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José Lins do Rego - Menino do Engenho

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Marcos Marinho

on 26 March 2014

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Transcript of José Lins do Rego - Menino do Engenho

Características Gerais da escola literária: Realismo 2º fase
Amadurecimento e solidificação da poesia modernista.

Mistura do verso livre com formas tradicionais de compor poemas.

Mistura da temática cotidiana com temática histórico-social.

Revalorização da poesia simbolista.

Regionalismo Nordestino
José Lins do Rego (1901-1957) foi escritor brasileiro. Integrou o "Movimento Regionalista do Nordeste". É patrono da Academia Paraibana de Letras e foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
José Lins do Rego (1901-1957) nasceu no engenho Corredor, no município de Pilar, Paraíba, no dia 3 de julho de 1901. Estudou no colégio Carneiro Leão, no Recife. Desde 1919, já colaborava em vários periódicos. Em 1920 ingressa na Faculdade de Direito do Recife. Em 1923 conhece Gilberto Freire, que exerceu grande influência na sua vida literária. Em 1932, publicou "Menino de Engenho", que lhe deu o prêmio da Fundação Graça Aranha. Mantém intensa atividade literária, publica um livro por ano.
Opõe-se ao Movimento Modernista de São Paulo e integra o "Movimento Regionalista do Nordeste". Sua obra divide-se em três fases temáticas: "Ciclo da Cana-De-Açúcar", "Ciclo do Cangaço e Misticismo" e "Temas Independentes". Partindo de experiência autobiográfica, a vida levada no engenho de seu avô, encontrou o tema fundamental de seus romances. A fase mais importante de suas obras é a que corresponde ao "Ciclo da Cana-De-Açúcar". José Lins do Rego Cavalcanti morreu no Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro de 1957.

Biografia
:

A história conta a infância de Carlinhos, um menino que fica órfão aos quatro anos de idade, depois do trágico assassinato da mãe pelo pai. Carlinhos é levado pelo tio Juca ao engenho do avô materno Jose Paulino (O Santa Rosa), enquanto o pai é preso e levado para um hospício. No engenho, Carlinhos vai conhecer a tia Maria, moça bondosa e generosa, que será para ele sua segunda mãe. Em contrapartida conhece a tia Sinhazinha, uma mulher velha de uns setenta anos, cunhada do avô que implicava com tudo e todos.
Longe dos olhos da tia Maria e na companhia dos primos conhece um mundo de aventuras, desigualdades sociais vividas pelos empregados do engenho, promiscuidade e desrespeito sexual. E foi nesse ambiente de falta de cuidados e atenção, que Carlinhos começa muito cedo sua vida amorosa, apaixonando-se pela primeira professora (Judite) e pela prima Maria Clara.
Enredo pt.1
Menino de Engenho é uma narrativa regional, dividida em 40 capítulos, onde cada um trata basicamente de um fato acontecido no engenho, como as visitas a outros engenhos, as travessuras, etc.
Elementos da Narrativa
Antônio Silvino — Representa o cangaço Nordestino, na figura de cangaceiro temido e respeitado pelo povo.

Tio Juca — Não representa um papel de tanto destaque no romance, mas por ser filho do senhor de engenho, de fazer e desfazer (sobretudo sexo com as mulatas), e não era punido, e representa uma figura de importância para Carlinhos, contribuindo relativamente na sua formação.

Lula de Holanda — Representa o senhor de engenho decadente que teima em manter a fachada aristocrática.

Sinhazinha — Cunhada do Coronel, mas mandava e desmandava no governo da casa-grande. Era odiada por todos por seu rigor e carranquice.
Personagens pt.2
O romance se passa na região canavieira da Paraíba, especificamente no Engenho Santa Rosa, do Coronel José Paulino.
Espaço
Predomina o discurso indireto-livre, onde o narrador reproduz não só as falas dos personagens, como também os pensamentos.
Discurso
O contexto histórico deste livro é o Brasil colônia e seu regime escravocrata. A localização geográfica se dá no nordeste brasileiro, nos solos de massapê (argiloso) da zona da mata no Estado da Paraíba. As relações sociais vividas na época são o ponto alto do livro, onde a figura quase heróica do coronel mistura o poder econômico da fazenda de engenho, com o poder político de prefeito da cidade, concentrada na mesma pessoa: Coronel José Paulino.
Verossimilhança pt.1
A Nota-se que há um ponto em comum que é o “SEXO” entre a História de Carlinhos protagonista da obra “Menino de Engenho” com a de Michael personagem principal do filme “O Leitor” baseado no livro de Bernard Schlink. Ambos possuem uma forte atração pelo sexo.
Assim como Carlinhos Michael conheceu muito cedo o mundo do sexo. Neste contexto podemos observar uma relação intertextual entre as obras.
Intertextualidade pt.1
José Lins do Rego - Menino do Engenho
Análise da Obra: “Menino do Engenho”
Título

