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Cristologia 6.

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Vinicius Zulato

on 14 September 2015

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Transcript of Cristologia 6.

Cristologia 6.
Três concepções inadequadas da pessoa de Cristo
O apolinarismo.
Apolinário, que se tomou bispo em Laodicéia em cerca de 361 a.C., ensinava que a pessoa única de Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou um espírito humano, e que a mente e o espírito de Cristo provinham da natureza divina do Filho de Deus.
Mas as idéias de Apolinário foram rejeitadas pelos líderes da igreja na época. Eles perceberam que não era só o nosso corpo humano que necessitava de salvação e ser representado por Cristo na sua obra redentora, mas também nossa mente e espírito (ou alma) humano: Cristo tinha de ser plena e verdadeiramente humano para nos salvar (Hb 2.17).
O apolinarismo foi rejeitado por alguns concílios eclesiásticos desde o Concilio de Alexandria em 362 d.C. até o Concilio de Constantinopla em 381 d.C.
O nestorianismo. O nestorianismo é a doutrina de que havia duas pessoas distintas em Cristo, uma pessoa humana e outra divina, ensino diferente da idéia bíblica que vê Jesus como uma só pessoa.
Nestório era um pregador famoso em Antioquia e, desde 428 d.C., bispo de Constantinopla.
Embora o próprio Nestório talvez nunca tivesse ensinado a concepção herética que leva seu nome (a idéia de que Cristo era duas pessoas em um corpo, não uma pessoa), por uma combinação de alguns conflitos pessoais e boa dose de política eclesiástica, foi afastado de seu ofício, tendo seus ensinos condenados.
É importante compreender por que a igreja não podia aceitar a idéia de que Cristo era duas pessoas distintas. Não temos, em parte alguma da Bíblia, indicação de que a natureza humana de Cristo, por exemplo, seja uma pessoa independente, que decide fazer algo contrário à natureza divina de Cristo. Em parte alguma temos indicação da natureza humana conversando com a natureza divina ou lutando dentro de Cristo, ou algo
parecido. Antes, temos um quadro coerente de uma única pessoa agindo em integridade e unidade. Jesus sempre fala “eu”, não “nós”, apesar de referir-se a si próprio e ao Pai como “nós” (Jo 14.23).
A Bíblia sempre trata Jesus por “ele” não por “eles”. E, ainda que às vezes possamos distinguir ações de sua natureza divina e ações de sua natureza humana, para nos facilitar a compreensão de algumas declarações e ações registradas nas Escrituras, a própria Bíblia não diz “a natureza humana de Jesus fez isso” ou “a natureza divina de
Jesus fez aquilo”, como se houvesse pessoas distintas, mas sempre fala do que a pessoa de Cristo fez. Assim, a igreja continuou insistindo que Jesus era uma só pessoa, ainda que possuísse natureza humana e natureza divina.
O monofisismo (eutíquianismo). Uma terceira concepção inadequada é chamada monofisismo, a idéia de que Cristo possuía só uma natureza (gr. monos, “um ”, e physis,“natureza”). O primeiro defensor dessa idéia na igreja primitiva foi Eutico (c. 378-454 d.C.), líder de um mosteiro em Constantinopla. Eutico ensinava o erro oposto do nestorianismo, pois negava que as naturezas humana e divina em Cristo permanecessem. Ele defendia, antes, que a natureza humana
de Cristo fora tomada e absorvida pela divina, de modo que ambas as naturezas haviam se modificado um pouco, dando lugar a um terceiro tipo de natureza. Pode-se ver uma analogia do eutiquianismo quando colocamos uma gota de tinta num copo de água: a mistura resultante não é nem tinta pura nem água pura, mas algum tipo de terceira
substância, uma mistura das duas em que ambas, tinta e água, sofrem mudanças.
De modo semelhante, Eutico ensinava que Jesus era uma mistura de elementos divinos e humanos em que ambos foram um tanto modificados para formar um a nova natureza.
O monofisismo também causou grande e justa preocupação na igreja porque, por essa doutrina, Cristo não era nem verdadeiramente Deus nem verdadeiramente homem. E, nesse caso, não podia representar-nos verdadeiramente como homem nem podia ser verdadeiro Deus, capaz de obter nossa salvação.

