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Carmen Santos e a Brasil Vita Filmes

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Patrícia Marchi

on 5 December 2012

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Transcript of Carmen Santos e a Brasil Vita Filmes

Carmen Santos Biografia e a Brasil Vita Filmes Nome: Maria do Carmo Santos Gonçalves;

Nascimento: 08 de Junho de 1904, em Vila Flor (Portugal);

Desmbarca no Rio de Janeiro em 1912 junto com a mãe e sua irmã para se reunir ao pai que emigrara anos antes;

Seu pai, João dos Santos Gonçalves, trabalhava como marceneiro;

Abandona os estudos para ajudar no sustento da família e começa a trabalhar numa oficina de costura;

Era bastante repreendida pelos pais;

Aos 14 anos, torna-se "vendeuse" do Parc Royal;

É escolhida como a mais bela funcionária da loja;

É demitida devido à inveja e perseguição das colegas. O "americano" William S. Jansen recebe o apoio da Couto & Cia para formar a Brasil Film, depois intitulada Sociedade Anônima Omega Film;

Em 1919 a Omega anuncia o Concurso de Artistas Cinematográficos;

Carmen participa do teste e é escolhida para interpretar Marta, principal personagem de "Urutau";

A primeira tomada começou a ser filmada às sete horas da manhã e só terminou ao fim da tarde;

A jovem estreante é a revelação do filme;

Ao estrelar "Urutau", Carmen atravessa uma das barreiras impostas à reputação feminina; Quinze anos após a apresentação do filme, em 1919, um artigo da Cinearte relembra que a iniciativa da Omega é considerada “um dos grandes esforços já feitos no Brasil para implantar esta arte e indústria que precisamos possuir para educar, divertir, engrandecer nosso povo”;

Não há informações seguras sobre o destino de "Urutau" e de seu realizador;

Há vagas suposições de que Jansen o teria levado consigo para a Califórnia, onde morreria logo depois em um acidente de carro. A revista Cinearte é lançada em março de 1926;

Ao voltar de Portugal com sua irmã, Carmen descobre sua gravidez;

Em 22 de fevereiro de 1928 nasce Berenice;

Após alguns meses Carmen começa a planejar sua volta ao cinema;

Em outubro de 1928 Carmen participa de algumas tomadas de “Barro Humano”, filme produzido por Paulo Benedetti e pelo grupo de Cinearte; Carmen começa um romance com Antônio Lartigal Seabra, herdeiro da Seabra & Cia e sócio fundador do Aeroclube Iate do Rio de Janeiro;

Não se sabe em que circunstâncias se conheceram;

Essa paixão faz Carmen afirmar suas perspectivas profissionais e também perder sua virgindade aos 16 anos;

Segundo os preceitos jurídicos em vigor, o relacionamento sexual precoce era severamente punido;

Carmen anuncia sua partida para a América;

“Nasci para o cinema; parto para os Estados Unidos, a cumprir o meu destino. (...)”

A viagem não se concretiza;

Carmen e Antonico firmam o relacionamento;

João e Ana Cândida, pais de Carmen, aceitam o relacionamento da filha. Na década de 1920 os negócios cinematográficos se sofisticam;

O registro de fatos políticos e sociais é o principal veio de produção nacional, bem como as constantes adaptações literárias;

A produção de filmes de ficção ainda é ocasional;

A partir de 1923 a atividade se amplia;

O apoio financeiro de Antonico projeta Carmen como uma aliada na construção do cinema brasileiro junto ao meio cinematográfico da época e, principalmente, junto aos influentes jornalistas Ademar Gonzaga e Pedro Lima;

Carmen Santos é chamada para a adaptação da obra de Julio Ribeiro "A Carne", para interpretar Lenita;

Alguns contratempos paralisam as filmagens e acumula-se uma série de dívidas e promessas; Em 1924 Pedro Lima, no artigo "Ouvindo estrelas... Quem é Carmen Santos”, apresenta a atriz como uma daquelas estrelas que “apenas a um número de pessoas foi mostrada na irradiação possante de sua grandeza, porque a fatalidade, talvez, ainda não permitiu que sua luz se espraiasse sobre os olhos perscrutadores do público”;

