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Primeira República

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by

Higor Ferreira

on 12 June 2015

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Transcript of Primeira República

Novo regime visava grandes mudanças, portanto era
necessário estabelecer novas leis.
Constituição
Presidencialismo
Os deputados constituintes elegeram o marechal
Deodoro da Fonseca
como primeiro presidente da República e o Marechal
Floriano Peixoto
como seu vice.
Mas, Higor? COMO?
A república começou com grande euforia na área econômica. Rui Barbosa, o ministro da Fazenda, tinha o objetivo de estimular o crescimento econômico. Para isso, o governo autorizava o empréstimo de dinheiro para qualquer indivíduo que tivesse por objetivo o investimento desse capital em favor da criação de indústrias e negócios.
Política do Encilhamento
Apenas 8 meses após ser eleito, Deodoro da Fonseca fecha o Congresso
A PRIMEIRA REPÚBLICA

[Do lat. republica < res publica, "coisa pública".] 1. Organização política de um Estado com vista a servir à coisa pública, ao interesse comum. 2. Sistema de governo em que um ou vários indivíduos eleitos pelo povo exercem o poder supremo porte tempo determinado.
Primeira República/República Velha
1889-1930
O Governo Provisório, assim formado, decretou o regime republicano e federalista e a transformação das antigas províncias em "estados" da federação. O Império do Brasil chamava-se, agora, com a República,
Estados Unidos do Brasil
- o seu nome oficial.

Em caráter de urgência, foram tomadas também as seguintes medidas: a "grande naturalização", que ofereceu a cidadania a todos os estrangeiros residentes; a separação entre Igreja e Estado e o fim do padroado; a instituição do casamento e do registro civil.
Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/bandeira-do-brasil.htm
Por um período de poucos dias, logo após a proclamação da República,
a bandeira brasileira foi muito semelhante à dos Estados Unidos da América.
Em verdade,
nas palavras do marechal Deodoro da Fonseca [...] tratava-se de um arremedo grosseiro da bandeira dos Estados Unidos.

Não se sabe se a intenção do autor da bandeira provisória era copiar os EUA.
O fato é que, afora suas cores (verde e amarela), a maioria de seus elementos a tornavam muito semelhante à bandeira norte-americana: listrada horizontalmente, com um pequeno retângulo no canto superior esquerdo, preenchido por estrelas.
Bandeira temporária dos Estados Unidos do Brasil
PRIMEIROS MOMENTOS
Para homens acima de 21 anos e alfabetizados, desde que não membros do clero e praças.
Cuidado:
Sufrágio universal pode remeter a uma ideia de que todos podem votar. Na verdade aqui a palavra "universal" funciona enquanto um modelo de voto diferente do censitário. Isso significa que
a renda não determina quem pode fazer parte do eleitorado
. No entanto, isso não implica dizer que não haja mais outros critérios.
Deodoro
Floriano
Expectativa:
Realidade:
Emissão de dinheiro
Inflação
Empresas fantasma
Maior circulação financeira
(em primeiro momento por conta
da geração de empréstimos
do governo)
Interesse de investidores em obter esse capital
com o intuito de abertura de empresas
Geração de emprego e de mais
dinheiro circulando
Proclamada a República,
Rui Barbosa
foi escolhido para Ministro da Fazenda do Governo Provisório.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
"A cidadania moderna _ ou seja, a integração das pessoas no governo, via participação política; na sociedade, via direitos individuais; e no patrimônio coletivo, via justiça social _ continua sendo aspiração de quase todos os países, sobretudo os que se colocam dentro da tradição ocidental (....) Simplificando muito, pode-se dizer que o processo histórico de formação da cidadania no Ocidente seguiu dois caminhos, um de baixo para cima, pela iniciativa dos cidadãos, outro de cima para baixo, por iniciativa do Estado e de grupos dominantes".
(CARVALHO, J. Murilo de. "Cidadania, estadania e apatia", In: Jornal do Brasil, de 24/06/2001, p. 8.)

