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Competição e Predatismo entre os seres vivos

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Juliano Ferrarezi

on 6 December 2013

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Transcript of Competição e Predatismo entre os seres vivos

Competição e Predatismo entre os seres vivos
Beatriz Lisboa Sanchez
Camila Garcia
Juliano Ferrarezi
Sabrina Godoi
Victor Talles

COMPETIÇÃO
É mais frequente nos carnívoros, vegetais e decompositores e no meio terrestre.
Esse assunto é amplamente discutido e pesquisado há tempos. O pesquisador Elton (1927) concluiu em suas pesquisas que poucas espécies próximas podem coexistir.
A competição pode ser classificada como: Direta ou por interferência; Indireta ou por exploração. Quando a competição é pequena, é devido principalmente à exploração, enquanto se é forte, é devido à interferência.
Também pode ser classificada como intraespecífica ou interespecífica
COMPETIÇÃO
Uma comunidade é formada por todos os organismos em um mesmo ecossistema e que interagem entre si
Está presente inúmera interações, dentre elas a competição e a predação.
A competição ocorre quando indivíduos, sejam da mesma espécie ou não, buscam e exploram os mesmos recursos (exemplo: água, alimento, abrigo) que estão presentes em quantidade limitada.
COMPETIÇÃO





A competição pode ser classificada como:
Direta
ou por interferência;
Indireta
ou por exploração. Na prática, muitos exemplos de competição incluem os dois tipos, tanto exploração, como interferência.
Também pode ser classificada como
intraespecífica
ou
interespecífica.

COMPETIÇÃO DIRETA
Competição direta ou por interferência: um dos organismos possui o comportamento agressivo em relação ao seu competidor; nesse caso os indivíduos interagem diretamente uns com os outros, e um organismo impedirá de fato que o outro explore os recursos dentro de uma porção de hábitat
Exemplo de competição direta: o esquilo americano (Sciurus carolinensis) introduzido na Inglaterra elimina progressivamente o esquilo ruivo (Sciurus vulgaris), sendo provável que a competição direta entre as duas espécies seja a causa do desaparecimento de esquilo ruivo (Reynolds, 1985).

Esquilo americano
Esquilo Ruivo
x
COMPETIÇÃO INDIRETA
Competição indireta ou por exploração: cada organismo é afetado pela quantidade de recurso que permanece após este ter sido explorado pelos demais organismos.
Exemplo de competição indireta: no litoral da Europa Ocidental, a gramínea Spartina anglica elimina progressivamente a espécie próxima Spartina stricta, ocupando todo o espaço disponível devido sua multiplicação intensa.


COMPETIÇÃO INTRAESPECÍFICA
A disputa ocorre entre indivíduos da mesma espécie.
Está diretamente relacionado com a seleção natural, pois a competição entre indivíduos de uma mesma espécie por um determinado recurso favorece o mais apto, que por sua vez deixa mais descendentes, e a proporção de seus genes aumenta em uma população ao longo do tempo.
Pode se manifestar de várias formas:
DEFESA DE UM TERRITÓRIO
Defesa contra invasores, já que quem habita aquele local há mais tempo conhece os caminhos melhor e consegue escapar de inimigos.
Um fator importantíssimo nesse tipo de competição é a experiência.
Exemplo: alguns peixes, como os ciclídeos acarás, já foram vistos peixes mais velhos disputando contra peixes mais novos e vencendo dos mais novos.
Manutenção de Hierarquia Social
Pode ser visto como competição e é frequente em mamíferos e insetos. Um exemplo é Escarabeídeo australiano (
Aphodius howitti
), como os ovos estão em grande quantidades, as larvas ficam agrupadas, contribuindo para o aumento da competição, e assim atacam seus congêneres, mantendo a população em nível baixo.
ALIMENTAÇÃO
Há uma grande competição entre os animais por alimentação. Como consequência, temos a redução da taxa de crescimento das populações, sendo manifestada de diferentes formas (redução na porcentagem de grávidas, redução do número de filhotes e de ovos).
LUTA POR PARCEIRA SEXUAL
Geralmente os machos lutam pela posse das fêmeas. Essa luta pode ocorrer de diversas formas como exibições sexuais e combates.
Exemplo: nas aranhas e nos escorpiões, as exibições sexuais ocorrem de diferentes maneiras e são de extrema importância.
NOS VEGETAIS
Essa competição intraespecífica ocorre por dois fatores: água e luz. Essa competição, principalmente pela luz, provoca uma redução do número de árvores jovens e uma modificação na forma das árvores. Exemplo: carvalho, em que quando está isolado possui uma forma globulosa, com ramos baixos que recebem luz para se desenvolver; já quando está em uma floresta, a árvore adota uma forma florestal com tronco reto, cilíndrico e sem ramificações a uma grande altura.
COMPETIÇÃO INTERESPECÍFICA
Competição entre indivíduos de diferentes espécies.
Seres competem por alimento, habitat, hierarquia.
Quanto maior o número de espécies em uma comunidade, maior é a competição entre elas.
Pode levar a uma diminuição no número de indivíduos de uma espécie e até levá-la à extinção. Assim como promover a migração de uma das espécies da comunidade em busca de novos recursos.
Determina quais espécies podem coexistir em um habitat.

