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FUTURISMO

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by

Lucio Agra

on 26 March 2015

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Transcript of FUTURISMO

O futurismo propunha-se glorificar esteticamente o mundo
moderno, a velocidade, a mecanização e a guerra.
De volta à Itália, Marinetti atrairia vários artistas novos
que se identificaram com a proposta futurista: pintores como
Luigi Carrá, Umberto Boccioni, Giacomo Balla; arquitetos co-
mo Antonio de Sant’Elia; músicos (originalmente pintores)
como Luigi Russolo; teatrólogos como o titeriteiro Fortunato
Deppero.
FUTURISMO
declamação dinâmica - spoken word, rock
movimentos mecânicos – toda a performance posterior
síntese – instantaneidade, rapidez (publicidade)
simultaneidade – improviso, presença, não-repetição

conceito dos “vasos comunicantes” – dadá (poema simultâneo) e surrealistas (fluxo da consciência)

Tullio Crali Incuneandosi nell'abitato, 1939 Olio su tela

F.T. Marinetti, Parole in libertà: olfattive, tattili, termiche (paroliberas:olfativas, tácteis, térmicas), 1932.

Consulta na Internet
http://www.colophon.com/gallery/futurism/
http://www.futurism.org.uk/

Bibliografia em Português

PERLOFF, Marjorie O momento futurista SP, Edusp

BERNARDINI, Aurora F. (org.) O futurismo italiano SP,
Perspectiva, Col. Debates vol. 167

Música Futurista - intonarumori

Luigi Russolo

Giacomo Balla - Manifesto da roupa anti-neutral - 1914

O futurismo foi pródigo de manifestos (Manifesto Técnico
da Literatura Futurista, Manifesto da Síntese Futurista, Ma-
nifesto da Música Futurista, Manifesto do Vestuário Futuris-
ta). A maior parte da produção poética futurista, aliás, encon-
tra-se consignada nos manifestos.

L. Severini, Dança da serpente 1914

Marinetti – “o prazer de ser vaiado”
Fisicofolia (loucura física)
Influencia Maiakovski e Artaud, no teatro

Manifesto do Futurismo
 
+ Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia. e da temeridade. + A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia. + A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco. + Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia. + Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita. + É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificência, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais. + Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser urna obra prima. A poesia deve ser concebida corno um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem. +Nós estamos no promontório extremo dos séculos!... Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Nós já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade onipresente. +Nós queremos glorificar a guerra - única higiene do mundo – o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas idéias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher. + Nós queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academias de toda natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda vileza oportunista e utilitária. + Nós cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifônicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor noturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas luas e1étricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as oficinas penduradas às nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que patejam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o vôo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta. (Tradução: Aurora F. Bernardini)

O futurismo tem seu início oficial a partir da publicação
de seu primeiro manifesto, assinado pelo poeta italiano
Filippo Tomaso Marinetti, no Le Figaro de Paris em 1909.
Mesmo sendo italiano, Marinetti percebeu que só atrairia
atenção para sua nova estética, se divulgasse suas idéias
no então centro da cultura progressista do mundo, Paris.

Verso livre
Primeiro poema – Conquista das Estrelas (1902)
Primeira peça – Roi bombamce (1909)
Poupées Electriques (Eletricitá) (1909)
Manifesto Futurista - 1909
Primeira serata futurista – 12/1/1910
Tipo de leitura produzida, segundo Tisdall e Bozzolla:
“como pregões de vendedores de purgante”
Outras táticas: vendas de objetos para arremesso por parte da platéia, venda dupla de lugares para provocar tumulto.

Pavilhão futurista na exposição de Turim de 1928

Fortunato Depero e Enrico Prampolini

Teatro de síntese futurista
Modelo – teatro de variedades – nascido, como os futuristas, da eletricidade
“Esplendor mecânico e geométrico” “Sensibilidade numérica”

Marinetti – excertos de
Paroliberas de 1919

Elementos negligenciados na poesia:
Som – manifestação do dinamismo dos objetos
Peso – faculdade inerente aos objetos
Cheiro – meio pelos quais os objetos se espalham e se dispersam

GUERRA – CONFLITO - RUÍDO

Umberto Boccioni - Formas únicas da continuidade no espaço - 1913

Giacomo Balla - Cauda em movimento - 1912

Giacomo Balla - Ritmo de um violino - 1912

Na pintura, a síntese futurista consistia, no mais das vezes, em uma tentativa de representar o movimento e a velocidade. Há uma clara influência da cronofotografia de Edward Muybridge e do próprio cinema. A representação do movimento, no caso de alguns artistas, chegou a atingir o próprio cerne da velocidade,  abandonando a figuração.