A instauração do regime republicano no Brasil representou para muitos a possibilidade de democratização da sociedade por meio da afirmação dos direitos civis, políticos e sociais. No entanto, já em seu nascedouro, a república brasileira impunha restrições ao exercício da plena cidadania.

Cite um limite ao exercício da cidadania que conste da legislação eleitoral dos primórdios da República.
1. A proclamação da República no Brasil, em 1889, instituiu a necessidade de revisão dos símbolos nacionais. A nova bandeira, por exemplo, expressou rupturas e continuidades, bem como a valorização de determinadas ideias para o novo regime.

Aponte a corrente político-filosófica que interferiu na remodelação da bandeira brasileira e o argumento dessa corrente para a condenação do regime monárquico.

2. (...) a cor do governo é puramente militar e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula.
Aristides Lobo
Apud: PENNA, Lincoln Abreu. "Uma História da República". Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1989.

Aristides Lobo, político e jornalista, era um republicano histórico e, apesar de aplaudir a instituição da república no Brasil em 1889, discordava da forma como os militares no poder organizavam o novo sistema de governo.
Apresente duas características do sistema político idealizado pelos republicanos históricos e indique dois segmentos sociais que apoiaram essas ideias.
Resposta da questão 1:
Positivismo
O positivismo compreendia a monarquia como símbolo de atraso e a república como o regime que traria a modernização e o progresso.

O Positivismo, corrente filosófica do século XIX inaugurada com Auguste Comte, defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro e assim sendo, desconsideram-se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser comprovadas cientificamente. Para os Positivistas o progresso da humanidade depende única e exclusivamente dos avanços científicos, único meio capaz de transformar a sociedade e o planeta Terra no paraíso idealizado pelas gerações anteriores de pensadores. Esse pensamento teve grande influência no movimento republicano brasileiro da mesma época, consequentemente na construção da República.
Resposta da questão 2:
Duas das características:
- federalismo
- negação de qualquer conotação revolucionária ou subversão da ordem
- respeito à propriedade privada
- estabelecimento de um Estado laico
- liberdade econômica
- abolicionismo
- defesa das liberdades civis e políticas

Dois dos segmentos:
- burguesia cafeeira paulista
- classe média urbana liberal
- frações das aristocracias agrárias brasileiras
Resposta da questão 3:
A exclusão, como votantes, dos menores de 21 anos, dos analfabetos, praças de pré (militares sem patente de oficial), das mulheres, religiosos de ordens monásticas e, mesmo, dos mendigos e o voto a descoberto.
(...) “Confeitaria do Custódio”. Muita gente certamente lhe não conhecia a casa por outra designação. Um nome, o próprio nome do dono, não tinha significação política ou figuração histórica, ódio nem amor, nada que chamasse a atenção dos dois regimes, e conseguintemente que pusesse em perigo os seus pastéis de Santa Clara, menos ainda a vida do proprietário e dos empregados. Por que é que não adotava esse alvitre? Gastava alguma coisa com a troca de uma palavra por outra, Custódio em vez de Império, mas as revoluções trazem sempre despesas.

(Machado de Assis. Esaú e Jacó. Obra completa, 1904.)
- QUEIRA PERDOAR, MAS... COM AQUELLE NEGRINHO NÃO PODE ENTRAR.
- MAS É QUE EU NÃO POSSO SEPARAR-ME DELLE: É QUEM ME VESTE, QUEM ME DÁ DE COMER, QUEM... ME SERVE EM TUDO, AFINAL!
- É QUE... ENFIM, EM ATTENÇÃO ÁS ILLUSTRES QUALIDADES PESSOAES DE TAO SABIO SOBERANO, CREIO QUE AS NAÇÕES CIVILIZADAS NÃO DUVIDARÃO EM ADMITI-LO.
LEMOS, Renato. Uma História do Brasil através da caricatura, 1840-2001. Rio de Janeiro: Bom Texto e Letra & Expressões Editoras, 2001, p. 13)
4. A mudança de regime político no Brasil de Monarquia para República resultou de uma série de diferentes fatores.
Em relação ao tema, assinale a alternativa INCORRETA.

