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Casa Grande e Senzala

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João Guilherme Camargo dos Santos

on 11 September 2012

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Transcript of Casa Grande e Senzala

Capítulo IV O autor apresenta e confronta diversas teorias sobre a inferioridade intelectual do homem negro Desmitifica a crença de que só vieram para o Brasil negros bantos (Congo) e e da escória das sociedades africanas Capítulo IV “Haviam nas senzalas maior número de pessoas alfabetizadas do que no alto das casas-grandes” Escravos de Cabo Verde: mais robustos e mais caros Escravas de Serra Leoa: mais bonitas e mais caras Capítulo IV O negro não pode ser visto apenas como animais de tração e operários de enxada; Além da sua contribuição para o desenvolvimento econômico, desempenharam papel civilizador; Superioridade técnica dos negros sobre os índios e portugueses: trabalho com metais, cultivo de gado e culinária; Séc. XVIII: Brasil, terra da sífilis por excelência Capítulo IV Acreditava-se que o negro havia trazido a sífilis para o Brasil; Recomendação médica para a cura: contaminar uma virgem: Senhor branco > meninas negras Contaminação das amas de leite negra por bebês doentes Capítulo IV Culpava-se o comportamento sexual dos negros pela disseminação da sífilis Excitação nos negros é mais complexa que nos brancos – estímulos por danças, pinturas e ervas afrodisíacas, não apenas carnal
Existem relatos de mosteiros no Rio de Janeiro completamente contaminados Influência negra na comunicação oral Capítulo IV A interação entre amas-de-leite e crianças brancas, mucamas e sinhazinhas provocou grandes transformações na língua falada no Brasil Em histórias contadas para as crianças, acrescentou-se novos medos trazidos da África: mula sem cabeça, boi-tatá, saçi pererê, caipora, sapo cururu Capítulo IV Tradição de contar histórias na cultura africana: influência na linguagem infantil Duplicação da silaba tônica: dodói, au-au, bumbum, neném, mimi, papá
Influência também no sistema gramatical: utilização de pronome Capítulo IV Contribuições africanas: caçamba, canga, dengo, jiló, cachimbo Costume de cortar o “r” do final de algumas palavras: mandá, buscá, comê Consequência: afastamento da linguagem falada no Brasil do português ensinado pelos jesuítas Influência negra na moral e costumes da casa-grande Capítulo IV No Brasil colonial, as mulheres se casavam em média com 12-13 anos e havia uma grande mortalidade de mães no parto As crianças eram criadas pelas negras escravas Capítulo IV Nota-se uma maior precocidade sexual dos meninos brancos em regiões brasileiras com a presença do sistema escravista do que regiões sem escravos Culpa-se as negras, consideradas demônios com comportamento sexual impulsivo e irrefreável Capítulo IV Na realidade, a culpa era das condições socioeconômicas da época: submissão e passividade das escravas, criação machista dos filhos das casas-grande de engenho “O sistema de escravidão abafou as melhores tendências criadoras e normais para acentuarem outras artificiais e mórbidas” Capítulo V A “infância branca”

Formação intelectual séc. XIX: Colégios e seminários jesuítas - violência, repressão, abusos.
Castigavam-se meninos como se fossem “negros fujões”.
Tendência geral ao sadismo; Capítulo V
Comportamento feminino
Regras só iais rígidas: bem vestidas , ser sempre tímidas, com ar humilde, jamais poderiam erguer a voz, na maioria das vezes namoravam as escondidas
Segundo Freyre as moças de quinze anos eram quase sempre casadas com homens muito mais velhos, que tinham normalmente entre cinquenta e até sessenta anos Capítulo V A miscigenação

“ O intercurso sexual de brancos dos melhores estoques - inclusive de eclesiásticos, sem duvida nenhuma dos elementos mais seletos e eugênicos na formação brasileira – com escravas e negras foi formidável ”.
. A pratica de possuir uma amante negra ou mulata era algo recorrente: Freyre - critica acerca da moral e da conduta sexual vigente à época.
Capítulo V Educação dos corpos

Foucault: processo de domínio e de subjetivação dos seres humanos, passa pelo emprego de relações de poder sobre o corpo;
Corpo como procedência: “[...] é um tronco de uma raça [...]; é o antigo pertencimento a um grupo – do sangue, da tradição, de ligação entre aqueles da mesma altura ou da mesma baixeza” (FOUCAULT, 1996, p. 20). Capítulo V Críticas a Freyre:

“Foi misturando-se gostosamente com mulheres de cor logo ao
primeiro contato e multiplicando-se em filhos mestiços que uns
milhares apenas de machos conseguiram-se firmar-se na posse de
terras vastíssimas e competir com povos grandes e numerosos na
extensão de domínio colonial e na eficácia da ação colonizadora. A
miscibilidade, mais do que a mobilidade, foi o processo pelo qual os portugueses compensaram-se da deficiência em massa ou volume
humano para a colonização em larga escala e sobre áreas
extensíssimas.”
Para os críticos, miscigenação significou violência sexual dos homens Capítulo V Aspectos econômicos;

A relação de mesclagem entre colonos europeus e amantes negras resultou na expansão da diversidade brasileira.
Patriarcalismo: filhos bastardos X prole legítima: Cartas de alforria, testamentos, bens materiais Capítulo V Capítulo V Vínculo de poder estabelecido entre os senhores e a igreja.
“Manuel Tomé de Jesus, homem muito devoto” (p.523) pediu a D. João, bispo de Pernambuco, junto com seus escravos, o privilégio de comer carne em dias de abstinência, à custa de pesadas quantias monetárias - "O supe entregará na Caixa Pia cem mil reis. pa. serem divididos pelos pobres por sua intenção" (p.523). Capítulo V Aspectos religiosos;

Catequisação dos negros: sincretismos religioso: questão econômica
Candomblé X Umbanda
Negros absorveram as crenças indígenas crenças e os santos católicos em suas crenças, tendo como dogmas principais a existência pacífica, o respeito ao ser humano, a natureza e a Deus. ROMÃO, Lucília Maria Sousa . Casa-grande, senzala e culinária: burburinho de vozes em discurso. In: Vera Regina Casari Boccato e Luciana de Souza Gracioso. (Org.). Estudos de linguagem em Ciência da informação. : Alínea, 2011, v. , p. 121-139. Aspectos culinários;

“Nas beiras dos fogos de lenha, no alarido das cozinhas com os ruidos das frituras, vapores e borbulhas, no amarelado dos cadernos de receita passados de mãe em mão, nos saberes populares narrados oralmenteque atravessam gerações: em todos eles conserva-se a guarda de saberes sobre o “assucar” em forma de receitas de bolos, doces, compostas,etc...” Capítulo V Capítulo V Aspectos festivos;
Oportunidade de relembrar cultos: os são-joões de engenho,os bumbas meu boi,os cavalos-marinhos , os carnavais , as festas de Reis
A cantoria: Cantar no trabalho, cantar nas festas, cantar por saudade de sua terra. Era a forma pela qual o negro exteriorizava sua disposição e sua alegria. Capítulo V Gilberto Freyre e a exaltação do negro;
Grande impacto na época;

Afirmações elevam o negro a outro plano, acima do índio e acima do branco em diversos aspectos;
Lastro e norte da formação cultural brasileira.
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