“Menino de Engenho” é a primeira obra do ciclo da cana-de-açúcar, ao qual sucedem Doidinho, Bangë, O Moleque Ricardo, e Usina, completando o ciclo posteriormente com Fogo Morto. A temática de Menino de Engenho é o retrato da infância do garoto no engenho, um ambiente de muita euforia e acontecimentos, dando luz à realidade Nordestina, a escravidão, a pobreza e miséria.
Enredo pt.2
Em meio ao desenvolvimento da infância de Carlinhos, alguns acontecimentos são marcantes, como a grande enchente que destruiu plantações, casas, pessoas e animais, a morte da prima Lili, o cangaceiro Antônio Silvino, o episódio do lobisomem, a morte do negro José Gonçalo e a de um trabalhador, retratam a turbulenta vida no engenho e são importantes para a construção da identidade do menino.
Com o casamento da tia Maria, o menino passou a ser cuidado pela tia Sinhazinha, bem mais séria e distante. A repressão o levou a um estado maior de libertinagem, principalmente sexual. Quando contrai uma doença venérea aos 12 anos com Zefa Cajá, a família decide enviá-lo a um colégio interno, o lugar o qual o tornaria um verdadeiro homem.
Personagens pt.1
Carlinhos — É o narrador do romance, menino melancólico, solitário e bastante introspectivo, mas de sexualidade exacerbada.

Coronel José Paulino — É o todo-poderoso senhor de engenho – o patriarca absoluto da região. Era uma espécie de prefeito – administrava pessoalmente, dando ordens e fazendo a justiça que ditava a sua consciência de homem bom e generoso.

Tia Maria — Irmã da mãe de Carlinhos (Clarisse) torna-se para este a sua segunda mãe. Querida e estimada por todos pela sua bondade e simpatia, era chamada carinhosamente de Maria Menina.

Velha Totonha — Uma figura admirável e fabulosa representa bem o folclore ambulante dos contadores de histórias.
Tempo
O tempo se dá cronologicamente
Narrador
Narrado em 1ª pessoa por Carlinhos ao qual é narrador-protagonista, participa da história demonstrando suas próprias impressões sobre ela.
Linguagem
A linguagem é regionalista e popular, ou seja, a linguagem própria do local que se situa a história, neste caso a região Nordeste. Abaixo, alguns termos regionalistas encontrados:
Cabrinhas — uma espécie de manga

Cabriolé — carruagem leve, de duas rodas, puxada por cavalo.

Carne-de-ceará  — charque.

Chibante — orgulhoso, valentão, fanfarrão.

Enxó — instrumento de carpinteiro e tanoeiro.

Macaxeira — aipim.
Verossimilhança pt.2
Estes fatores e muitas das características citadas no romance estão presentes na história da sociedade brasileira da época da escravidão, principalmente da região nordestina. Contextualizando a obra com os dias atuais, podemos perceber a importância do papel da família na questão da sexualidade, o contexto familiar tem relação direta com a época que se inicia a atividade sexual, que no caso acontece precocemente.
Intertextualidade pt.2
A intertextualidade que a obra faz com o Ateneu é um elemento de extrema importância: “Aquele Sérgio, de Raul Pompéia, entrava no internato de cabelos grandes e com uma alma de anjo cheirando a virgindade. Eu não: era sabendo de tudo, era adiantado nos anos que ia atravessar as portas do meu colégio, menino perdido, menino de engenho.” Essa intertextualidade mostra o conhecimento de José Lins do Rego com O Ateneu de Raul Pompéia.
Em resumo, o romance pode ser entendido como um canto de saudosismo aos engenhos, caracterizado pelos métodos de produção de açúcar de cana de forma artesanal. E que depois os engenhos foram substituídos pelas usinas, onde o sistema industrial predomina, a obra apresenta, portanto, uma reunião de flashes do passado do autor.
Nomes :
Gabriel Bonizi - 7

Marcos Marinho - 12

Matheus Alves - 14
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