a) A avançada idade do imperador Pedro II, com sua suposta incapacidade em continuar a governar o país, era um dos argumentos utilizados contra a continuidade do regime monárquico.
b) As transformações econômicas na região oeste de São Paulo, com o crescimento da produção cafeeira, fortaleceu o ideário republicano entre parcela da burguesia paulista.
c) O desejo popular expresso de maneira intensa em manifestações de rua contra o Império. Era quase unânime, e de nível nacional, a insatisfação com os rumos políticos do país, tanto é que nos primeiros anos da república a participação popular foi efetiva para que houvesse a concretização do novo regime.
d) As ideias positivistas obtiveram grande aceitação por parte dos militares, reforçando, no interior da corporação, a necessidade da mudança do regime. O progresso objetivado não deveria ser alcançado mais com a presença do Império brasileiro.
e) Uma das principais ideias difundidas pelos propagandistas republicanos era a de que a Monarquia significava o atraso e o conservadorismo, e a República, o avanço e o progresso político e social.
Resposta da questão4:
letra c
Segundo Reinado é a bola da vez ( ôÔô)
Poder Moderador implante rigidez (ôÔô)
O

Café

prosperou bem no Sudeste do país
a produção exportou, o Barão fica feliz.
O
imigrante
chegou, é mão de obra servil
a lei de terras criou novas regras pro Brasil.
A
imigração

veio pra suplantar
a mão escrava que veio a minguar
leis antiescravistas de montão
e o processo de
libertação
Ferrovias crescem pra levar
o
café
que viso exportar
dos ingleses vem o
capital
do nosso crescimento industrial
Duelam
Saquaremas
versus
liberais
mas há quem diga que são bem
iguais
Falando do contexto internacional
Brasil
e
Paraguai
em guerra sem igual
No tráfico atlântico proibição
o tráfico interno é a solução (ããão)
Reformar ao modelo francês
República Oligárquica
Oligarquia é um tipo de poder onde o comando político está nas mãos de poucos, geralmente de algumas famílias relevantes economicamente que, por conta disso, imprimem seu desejo no plano político.
1894-1930
Repare nos presidentes a partir de 1894 em diante
Mandonismo
- qualidade de um chefe/líder local que exerce seu poder em função da posse de algum recurso essencial, bem como dos seus aparatos de dominação.
Porcentagem de votantes nas eleições de
1894 a 1930
Características do poder dos coronéis
Paternalismo
- O paternalismo é uma modalidade de autoritarismo. Nesse caso uma pessoa exerce domínio sobre outras combinando decisões arbitrárias e inquestionáveis, com elementos sentimentais e concessões graciosas.
"O coronel é o homem que comanda a política nacional, porque ele é quem elege os homens que a fazem. Sem ele, ninguém é eleito [...] Em verdade, o coronel é o homem que resolve os casos sem solução. É ele quem atende o cidadão que bate à sua porta às três horas da madrugada, porque não tem recursos [...] Ele se levanta e vai procurar um médico, que o atende porque é seu amigo e leva a pessoa para a Santa Casa ou ao hospital [...] Todo mundo pensa que o sujeito vai para o curral eleitoral à força. Não, ele vai porque quer."

O VOTO DE CABRESTO
E O CURRAL ELEITORAL
Criando o apelo popular
O uso da imagem de Tiradentes tinha por intuito o de dar ao movimento republicano um rosto de popular. Tanto é que sua imagem é intencionalmente produzida com semelhanças à imagem produzida e popularizada de Jesus.
Na busca de um herói para a República, quem atendeu as exigências da mitificação foi Tiradentes. O busto de Tiradentes idealizado em 1890 era a própria imagem de Cristo. A simbologia cristã apareceu em várias outras obras de arte da época. Mas Tiradentes não era apenas um herói republicano, era um herói do jacobinismo, dos setores mais radicais do Partido Republicano. Além do republicanismo, atribuía-se a Tiradentes um caráter plebeu, humilde, popular, em contraste com a elite econômica e cultural, aproximando-o assim do florianismo.

