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Divisão Social do Trabalho - semana 7 / 2

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EaD IVJ

on 21 December 2016

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Transcript of Divisão Social do Trabalho - semana 7 / 2

Émile Durkheim (1858-1917)
Émile Durkheim e a Divisão do Trabalho Social
Émile Durkheim e a Divisão do Trabalho Social
Adam Smith - Divisão do Trabalho
Adam Smith - Divisão do Trabalho
Divisão Social do Trabalho
Prof. José Luiz

Solidariedade Orgânica
Solidariedade Orgânica
Divisão do Trabalho e Anomia Social
Adam Smith (1723-1790)
Émile Durkheim e a Divisão do Trabalho Social
Formas de Solidariedade e Direito
Solidariedade Mecânica
Relação entre Tipos de Solidariedade e de Sociedade
Formas de Solidariedade e Direito
Conteúdo da Seção
Início da Unidade 3:
- Como a Sociedade se Mantém: Divisão Social do Trabalho, Solidariedade e Coerção

Texto para leitura:
- Adam Smith, “Sobre a Divisão do Trabalho” (6p.).

Texto para discussão:
Émile Durkheim, cap. 5 e 6, de Durkheim – Sociologia

Filósofo escocês
Fundador da economia política
Autor de Investigação sobre a natureza e causa da riqueza das nações (1776)

Divisão do Trabalho e Anomia Social
Adam Smith atribui à divisão do trabalho o
aumento de produtividade e qualidade.
Exemplo da fabricação de alfinetes:
um único trabalhador sozinho não conseguiria fazer mais do que 20 alfinetes num dia;
dez pessoas, dividindo as tarefas, poderiam produzir, em média, 4.800 alfinetes cada um por dia!

- Esse aumento espetacular de produção é resultante de:

aumento da destreza de cada trabalhador;
economia de tempo ao se passar de uma operação para outra;
invenção de máquinas que facilitam o trabalho e reduzem o tempo de o realizar.

Para Adam Smith, o aumento da divisão do trabalho permite o aumento da riqueza geral e sua difusão a todas as camadas da população  uma visão positiva e otimista.

Um dos “pais fundadores” das Ciências Sociais.

Foi o primeiro catedrático de Sociologia na França e teve muitos discípulos.

Em 1896 fundou L’Année Sociologique (“Anuário Sociológico”), que se tornou a principal revista de sociologia da França, divulgando o pensamento da “escola” durkheimiana.

Émile Durkheim (1858-1917
Autor de:

Da divisão do trabalho social (1893)

As regras do método sociológico (1895)

O suicídio (1897)

As formas elementares da vida religiosa (1912)

O problema da integração social é a preocupação central de toda a obra de Durkheim.

Em seu estudo sobre a divisão do trabalho, esse problema é tratado no contexto da transição para o industrialismo por meio de uma comparação entre sociedades pré-industriais e industriais.

Para Durkheim, a integração social era primordialmente uma questão de moralidade – da coordenação da atividade individual dentro de um sistema social com base no comprometimento pessoal com normas e regras coletivas.

Do ponto de vista dessa premissa, o que era problemático quanto à industrialização (como processo de diferenciação social) era o fato de que ela rompia o universo de regras e normas compartilhadas dentro do qual todos os membros das sociedades pré-industriais pareciam ter vivido.

A tendência na era industrial seria tornar as pessoas cada vez mais diferentes entre si e moralmente encorajá-las a enfatizar suas diferenças, ao invés de similaridades. Coloca-se, então, a questão:
como pode a sociedade continuar a se manter coesa se cada indivíduo busca o seu próprio e intransferível interesse?

Durkheim encontra sua resposta dentro do funcionamento do próprio processo de diferenciação estrutural. Para ele, o elemento dominante e dinâmico desse processo é a marcha da divisão do trabalho.

Seu argumento é que, à medida que o trabalho se torna cada vez mais fragmentado e especializado, as formas relativamente simples de integração das sociedades tradicionais (a solidariedade mecânica) são solapadas; ao mesmo tempo, são criadas as bases de uma nova e mais complexa forma de integração (a solidariedade orgânica). O progresso da divisão do trabalho dissolve um tipo de sociedade e constitui outro.

Seu argumento é que, à medida que o trabalho se torna cada vez mais fragmentado e especializado, as formas relativamente simples de integração das sociedades tradicionais (a solidariedade mecânica) são solapadas; ao mesmo tempo, são criadas as bases de uma nova e mais complexa forma de integração (a solidariedade orgânica). O progresso da divisão do trabalho dissolve um tipo de sociedade e constitui outro.

Émile Durkheim e a Divisão do Trabalho Social
O que significa solidariedade?

Laços que unem cada indivíduo a seu grupo de referência.