Carmen reage e assume a retomada da produção;

Forma a Film Artístico Brasileiro (FAB);

A marca da FAB é exibida em fotos e legendas a partir de outubro de 1924; Também em outubro de 1924 começa a divulgação da adaptação cinematográfica do livro “Mlle. Cinema”, de Benjamin Constallat, promovida pela FAB;

Curiosamente “A Carne” não está relacionada entre as anunciadas produções da FAB;

As filmagens são interrompidas novamente, sem maiores explicações;

As especulações sobre a exibição da versão da FAB do romance terminam em setembro de 1926, com o anúncio de um incêndio que destruíra o filme “quase pronto”. Com o início da formação do "star system" brasileiro, Carmen Santos empenha-se na divulgação de sua imagem;

Já observara o valor da publicidade em "Urutau", que, mesmo inédito comercialmente, conquistara um generoso espaço nas revistas e jornais, conferindo-lhe o status de atriz cinematográfica;

Em 1925, apesar de ainda não ter sido vista nas telas, Carmen Santos é sem dúvida uma celebridade do cinema nacional;

Não só como atriz, Carmen quer estar à frente de projetos. Em suas declarações concedidas na época, ela registra o quanto as dificuldades de produção cinematográfica lhe são redobrados pelo simples fato de ser mulher,

Depois das frustradas tentativas de realizar "Mlle. Cinema", Carmen se recolhera. Em 1929, em Cataguases, Carmen fecha contrato com a Phebo Brasil Film para estrelar o filme "Sangue Mineiro", de Humberto Mauro;

Como protagonista, Carmen centraliza as atenções da câmera e do diretor, merecendo numerosos e prolongados close-ups e poses dramáticas;

Durante as filmagens Carmen tem um breve romance com Edgar Brasil, fotógrafo do filme, e estabelece uma relação com a família Mauro;

O filme é exibido em Cataguases em julho de 1929, e no mês seguinte são realizadas algumas sessões para a imprensa no Rio. A fria recepção do filme altera o ânimo inicial de Carmen com os resultados obtidos por Humberto Mauro, e a deixa temerosa quanto ao desfecho dessa iniciativa;

A première acontece em 27 de janeiro de 1930 no Cine Rialto. A atriz se ausenta na primeira noite de estreia;

O filme é lançado em São Paulo no dia 6 de março, no Cine São Pedro;

Fica poucos dias em cartaz. O novo projeto de Carmen Santos recebe o nome de "Lábios Sem Beijos", dirigido por Ademar Gonzaga, em agosto de 1929;

Os custos são arcados exclusivamente por Carmen, sem sócios;

Com o anúncio da construção do Studio Cinearte e os preparativos para o filme "Saudade" (o primeiro filme da companhia) Gonzaga prejudicou a direção e o andamento de "Lábios Sem Beijos";

Carmen se impacienta com a pouca atenção de seu diretor;

Em 20 de março têm início as filmagens, sob a direção de Humberto Mauro e o primeiro filme assinado pela Cinédia Film. Carmen é excluída de qualquer participação no empreendimento da Cinédia;

Devolve o projeto de "Lábios Sem Beijos" à Gonzaga;

Sua saída do projeto só se torna pública em março de 1930;

Carmen constata uma segunda gravidez;

Apesar da desavença com Ademar Gonzaga, Carmen sabe que dificilmente viabilizará uma próxima produção fora de sua área de influência;

Volta a procurá-lo para mais um recomeço de carreira. Nesse período surge no meio cinematográfico o jovem Mário Peixoto;

Após sua estada na Europa, volta ao Brasil pensando em transformar suas ideias em um filme. Mário procura Ademar Gonzaga e, mediante sua recusa, recorre a Humberto Mauro;

Mauro recomenda que o próprio rapaz o dirija;