Política do café-com-leite
Minas e São Paulo decidem o presidente do país.
A Política dos Governadores foi um pacto existente durante os primeiros anos da República Velha, em que o Governo Federal apoiava os governos estaduais sem restrições, e em troca estes, fazendo uso de seus coronéis, elegiam bancadas pró-Governo Federal para a Assembléia Legislativa, de forma que nem o governo federal, nem os governos estaduais enfrentassem qualquer tipo de oposição. Esta política foi a progenitora da política do café-com-leite, e certamente moldou diversas práticas políticas no Brasil atual.
Política no Segundo Reinado
Durante o Segundo Reinado o poder se consolidou, ao menos em parte, pois, como é sabido, o Império veio a ter seu fim no ano de 1889.
Neste momento havia dois fortes partidos no Brasil.
Liberais
Conservadores
Tanto para o partido
Liberal
, quanto para o
Conservador
, o objetivo principal era manter o direito de propriedade, as hierarquias sociais e a ordem dentro de uma sociedade baseada na desigualdade e na escravidão.
Escravidão
Imigração
Posse de Terras
Maus tratos; separação de famílias; miséria; descaso; falta de sensibilidade
Desigual sistema de parcerias (ler melhor na página 490)
Portanto:
"Nada mais
conservador
que um
liberal
no poder. Nada mais
liberal
que um
conservador
na oposição...”
Lei de Terras, gerando a oficialização da concentração de terras. Expulsão de posseiros em favor de sesmeiros beneficiados pelo Império.
Os ministérios do Segundo Reinado foram constituídos ora por
conservadores
(saquaremas), ora por
liberais
(luzias), embora os conservadores tenham ficado mais tempo no poder.
Parlamentarismo às avessas
Com a chegada de Dom Pedro II ao trono, o Poder Moderador e o Conselho de Estado foram restaurados abrindo portas para uma nova fase de centralização política. No entanto, o novo governo imperial buscou reestruturar as regras do jogo político daquela época instaurando um sistema, em tese, inspirado no parlamentarismo britânico. Na ilha inglesa, o monarca possui uma função política meramente decorativa e deixa as principais decisões nas mãos de um primeiro-ministro escolhido pelo poder legislativo.

No Brasil, a organização do sistema parlamentar acabou sendo completamente “avesso” ao modelo inglês. O imperador Dom Pedro II, imbuído das atribuições concedidas pelos Poder Moderador, tinha total liberdade para escolher os integrantes do Conselho de Estado. Este órgão, situado abaixo da autoridade do monarca, poderia escolher os ministros e realizar a dissolução da Câmara de Deputados. Na maioria das vezes, as ações do Conselho somente refletiam os interesses do imperador.

As eleições do poder legislativo eram geralmente marcadas por diversos casos de fraude onde conservadores e liberais disputavam o poder. Essa disputa, na verdade, não sinalizava algum tipo de orientação política sensivelmente divergente entre esses dois grupos políticos. Afinal de contas, ambos pertenciam à mesma elite econômica que controlava a nação. Prova disso é que tanto liberais quanto conservadores tiveram vantagens frente ao parlamento e ao gabinete de ministros.

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/parlamentarismo-as-avessas.htm
Movimentos Sociais na Primeira República
Revolta da Vacina
Rio de Janeiro
1904
Lei da vacina obrigatória
parte do projeto de higienização e sanitarismo da capital federal
http://www.agencia.fiocruz.br/dias-de-revolta
Na quinta-feira, 10 de novembro de 1904, a cidade do Rio de Janeiro amanheceu em pé de guerra. O motivo para tamanha irritação era a publicação, por A Notícia, do draconiano projeto de regulamentação da Lei de Vacinação Obrigatória, aprovada em 31 de outubro daquele mesmo ano, após calorosa polêmica. O atestado de vacina era exigido para tudo: matrícula em escolas, emprego público, doméstico ou nas fábricas, viagem, casamento, voto, hospedagem em hotéis e casa de cômodos etc.

