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INTERVENÇÃO EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS

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by

Geane Lopes

on 6 October 2014

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Transcript of INTERVENÇÃO EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS

Introdução
Desenvolvimento
Conclusão
Objetivo
Desenvolvimento
INTERVENÇÃO EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS
Uma abordagem histórico-metodológica

OBJETIVO
Propõem-se nesse trabalho uma breve discussão baseada em pesquisas bibliográficas e estudos feitos para o desenvolvimento do Trabalho Final de Graduação do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Filadélfia, sobre possíveis
metodologias de projetos de intervenção, as ferramentas existentes que auxiliam nesse processo
e também os desafios que podem ser encontrado, de maneira geral, quando é desenvolvido um projeto com essa temática, exaltando assim a importância da preservação de edifícios históricos na atualidade
INTRODUÇÃO
A preservação do patrimônio cultural se tornou uma área de atuação bastante visada na atualidade, tendo vários fatores que contribuem para essa valorização do antigo, além de fatores subjetivos como a afetividade da população por certo bem cultural.
METODOLOGIAS DE INTERVENÇÃO EM EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS
As primeiras metodologias foram desenvolvidas recentemente, por volta do
século XIX
, os métodos iniciais mais conhecidos nas discussões sobre essa temática são as teorias de restauro que são subdivididas em:
Restauro Estilístico, Romântico, Moderno, Científico e Crítico.
CONCEITOS ATUAIS E APLICAÇÕES
Em seu livro “Conservação e Restauro – Arquitetura Brasileira” Marcia Braga apresenta o que é necessário para elaborar um projeto de intervenção:
FERRAMENTAS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO
Leis de Preservação do Patrimônio

Cartas Patrimoniais
CONCLUSÃO
4º Simpósio Nacional de Iniciação Científica - 2014
Discente: Geane T.A. Lopes
Orientador: Ivan Prado Junior

São várias as causas que conduziram a atenção dos arquitetos para este campo, entre as quais a
revalorização da história,

a constatação da importância do passado e o despertar ecológico da sociedade neste final de século
.
(CASTELNOU NETO. 1992, p.465)
Até os dias atuais o termo "patrimônio cultural" sofreu várias modificações:
DEFINIÇÕES
[...]
bem destinado ao usufruto de uma comunidade que se ampliou a dimensões planetárias
, constituído pela acumulação contínua de uma diversidade de objetos que se consagram por seu passado comum: obras e obras-primas das belas-artes e das artes aplicadas, trabalhos e produtos de todos os saberes e savoir-faire dos seres humanos. (CHOAY, 1999 p.11).
PATRIMÔNIO CULTURAL
PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO
“Esse patrimônio (arquitetônico) compreende
não somente as construções isoladas
de um valor excepcional e seu entorno, mas também os
conjuntos, bairros de cidades e aldeias que apresentam um interesse histórico ou cultural
”. (Declaração de Amsterdã 1975)
QUADRO ATUAL
O reconhecimento de que a sociedade não é somente formada por classes dominantes mas sim por
vários grupos sociais
que possuem interesses diferenciados, é algo mais recente, no qual nota-se a tentativa de aos poucos
identificar o patrimônio de “grupos menores”
,
a falta da inserção desses grupos nas práticas de preservação do patrimônio, acarreta por muitas vezes na dificuldade de conscientizar a população na defesa dos signos do passado.
Desenvolvido por Viollet-Le-Duc
Na prática defendia a
destruição de todos os acrescentos de épocas anteriores de modo a restituir cientificamente o original
. Era necessário conduzir o monumento ao
estado mais puro
, mesmo que ele nunca tenha existido, o que implicava que o arquitecto restaurador tivesse que se colocar na pele do projectista da obra original e perceber quais seriam as suas ideias para continuar a obra (...) LUSO; LOURENÇO; ALMEIDA (2004).
Restauro Estilístico
Para Ruskin o trabalho dos construtores e artificies era um valor a respeitar.
Aos acrescentos de novas eras chamava-lhe “mentiras arquitectónicas”
, nomeadamente se não fossem manufacturadas. A produção industrial era considerada uma falsidade, numa época em que se vive um período de grande desenvolvimento industrial e a fabricação manual é substituída pela maquinaria. (LUSO; LOURENÇO; ALMEIDA, 2004).
Restauro Romântico
Desenvolvido por Camilo Boito.

(...)preconizando o
respeito pela matéria original, pelas marcas da passagem do tempo e pelas várias fases da obra,
além de recomendar a mínima intervenção e, no caso de acréscimos, a distinguibilidade da ação contemporânea, para que esta última não fosse confundida com aquilo que subsistia da obra, o que poderia levar o observador ao engano de considerá-la como antiga. (KÜHL, 2006. P. 19).
Restauro Moderno
Desenvolvido por Gustavo Giovannoni

(...)
os valores documentais em relação aos formais, valorizando o contexto ambiental onde o bem se inseria e a importância da arquitetura menor, não-monumental.
Com base na Carta de Restauração de Atenas (1931) e nos trabalhos de Giovannoni redige-se a Carta Italiana de Restauro (1932), que propunha a realização de um inventário dos monumentos históricos, a não aceitação de casos de reconstrução integral e a garantia da ocupação e uso dos edifícios. (ZEIN; MARCO. 2013, p 4).
Restauro Científico
Desenvolvido por Cesare Brandi.

