Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

"Mensagem" - Poema "D.Dinis"

No description
by

Vanessa Cabral

on 20 November 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of "Mensagem" - Poema "D.Dinis"

Análise do poema da
Mensagem
- "D.Dinis"

Análise Temática
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.

Fernando Pessoa
D. Dinis está presente na “Mensagem” devido ao seu carácter mítico, uma vez que fez várias coisas, entre elas mandar plantar o pinhal de Leiria e escrever várias trovas que falavam do mar.
Foi um rei trovador, uma vez que produziu e escreveu trovas, entre elas as “Cantigas d’amigo” como é referido no poema.
Lavrador, uma vez que os Reis anteriores se dedicaram à conquista de Terras, para formar o Condado Portucalense, e este rei se dedicou à agricultura. As terras estavam abandonadas e quase todos os terrenos eram baldios e necessitavam de ser utilizados, sobretudo para produzir alimento.
Plantador, uma vez que este rei mandou plantar o pinhal de Leiria. A madeira deste pinhal foi, mais tarde, utilizada para construir as naus utilizadas nos descobrimentos.
Mensagem - Poema "D.Dinis"
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.

Fernando Pessoa
Contextualização
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.

Fernando Pessoa
Poema dividido em duas partes lógicas, correspondendo a cada uma das duas quintilhas:
Este poema situa-se na primeira parte da
Mensagem -
Brasão -

sendo o sexto poema do capítulo "Os
Castelos".
1º parte
- São realçados os significados das acções levadas a cabo por D. Dinis. São-lhe reconhecidas duas facetas: a de Poeta e a de criador das condições para as navegações, ou como o seu cognome indica: "O Lavrador".


2º parte
- Recorrendo a inferências simbólicas, o sujeito poético vê, metaforicamente, Portugal como um “arroio”, ou seja, uma pequena corrente de água que, mal nasce, corre logo em direcção ao mar. Somos também remetidos para o período áureo das Descobertas, para o apelo ou a atracção que o oceano sempre exerceu sobre um povo que é conhecido como uma nação de navegadores.
A simbologia terra/mar no acto de criação:
Este poema referencia os dois ciclos da nossa história: a terra e o mar. A terra conquistada pelos Reis antecessores que nesta altura merecia atenção. D.Dinis foi cognominado de “O Lavrador”, uma vez que foi na agricultura que mais investiu. O pinhal de Leiria foi plantado para impedir que as terras à beira--mar fossem degradadas pela areia do mar e vento. O mar é o futuro. D. Dinis mandou plantar o pinhal para o bem da agricultura, contudo, anos mais tarde, a madeira deste viria a ser utilizada para construir as naus em que partiram os descobridores portugueses. A terra é então uma “voz” no presente que chama pelo futuro, o mar.
Análise Formal
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E
ouve um silêncio múrmuro consigo
:
É o

rumor dos pinhais
que,
como

um trigo
De Império,

ondulam sem se poder

ver
.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais,
marulho obscuro
,
É o som
presente
desse mar
futuro
,
É a voz da
terra
ansiando pelo
mar
.

Fernando Pessoa
paradoxo/ oxímoro
personificação
metonímia
animismo
comparação
- Poema constituído por duas estrofes, de cinco versos (quintilhas).

- O segundo verso de cada estrofe tem oito sílabas métricas, enquanto os restantes são decassilábicos, por isso a métrica é irregular.

A rima varia entre rica e pobre, e obedece ao seguinte esquema rimático: abaab, com rimas cruzadas, emparelhadas e interpoladas.

Para Pessoa

“D. Dinis” – símbolo da importância da poesia na construção do Mundo: Pessoa vê D. Dinis como o rei capaz de antever o futuro e interpreta isso através das suas acções – ele plantou o pinhal de Leiria, de onde foi retirada a madeira para as caravelas, e falou da “voz da terra ansiando pelo mar”, ou seja, do desejo de que a aventura ultrapasse a mediocridade.

Para Camões


D. Dinis para Camões é o pacifico rei que funda a universidade e renova o país.
Mensagem vs Lusíadas
Trabalho Realizado Por:
Alexandra Lopes

Vanessa Cabral
Fo11
Full transcript