Muito mais que apenas medo de injeção
Um acontecimento de tamanhas proporções não foi, sem dúvida, motivado apenas pelo medo de injeção. Revisitá-lo significa delinear o contexto em que se deu a Revolta. É buscar na compreensão do longo processo de expropriação a que foi submetida a população carioca de baixa renda com o bota-abaixo da Reforma Pereira Passos e nas manipulações políticas das elites nacionais (positivistas, republicanos radicais, descontes com os rumos adotados pelo novo regime, velhos monarquistas instaurados na restauração, jovens militares), os prováveis estopins de uma sublevação que deixou nos rostos e na cidade marcas mais profundas que as da varíola.
Revolta da Chibata
Rio de Janeiro
1910
Abusos físicos na marinha
João Cândido, marinheiro, liderou um movimento contra os maus tratos
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=6065
No início do século XX, a posição da Marinha brasileira entre as mais bem equipadas organizações navais do mundo contrastava com o comportamento escravista adotado internamente, que distanciava os superiores dos marinheiros, estes negros em sua grande maioria. Um dos símbolos dessa relação era a chibata, utilizada como punição disciplinar aos subordinados, que, aliada às péssimas condições de vida dos marujos a bordo, promovia unânime e crescente descontentamento entre eles.

A Revolta da Chibata foi o estopim dessa insatisfação, e ocorreu à bordo do encouraçado Minas Gerais, durante uma de suas viagens ao Rio de Janeiro. Depois de presenciarem o açoite em um soldado, os demais tripulantes desencadearam um motim vitimando o comandante e outros oficiais. A situação agravou-se com a adesão de outros navios, que, reunidos na Baia de Guanabara, voltaram seus canhões para a capital da República.

O líder da revolta, João Cândido, redigiu uma carta reivindicando a extinção dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Diante do pânico e da exposição a que a população do Rio de Janeiro ficou submetida, o presidente Hermes da Fonseca cedeu aos ultimatos.
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=24682
Guerra de Canudos
Bahia
1896-1897
Formação de um arraial
A população desassistida da região forma uma opção de comunidade
Prédica “Sobre a república” Apud Jacqueline Hermann. Religião e Política no Alvorecer da República In: O Brasil Republicano. Volume 1. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 147-148.
Para Antônio Conselheiro, líder do movimento, o poder emanava da vontade divina, o que explica o seu apreço pela monarquia, bem como o seu desprezo pelo regime republicano. Sertanejos pobres, ex-escravos e indígenas integravam a comunidade. A principal motivação que levou essas pessoas a seguirem Antônio Conselheiro e a se fixarem em Canudos era a situação difícil de suas vidas. Uma população pobre, sem terra (em decorrência da injusta situação fundiária do país), desassistida pelo governo. Os moradores de Canudos acreditavam que, após o Juízo Final, viveriam um momento de justiça e prosperidade.

“(...) a república é o ludibrio [zombaria ou desprezo] da tirania para os fiéis (...) e por mais ignorante que seja o homem, conhece que é impotente o poder humano para acabar com a obra de Deus (...). O presidente da república, porém, movido pela incredulidade que tem atraído sobre ele toda sorte de ilusões, entende que pode governar o Brasil como se fora um monarca legitimamente constituído por Deus; tanta injustiça os católicos contemplam amargurados.”


Guerra do Contestado
Entre Paraná e Santa Catarina
1912-1916
Regularização da posse de terra
População sertaneja pobre e a concessão de terras para empresas estrangeiras
http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/guerra-do-contestado/
A Guerra do Contestado ocorreu entre os anos de 1911 a 1915. O nome deve-se à disputa entre os estados do Paraná e de Santa Catarina por uma área limítrofe rica em erva-mate e madeira doada pelo governo brasileiro aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Apesar da questão dos limites ter sido resolvida, alguns sertanejos ainda viviam na região em estado de isolamento e pobreza. Sob a liderança de José Maria, os sertanejos iniciaram um combate contra as autoridades locais. Deu-se início a uma luta violenta que entrou para a história do Brasil como Guerra do Contestado.

