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Antropologia Urbana - introdução

aula 02
by

Camila Sissa Antunes

on 6 February 2013

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Transcript of Antropologia Urbana - introdução

O ambiente urbano é privilegiado para a reflexão social (Durham 1973 “A Caminho da cidade”, Caldeira 1984 “A política dos outros”, Velho 1989 “A Utopia Urbana: um estudo de antropologia social).
Etnografias do espaço público – RUA como cenário estratégico para a observação da vida citadina e urbana.
Etnografia de perto e de dentro (Magnani – multiplicidades das dinâmicas urbanas.
Etnografia urbana é pensada sempre na escala de quem a pratica, de quem a significa.
Espaço urbano visto por seus deslocamentos e mobilidades – relação entre a materialidade dos espaços e a (re)produção simbólica de novas identidades. Antropologia Urbana Focalizando ponto de vista semelhante, Magnani (2002) elabora uma proposta para a antropologia urbana em contraponto às abordagens da cidade que denomina “de longe e de fora”.
Um dos pontos em comum destas abordagens (Cf. Magnani) é a ausência de atores sociais. Os atores em suas formas de sociabilidade não aparecem, e sua incorporação permitiria vislumbrar outros pontos de vista sobre a dinâmica da cidade.
A proposta de Magnani para a antropologia urbana é procurar os cenários do exercício da cidadania, das práticas urbanas e dos rituais da vida pública. As diversas tradições da antropologia urbana Considero pertinente para pensar a antropologia urbana o que Certeau (1994) apresenta como elementos para um olhar “embaixo” no lugar em que “vivem os praticantes ordinários da cidade” em oposição a um olhar de “cima” – que constituiria o marco de uma “cidade-panorama”, que indica o esquecimento e o desconhecimento das práticas.
Em outras palavras, de um lado está o conceito instaurado pelo discurso utópico e urbanístico de cidade e de outro as práticas urbanas que fazem a cidade.
O enfoque analítico de Certeau está nas práticas urbanas, o autor considera que “as práticas do espaço tecem, com efeito, as condições determinantes da vida social” (Certeau, 1994, p. 175). As diversas tradições da antropologia urbana Ethos comunitário, redes de solidariedade, relações de vizinhança e de parentesco, modos de vida, estratégias de sobrevivência, formas de sociabilidade – ênfase em dimensões cotidianas e em representações simbólicas.
Periferia – visto não apenas como espacialidade específica de segregação social, mas também como processo, inscrito num campo diversificado de representações nativas Antropologia Urbana A vida cotidiana se caracteriza por seu caráter criativo, os “nativos” criam territorializações peculiares;
Há uma dimensão subjetiva da produção de ordens socioespaciais por meio de classificações morais;
Pesquisas mostram que é necessário relacionar a morfologia do espaço e as práticas da vida cotidiana;
Cultura dos arquitetos e urbanistas versus Cultura dos habitantes (que dinamizam os espaços projetados); Antropologia Urbana A estes falta uma reflexão sobre o espaço social, para além do espaço físico, que permita compreender as relações dos grupos estudados com os espaços (Homobono, 2000, p. 21).
Por outro lado, os antropólogos da cidade estariam interessados na urbanidade, ou seja, nas formas de vida, nas representações e nas práticas dos habitantes das cidades.
Nesta perspectiva o urbano se constitui em objeto de investigação em si mesmo, e se consideram premissas importantes como a noção de que a cidade está inserida em redes e incluída em um sistema global, não se podendo pensar nenhuma cidade como realidade circunscrita ou isolada.
A antropologia urbana adquire, assim, um enfoque relacional e situacional (Homobono, 2000). As diversas tradições da antropologia urbana Neste âmbito a antropologia na cidade se teria limitado a transportar para este novo contexto urbano seus temas tradicionais.
A este propósito Hannerz (1991) coloca que a antropologia urbana não tem contribuído propriamente para a discussão do urbano, e questiona se há algo de propriamente urbano nessa antropologia que se faz nas cidades.
Segundo Homobono (2000) nos estudos urbanos deste tipo, que a cidade como um todo não constitui a unidade de análise, os grupos, os bairros, etc., são estudados como “ilhas sociais”, recebendo a qualificação de antropologia urbana, somente porque os grupos objeto de análise estão na cidade. As diversas tradições da antropologia urbana Professora: Me. Camila Sissa Antunes

Curso:
Arquitetura e Urbanismo
Componente Curricular: Seminário de Cultura Contemporânea II – Antropologia Texto base: MAGNANI, José Guilherme Cantor. Tribos urbanas: metáfora ou categoria. [online]. in: NAU-Núcleo de Antropologia Urbana da USP Disponível via WWW no URL http://www.n-a-u.org/Magnani.html. Capturado em 20/07/2011.
Fazer a leitura do texto e a partir disto escolher uma “tribo urbana” para pesquisar e descrever através de uma breve apresentação para os colegas amanhã.
Buscar analisar: o estabelecimento de laços de sociabilidade, a ênfase nos ritos de passagem, a presença de códigos de diferenciação, as formas de uso e apropriação do espaço urbano, as modalidades preferidas de entretenimento e lazer, etc. Trabalho em Grupo: Tribos urbanas Tradicionalmente a antropologia dentro do campo das ciências sociais teve como foco principal o estudo do outro
Os métodos da etnografia clássica são utilizados agora para estudos na sociedade dos próprios antropólogos, nas cidades.
Estas, enquanto lugares que agregam pessoas de distintas procedências interagindo cotidianamente, oferecem a interessante oportunidade de analisar novas práticas e novas relações entre as práticas (Pastor, 2008). O outro antropológico: da aldeia à cidade A proposta de Magnani é pensar a diversidade da cidade, enfatizando não a sua fragmentação, mas os possíveis sistemas de trocas, permitindo diferentes arranjos e experiências.
Um “olhar de perto e de dentro” que busca ir além da fragmentação, procurando identificar regularidades e padrões (Magnani, 2002). As diversas tradições da antropologia urbana Em oposição ao empirismo da Escola de Chicago, surgem com proeminência os estudos interacionistas, dentro do qual teve grande importância o micro-estudo de Erving Goffman "The Presentation of Self in Everyday Life" (1959).
A definição do campo da antropologia urbana, propriamente dito, está permeada por um debate em torno da relação: antropologia da e antropologia na cidade. Neste sentido há uma diversidade de proposições, sempre em torno desta dicotomia. As diversas tradições da antropologia urbana Os primeiros estudos permanecem relegados às práticas etnográficas clássicas, voltando-se para uma descrição do outro na cidade (priorizando análises sobre o parentesco, aculturação, marginalidade, entre outros temas).
O surgimento da antropologia urbana como tradição analítica pode remontar à etnografia urbana da Escola de Chicago, principalmente, como uma das tradições acadêmico-intelectuais que atribuiu uma identidade diferenciada à disciplina (Feixa, 1993). O outro antropológico: da aldeia à cidade
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