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Ensino 3 - Evolução do Pensamento social na História da Igreja

Apostila Doutrina Social.
by

Marcelo Bernini

on 7 October 2013

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Transcript of Ensino 3 - Evolução do Pensamento social na História da Igreja

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
SOCIAL NA IGREJA

Doutrina Escolástica
Doutrina dos Santos Doutores
da
Ensino 3
"Evolução do Pensamento Social"

FORMADOR: Marcelo Bernini

E-mail: marcelobernini.formador@ymail.com

Telefone: (43) 8415-4892


Pela doutrina Patrística, o despojamento dos ricos não se restringe ao campo interior ou ao impulso do coração, mas também mediante a partilha conforme as exigências do direito natural da vida.

É o período do pensamento cristão que se seguiu à época do novo testamento e chega até ao começo da Escolástica, isto é, os séculos II – VIII .
Este período da cultura cristã é designado com o nome de Patrística, e representa o pensamento dos Padres da Igreja, que são os construtores da Teologia Católica, guias e mestres da doutrina cristã.
O pensamento dos Santos Padres se condensa na tese de que a riqueza pertence aos pobres; aquele que a possui é apenas seu administrador.
"Aquele que despoja um homem de sua roupa é um ladrão. O que não veste a nudez do indigente, quando pode fazê-lo merecerá outro nome? O Pão que guardas em tua dispensa pertence ao faminto, como pertence ao nu o agazalho que escondes em teus armários. O sapato que apodrece em tuas gavetas pertence ao descalço, ao miserável pertence a prata que ocultas"
330 à 369
340 à 397
"... não é teu bem que distribuis ao pobre. Devolves a ele apenas a parte que lhe pertence, porque usurpas para ti sozinho aquilo que foi dado a todos, para uso de todos. A terra pertence a todos, não aos ricos".
São Basílio
Santo Ambrósio
Santo Agostinho
354 à 430
Justiça trata-se de uma:

" virtude pela qual damos a cada um o que é seu"


Existe um direito dos pobres. O que se dá ao pobre é um direito fundado na justiça.
São Clemente
88 à 97
349 à 407
São João
Crisóstomo
O uso comum de tudo que há neste mundo destinava-se a todos, porém, devido a iniquidade um disse que isso era seu e a outro disse que aquilo era dele e assim fez-se a divisão entre os mortais.
"Deus nunca fez uns ricos e outros pobres. Deu a mesma terra para todos. A terra é toda do Senhor e os frutos da terra devem ser de comum a todos. A palavra "meu" e "teu" são motivos e causa de discórdia. A comunidade de bens é uma forma de assistência mais adequada à natureza do que é propriedade privada"
É o resumo das doutrinas teológico-fisiológicas dominantes na idade média caracterizadas, sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão.
TODO HOMEM VIVE UM ASPECTO SOCIAL QUE O TORNA SUBMETIDO A JUSTIÇA. UMA LEI É JUSTA OU INJUSTA, NA MEDIDA EM QUE PROMOVE OU NÃO O BEM COMUM OU O COMPROMETE

Doutrina Social na visão da
Doutrina Escolástica
Do catolicismo social surgem duas orientações, uma aristocrata e a outra democrata. Neste contexto nasceu uma sistematização do ensino social da Igreja Católica por meio da Rerum Novarum, que abriu toda uma série de documentos do magistério da Igreja dirigidos aos católicos e a todos os homens de boa vontade. 
Doutrina Social da Igreja
na Época Moderna
São Tomás de Aquino
1225 à 1274
"A alguém é permitido possuir alguma coisa como própria?"
Resposta: Se chama de propriedade a faculdade de administrar bens,
Facultas procurandi
, ou de dipensar,
facultas dispensandi
, é permitido a alguém possuir alguma coisa como própria, ao se falar de uso, os bens são comuns e aquele que os possui deve cedê-los aos que deles necessitam.

"Tudo que sobra (supérfluo) não pertence ao proprietário"

São Tomás define superfluo como tudo o que excede ao verdadeiro necessário.
"... a faculdade de administrar e gerir, é lícito que o homem possua coisas como próprias; quanto ao uso, não deve o homem ter as coisas exteriores como próprias, mas como comuns, a saber, da maneira a comunicá-las com facilidade"
Na DIDAQUÉ
(DOUTRINA DOS DOZE APÓSTOLOS) DEPARAMOS COM O SEGUINTE PENSAMENTO SOCIAL: “NÃO DEVERÁS REPELIR O INDIGENTE. TERÁS TUDO E COMUM COM TEU IRMÃO E NÃO DIRÁS QUE UM BEM É TEU, PORQUE, SE PARTILHAM OS BENS IMORTAIS, QUANTO MAIS DEVEM SER PARTILHADOS OS BENS PASSAGEIROS”

Os católicos ricos se desinteressam pela classe mais oprimida, esta classe: operária e o povo eram considerados pela burguesia católica como inferior, portanto deveriam ser mantidos em suas miseráveis condições.

Século XIX
Contexto Sócio-político europeu
Na França -
Lacordaire e Ozanam
: defendem mudanças estruturais sociais, mas uma maioria adere aos catolicos liberais e surgem soluções paternalistas e caritativas.
Esse paternalismo leva Napoleão Bonaparte ao poder.
Propõe que os proletários do mundo inteiro unam suas forças.
Isso influencia parte dos católicos surgindo o catolicismo social, teêm um profundo respeito pela dignidade da pessoa humana e dão importância à família, assegurando aos operários e suas famílias condições humanas de vida material e espiritual.
2 Vertentes:
Aristocracia
- defendem a resolução dos problemas sociais recorrendo as instituíções já existentes e confiando ao paternalismo das classes altas (assistencialismo).
Democracia
- intelectuais que defendem a luta pela justiça e pela liberdade em favor da classe operária. Desencadeia a RERUM NOVARUM.
Dom Affre - Arcebispo Paris Identificou a causa da miséria operária na própria lei interna do sistema econômico e não só no egoísmo dos patrões.
Deputado Von Ketteler - Demonstrou que o catolicismo social se preocupava com problemas cotidianos do trabalhador e excluía a resolução para resolvê-los, propôs a criação de assossiações operárias e sua organização, já no parlamento alemão uniu a questão dos impostos à questão operária e solicitou a criação de uma inspeção do trabalho (visão dos direitos trabalhistas).
Desenvolve-se duas tendências: a reflexão e a doutrina social e a organização social (incentivava a criação de caixas de crédito agrícola)
Surge uma corrente intelectual que reinvindica: liberdade de associação; seguro obrigatório para os trabalhadores; ensino gratuito; direito de voto; estatização de ferrovias, correios e telégrafos, sociedades de seguros e bancos.
Um grupo queria uma adaptação das corporações da idade média às realidades mundo econômico moderno.
Segundo: Ativistas nas universidades, no mundo da política e da economia que eram sensíveis as novidades da época moderna. Entendiam que as corporações deveriam ser associações privadas e não de direito público e que as obras de caridade se revelavam insuficientes para dar fundamento nas relações sociais das instituíções.
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