VEGETAIS
Geralmente resultam num equilíbrio estável entre as duas espécies.
Competem por um pH ótimo, água e luz.
Quando duas espécies entram em competição, a amplitude de seus nichos ecológicos diminui, reduzindo a competição e mantendo um equilíbrio.
A ação de um ser externo, como um predador pode modificar essas complexas interações.

INSETOS
Ocorrem numerosos exemplos de competição interespecífica em insetos, tanto causadas pelo homem como sem sua interferência.
Exemplo: para conseguir limitar a mosca de azeitona é introduzido um determinado parasita. Porém, ele compete com outro parasita que está no meio. Essa competição entre os dois parasitas provoca uma rápida queda em suas populações, beneficiando a mosca que irá se proliferar.

OUTROS INVERTEBRADOS E VERTEBRADOS
Geralmente, ocorre mais de duas espécies em concorrência.
A competição nesses casos resultam na separação de nichos ecológicos.
A separação de espécies em nichos ecológicos diversos resulta numa alternativa para evitar a competição.
Exemplo: O rato de esgoto (Rattus surmuletus), expulsou o rato preto (Rattus rattus), o qual se refugiou nos sótãos das casas, enquanto o primeiro povoava os porões e esgotos.

A PARTILHA DE ESPAÇO
Rato Preto
Rato de Esgoto
X
Evita a competição interespecífica

Partilha de recursos
EM ANIMAIS
Por diferença de altitude (no plano vertical)

Pela diferença de tamanho:
Exemplo: Lagartos do deserto de Chihuahua, no México.

Pela profundidade alcançada:
Exemplo: Aves palmípedes e as pernaltas
em Camargue, na França

Pernaltas
Palmípedes
EM VEGETAIS
Por diferentes profundidades de raiz:
Submata de Carvalho-Carpinus, na região de Paris

PARTILHA TEMPORAL DO ESPAÇO
Ocorre em ambos (animais e vegetais)

Períodos de reprodução e/ou nidificação

Evita hibridização

MUDANÇA DE CARÁCTER
Pressões de seleção → modificação de um caráter morfológico
Tentilhões de Darwin (Geospiza sp.)

P. cornutum
P. modestum
X
A COMPETIÇÃO DIFUSA
Mais de duas espécies

As espécies mais ameaçadas por outra podem se favorecer, para que ambas resistam à pressão de competição exercida pela espécie mais forte

Formigas granívoras (Pogonomyrmex rugosus + Novomessor cockerelli X Pogonomyrmex desertorum)

PREDAÇÃO
Predação é quando um individuo livre se alimenta à custa de outro.
O regime alimentar varia de acordo com: os nichos ecológicos (evita a competição); o estágio de desenvolvimento (a alimentação varia em diferentes estágios de desenvolvimento) e ainda varia de acordo com as estações (disponibilidades alimentares e atividade do animal).
Escolha do alimento depende de vários fatores – teoria do forrageio ótimo.

