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Padrões, Normas E Cultura

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by

saimon ascari

on 29 April 2015

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Transcript of Padrões, Normas E Cultura

Introdução:

A Antropologia não se satisfaz com a perspectiva da hierarquia evolutiva e, desde o final do século XIX, passou a criticar a teoria do evolucionismo. O principal instrumento para fundamentar essa crítica foi o conceito de
CULTURA.
Civilização x Cultura

Já no final do século XIX, o antropólogo alemão Franz Boas construía uma crítica à ideia de civilização das teorias evolutivas. Por trás da ideia de progresso havia uma ideia de civilização que estabelecia uma hierarquia: civilizados eram os europeus, enquanto as demais populações eram escalonadas entre mais e menos atrasadas.
Etnocentrismo x Relativismo

O etnocentrismo é o mecanismo principal das classificações evolucionistas, enquanto o relativismo cultural é o motor de um pensamento não preconceituoso e preocupado em romper com as classificações hierárquicas.
O Relativismo foi uma grande revolução política no enfrentamento ao racismo, mas gerou um impasse político ao longo do século XX: se a premissa do relativismo é examinar qualquer cultura segundo os seus próprios termos, é preciso aceitar tudo o que cada cultura produz. O único problema dessa premissa é que alguns costumes nos parecem inaceitáveis.
Para Franz, as diferentes populações que existem no mundo têm diferentes culturas e é praticamente impossível estabelecer entre elas qualquer tipo de hierarquia. Então Franz chegou a conclusão de que é muito difícil estabelecer entre elas qualquer tipo de hierarquia, pois as histórias são tão particulares, e preenchidas por interesses tão diferentes, que qualquer comparação só seria possível se fosse utilizada uma medida de análise, que seria sempre arbitrária.
Padrões, Normas E Cultura
Cultura, Etnocentrismo e Relativismo

Franz Boas inaugurou o que mais tarde ficaria conhecido como relativismo cutural: Uma tomada de posição perante a diferença cultural, segundo a qual cada cultura deve ser avaliada apenas em seus próprios termos.
Relativismo cultural, portanto, é uma forma de encarar a diversidade sem impor valores e normas alheias. O relativismo pode ser considerado uma inversão do evolucionismo.
Tendência inversa ao relativismo cultural é o etnocentrismo, estamos sendo etnocêntricos quando julgamos outras culturas segundo nossos próprios parâmetros culturais. Por exemplo: considerar uma população indígena atrasada porque lhe faltam determinadas tecnologias isso é denominado etnocentrismo.
Na França, por exemplo, o estado proibiu que estudantes muçulmanos usassem véu em salas de aula. Esse ato foi visto por muitos como agressão à liberdade de expressão religiosa dos muçulmanos.
Na luta contra o etnocentrismo e o racismo, o conceito de cultura é um instrumento fundamental, que ganhou importância desde que deixou de ser pensado como sinônimo de civilização e passou a ter significado em conjunto com o relativismo cultural. Mas o conceito de cultura é muito mais do que uma simples defesa do relativismo cultural.
Padrões Culturais

Desde o século XIX, estudiosos começaram a perceber que diferentes culturas produziam realidades diferentes, e essas realidades, por sua vez, davam origem a comportamentos e práticas regulares que se repetiam no tempo e no espaço. A partir dos estudos de Franz, em que o conceito de cultura ganhou sua conotação moderna como força unificadora de um povo, que dá sentido e condensa tudo o que acontece, os padrões culturais adquiriram grande centralidade. Desde o século XX, especialmente ao trabalho de duas alunas de Franz, o conceito de padrão cultural ganhou bastante destaque. Com isso concluíram que além de expressar comportamentos regulares, os padrões culturais produziam indivíduos com inclinações semelhantes.
A Relação entre as personalidades individuais e os padrões culturais eram muito significativas. Como se a cultura, de certa forma, moldasse as personalidades individuais em tipos-padrão. Isso significa dizer que certa cultura tenderia a produzir sujeitos mais contemplativos.
Para Mead E Benedict, e também para Franz Boas, a cultura podia ser comparada a uma lente que filtra tudo o que vemos, percebemos e sentimos. Para esses autores, não haveria possibilidade de perceber o mundo fora do mecanismo de transmissão cultural representado pela linguagem.
O movimento intelectual levou ao questionamento de noções que pareciam naturais aos norte-americanos. Isso é o que chamamos de
Desnaturalização
: Aquilo que parece natural é apenas uma entre milhares de formas possíveis.

O Conceito de cultura no século XXI:

Ao longo do século XX, o conceito de cultura foi incorporado ao senso comum. Passou além dos discursos acadêmicos e ganhou espaço em discussões públicas, como as lutas por direitos. Um antropólogo, quando fala em cultura, está falando de algo diferente daquilo que o senso comum imagina. Nas ciências sociais os conceitos parecem ganhar vida própria e são empregados nas mais diversas situações, em perspectivas muito diferentes. Muitas vezes utilizando um mesmo termo, como cultura, por exemplo.
O importante é entendermos que a Antropologia prosseguiu na reflexão sobre a cultura, a partir dos trabalhos de Franz e seus alunos.
É interessante notar que muitos intelectuais, embora prefiram não usar mais o termo ''cultura'', continuam precisando de um conceito para lidar com a diferença entre as sociedades e entre os grupos dentro de uma mesma sociedade. Mas na medida em que se evita o conceito de cultura, outros conceitos que descrevem mais ou menos a mesma coisa são cada vez mais usados. Um exemplo é o conceito "identidade'' que guarda semelhanças significativas com o sentido mais contemporâneo de cultura.
O conceito de cultura tem a mesma função, mas segundo muitos de seus críticos, tende a ser autoritário e impor imagens à revelia dos grupos que se propõe a descrever.
Retomando a crítica dos antropólogos pós-modernistas do final do século XX, eles diziam que as descrições feitas pelos intelectuais eram autoritárias, pois não davam voz aos descritos: sempre alguém falava por eles. Para esses antropólogos, o conceito de cultura era o veículo dessa descrição autoritária, pois não davam voz aos descritos: sempre alguém falava por eles. E, para esses antropólogos, o conceito de cultura era o veículo dessa descrição autoritária.
Diante da capacidade de dinamismo de qualquer sistema cultural, os defensores do conceito de cultura afirmam que qualquer descrição estática deixa de fazer sentido, pois a procura justamente da sentido a tudo aquilo que gera estranheza e preconceito.
Equipe: Bruno B.
Ismael B.
Natalia R.
Saimon P.
Turma: 3 201
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