Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Fundacionalismo Cartesiano

No description
by

Luís Marinho

on 19 January 2016

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Fundacionalismo Cartesiano

René Descartes
(
Renatus Cartesius
)
Filósofo Francês
1596 - 1650
Qual a origem do Conhecimento?
RACIONALISMO
FUNDACIONALISTA
Eu tenho um objetivo!
Quero encontrar algo de absolutamente indubitável, ou seja, uma crença básica que possa servir de fundamento para o conhecimento.
Para conquistar a verdade, vou seguir um método inspirado na matemática, com as seguintes regras:
Regra da Evidência
Nada deve ser admitido pelo espírito como certo se não for evidente. As ideias são evidentes quando se apresentam ao espírito,
claras e evidentes
, ou seja, com uma definição e nitidez tais, que não podem, de modo algum, ser confundidas com nenhuma outra.
Regra da Análise
Processo de decomposição do complexo em pequenas parcelas simples, para poder captá-las com maior clareza. Deste modo, qualquer problema complicado é suscetível de redução a problemas simples.
Regra da Síntese
O espírito, uma vez na posse dos elementos simples, deve fazer a reconstituição do complexo, conduzindo os pensamentos por ordem.
Regra da Enumeração / Revisão
Rever cuidadosa e minuciosamente todos os elementos implicados na sua solução, a fim de se ter a certeza de nada ter esquecido.
Este método orientará devidamente as operações fundamentais do espírito.
Quais são as operações fundamentais do espírito?
Intuição
Ato de apreensão direta e imediata de noções simples, evidentes e indubitáveis.
Dedução
Encadeamento de intuições, envolvendo um movimento do pensamento, desde os princípios evidentes até às consequências necessárias.
"Para examinar a verdade é necessário, uma vez na vida, colocar todas as coisas em dúvida, tanto quanto se puder."
Hiperbólica
Universal
Provisória
Metódica
Dúvida
Erros de Raciocínio
Indistinção Vigília/Sonho
Ilusões dos Sentidos
A Hipótese de um Génio Maligno
Eu duvido...
e posso duvidar de todas as coisas...
e ao duvidar estou a pensar
por isso, é absurdo que se admita que aquele que pensa, no próprio momento em que pensa, não exista.
"Cogito, ergo sum"
Penso, logo existo
- Só demonstra a existência de um eu pensante (solipsismo)
- Vence o ceticismo;
- Não elimina a possibilidade de um génio maligno.
Necessita de um garante do conhecimento
Ideia de Deus
como tenho essa ideia?
Argumento Ontológico
Na ideia de Deus estão compreendidas todas as perfeições.
A existência é uma dessas perfeições.
Logo, Deus existe.
1ª Prova pela simples consideração de ser perfeito
"Dado que, no nosso conceito de Deus, está contida a existência, é corretamente que se conclui que Deus existe.
Considerando, portanto, entre as diversas ideias que uma é a do ente sumamente inteligente, sumamente potente e sumamente perfeito, a qual é, de longe, a principal de todas, reconhecemos nela a existência, não apenas como possível e contingente, como acontece nas ideias de todas as outras coisas que percecionamos distintamente, mas como totalmente necessária e eterna. E, da mesma forma que, por exemplo, percebemos que na ideia de triângulo está necessariamente contido que os seus três ângulos iguais são iguais a dois ângulos retos, assim, pela simples perceção de que a existência necessária e eterna está contida na ideia do ser sumamente perfeito, devemos concluir sem ambiguidade que o ente sumamente perfeito existe."
Descartes,
Princípios da Filosofia
2ª Prova pela causalidade das ideias
"Assim, dado que temos em nós a ideia de Deus ou do ser supremo, com razão podemos examinar a causa por que a temos; e encontraremos nela tanta imensidade que por isso nos certificamos absolutamente de que ela só pode ter sido posta em nós por um ser em que exista efetivamente a plenitude de todas as perfeições, ou seja, por um Deus realmente existente. Com efeito, pela luz natural é evidente não só que do nada nada se faz, mas também que não se produz o que é mais perfeito pelo que é menos perfeito, como causa eficiente e total; e, ainda, que não pode haver em nós a ideia ou imagem de alguma coisa da qual não exista algures, seja em nós, seja fora de nós, algum arquétipo que contenha a coisa e todas as suas perfeições. E porque de modo nenhum encontramos em nós aquelas supremas perfeições cuja ideia possuímos, disso concluímos corretamente que elas existem, ou certamente existiram alguma vez, em algum ser diferente de nós, a saber, em Deus; do que se segue com total evidência que elas ainda existem."
