Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

História do Teatro: Uma visão Multiculturalista

No description
by

Amanda Ayres

on 27 August 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of História do Teatro: Uma visão Multiculturalista

História do Teatro: Uma visão Multiculturalista

Provocações iniciais...

Professora Amanda Ayres e Estudantes- Pesquisadores- Artista da UEA


Depois da leitura do texto e discussão nos grupos...

O que é Multiculturalismo para você?

Por que trabalhar o processo de ensino-aprendizagem em uma perspectiva multiculturalista?
A Educação Multicultural seria o processo pelo qual uma pessoa desenvolve competências em múltiplos sistemas de perceber, avaliar, acreditar e fazer (Richter, 2007: 86). A compreensão destes processos por parte do professor e estudantes de arte e sua introdução no ambiente de ensino-aprendizagem permite maior abordagem de construção da linguagem cênica que reconhece o valor dos saberes comuns, muitos deles retirados de textos distantes, teoricamente do teatro, mas que carregam em seus conteúdos informações validadas por percepções de mundo mais condizentes com a realidade contemporânea (Hartmann, 2010, p.10)
Em diálogos com a Nova História, por exemplo, somos levados a dar crédito de verdade a narrativas estabelecidas ou recolhidas no campo das oralidades e dos mitos. Já da Sociologia Compreensiva a contribuição refere-se ao reconhecimento de que, pelo poder de inferência do que consideramos como realidade, o atual, o ordinário, o aqui/agora passa a ter a mesma validade que as historiografias baseadas nos documentos chamados oficiais.
Os dois, afinal, são versões. Uma, a versão daqueles que determinaram a busca de discursos hegemônicos, de construção de “uma” verdade para os “fatos”. A outra, mais “mole”, dos que acreditam na possibilidade de que as várias verdades relacionadas a um mesmo objeto podem ser “construídas”, inclusive, pela ação do imaginário.
O que é etnocenologia para você?
O que é etnocenologia?
A etnocenologia tem como objetivo...

“o estudo, nas diferentes culturas, das práticas e dos comportamentos humanos espetaculares organizados” (tradução ABREU, 2011). No tocante a criação da disciplina de etno-musicologia, defende-se que a etnocenologia vem suprir uma lacuna nos estudos da relação entre corpo e produção simbólica. É aqui, então, que o termo “espetacular” ganha espaço, definido como “uma forma de ser, de se comportar, de se movimentar, de agir no espaço, de se emocionar, de falar, de cantar e de se enfeitar distinta do cotidiano” (PRAdIER, 1998: 24 com adaptações).
A linha de pesquisa chamada etnocenologia é uma das abordagens que pretende dar conta da análise dos eventos “espetaculares” como um todo. A etnocenologia surge, baseada numa crítica ao etnocentrismo do termo “teatro” (aplicável apenas a algumas culturas ocidentais), como um conceito alternativo que busca contemplar a universalidade das práticas espetaculares.
Assim, a leitura do módulo nos provoca...

Nas culturas ocidentais, os estudos sobre a história do teatro têm sido guiados pelo primado quase hegemônico da ideia de que essa manifestação fundamentalmente social teve sua origem nos rituais de adoração ao deus Dioniso, contudo...

Não somente os festivais de Dioniso da antiga Atenas, mas a Pré-História, a história da religião, a etnologia e o folclore oferecem um material abundante sobre danças rituais e festivais das mais diversas formas que carregam em si as sementes do teatro. (BERTHOLD, 2005, P.2)
Segundo os argumentos dos que acreditam em outras explicações, seu berço não está localizado na pátria de Sófocles, Ésquilo e Aristófanes. Por esse outro pensar,
se a milenar arte de alterar os estados de corpos para ser o outro em espetáculo

é a evolução de ritos de sagração, existem registros em que o homem (e a mulher) “representam” para os deuses em eras muito anteriores àqueles tempos gregos
.
Entre alguns exemplos apresentados em nossa leitura, destacamos:

A prática comunal que evoca uma ativa participação coletiva, a epifania dos deuses e a imbricação entre teatro e rito, teatro e mito, permanecem, entretanto, enraizadas no teatro africano, resistindo às inserções do pensamento ocidental, disseminado nesse continente por séculos de dominação européia. Esse teatro, estética e conceitualmente, exprime uma forma de percepção do real muito diversa da que prevalece no Ocidente.

O tradicional teatro africano pode ser considerado como o “drama do herói-deus”, pois as divindades africanas – Ogun, Xangô, Obatalá, Exu, Oxossi, Iemanjá, entre outras – são representadas “por ritos de passagem dos deuses-heróis, como uma projeção dos conflitos humanos, contra forças que desafiam seus esforços para se harmonizar em seu ambiente físico, social e psíquico”.
Drama e ritual confundem-se na África, pois o contexto do drama ritual é uma totalidade cósmica, um espaço sígnico global que envolve os seres humanos e os deuses. O cenário do drama ritual é sempre o cosmo em sua inteireza e, em cada performance, são utilizados elementos simbólicos e estéticos da representação e celebração rituais, o que a transforma ‘em uma experiência exponencial e polivalente de natureza mística e profana’. O palco, desenhado como ‘a arena ritual da confrontação’, simula essa natureza espacial, sendo percebido e apreendido como um microcosmo mágico, que é ativado pela presença e participação comunitárias (MArTINS, 1995, pp. 96-97).
Agora é com vocês...

Para além dos exemplos apresentados por VELOSO (2009) quantos outros podemos identificar no contexto Amazônico?

A Educação Multicultural seria o processo pelo qual uma pessoa desenvolve competências em múltiplos sistemas de perceber, avaliar, acreditar e fazer (Richter, 2007: 86). A compreensão destes processos por parte do professor e estudantes de arte e sua introdução no ambiente de ensino-aprendizagem permite maior abordagem de construção da linguagem cênica que reconhece o valor dos saberes comuns, muitos deles retirados de textos distantes, teoricamente do teatro, mas que carregam em seus conteúdos informações validadas por percepções de mundo mais condizentes com a realidade contemporânea.
Full transcript