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Untitled Prezi

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by

Alexandre Martinês

on 8 April 2014

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Transcript of Untitled Prezi

TROVADORISMO
Em sociedade tão fechada, de estrutura medieval, o amor - o grande eterno tema - vai ser uma manifestação de vassalagem feudal, já que as formas de vida e de pensamento também são feudais. O amor trovadoresco, o amor dortês, exigia que a mulher que se cantava fosse casada, fundamentalmente porque a donzela não tinha personalidade jurídica, uma vez que não possuía nem terras, nem criados, nem domínios, não era domina (dona). O poeta não iria prestar serviços a uma mulher que não seja "Senhor", e encontra-se o verbo servir como sinônimo de "namorar", "fazer a corte".

ALEXANDRE PINHEIRO TORRES
A origem remota dessa poesia constitui ainda assunto controvertido.; admitem-se quatro fundamentais teses para explicá-la: a tese arábica, que considera a cultura arábica como sua velha raiz; a tese folclórica, que a julga criada pelo povo; a tese médio-latinista, segundo a qual poderia ter se originado da literatura latina; a tese litúrgica considera-a fruto da poesia litúrgico-cristã elaborada na mesma época. Nenhuma dela é suficiente. Temos que apelar para todas.

MASSAUD MOISÉS
É da Proveça que vem o influxo próximo. Aquela região meridional da França tornara-se no século XI um grande centro de atividade lírica, mercê das condições de luxo e fausto oferecidas aos artistas pelos senhores feudais.
Fácil foi sua adaptação à realidade portuguesa, graças a ter encontrado um ambiente favoravelmente predisposto, formado por uma espécie de poesia popular de velha tradição. A íntima fusão de ambas as correntes explicaria o caráter próprio assumido pelos trovadores em terras portuguesas.

MASSAUD MOISÉS
Pois nasci nunca vi amor
E ouço dele sempre falar.
Pero sei que me quer matar
Mais rogarei a mia senhor
Que me mostr' aquel matador
Ou que m'ampare del melhor.
TROVADORISMO
1198/1189 - 1418

CANTIGA DA GUARVAIA
Paio Soares de Taveirós
ESTÉTICA
Na Provença, o poeta era chamado de troubadour. No norte da França, o poeta recebia o apelido trouvère, cujo radical é igual ao anterior: trouver = achar. Os poetas deviam ser capazes de de compor, ACHAR sua canção, cantiga, o poema assim se denominava por implicar o canto e o acompanhamento musical.

MASSAUD MOISÉS
LÍRICAS
CANTIGA DE AMOR

CANTIGA DE AMIGO
SATÍRICA
CANTIGA DE ESCÁRNIO

CANTIGA DE MALDIZER
CANTIGA

DE

AMOR
Neste tipo de cantiga, o trovado empreende a confissão, dolorosa e quase elegíaca, de sua angustiante experiência passional frente a uma dama inacessível aos seus apelos, entre outras razões porque de superior estirpe social, enquanto ele era, quando muito, fidalgo decaído.
estética
EU-LÍRICO MASCULINO

VASSALAGEM AMOROSA

COITA D'AMOR

ARISTOCRATA

AMOR CORTÊS

PROVENÇAL
Cantiga
En gran coita , senhor ,
que pior que mot’e ,
vivo , per boa fè ,
e polo voss’amor
esta coita sofr’eu
por vòs , senhor , que eu
Vi polo meu gran mal ,
e melhor me serà
de morrer por vòs jà
e pois me Deus non val ,
esta coita sofr’eu
por vòs , senhor , que eu
Polo meu gran mal vi ,
e mais me val morrer
ca tal coita sofrer ,
pois por meu mal assi
esta coita sofr’eu
por vós , senhor , que eu
Vi por gran mal de mi ,
pois tam coitad’and’eu .

