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Untitled Prezi

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by

Rodrigo Teixeira

on 15 March 2013

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Transcript of Untitled Prezi

Apontamento Álvaro de Campos Interpretação do Poema Comparação Inicial Sensações representadas ao longo do poema. Figuras de Estilo A escada - um símbolo Análise do Poema 3ª FASE DE ÁLVARO DE CAMPOS – PESSIMISMO •Futurismo
-elogio da civilização industrial e da técnica (“Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!”, Ode Triunfal)
-rutura com o subjetivismo da lírica tradicional
-atitude escandalosa: transgressão da moral estabelecida

•Sensacionismo
-vivência em excesso das sensações (“Sentir tudo de todas as maneiras” – afastamento de Caeiro)
-sadismo e masoquismo (“Rasgar-me todo, abrir-me completamente,/ tornar-me passento/ A todos os perfumes de óleos e calores e carvões...”, Ode Triunfal)
-cantor lúcido do mundo moderno Álvaro de Campos 2ª FASE DE ÁLVARO DE CAMPOS -dissolução do “eu”
-a dor de pensar
-conflito entre a realidade e o poeta
-cansaço, tédio, abulia
-angústia existencial
-solidão
-nostalgia da infância irremediavelmente perdida (“Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!”, Aniversário) Campos é condenado ao seu estado absurdo, sem ajuda de ninguém. Os próprios deuses parecem não compreender o seu estado absurdo. Os deuses apenas "Olham e sorriem./ Sorriem tolerantes à criada involuntária", mentecaptos, limitados pela sua própria natureza acessória à vida cá em baixo.

A sua própria obra é, como ele, um caco, dispersa, desorganizada. O caco é incompreendido. Não há, ao que parece, uma causa insidiosa para tudo o que aconteceu a Campos, foi uma espécie de descuido horrível da vida, um acidente lamentável. Um acidente que mesmo os deuses não compreendem, e que por isso mesmo não têm por ele especial compaixão."
“E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem por que ficou ali.” No poema "Apontamento", de Álvaro de Campos, a escada tem um valor simbólico, é utilizada como metáfora para sugerir a caminhada da vida que é, natural, progressiva, ascendente. Mas em campos, essa caminhada, que se quer que seja ascendente (à procura de si mesmo), acaba por ser descendente, pelo custo da perda da unidade que comporta - uma perda desejada, mas ainda assim perda. A comparação da alma com o “vaso vazio” remete, de imediato, para um sentido de privação, de ausência de um conteúdo. Tal como o vaso que, por estar vazio, se torna inútil, a alma do sujeito poético sente-se, igualmente, sem utilidade, sem valor. E se o vaso vazio fica em cacos, a alma também sentira a sua fragmentação. Sensações visuais que permitem captar “um vazo vazio” a cair pelas escadas, das mãos da criada, ou o “espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir” e o caco que brilha “virado do exterior lustroso”.

Sensação auditiva, quando se diz “Fiz barulho na queda”.

Sensação táctil em “Caiu das mãos da criada” ou em “Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada” Comparação - "A minha alma partiu-se como uma vaso vazio"
- "Fiz barulho na queda como um vaso que se partia"

Metáfora - "Sou um espalhamento de cacos (...)"

Hipérbato - "O que eu era um vazo vazio?"

Hipérbole - "Caiu na escada excessivamente abaixo"
- " (...) em mais pedaços do que havia loiça no vaso"

Pararelismo - "A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?

Aliteração - "Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas" A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas. Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida? Um caco. E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem por que ficou ali. TRAÇOS DA SUA POÉTICA 1ª FASE DE ÁLVARO DE CAMPOS – DECADENTISMO -poeta modernista;

-poeta sensacionista (odes);

-cantor das cidades e do cosmopolitanismo (“Ode Triunfal”);

-cantor da vida marítima em todas as suas dimensões (“Ode Marítima”);

-cultor das sensações sem limite;

-poeta do verso torrencial e livre;

-poeta em que o tema do cansaço se torna fulcral;

-poeta da condição humana partilhada entre o nada da realidade e o tudo dos sonhos (“Tabacaria”);

-observador do quotidiano da cidade através do seu desencanto;

-poeta da angústia existencial e da autoironia. -abulia, tédio de viver
-procura de sensações novas
-busca de evasão Análise do Poema
Por ser muitos sente não ser ninguém, "A minha alma partiu-se como um vaso vazio. / Caiu pela escada excessivamente abaixo". A alma partida é a desmultiplicação do eu de Pessoa em vários eus (os heterónimos). Mas é uma desmultiplicação que não resultou: "partiu-se como um vaso vazio" e, o processo dessa desmultiplicação foi demasiado doloroso e irreversível (a alma "caiu pela escada excessivamente abaixo").

O facto de ter caído "das mãos da criada descuidada", também nos faz pensar, o sujeito poético não terá planeado a sua dor, tudo lhe aconteceu por imposição, que ele próprio sentia que o tinham literalmente deixado cair pelas escadas, para se partir em demasiados pedaços, tornando impossível que alguém (ou algo) os reunisse novamente na unidade tão desejada no fim da sua vida, quando tudo parece perdido, ele deseja o regresso à infância. A dispersão de Campos (e de Pessoa) é a característica que mais o marca enquanto ele escreve. O excesso de sensações, em virtude de se ter exposto a essa possibilidade teórica através do seu heterónimo mais expansivo (Campos), traz-lhe uma dissolução completa do seu ser. Sente-se por isso "um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir".

O resultado é olhado pelos deuses:
"Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada / E fitam os cacos que a criada deles fez de mim".
Mas eles não se importam, deixam o poeta à sua desgraça humana, "Não se zangam com ela. / São tolerantes com ela" Análise Formal O poema é constituido por sete estrofes, sendo
estas:
duas quadras;
três tercetos;
dois dísticos.

A rima é branca e a métrica é irregular. Análise do Poema
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