Na solidariedade mecânica, o sentido do nós é maior e mais forte do que o sentido do eu.

O grupo pesa mais que o indivíduo.

Esse tipo de solidariedade “liga diretamente o indivíduo à sociedade, sem nenhum intermediário”.

Já os indivíduos, na sociedade industrializada, profundamente marcada pela divisão do trabalho, se relacionam de forma distinta.

As pessoas se apresentam pelo que sabem, pelo que conhecem, pelo que dominam: por sua função específica.

Por isso a reciprocidade: cada indivíduo, que sabe coisas específicas, se relaciona com outros que sabem coisas diferentes, que o primeiro não sabe. São relações complementares – e, por isso, interdependentes.

Durkheim fala de solidariedade orgânica como derivada da divisão do trabalho. Os membros são solidários porque têm uma esfera própria de ação, uma tarefa e, além disso, cada um depende dos demais, das outras partes que compõem a sociedade. Nesse caso, temos o contrário da solidariedade mecânica: a consciência coletiva vai perdendo espaço para a consciência individual.

Solidariedade Orgânica
Segundo Durkheim, essas duas formas de solidariedade evoluem em razão inversa: enquanto uma progride, a outra se retrai; mas cada uma delas, a seu modo, cumpre a função de assegurar a coesão social.

Na solidariedade mecânica, em que nossa individualidade é nula, ferir a regra estabelecida é ferir o todo. A personalidade individual é absorvida pela personalidade coletiva. Nesse tipo de interação, a um ato criminoso se aplica o direito penal, repressivo. O crime é crime porque violenta, agride a consciência coletiva. O significado e a função da pena têm o sentido de reafirmar a coesão pela reação ao ato diferenciado. O castigo é dirigido como uma satisfação que a sociedade dá às pessoas honestas.

Na solidariedade orgânica, em que as diferenças são o fermento da interação, o direito que regula essa forma de interação é o direito restitutivo, reparador. O indivíduo foi atingido por uma reação ou ação de outra pessoa ou grupo: a sociedade reage obrigando a que ele seja reparado naquilo que foi afetado por uma ação contrária ao que estava estabelecido. Restituir a alguém um bem danificado, simbólica ou materialmente.

Essas sociedades constituem o lugar típico da solidariedade mecânica. Na organização social segmentar, a religião penetra toda a vida social; os tipos coletivos são muito desenvolvidos, e os tipos individuais, muito rudimentares. Não há espaço para a autonomia individual, sequer para as diferenças individuais publicamente aceitas. Só a comunidade existe.

Estrutura de sociedades em que a solidariedade orgânica é preponderante:

- sistema de órgãos diferentes, partes diferenciadas, papéis distintos;

- elementos sociais coordenados e subordinados uns aos outros (e não justapostos linearmente como os elos de uma cadeia);

Relação entre Tipos de Solidariedade e de Sociedade
Relação entre Tipos de Solidariedade e de Sociedade
- indivíduos se agrupam não mais por relações de descendência, mas segundo a natureza particular da atividade social a que se consagram.

Relação entre Tipos de Solidariedade e de Sociedade
Estrutura de sociedades em que a solidariedade orgânica é preponderante:

- o meio natural agora é o meio profissional, e não o meio familiar;

- a massa da população não se divide mais conforme as relações de consanguinidade (reais ou fictícias), mas segundo a divisão do território. Os segmentos não são mais agregações familiares, mas circunscrições territoriais.


Divisão do Trabalho e Anomia Social
Anomia social: ocorre quando o indivíduo percebe a vida social como marcada pela ausência de normas, de regras sociais, de padrões esperados de interação; há um afrouxamento de expectativas morais de comportamento.

Para Durkheim, a divisão do trabalho não precisa necessariamente gerar anomia. O ideal, numa sociedade marcada pela solidariedade orgânica, é que o indivíduo não perca de vista sua complementaridade com outros.

Durkheim enfatiza o papel histórico das corporações profissionais como regulamentadoras das atividades que se desenvolvem no ambiente da divisão do trabalho social.

Elas têm um poder moral capaz de controlar os egoísmos individuais e impedir que a lei do mais forte se aplique de maneira brutal nas relações industriais e comerciais.


Constituem ambientes morais para seus membros e submetem a utilidade privada à utilidade comum.

Daí seu caráter moral: implicam necessariamente algum espírito de sacrifício e de abnegação.

Temas para Reflexão
A visão de Durkheim sobre a divisão do trabalho é tão otimista quanto a de Adam Smith?

Observar que há quase 120 anos de distância entre os dois textos.

Em que diferem uma análise mais “econômica” (Smith) e uma mais “sociológica” (Durkheim) da divisão do trabalho?

Imaginar exemplos de anomia social.

Próxima Leitura
E. P. Thompson, “Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial”.
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