(...)a relação entre as “instâncias” estética e histórica se resolva em uma dialética, contrapondo-se a certas correntes filiadas ao positivismo, que encaravam a obra essencialmente como documentos históricos, mas também se diferenciando, e indo além, de correntes estéticas neoidealistas, as quais trabalhavam, sobretudo, com as questões de figuratividade. Segundo sua visão,
não se pode entender a obra de arte como desvinculada do tempo histórico, nem o documento histórico como algo destituído de uma configuração.
(KÜHL, 2007. p.200).
Restauro Crítico
“O projeto dessas intervenções segue, em princípio, as mesmas etapas do projeto de arquitetura de um edifício novo. Mas, a cada etapa acrescentam-se novos elementos que devem ser considerados, investigados e aplicados.“ BRAGA (2003, p 23)

1. CADASTRAMENTO
Levantamento da história do edifício no seu aspecto arquitetônico, suas características originais e as alterações que sofreu ao longo do tempo; o levantamento da história dos usos e dos usuários; a identificação do grau de proteção a que o objeto da intervenção é sujeito; a representação da relação do edifício no entorno . BRAGA (2003, p 23)

2. RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO DE OBRA
Tarefa importantíssima para a garantia do fiel registro da intervenção. BRAGA (2003, p 25)
3. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
“Integrar-se com o antigo não significa reproduzir as representações presentes no antigo, mas estabelecer uma relação harmônica em ritmo, proporção e forma com a estrutura preexistente.” BRAGA (2003, p 26)

Estas são
recomendações
desenvolvidas por órgãos de preservação que têm como característica sua abordagem pluri nacional. Escritas por vários grupos de classe, de perspectivas ideológicas diversas ou representantes de entidades governamentais,
tais documentos referenciam os valores patrimoniais quanto a amplos aspectos socioculturais.
(CÉSAR; STIGLIANO, 2010, p.77)

Recomendações acerca do partrimônio arquitetônico:
Carta de Atenas 1933, Compromisso de Salvador 1971, Manifesto de Amsterdã 1975, Declaração de Amsterdã 1975, Carta de Brasília 1995.

FERRAMENTAS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO
Educação Patrimonial

Intervenções
Os tipos de intervenções passam por constantes alterações conceituais, principalmente nos últimos anos, por definição as intervenções destinadas à edificações históricas são: restauração, reciclagem, conservação, reconstrução e rearquitetura.
A restauração é um termo amplamente discutido e muitas vezes associado a todas as intervenções feitas em edificações antiga, porém o restauro é segundo Braga (2003, p.20): “caracteriza-se por representar a
intervenção que devolve a unidade potencial da obra, que preenche as lacunas, que recompõe a imagem.
” e há várias teorias de restauro, como já citadas anteriormente nesse trabalho, como exemplo prático pode ser citado o restauro realizado no Teatro Municipal de São Paulo.
RESTAURO
Já o termo reciclagem muitas vezes é associado a outro termo o retrofit, que é um pouco mais superficial,
visa a adaptação de espaços existentes para um novo uso
, Braga (2003, p.20) “(...) Trata-se da intervenção que busca adaptar os espaços preexistentes para abrigar atividades diferentes para as quais eles foram projetados ou construídos.”, como exemplo pode-se tomar a reciclagem feita no Conjunto Dragão do Mar em Fortaleza/CE.
RECICLAGEM
CONSERVAÇÃO
Na conservação
há uma interferência na edificação (em sua matéria), somente para garantir a inteireza do edifício
tanto de sua estrutura quando de sua composição física e estética, como um dos exemplares desse tipo de intervenção temos as Ruínas de São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.
RECONSTRUÇÃO
A reconstrução é o
ato de reconstruir a obra que está em ruínas
, porém a Carta de Veneza 1964, especifica como deve ser feita essa reconstrução:

Um exemplo mundialmente conhecido de reconstrução é o realizado - até nos dias atuais- no Panteão em Roma.

(...) Todo trabalho de reconstrução, portanto, deve ser excluído a priori, admitindo-se apenas a
“anastilose”,
ou seja, a recomposição e partes existentes, mas desmembradas. Os elementos de integração deverão ser sempre reconhecíveis e reduzir-se ao mínimo necessário, para assegurar as condições de conservação do monumento e restabelecer a continuidade de suas formas (IPHAN 2014f).


RE-ARQUITETURA
E por último, a re-arquitetura que
é parecida com a reciclagem,
no sentido de propor um novo uso para a edificação, porém se torna necessário
construir uma nova área (anexo), que interage com a antiga
edificação, espera-se que a parte nova se integre com o antigo de maneira harmoniosa. Ex: Museu do Pão - RS

Com a realização dessa pesquisa notou-se a complexidade que um projeto de intervenção possuí, as ferramentas disponíveis para auxiliar no processo de desenvolvimento do projeto e o cuidado que deve ser tomado quando esse tipo de projeto é realizado.
“[...] melhorar a imagem da cidade que, ao perpetuar a sua história cria um espírito de comunidade e pertencimento. Significa também, promover e reutilizar de seus edifícios e a conseqüente valorização do patrimônio construído.”, VARGAS (2009, p 5)
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