respeito de um território, não admitindo, portanto, cortes precisos, é caracterizada pela linha interrompida: graficamente tem a forma de croqui (p.65).
Deleuze e Guattari (1980) afirmam que a história da produção do conhecimento está associada com a hieraquização de saberes e a imposição da Ciência como saber absoluto.
Para os autores o método cartográfico não cuida da representação do objeto, mas da sua construção (p.66).
Neste sentido, mapear significa reunir saberes produzidos pelos sujeitos acerca de suas práticas e/ou modos de vida [...] ou seja, mapear é buscar encontros, percursos, por entre práticas e saberes, culturas e poder (p.66)
Acúmulo do Conhecimento - Gallo (2003)
"Arborescência do Saber" (p.66)
Especialização do Saber
Ciências
Sociais
Humanas
Exatas
Naturais
Deleuze e Guattari (1995) defendem o rompimento com essa concepção de "arborescência do saber" e que o processo de construção do conhecimento seja formado apartir de
rizomas
, sem modelos definidos, rígidos e específicos (p.66).
Segundo Bretherick (2010), o rizoma consiste em um (p.68):

Modelo de construção do pensamento onde os conceitos não estão hierarquizados e não partem de um ponto central, de um centro de poder ou de referência aos quais os outros conceitos devem se remeter. Ele não tem começo nem fim, mas um meio pelo qual ele cresce e transborda.
Nesta perspectiva o conhecimento científico passa a ter conexões, mobilidades e interatividades com outras formas de conhecimentos e saberes, como exemplo, os não científicos (p.68).
Cartografia subalterna
entendida como os mapeamentos alternativos da cartografia convencional ou tradicional, feita pelas forças econômicas do capitalismo hegemônicos surgiu a necessidade de afirmação político-cultural e socioterritorial de grupos excluídos (p.69).
Ancorados neste princípio, as representações simbólicas da realidade, dos fenômenos sociais da cultura e dos saberes seriam como mapas (Cartografia Simbólica).
Kastrup (2009) organiza um conjunto de produções que são indícios para a construção de cartografias. Este conjunto sintetiza oito pistas não hierárquicas (p.70):

Acompanhamento de processos;
Os movimentos-função;
Plano do coletivo de forças;
O método de pesquisa-intervenção;
Habitar o território existencial;
Dissolução do ponto de vista do observador;
Funcionamento da atenção do cartógrafo; e o
Desenvolver da política da narratividade.
Possibilidades de orientação metodológicas da pesquisa (p. 70 - 74):

Cartografia de saberes (PPGED-UEPA duas funções: Categoria de Análise e Instrumento Teórico-Metodológico – “mapeamentos simbólicos” dos saberes cotidiano dos sujeitos);
Abordagem qualitativa;
Pesquisa de natureza interpretativa, sustentada por procedimentos da prática etnográfica;
Observação participante (técnica utilizada para mapear os processos);
Relatos orais;
Fotoetnografia (comunicação e expressão do comportamento cultural - Boni e Morechi (2003).
Para Farina (2008), cartografia é um método que não se aplica, mas se pratica. Quer dizer, não há um conjunto de passos abstratos, a priori, a serem aplicados a um objeto de estudo, pois a cartografia é um método em processo de criação, coerente com a processualidade daquilo que se investiga. Neste sentido, trabalha-se com um modo de fazer pesquisa que se inventa enquanto se pesquisa, de acordo com as necessidades que surgem, de acordo com os movimentos do campo de estudo em questão.
Full transcript