D. DINIS
maestria
C A N T I G A
A dona que eu am’e tenho por senhor
Amostrade-me-a Deus, se vos en prazer for,
se non dade-me-a morte.
A que tenh’eu por lume destes olhos meus
e por que choram sempre amostrade-me-a Deus
se non dade-me-a morte.
Essa que Vós fizestes melhor parecer
de quantas sei, ai Deus, fazede-me-a ver,
se non dade-me-a morte
Ai Deus, que me-a fizestes mais ca mim amar,
mostrade-me-a u possa com ela falar,
se non dade-me-a morte.*

Bernal de Bonaval
maestria
Em gram coita, senhor,
que peior que mort'é,
vivo, per bõa fé,
e polo voss'amor
esta coita sofr'eu
por vós, senhor, que e
u

vi polo meu gram mal;
e melhor mi será
de moirer por vós já;
e, pois me Deus nom val,
esta coita sofr'eu
por vós, senhor, que eu

polo meu gram mal vi;
e mais mi val morrer
ca tal coita sofrer
pois por meu mal assi
esta coita sofr'eu
por vós, senhor, que eu

vi por gram mal de mi,
pois tam coitad'and'eu.

D. DINIS
refrão
Ai, senhor fremosa, por Deus
e por quan boa vos el fez,
doede-vos alga vez
de min e destes olhos meus,

que vos viron por mal de si,
quando vos viron, e por mí.

E, porque vos fez Deus melhor
de quantas fez e máis valer,
querede-vos de min doer
e destes meus olhos, senhor,

que vos viron por mal de si,
quando vos viron, e por mí.

E, porque o al non é ren,
senón o ben que vos Deus deu,
querede-vos doer do meu
mal e dos meus olhos, meu ben,

que vos viron por mal de si,
quando vos viron, e por mí.

D. DINIS
refrão
CANTIGA

DE

AMIGO
estética
EU-LÍRICO FEMININO

LAMENTAÇÕES PELO AMIGO

DIÁLOGOS

POPULAR

ESPAÇO RURAL

FOLCLORE
Ondas do mar de Vigo,
se vistes
meu amigo?

e ai Deus, se verrá cedo?

Ondas do mar levado,
se vistes
meu amado?

e ai Deus, se verrá cedo?

Se vistes
meu amigo
,
o por que eu sospiro?

e ai Deus, se verrá cedo?

Se vistes
meu amado
,
o por que hei gram coidado?

e ai Deus, se verrá cedo?

MARTIM CODAX
BARCAROLAS
rio, lago ou mar
paralelismo
refrão
leixa-pren
Levad', amigo, que dormides as
manhanas frías;
toda-las aves do mundo d'amor dizían.
Leda m'and'eu.

Levad', amigo, que dormide-las
frías manhanas;
toda-las aves do mundo d'amor cantavan.
Leda m'and'eu.

Toda-las aves do mundo d'amor dizían;
do meu amor e do voss'en ment'havían.
Leda m'and'eu.
ALBAS
amanhecer
Toda-las aves do mundo d'amor cantavan;
do meu amor e do voss'i enmentavan.
Leda m'and'eu.

Do meu amor e do voss'en ment'havían;
vós lhi tolhestes os ramos en que siían.
Leda m'and'eu.

Do meu amor e do voss'i enmentavan;
vós lhi tolhestes os ramos en que pousavan.
Leda m'and'eu.

Vós lhi tolhestes os ramos en que siían
e lhis secastes as fontes en que bevían.
Leda m'and'eu.

Vós lhi tolhestes os ramos en que pousavan
e lhis secastes as fontes u se banhavan.
Leda m'and'eu.

NUNO FERNANDES TORNEOL
-
Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do
meu amigo!

Ai Deus, e u é?

Ai, flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do
meu amado!

Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do
meu amigo
,
aquel que mentiu do que pos comigo!

Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do
meu amado
aquel que mentiu do que mi ha jurado!

Ai Deus, e u é?