Cangiullo – Pintura paroliberista, 1915

Giacomo Balla – Trelsi Trelno, 1914

Tavoli parolibere – pintura de palavras em liberdade

DESTRUIÇÃO DA SINTAXE – IMAGINAÇÃO SEM FIOS – PALAVRAS EM LIBERDADE

França - Delaunay

Rússia – Natália Gontcharova

Brasil – Oswald de Andrade

Rússia - Malevitch

UMA REDE DE RELAÇÕES

Zang Tumb Tuum – 1914

Entre 1910 e 1914 – manifestos
Dentre eles:
Manifesto Técnico da Literatura Futurista (11/05/1912)
abolição do verso livre em favor da parolibera
Abolição da sintaxe
Abolição das convenções gramaticais
Fim da pontuação – uso de sinais matemáticos
Uso da analogia – ponto de contato com Mallarmé

Batalha de Adrianopoli,búlgaros contra a Adrianópolis turca na guerra dos Bálcãs

De ZANG TUMB TUUM:
“Contei os seis milhões de choques que as moléculas-irmãs me deram eu as obedeci 6 milhões de vezes tomando 6 milhões de diferentes direções... Dentro das células do meu corpo (diâmetro = 1 micromilhão de um milímetro) estão contidas 4 raças de átomos indivisíveis (...) 6000 átomos deixam meu braço direito mas 5000 átomos entram novamente pelo meu pé esquerdo”
“griiiiiiiiito de 1500 homens feridos trancados diante de 18 artilharias turcas relampejando choques metralhas tatatás uniformes oficiais atirados aos trilhos”

Stelarc – performance Corpo amplificado 2000

http://www.paris-art.com/num_detail-1821-stelarc.html

A busca do escândalo é um traço forte do futurismo, caracterizando sua preocupação com o aspecto comportamental. O futurismo, nesse aspecto, constitui um paradigma da vanguarda histórica. As famosas Serati Futuristi, invariavelmente terminavam em pancadarias e conflitos com a polícia, para consagração dos próprios futuristas. Pode-se dizer que, sob esse aspecto, Marinetti foi um dos primeiros a explorar o valor positivo do escândalo como propaganda e marketing.

Boccioni - Caricatura de uma noitada futurista - 1911

Giacomo Balla : Para entender o choro
Dois homens, um vestido com terno branco e o outro com traje negro de viúvo, enfrentam um ao outro tendo atrás uma tela pintada metade em vermelho, metade em verde e conduzem o seguinte diálogo com gravidade:
Homem de negro - ... Para entender o choro...
Homem de branco – mispicchitirtirtirotiti
Homem de negro – 48
Homem de branco – Brancapatarsa
Homem de negro – 1215, mas eu...
Homem de branco – ullurbusssssut...
Homem de negro – Eu acho que você está rindo...
Homem de branco – sgnacasanipir
Homem de negro – 111.222.022, eu o proíbo de rir!
Homem de branco – Parpliplurplotorplaplint
Homem de negro – 888 Deus e Trovão! Não ria!
Homem de branco – iiiiirrriririrriri
Homem de negro – 1234 Basta! Pare com isso! Pare de rir!
Homem de branco - ... Você tem de rir.

Giacomo Balla
ESTADOS DESCONCERTANTES DA MENTE
Quatro pessoas vestidas de forma diferente
Palco branco
Começam todos juntos
Pessoa 1 – (alto) 666 666 666 666
Pessoa 2 - ¨ 333 333 333 333
Pessoa 3 - “ 444 444 444 444
Pessoa 4 - “ 999 999 999 999

(Pausa, sempre sérios)

Pessoa 1 – (alto) aaa aaa aaa aaa
Pessoa 2 – “ ttt ttt ttt ttt
Pessoa 3 - “ sss sss sss sss
Pessoa 4 - “ uuu uuu uuu uuu

(sempre sérios)

Pessoa 1 – levanta seu chapéu
Pessoa 2 – olha pro relógio
Pessoa 3 - assoa o nariz
Pessoa 4 - lê um jornal

(pausa, bem expressiva)

Pessoa 1 – (alto) tristeza – aiaiaiaiaiai
Pessoa 2 - “ rapidez – rápido, rápido
Pessoa 3 - “ prazer - si si si si si si si
Pessoa 4 - “ negação – no no no no no
(deixam o palco caminhando rigidamente)



} juntos

} juntos

} juntos

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Teatro
Arquitetura
poesia
moda
Antonio de Sant'Elia
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