FORRAGEIO ÓTIMO
As pressões de seleção conduzem os predadores a buscar suas presas de forma mais eficaz possível, minimizando, então, o tempo e a energia gastos na busca (local de maior abundância de presas) e otimizando o ganho de energia obtido (presas que oferecem mais energia).
Na prática a teoria não se aplica tão facilmente. Afinal, toda vez que um animal caça seu alimento, há o risco dele se tornar vulnerável a outros predadores. Por isso, em condições onde são exigidas mudanças de comportamento para promover a sobrevivência do animal – que é uma prioridade – em detrimento do ganho energético, isso será feito.

POPULAÇÕES EXPERIMENTAIS E MODELOS MATEMÁTICOS
Quantidade de alimento limitam o crescimento da população
P. caudatum x P. Aurélia : se desenvolvem bem quando criados separadamente. Num mesmo ambiente ambos competem entre si. Porem, se criados em um ambiente heterogêneo as espécies entram em equilíbrio.
Tribolium confusum x Oryzaephilus surinamesis (coleópteros)
Nos vegetais a competição pode levar a um equilíbrio estável. (Gramíneas: Phleum pratense x Anthoxanthum odoratum)

PAR PREDADOR PRESA
Paramecium caudatum x Didinium nasutum: os predadores eliminam totalmente as presas e logo morrem de fome. Se no experimento for acrescentado sedimento de aveia, as presas se reproduzem ali, e os predadores morrem de fome. Se nesse ultimo experimento forem acrescentadas presas regularmente, as populações alternam.

CRESCIMENTO EXPONENCIAL
O crescimento se dá basicamente por
b + i – d – e
, onde:

b = taxa de natalidade
i = taxa de imigração
d = taxa de mortalidade
e = taxa de emigração

CRESCIMENTO EXPONENCIAL
Numero efetivo de Indivíduos é dado em função do tempo pela fórmula:
dN/dt = rN
Sendo K o numero máximo de indivíduos que o meio suporta e considerando a resistência do meio a equação se torna:
dN/dt = rN.(K - N) / K
CRESCIMENTO LOGÍSTICO
Duas espécies consideradas isoladamente têm um crescimento logístico
K1 é a carga biótica máxima do meio para a primeira espécie e K2 para a segunda
α e β são coeficientes de competição, sendo:
α = efeito inibidor de 1 em 2
β = efeito inibidor de 2 em 1
dN1/dt = r1N1 (1 – N1/K1 – α N2/K1)
dN2/dt = r2N2 (1 – N2/K2 – β N1/K2)
(resolvido apenas graficamente)


Diferentes períodos de atividade

Diferentes horas de atividade

Diferentes periodos de atividade sazonal máxima

Zonas semiáridas dos Estados Unidos
(Eloedes sp.)
INTERAÇÃO ENTRE INDIVÍDUOS
Regulam a densidade populacional e diversidade de espécies.

Podem afetar a distribuição, abundancia e influenciar a evolução.

Recursos : Qualquer item que afete a sobrevivência ou reprodução
Do ponto de vista ecológico um predador é definido como um organismo que obtêm seus recursos pelo consumo de outros organismos vivos.

Deve aumentar a abundancia do predador (ou parasita), e diminuir a abundância da presa (ou hospedeiro).

Generalistas: Quando consomem presas de diferentes níveis tróficos: Carnívoros, Herbívoros, Onívoros.


Especialistas : Desenvolvem adaptações físicas ou fisiológicas

Aumento da visão, olfato, mobilidade das estruturas bucais ou mudanças no aparelho digestivo relacionada com a dieta.

A maioria das comunidades provavelmente está organizada por uma mistura de forças, como competição, diferenciação de nicho, predação e perturbação.

Embora suas importâncias relativas possam variar.
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