A solução da controvérsia: a Definição de Calcedônia em 451 d.C.
Para tentar resolver os problemas levantados pelas controvérsias em torno da pessoa de Cristo, convocou-se um amplo concilio eclesiástico na cidade de Calcedônia, perto de Constantinopla
(atual Istambul), realizado de 8 de outubro a 1.° de novembro de 451. A declaração resultante, chamada Definição de Calcedônia, previne contra o apolinarismo, o nestorianismo e o eutiquianismo. Ela tem sido tomada desde então como a definição padrão, ortodoxa, do ensino bíblico sobre a pessoa de Cristo igualmente pelos ramos católicos, protestantes e ortodoxos do cristianismo.
A declaração não é longa, e podemos citá-la por inteiro:
Fiéis aos Santos Pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade; verdadeiramente Deus e verdadeiramente
homem, constando de alma racional e de corpo, consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade;
em tudo semelhante a nós, excetuando o pecado; gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus; um e só mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a distinção de naturezas de
modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma
subsistência; não separado nem dividido em duas pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito,Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou, e o Credo dos
Santos Pais nos transmitiu.
Contra a idéia de Apolinário de que Cristo não possuía mente ou alma humana, temos a declaração de que ele era “ verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo [...] consubstanciai a nós, segundo a humanidade; em todas as coisas semelhante a
nós”. (A palavra consubstanciai significa “ter a mesma natureza ou substância”.)
Em oposição à idéia nestoriana de que Cristo era duas pessoas unidas em um corpo, temos as palavras “inseparáveis e indivisíveis [...] concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência; não separado nem dividido em duas pessoas”.
Contra a idéia monofisista de que Cristo possuía só uma natureza e que sua natureza humana perdera-se na união com a natureza divina, temos as palavras: “que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis [...] A distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza”. As
naturezas humana e divina não se confundiram nem foram modificadas quando Cristo tornou-se homem, mas a natureza humana permaneceu verdadeiramente humana, e a natureza divina, verdadeiramente divina.

A figura abaixo pode ser útil para m ostrar isso, em contraste com os diagram as anteriores. Ela indica que o Filho eterno de Deus assumiu uma natureza verdadeiramente humana e que as naturezas divina e humana perm anecem distintas e mantêm suas propriedades, mas são unidas eterna e inseparavelmente em uma só pessoa.
Alguns dizem que a Definição de Calcedônia realmente não nos define de algum modo afirmativo o que a pessoa de Cristo de fato é, mas simplesmente nos diz algumas
coisas que não é. Desse modo, alguns dizem que não se trata de uma definição muito útil.
Mas tal acusação é enganosa e imprecisa. A definição de fato nos é de grande ajuda na compreensão correta do ensino bíblico. Ela ensina que Cristo possui indiscutivelmente
duas naturezas, uma natureza humana e uma divina

Ela declara que sua natureza divina é exatamente a mesma de seu Pai (“consubstanciai ao Pai, segundo a divindade”). E
sustenta que a natureza humana é exatamente como nossa natureza humana, ainda que sem pecado (“ consubstanciai a nós, segundo a humanidade, ‘em todas as coisas semelhante a
nós, excetuando o pecado’”). Além disso, ela afirma que na pessoa de Cristo a natureza humana mantém suas características distintas, e a natureza divina mantém suas características distintas (“A distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada naturega”). Por fim, afirma que, quer o compreendamos, quer não, essas duas naturezas estão unidas na única pessoa de Cristo
Quando a Definição de Calcedônia diz que as duas naturezas de Cristo ocorrem
juntas em “uma só pessoa e subsistência”, a palavra grega traduzida por “subsistência” é hypostasis, “ser”. Assim, a união das naturezas humana e divina de Cristo em uma pessoa
é às vezes chamada união hipostática. Essa frase simplesmente indica a união das naturezas humana e divina de Cristo em um ser.
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