O combate teve origens em problemas sociais decorrentes da falta de regularização da posse das terras e da insatisfação da população em uma área onde não havia presença do poder público. Fora isso, o panorama foi agravado pelo fanatismo religioso, os caboclos revoltados acreditavam que aquela era uma guerra messiânica. Porém, após o prolongamento da batalha, os sertanejos não suportaram lutar por muito tempo contra as fileiras bem organizadas e os armamentos das tropas do governo.
TENENTISMO
TENENTISMO
Tenentismo foi o nome dado ao movimento político-militar, marcado por uma série de contestações promovidas por jovens oficiais do exército. Geralmente o movimento era encabeçado por oficiais de baixa e média patente, marcando toda a década de 1920.
Muito embora os revoltosos estivessem descontentes com a estrutura de poder desigual do país, que era reproduzida por intermédio do voto de cabresto, do voto aberto e através de muitas outras artimanhas, não havia por parte deles uma orientação política-ideológica clara e hegemônica, de modo que eles se dividiam em pensamentos e ideais políticos variados.
Eram a favor de reformas sociais profundas, sobretudo na educação.

1889-1930
Com a queda da monarquia se inicia no Brasil um período republicano. Em um primeiro instante se instituem mudanças provisórias e, com a criação da constituição de 1891, se efetivam algumas alterações em definitivo. Estas mudanças têm algum nível de inspiração exterior.
BANDEIRA DO IMPÉRIO
BANDEIRA ATUAL
Em 1889, logo após a proclamação da República, foi convocada uma Assembleia Constituinte visando a elaboração de uma nova Constituição que pudesse servir ao regime republicano. A mesma viria a ser promulgada no dia 24 de fevereiro de 1891.
A nova Constituição inspirou-se no modelo norte-americano, ao contrário da Constituição imperial, inspirada no modelo francês.
Segundo a Constituição de 1891, o nosso país estava dividido em vinte estados (antigas províncias) e um Distrito Federal (ex-município neutro). Cada estado era governado por um “presidente”. Tal carta declarava também que o Brasil era uma república representativa, federalista e presidencialista.
GOVERNO PROVISÓRIO
Federalismo
Três poderes
Estado laico
Sufrágio universal
República da Espada
República Oligárquica
1889-1894
1894-1930
FIGURAS IMPORTANTES
O PODER DO CORONELISMO
O termo coronel foi a mais alta patente da antiga guarda nacional. No entanto, no período oligárquico o termo ficou como um resquício, visto que estes coronéis das oligarquias não necessariamente eram os mesmos do período imperial.
Avanços republicanos
recuos na democracia
Consolidação do regime
Constituição de 1891
Realização de eleições
Sufrágio universal
A PRIMEIRA REPÚBLICA FOI UM PERÍODO, EM CERTO SENTIDO, DE
CONTRADITORIEDADE.
SE POR UM LADO HOUVE UMA SÉRIE DE AVANÇOS QUE PERMITIRAM A CONSOLIDAÇÃO DO REGIME, POR OUTRO FOI POSSÍVEL PERCEBER UMA SIGNIFICATIVA QUANTIDADE DE PRÁTICAS E MEDIDAS QUE IAM DE ENCONTRO AOS IDEAIS DE DEMOCRACIA, REFORÇANDO UM CARÁTER CENTRALIZADOR NA POLÍTICA BRASILEIRA.
Desrespeito à constituição (Deodoro e Floriano)
Voto de cabresto
Fraudes eleitorais
Pensando nos dias atuais talvez possamos igualmente encontrar alguns avanços e recuos!
DEODORO
FLORIANO
DEODORO

FLORIANO
Fechou o congresso nacional
I Revolta da Armada
Assume sem convocar eleições
II Revolta da Armada
Revolução Federalista
{

(Fonte: J.B.L de Andrada, "Coronel é quem comanda a política nacional". Apud Neves, M. de S. e Heizer, A. A ordem é o progresso. S.P. Atual, 1991, p. 71)
Exercício de
controle eleitoral
Sufrágio universal, portanto, não é garantia de grande número de eleitores.
(Adaptado de José Murilo de Carvalho, "A formação das almas: imaginário da República no Brasil". São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 57-69.)
POLÍTICA DOS GOVERNADORES
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