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Boris Kossoy - Realidades e Ficções na Trama Fotográfica

Imagem Fotográfica e Cognição
by

ana melo

on 13 June 2013

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Transcript of Boris Kossoy - Realidades e Ficções na Trama Fotográfica

BORIS KOSSOY
Realidades e Ficções na Trama Fotográfica
Ana Paula Melo Carvalho - Bárbara Rosa - Maria Eduarda Casagrande - Paola Bottega
Imagem Fotográfica e Cognição
PROCESSO NA CONSTRUÇÃO DE REALIDADES
Na "Fotografia documental" existe um interesse específico, por isso se divide a foto-documentação por classes de documentação: jornalística, antropológica, etnográfica, social, arquitetônica, urbana, geográfica, tecnológica etc. Essas classificações permitem leituras diferentes, de acordo com o interesse pessoal dos diferentes receptores. Assim, a fotografia sempre propicia análises e interpretações multidisciplinares.
PRODUÇÃO
A fotografia é o resultado de um processo de criação/construção técnico, cultural e estético elaborado pelo fotógrafo.
Nas fotografias veiculadas pelos meios de comunicação, há a pós produção, isto é, a imagem sofre "adaptações" visando sua inserção na página do jornal, da revista, do cartaz etc. Tratam-se de alterações físicas em sua forma, como por exemplo, os "cortes". Assim, a fotografia sofre manipulações.
PÓS PRODUÇÃO
É uma composição imagem-texto, onde um novo documento é criado a partir do original visando gerar uma diferente compreensão dos fatos, obtendo uma outra verdade. Mais uma ficção documental.
REPRESENTAÇÃO FINAL
São interpretações pré-construídas pelo próprio autor que irão influir decisivamente nas mentes dos leitores neste processo durante a leitura do texto juntamente com a imagem, para chegar a uma recepção controlada.
PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA
INTERPRETAÇÃO
A imagem é reelaborada, com a função de comprovação do fato ou de forma opinativa.
RECEPÇÃO
(LEITURAS/INTERPRETAÇÕES CONTROLADAS)
ANÁLISE ICONOGRÁFICA E
INTERPRETAÇÃO ICONOLÓGICA
Imagens escondem dentro de si um mistério. É por detrás da dessa visibilidade registrada pela imagem fotográfica, que se esconde o enigma que pretendemos decifrar.
ANÁLISE ICONOGRÁFICA
Procurar definir questões de espaço e tempo onde a fotografia foi tirada, e obter detalhes de seu conteúdo. Se refere a uma realidade exterior (2ª realidade).
INTERPRETAÇÃO ICONOLÓGICA
Resgatar a história do assunto e buscar o processo de criação que resultou naquela representação em estudo. Se refere a uma realidade interior (1ª realidade).
MECANISMOS INTERNOS DA PRODUÇÃO
E DA RECEPÇÃO DE IMAGENS
Existem múltiplas “realidades” que se acham fluídas na representação fotográfica com o objetivo de trazer alguma luz para a compreensão de mecanismos internos (mentais) que regem a “produção” e a “recepção” das imagens.
- processo de construção da recepção: produção da foto propriamente dita por parte do fotógrafo.
- processo de construção da interpretação: recepção da foto por parte de diferentes receptores (suas diferentes leituras em precisos momentos da história).
A fotografia, seja em
sua produção, seja em sua recepção, sempre dá margem a um “processo de construção de realidades”.
A PRODUÇÃO DA IMAGEM
Conjunto de mecanismos internos de “processo de construção de realidades” de acordo com a visão particular de mundo do fotografo. A obra fotográfica resulta de um somatório de construções, de montagens através de um filtro cultural, estético e técnico, articulando no imaginário de seu criador. O fotógrafo constrói o signo, a representação da fotografia, criando uma nova realidade.
A RECEPÇÃO DA IMAGEM
As fotografias permitem uma leitura plural dependendo de quem os apreciam, ou seja, a partir do imaginário dos receptores. Estes, já trazem concebidas imagens mentais preconcebidas (filtros ideológicos, culturais, morais, éticos...) acerca de determinados assuntos. Então, dependendo do que determinadas imagens fotográficas trazem, cada receptor individualmente, irá interagir com elas em um processo de recriação de situações ou jamais vivenciadas. Assim, nosso imaginário reage diante das imagens visuais de forma que nos levam a rememorar, a moldar nosso comportamento, consumir, formar conceitos ou reafirmar preconceitos, despertam fantasias, desejos e etc.
As imagens visuais se prestam a adaptações e interpretações “convenientes” por parte dos mesmos receptores, sejam os que desconhecem o momento histórico retratado na imagem, sejam aqueles engajados a determinar modelos ideológicos, que buscam desvendar significados e “adequá-los” conforme seus valores individuais, seus comprometimentos, suas posturas aprioristicamente estabelecidas em relação a certos temas ou realidades, em função de suas imagens mentais.
1ª REALIDADE
2ª REALIDADE
Há um confronto entre a realidade que se vê, um conflito entre o visível e o invisível, o aparente e o oculto. Uma tensão perpétua que se estabelece no espiríto do receptor quando diante da imagem fotográfica em função das imagens mentais.
A realidade que se imagina (a do fato passado), recuperado apenas de maneira fragmentada por referências ou pelas lembranças pessoais (emocionais).
A realidade que se vê (a que se inscreve no documento, a representação através de nossos filtros culturais, estético/ideológicos.
Enfim, a realidade fotográfica: uma realidade moldável em sua produção, fluida em sua percepção, plena de verdades explícitas (análogas, sua realidade exterior) e de segredos implícitos (sua história particular, sua realidade interior), documental porém imaginária. Possibilitando inúmeras representações/interpretações, realimenta o imaginário num processo sucessivo e interminável de construção e criação de novas realidades.
A fotografia tem sido aceita e utilizada como prova definitiva, “testemunho” da verdade dos fatos ou do fato, desde seu surgimento até os nossos dias atuais.
Graças a sua natureza fisicoquímica, e hoje eletrônica, registrar aspectos (selecionados) do real, tal como estes de fato se parecem, fez com que a fotografia ganhasse elevado status de credibilidade.
As diferentes ideologias, sempre tiveram na imagem fotográfica um poderoso instrumento para a veiculação das ideias e da consequente formação e manipulação da opinião pública.
A manipulação tem sido possível devido a credibilidade que as imagens têm junto a massa, para quem, seus conteúdos são aceitos e assimilados como a expressão da verdade. Comprova a larga utilização da fotografia para a veiculação da propaganda política, dos preconceitos raciais e religiosos etc.
Pesquisadores apesar de reconhecerem ultimamente na iconografia uma possibilidade interessante para a reconstituição histórica, por vezes se equivocam no emprego das imagens fotográficas em suas investigações.
Equívocos ocorrem pela desinformação conceitual quanto aos fundamentos que regem a expressão fotográfica, o que os leva a estacionarem apenas no plano iconográfico, sem perceberem a ambiguidade das informações contidas nas representações fotográficas.
Quaisquer que sejam os conteúdos das imagens devemos considera-las sempre como fontes históricas de abrangência multidisciplinar.
As imagens fotográficas nos mostram um fragmento selecionado da aparência das coisas, das pessoas, dos fatos, tal como foram congelados num dado momento de sua existência/ocorrência.

