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Modernismo - 2 fase. Vidas Secas

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Samanta Domingues

on 3 June 2013

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Transcript of Modernismo - 2 fase. Vidas Secas

A segunda fase do Modernismo:
Vidas Secas Biografia do autor Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em Quebrangulo, Alagoas, em 27 de outubro de 1892. Terminando o segundo-grau em Maceió, mudou-se para o Rio de Janeiro, trabalhou como jornalista du-rante alguns anos. Em 1915 volta para o Alagoas e casa-se com Maria Augusta de Barros, que falece em 1920 e o deixa com quatro filhos.
Artista do 2° Movimento Modernista, Graciliano Ramos denunciou fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão nordestino.
Adoece gravemente em 1952 e vem a falecer de câncer do pulmão em 20 de março de 1953 aos 60 a-nos. Resumo da Obra O romance “Vidas Secas” narra o episódio de uma família de retirantes em busca de um lugar que lhes ofereça meios de melhorar suas condições de vida. Essa família é composta por Fabiano, Sinha Vitória, o Menino mais novo e o Menino mais velho, crianças inocentes, representantes do anonimato social ; além da cachorra Baleia, animal que se humaniza em relação à dura realidade por que passa Fabiano e sua família. Durante um longo percurso por um caminho que parece interminável, os personagens enfrentam atrocidades várias, entre as quais, a fome, a sede e a falta de um lugar onde pudessem se estabelecer. Depois de andarem muito, os retirantes encontram uma casa que parecia abandonada. Eles se aproximam e entram nela, mas logo chega o dono, para quem Fabiano, depois de oferecer seus préstimos , começa a trabalhar, sendo vítima da seca, sua maior antagonista, e da exploração por parte do proprietário das terras. Na fazenda, a família permanece por algum tempo, cuidando do rebanho do proprietário até que, desiludidos com o aparecimento das arribações que, para eles “eram coisas da seca”, deixam a fazenda numa manhã bem cedo e continuam sua busca estrada a fora, na tentativa de um dia encontrarem um alento para suas vidas. Características do Modernismo na Obra "Vidas Secas" é um dos maiores expoentes da segunda fase modernista, a do regionalismo. O diferencial desse livro para os demais da época é o apuro técnico do au- tor. Graciliano Ramos, ao explorar a temática regiona-lista, utiliza vários expedientes formais – discurso indi-reto livre, narrativa não-linear, nomes dos personagens – que confirmam literariamente a denúncia das mazelas sociais. Suas principais obras são: "Caetés" (1933), "São Bernardo" (1934), "Angústia" (1936), "Vidas Secas" (1938), "Infância" (1945), "Insônia" (1947), "Memórias do Cárcere" (1953) e "Viagem" (1954). Análise da Obra O romance "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, é
uma obra através da qual é retratada a realidade de
inúmeras pessoas, vítimas do descaso social e da exploração
humana. Ela busca denunciar a injustiça praticada pelos que
assumem o poder. O fiscal simboliza a extorção acometida aos pequenos comerciantes; o Soldado Amarelo representa a corrupção policial, evidenciada na prisão arbitrária de Fabiano; O dono da fazenda abandonada é o símbolo do patrão injusto, desumano e medíocre, que suga os funcionários a todo momento, sem nenhum senso de solidariedade e respeito para com o ser humano. Fabiano e sua família são o retrato de muitos retirantes que vivem sem nenhuma proteção e sem reconhecimento de que também são seres humanos. Por isso, pode-se dizer
que Vidas Secas é uma obra que tenta sensibilizar o leitor para as causas sociais utilizando como instrumento a palavra escrita. Ler Vidas Secas é conhecer
um pouco do sertão nordestino e conviver com Fabiano e sua família,
questionando o porquê de tanta injustiça social, pois na mesma
situação, encontram-se muitos Fabianos e Sinhas Vitórias em
busca do mínimo que um ser humano
pode querer: viver.  Tema Abordado O livro consegue desde o título mostrar a desumanização que a seca promove nos personagens, cuja expressão verbal é tão estéril quanto o solo castigado da região. A miséria causada pela seca, como elemento natural, soma-se à miséria imposta pela influência social, representada pela exploração dos ricos proprietários da região. A narrativa é ambientada no sertão, região marcada pelas chuvas escassas e irregulares. Essa falta de chuva – somada a uma política de descaso do governo com os investimentos sociais – transforma a paisagem em ambiente inóspito e hostil. Espaço Temp Falta de linearidade, os capítulos têm uma autonomia que permite a leitura de cada um de forma independente. Valorização do tempo psicológico, em detrimento do cronológico. Essa opção do narrador de ocultar os marcadores temporais tem como principal consequência o distanciamento dos personagens da ordenação civilizada do tempo. A ausência da marcação cronológica temporal serve como outra forma de evidenciar a exclusão dos personagens. Por outro lado, a valorização do tempo psicológico na narrativa faz com que as angústias dos personagens fiquem mais próximas do leitor. Caracteristicas dos Principais Personagens Baleia cadela que é tratada como membro da família. Pensa, sonha e age como se fosse gente. Sinhá Vitória esposa resignada e fiel;
batalhadora e inconforma-da com a miséria em que vivem. É esperta e sabe fazer conta, sempre prevenindo o marido dos trapaceiros. Fabiano vaqueiro rude e sem instrução, não tem a capacidade de se comunicar bem e lamenta viver como um bicho, sem ter frequentado a escola. Ora reconhece-se como um homem e sente orgulho de viver perante às adversidades do nordeste, ora se reconhece como um animal. Filhos crianças inocentes, representantes do anonimato social Patrão fazendeiro desonesto e ambicioso. Conflitos vividos pelos personagens O principal conflito é o de Fabiano – que quase não fala, não sabe que é branco e não sabe ler nem escrever. Gostaria de entender a si próprio e ter uma vida diferente, entretanto, sente que aquele é seu lugar, pois é a única vida de conhece. Outro conflito, é o grau de miserabilidade da família, que faz com que a personagem da cadela Baleia chegue ao nível humano e o humano desça à condição de animal. Esta família vaga pela Caatinga tentando chegar
à algum lugar, mas podem estar perdidos, andando em círculos. por:
Bruna Sampaio
Hugo Mafra
Jean Scapin
Rodrigo Gubani
Samanta Domingues
Vitor Hugo Caldeira
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