"Limite" se desenvolve a partir de uma situação – três estranhos perdidos no mar em um pequeno bote – e três narrativas isoladas que se interligam;

As filmagens são realizadas em Mangaratiba, de maio à dezembro de 1930. Em outubro, com grande parte das filmagens concluída, Edgar Brasil inicia a montagem de "Limite" na casa de Carmen Santos;

Carmen se impressiona com o filme, e pede para que Mário escreva um argumento para ela, sem cobrar nada dele de laboratório;

Mário diz que tentará escrever o argumento, mas com uma condição, que ela vai fazer uma pequena parte em "Limite", e nem o nome dela vai aparecer no filme. Carmen aceita;

Carmen filma a cena com os cabelos desalinhados e com roupas vulgares, interpelando Raul enquanto morde uma carambola. Em 1931 surgem as primeiras notícias sobre a associação de Carmen Santos e Mário Peixoto;

"Limite" só foi exibido publicamente em 17 de maio de 1931 em sessão para convidados promovida pelo Chaplin Club no Cine Capitólio;

O filme é recebido com estranheza mas também com admiração;

Começa um novo projeto: "Onde a terra acaba", extraído da novela Sonolência;

Apesar das dificuldades na organização das filmagens, Carmen está entusiasmada com a escolha de Mário. Em entrevista para "A Scena Muda", Carmen, como produtora, se diz determinada e confiante nas perspectivas do cinema nacional, apesar das práticas adversas para a sua comercialização, já que o mercado exibidor é hegemonicamente dominado pelo cinema estrangeiro;

Carmen sabe que, apesar de sua obstinação, sua presença no cinema brasileiro ainda é olhada com estranheza;

Mário construiu "Onde a terra acaba" para ela, no papel de uma mulher madura e misteriosa;

No meio das filmagens, a atriz-produtora e o diretor começam a se desentender;

Carmen é acometida por crises de depressão; Apesar da intermediação da equipe, não é mais possível restabelecer o clima de trabalho;

É rompida a associação de Carmen e Mário;

Para salvar seu projeto, Carmen recorre à Ademar Gonzaga;

Anos mais tarde, Pedro Lima promove um encontro reconciliador da atriz com o diretor;

Os dois cogitam a retomada de "Onde a terra acaba", mas os planos não vingam;

Mário Peixoto jamais filmaria novamente. A absorção de "Onde a terra acaba" permite à Cinédia ocupar-se de dois filmes simultaneamente, o de Carmen e o que Humberto Mauro começou a filmar em setembro, "Ganga bruta";

O filme da Marambaia sofre radicais alterações;

A personagem da escritora madura dá lugar a uma jovem inocente e sonhadora;

No fim de dezembro Carmen declara que o filme está quase pronto;

Durante o primeiro semestre de 1932 rareiam as informações sobre o filme;

Em março são concluídas as filmagens exteriores e a equipe se transfere para o Rio. As filmagens são interrompidas em abril, em consequência de uma doença de Cassiano Gabus Mendes;

Em junho as filmagens são retomadas;

Em setembro os novos cenários são concluídos e a produção retomada em ritmo acelerado;

Em novembro Carmen declara que o filme está progredindo;

No início de dezembro, chegam à Cinédia os caixotes da aparelhagem de som e a filmagem é concluída;

Em março de 1933 é anunciado o começo da fase de sincronização. Em junho uma sessão do filme é realizada para convidados;

Pronta a versão definitiva, a estréia de "Onde a terra acaba" é marcada para 16 de outubro , no Cine Parisiense;

Apesar da grande publicidade, o filme permanece apenas uma semana em exibição;

Em seguida, parte para o circuito de segunda linha;

Em meio a críticas ruins, Carmen não se deixa abalar. Época do governo provisório de Getúlio Vargas, que teve início em 1930;

No dia 6 de janeiro de 1932, foi organizada pelos exibidores brasileiros a I Convenção Cinematográfica Nacional;

Intuito de conquistar o apoio dos governantes para a questão da medida protecionista para a realização de filmes nacionais;