-Vós me preguntades polo voss'amigo,
e eu ben vos digo que é san'e vivo.
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss'amado,
e eu ben vos digo que é viv'e sano.
Ai Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é san'e vivo
e seerá vosc'ant'o prazo saído.
Ai Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é viv'e sano
e seerá vosc'ant'o prazo passado.
Ai Deus, e u é?

DOM DINIS
PASTORELA
natureza
paralelismo
refrão
leixa-pren
Bailemos nós já todas três, ai amigas,
Só aquestas avelaneiras frolidas
E quem for
velida
, como nós,
velidas
,
Se amig' amar,
Só aquestas avelaneiras frolidas
Verrá bailar.

Bailemos nós já todas três, ai Irmanas,
Só aquesto ramo d'estas avelanas
E quem for
louçana
, como nós,
louçanas
,
Se amig' amar,
Só aquesto ramo d'estas avelanas
Verrá bailar.

Por Deus, ai amigas, mentr'al não fazemos,
Só aquesto ramo frolido
bailemos
E quem bem
parecer,
como nós
parecemos,

Se amig' amar,
Só aqueste ramo so'l( o ) que nós
bailemos
Verrá
bailar
.


Airas Nunes de Santiago
BAILIAS
danças ou bailes
paralelismo
atafinda
mordobre
Amiga, muit'ha gran sazón
que se foi d'aquí con el-rei
meu amigo, mais ja cuidei
mil vezes no meu coraçón

que algur morreu con pesar,
pois non tornou migo falar.

Porque tarda tan muito lá
e nunca me tornou veer,
amiga, si veja prazer,
máis de mil vezes cuidei ja

que algur morreu con pesar,
pois non tornou migo falar.

Amiga, o coraçón seu
era de tornar ced'aquí,
u visse os meus olhos en mí,
e por én mil vezes cuid'eu

que algur morreu con pesar,
pois non tornou migo falar.

D. DINIS
TENÇÃO
diálogo
maestria
refrão
cobras singulares
As duas formas de cantiga satírica, não raro escritas pelos mesmos trovadores que compunham poesia lírico-amorosa, expressavam, como é fácil depreender, o modo de sentir e de viver prórpio d os ambientes dissolutos, e acabaram por ser canções de vida boêmia e escorraçada, que encontrava nos meios frscários e tabernários seu lugar ideal.

MASSAUD MOISÉS
CANTIGA

DE

ESCÁRNIO
A cantiga de escárnio é aquela em que a sátira se constrói indiretamente, por meio da ironia e do sarcasmo, usando "palavras cobertas, que hajam dois entendimentos para não entenderem"
Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louv'en [o] meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
en que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, se Deus me perdon,
pois avedes [a] tan gran coraçon
que vos eu loe, en esta razon
vos quero já loar toda via;
e vedes qual será a loaçon:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei
en meu trobar, pero muito trobei;
mais ora já un bon cantar farei,
en que vos loarei toda via;
e direi-vos como vos loarei:
dona fea, velha e sandia!

Joan Garcia de Guilhade
Na de maldizer, a sátira é feita diretamente, com agressividade, "mais descobertamente", com "palavras que querem dizer mal e não haverão outro entendimento senão aquele que querem dizer claramente".
Garcia López de Alfaro,
sabei o que me aborrece:
o que dais sai mui caro
mas barato nos parece.
O que dais sai muito caro a quem o tiver de obter
mas é barato o que dais se alguém o quiser vender.

Caros nos saem os panos
que pedir-vos ninguém ousa
mas por que os trazeis dois anos,
barata parece a coisa.
O que dais sai muito caro a quem o tiver de obter
mas é barato o que dais se alguém o quiser vender.

Com espanto se me depara
numa só coisa o exemplo
dela sair muito cara
e barata ao mesmo tempo.
O que dais sai muito caro a quem o tiver de obter
mas é barato o que dais se alguém o quiser vender.
cantiga

de

maldizer
estética
EU-LÍRICO MASCULINO

VASSALAGEM AMOROSA

COITA D'AMOR

ARISTOCRATA

AMOR CORTÊS

PROVENÇAL
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