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ROMANTISMO - INTRODUÇÃO

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by

Pedro Felipe

on 11 October 2015

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ROMANTISMO - INTRODUÇÃO
Romantismo e contradição
- O Romantismo coincidiu com a democratização da arte, gerada, sobretudo, pela Revolução Francesa, tornando-se a expressão artística da jovem sociedade burguesa;

- Entretanto, o movimento manteve uma relação contraditória com a nova realidade. Filho da burguesia, mostrou-se ambíguo diante dela, ora a exaltando, ora protestando contra seus mecanismos.

Romantismo - Surgimento
- Mito do bom selvagem de Rousseau;

- Movimento Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto), em 1770 na Alemanha = valorizando o folclórico, o nacional e o popular em oposição ao universalismo clássico;

- Publicação (1774) do romance (em forma epistolar = cartas) Os sofrimentos do jovem Werther , de Goethe = - Liberdade de criação, sentimentalismo, supervalorização do amor, idealização da mulher, mal-do-século, evasão no tempo e no espaço.

O terceiro de maio de 1808 - Goya
Morte de Sarnanapolo - Delacroix
Na próxima aula:

Romantismo em Portugal

Contexto histórico/
Novos valores
- Revoluções Burguesas (Francesa e Industrial);

- Livre iniciativa + competição e individualismo;

- Apogeu do Liberalismo burguês;

- Extinção de privilégios seculares da nobreza.

A liberdade conduzindo o povo - Delacroix
» Pessimismo: também conhecido como o "mal-do-século". O artista se vê diante da impossibilidade de realizar o sonho do "eu" e, desse modo, cai em profunda tristeza, angústia, solidão, inquietação, desespero, frustração, com uma forte depressão que o leva muitas vezes, ao suicídio, solução definitiva para o mal-do-século.

» Escapismo psicológico: espécie de fuga. O artista não consegue aceitar a realidade, por isso tenta uma fuga para lugares que o lembram coisas boas ou, pelo menos, melhores. Por isso ocorre uma volta ao passado, individual (fatos ligados ao seu próprio passado, a sua infância) ou histórico (época medieval).

» Condoreirismo: corrente de poesia político-social, com grande repercussão entre os poetas da terceira geração romântica. Os poetas condoreiros, influenciados pelo escritor Victor Hugo, defendem a justiça social e a liberdade.
» Byronismo: atitude amplamente cultivada entre os poetas da segunda geração romântica e relacionada ao poeta inglês Lord Byron. Caracteriza-se por mostrar um estilo de vida boêmia, voltada para o vício e os prazeres da bebida, do fumo e do sexo. Sua forma de ver o mundo é bem egocêntrica, narcisista, pessimista, angustiada.

» Religiosidade: a vida espiritual e a crença em Deus são enfocadas como pontos de apoio diante das frustrações do mundo real.

» Culto ao imaginário: a presença do mistério, do sobrenatural, do sonho, da imaginação; frutos da pura fantasia, que não precisam de uma fundamentação lógica nem do uso da razão.
Características:
- Subjetivismo: no romantismo,o poeta quer retratar em sua obra uma realidade interior e parcial. Trata os assuntos de uma forma pessoal, com suas opiniões e sentimentos, algo próximo a fantasia;

- Idealização de tudo em sua volta: motivado pela imaginação, o artista passa a idealizar tudo; as coisas não são vistas como realmente são, mas como poderiam ser, de acordo com a opinião do poeta. Por isso as coisas na pátria são sempre perfeitas; a mulher é vista como virgem, frágil, bela, submissa e inatingível, como um ser superior; o amor, quase sempre, é espiritual e inalcançável; o índio, mesmo com modificações européias é o herói nacional.
O novo público leitor
- Esforço de alfabetização popular empreendido pelos “revolucionários”;

- Todo o cidadão passou a ter acesso (direito) à leitura, até pela necessidade de conhecer as proclamações do novo regime;

- Surgimento de um novo público leitor = mais numeroso e diversificado (consumidor);

- Escritores livres do regime de mecenato = obra = mercadoria de ampla aceitação.

» Sentimentalismo: exaltam-se os sentimentos. Certos sentimentos, como a saudade (saudosismo), a tristeza, a nostalgia e a desilusão, são constantes na obra romântica;

» Egocentrismo: cultua-se o "eu" interior, atitude narcisista, em que o individualismo prevalece, o que o artista sente e pensa é valorizado em cada obra e atitude; microcosmos (mundo interior) X macrocosmos (mundo exterior);

» Liberdade de criação: todo tipo de padrão clássico já existente é abandonado. O escritor romântico recusa formas poéticas, usa o verso livre e branco, livra-se dos modelos greco-latinos, e aproxima-se da linguagem coloquial, a do povo, a falada;
- Art. 11 da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão: A livre comunicação dos pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; todo o cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente;

- Começava a “aventura da palavra escrita” = surgiam escritores + obras + público leitor + veículo divulgador das obras (imprensa).

O Peregrino Sobre o Mar de Névoas (1818) (Foto: Pintura: Caspar David Friedrich / Reprodução)
» Nativismo: culto pela natureza. O artista se vê totalmente envolvido por paisagens exóticas, como se ele fosse uma continuação da natureza. O nacionalismo romântico é exaltado através da natureza.

» Nacionalismo ou patriotismo: exaltação da Pátria, de forma exagerada, em que somente as qualidades são enaltecidas, sem na realidade ver totalmente o que de fato ocorre.

» Luta entre o liberalismo e o absolutismo: o povo X a monarquia. Isto era bem notado na escolha do herói, o romântico dificilmente optava por um nobre, que se deu bem. Geralmente, os heróis escolhidos eram personagens históricos, que de certa forma não tiveram um final tão feliz: ou tiveram uma vida trágica, ou foram amantes recusados, ou até patriotas exilados.
Pescadores ao mar - Tunner
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