Carmen é a única produtora a se manifestar na convenção;

Além de solidária ao movimento dos produtores, a atriz é uma entusiástica do filme educativo;

Em fevereiro de 1932 Carmen se entusiasma com o futuro, já que a indústria do cinema começa a ser reconhecida no país. Integrantes:

Beatriz Calasans
Flaviana Martins
Gabriela Rabello
Matheus Coutinho
Patrícia Marchi
Paula Gonzalez Em abril de 1932 é constituída a Comissão de Censura;

É indicada a obrigatoriedade de exibição de um complemento nacional em todo o programa cinematográfico, bem como a obrigatoriedade de exibição de um percentual por ano de filmes brasileiros;

Em fevereiro Getúlio decreta a nova Lei Eleitoral;

O direito ao voto chega para reconhecer o espaço social e político que as mulheres vinham aos poucos conquistando; O jornalista Afonso de Carvalho escreve um artigo sobre Carmen Santos em que destaca a sua forte personalidade, o que o leva a pensar que “quando Deus a fez tinha realmente nas mãos a mais bela forma de mulher, mas, no momento, estava pensando num homem”;

Ele chama a atenção para o compromisso da atriz com a liberdade, que não a faz somente abraçar as causas sociais, mas a orienta também na condução de sua vida particular;

Em 1934 é instituída a obrigatoriedade de exibição do complemento nacional; Carmen convida Humberto Mauro para acessorá-la tecnicamente em seu novo empreendimento;

Em 30 de outubro de 1934 é realizada a assembléia para a fundação da companhia;

No mês seguinte é lavrada a escritura de constituição definitiva da Brasil Vox Film;

A primeira ”encomenda” da companhia é uma cobertura jornalistica da VII Feira Internacional de Amostras da Cidade do Rio de Janeiro, solicitada por Lourival Fontes, então diretor do departamento Nacional de Propaganda e Difusão Cultural. A Brasil Vox Film dedica-se a realização de uma série documental sobre aspectos da cidade;

Série produzida: "As 7 maravilhas do Rio de Janeiro";

Carmen prepara-se para retomar os projetos de longa metragem;

No início de 1935, a Cinearte apresenta uma extensa listagem dos filmes brasileiros de pequena metragem realizados no ano anterior, e destaca alguns novos títulos recém-exibidos, entre eles "No Jardim Zoológico" e "Pescadores de Sepetiba", da Brasil Vox Filme. Brasil Vox Film Em sua nova fase profissional Carmen participaria, com diferentes níveis de envolvimento, de quatro longas-metragens;

Os dois primeiros, "Favela dos meus amores" (1935) e "Cidade mulher" (1936), com direção de Humberto Mauro e Carmen como protagonista, tinham situações cômicas ou românticas dando ensejo a números musicais;

"Favela dos meus amores" é bem acolhido pelo público e apontado como exemplo das possibilidades do cinema produzido no país; A companhia, então denominada Brasil Vita Filmes S/A, não obteria o mesmo êxito com "Cidade mulher";

Em "Inconfidência Mineira", além de interpretar Bárbara Heliodora, Carmen acabaria por assumir a direção – posto então singular para uma mulher – com a ajuda de Edgar Brasil;

Devido as dificuldades decorrentes da 2ª Guerra Mundial, o filme só veio a público em 22 de abril de 1948. Nesse intervalo, Carmen se une a Humberto Mauro para a realização de "Argila" (1942);

Em 24 de setembro de 1952, vítima de câncer, Carmen Santos morreria aos 48 anos, no Rio de janeiro. Referências:

PESSOA, Ana. "Carmen Santos - O cinema dos anos 20". Rio de Janeiro, Aeroplano , 2002. 192p.

Biblioteca digital das artes do espetáculo - Museu Lasar Segall
http://www.bjksdigital.museusegall.org.br/
(visitado em 25/09/2012, às 20h47);

Fotos de Carmen Santos
http:/www.flickr.com/photos/carmensantos04/show/
(visitado em 29/10/12, às 20h55).
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