Mas as fotografias não podem ser aceitas imediatamente como espelhos fiéis dos fatos. Elas são plenas de ambiguidades, portadoras de significados não explícitos e de omissões pensadas, calculadas, que aguardam pela decifração.
A fotografia tem uma realidade própria, que não corresponde necessariamente à realidade que envolveu o assunto, objeto do registro, no contexto da vida passada. Trata-se da realidade do documento, da representação: uma segunda realidade, construída, codificada.
A imprensa ou grupos interessados se encarregam de atribuir um determinado significado com o propósito de criarem realidades e verdades. Cabe aos historiados e especialista no estudo das imagens, a tarefa de desmontagem de construções ideológicas materializadas em testemunhos fotográficos.
O processo de criação do fotógrafo engloba a aventura estética, cultural e técnica que originará a representação fotográfica, torna-la enfim um documento.
Existe sempre uma motivação interior ou exterior, pessoal ou profissional, para a criação de uma fotografia. Essa motivação influirá decisivamente na concepção e construção da imagem final.
O assunto resulta de uma sucessão de escolhas; é fruto de um somatório de seleções de diferentes naturezas.
Existem etapas ao fazer fotográfico:
A seleção do assunto. A seleção de equipamentos. Seleção do enquadramento do assunto (organização visual dos elementos), a seleção do momento (decisão de pressionar o obturador num determinado instante). Seleção de materiais e produtos necessários para o processamento do filme negativo ou positivo. Seleção de possibilidades destinadas a produzir determinada “atmosfera” na imagem final.
A fotografia é uma representação a partir do real; é um documento do real, uma fonte histórica, uma vez que contem uma informação de testemunha direta dos fatos, que forma-se no momento exato da produção do fato ou do ato.
A imagem fotográfica fornece provas, indícios, funciona sempre como documento iconográfico acerca de uma dada realidade. Trata-se de um testemunho que contém evidências sobre algo.
REALIDADES
DA
FOTOGRAFIA
A primeira realidade: é a realidade do assunto em si na dimensão da vida passada. A imagem fotográfica é por um único momento parte da primeira realidade: o instante de curtíssima duração em que se dá o ato do registro.
Segunda realidade: é a realidade do assunto representado, contido nos limites bidimensionais da imagem fotográfica, não importando qual seja o suporte no qual esta imagem se encontre gravada. Ela é a realidade fotográfica do documento, referência sempre presente de um passado inacessível.
Realidade exterior: é o aspecto visível da imagem, tornada documento. O assunto representado configura o conteúdo explícito da imagem fotográfica: a face aparente e externa de uma micro-história do passado, cristalizada expressivamente.
A realidade da fotografia não corresponde necessariamente a verdade história, apenas ao registro expressivo da aparência. A realidade da fotografia reside nas múltiplas interpretações, nas diferentes “leituras” que cada receptor dela faz num dado momento; tratamos pois de uma expressão peculiar que suscita inúmeras interpretações.
Realidade interior: história oculta e interna de toda e qualquer imagem fotográfica, cada uma contendo a sua. Ela é abrangente e complexa, invisível fotograficamente e inacessível fisicamente.
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