Descartes, Princípios da Filosofia
3ª Prova baseada na contingência do espírito
Se tivesse poder para me conservar a mim mesmo, tanto mais poder teria para me dar as perfeições que me faltam; pois elas são apenas atributos da substância, e eu sou substância. Mas não tenho poder para dar a mim mesmo estas perfeições; se o tivesse, já as possuiria. Por conseguinte, não tenho poder para me conservar a mim mesmo.
Assim, não posso existir, a não ser que seja conservado enquanto existo, seja por mim próprio, se tivesse poder pa tal, seja por outro que o possui. Ora, eu existo, e contudo não possuo poder para me conservar a mim próprio, como já foi provado. Logo, sou conservado por outro.
Além disso, aquele pelo qual sou conservado possui formal e eminentemente tudo aquilo que em mim existe. Mas em mim existe a perceção de muitas perfeições que me faltam, ao mesmo tempo que tenho a perceção da ideia de Deus. Logo, também nele, que me conserva, existe perceção das mesmas perfeições.
Assim, ele próprio não pode ter perceção de algumas perfeições que lhe faltem, ou que não possua formal e eminentemente. Como, porém, tem o poder para me conservar, como foi dito, muito mais poder terá para as dar a si mesmo, se lhe faltassem. Tem pois a perceção de todas aquelas que me faltam e que concebo poderem só existir em Deus, como foi provado. Portanto, possui-as formal e eminentemente, e assim é Deus."
Descartes,
Oeuvres
, VII
Qual a causa de Deus?
- Jamais estive na presença de um ser infinito.
- Sei que sou finito, mas não posso construir a ideia a partir da adição de um número indeterminado de fatos finitos, não poderia surgir da mera justaposição de casos finitos pois por muito maior que fosse essa grandeza, continuaria a ser um número, enquanto o infinito é, por definição, não quantificável.
- A infinitude é, pela sua perfeição, anterior à ideia de finitude
Argumento da Marca
Eu não tenho o poder de me conservar no meu próprio ser.
Isso só aconteceria se eu fosse causa de mim mesmo.
Deus, sendo perfeito, não necessita ser criado por outro ser: ele é
causa sui
(é causa de si mesmo).
Logo, Deus é criador (e conservador) do ser imperfeito e finito, assim como de toda a realidade
Argumento da Conservação
Duas verdades absolutas
Imanente
isto é, intrínseca à sua natureza e corresponde à certeza de si mesmo (cogito)
Transcendente
quer dizer que vai para além de si mesmo, embora tenha sido conhecida através da análise do pensamento - corresponde à certeza da existência de Deus
Duas questões ainda em aberto
Tem de explicar o estatuto do erro, uma vez demonstrada a existência de Deus
Tem de confirmar a existência das coisas materiais e esclarecer tudo o que se relaciona com a natureza dos corpos
O estatuto do erro
Apesar de demonstrada a existência, o erro não desapareceu
Agora já não se trata de descobrir se existe alguma verdade imune ao erro, visto que tal coisa foi duplamente demonstrada.
O que é preciso explicar é:
quais são as causas que produzem o erro?
Possuímos a ideia de
perfeição
mas também a de
carência
e do
nada
(que se intuem tal como a noção de Deus).
O estatuto do erro
Quando me examino a mim mesmo, pareço ter sido formado como algo intermédio entre Deus e o nada.
Por um lado, fui criado pelo ser supremo,logo não é possível que me engane
Por outro lado, como também participo até certo ponto do não-ser e me faltam muitas coisas para me aproximar da suprema perfeição de Deus, não é de estranhar que cometa erros
apercebo-me de uma dualidade
Razão
Pensamento
Contingente:
aquilo que pode ser ou não ser
- E é um facto que tenho a ideia, qual a sua origem?
Em Deus, que deixou a sua marca em mim.
Noção Aristotélica sobre as causas, que seriam quatro na sua teoria:
Causa Eficiente:
princípio do movimento, aquilo que produz algo.
Outras causas e exemplo:
uma mesa de madeira
- Causa material:

madeira
- Causa formal:

a forma da mesa
- Causa eficiente:

a ação do carpinteiro
- Causa final:

para comer, estudar, etc...
Arquétipo
Modelo ideal, inteligível, do qual se copiou toda a coisa sensível. Ideia platónica (Platão) em que todas coisas materiais seriam cópias desse modelo ideal.
Substância
aquilo que há de permanente nas coisas que mudam e portanto o fundamento de todo o acidente.
Acidente
qualidade casual e fortuita que pode ou não pertencer a um sujeito determinado, ao ser completamente estranho à substância (essência necessária) deste ser.
Entendimento
faculdade de conhecer
"A faculdade para julgar o que é verdadeiro, dada por Deus, não é infinita."
Porquê?
Vontade
Faculdade de escolher
Livre-arbítrio
vontade de fazer ou não fazer uma coisa
O erro provém de um
excesso
da vontade
Em suma, o erro é afinal a consequência da má utilização da liberdade, no uso incorreto do
livre-arbítrio
Descartes conclui que, para não incorrer em erro, a vontade tem sempre de ser precedida por um conteúdo intelectual.
A partir de agora, pode ter a certeza de que, se
observar este princípio de maneira estrita, a sua investigação sobre a natureza humana e sobre o mundo físico percorrerá exclusivamente o caminho da verdade.
Só lhe resta corroborar a existência das coisas materiais e esclarecer a relação entre a substância extensa e a substância pensante
Vencido o ceticismo, o sujeito pensante conhece agora o método que lhe permite apreender verdade.
No que se refere aos corpos físicos ou substância extensa, só podemos conhecer com clareza e distinção as
qualidades objetivas
- comprimento
- largura
- altura
não são claras nem distintas
qualidades subjetivas
- cor
- textura
- cheiro
- sabor
- som
etc...
Classificação das Ideias
Ideias Inatas
Ideias claras e distintas que provêm de Deus e são alcançadas apenas por intuição sem recurso à experiência.
Ex.: conceitos da matemática
Ideias Adventícias
Ideias sobre as coisas que provêm dos sentidos e da experiência, sendo, por isso, suscetíveis de serem falsas.
Ex.: ideias sobre os objetos exteriores
Ideias Factícias
Ideias que resultam da imaginação a partir da relação estabelecida com as ideias adventícias, sendo, por isso, irreais.
Ex.: Ideia de cavalo alado
Descartes aceita que possamos conhecer três géneros de substâncias:
-
res cogitans
(
cogito
)
-
res divina
(Deus)
-
res extensa
(mundo)
Mesmo admitindo-se a possibilidade do mundo físico, o conhecimento não se funda no conhecimento
a posteriori
.
Dúvida
métódica, provisória, universal e hiperbólica
Cogito, ergo sum
primeira evidência
Deus
garante do conhecimento
Mundo
tem existência o que o pensamento descobre como evidente
Outras verdades
ideias claras e distintas de tudo o que nos é dado a conhecer
Síntese do itinerário cartesiano
Objeção do Círculo Cartesiano
Ideias claras e distintas
implica
Existência de Deus
implica
Falácia Petição de Princípio
Objeção ao argumento da marca
Dualismo Cartesiano
alma
corpo
Enquanto ser pensante, não consigo distinguir nenhumas partes, mas concebo-me como uma coisa una e inteira.
Posso ficar sem um braço ou um pé ou qualquer outra parte do corpo sem que o meu espírito se divida ou altere.
O meu pensamento pode dividir em várias partes tudo o que é corpóreo ou possua extensão, e posso fazê-lo facilmente pois não conheço algo com estas caraterísticas que não seja divisível.
Isto basta para me ensinar que o espírito ou a alma do homem é completamente diferente do corpo.
Meditações Metafísicas, Meditação Sexta
"Há uma grande diferença entre o espírito e o corpo, uma vez que o corpo, pela sua natureza, é sempre divisível, e o espírito é completamente indivisível."
1.

A nossa ideia de perfeição é imperfeita porque ultrapassa a nossa compreensão, por muito que tentemos compreender a ideia de perfeição nunca conseguiremos porque somos finitos e limitados. Só podemos construir a ideia de perfeição através do reconhecimento do imperfeito, ora, para isso, necessitamos de partir do mundo material, que Descartes desvaloriza.
2.
Descartes pressupõe que duvidar é menos perfeito do que saber, mas saber/conhecer será delimitar, por isso, a ideia de perfeição limitará um ser infinito e perfeito, o que contradiz a ideia de que a perfeição não pode ser limitada ou não seria perfeição, e nesta perspetiva, até os seres finitos poderiam ser perfeitos.
Full transcript