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AVALIAÇÃO_IFHT

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on 17 June 2015

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INTRODUÇÃO
Segundo Worthen, Sanders e Fitzpatrick /2004: “A avaliação serve para identificar pontos fortes e fracos, destacar o que é bom e expor defeitos, mas não pode sozinha corrigir problemas, pois esse é o papel da administração e de outros responsáveis, que podem usar as conclusões como instrumento de ajuda nesse processo”(p.57).
E a avaliação que é uma tarefa necessária nas políticas educacionais de hoje e permanente no ambiente escolar fazendo parte do trabalho docente e da vida escolar do aluno, deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem;

Segundo Paulo Freire, a dialogicidade - necessária para se pensar o melhor processo avaliativo-, só será significativa se estiver entrelaçada no processo de
ensino-aprendizagem
e envolverem todos os sujeitos, educadores e educandos, numa relação de reciprocidade.
"Há duas línguas diferentes sendo faladas na escola: a dos professores e a dos alunos." (CHARLOT, Bernard);
Nosso trabalho visa apresentar
como são realizadas as avaliações, investigar os problemas causados por esse modelo de avaliação e apresentar novas práticas avaliativas, de forma que possamos repensar e discutir esse processo.
Ao se aplicar uma avaliação é necessário que um profissional competente, que entenda o que precisa ser avaliado, prepare as avaliações para que com os resultados, o mesmo possa analisar o que é preciso melhorar e de que maneira isso será feito. A falta de planejamento e elaboração das avaliações é uma questão que preocupa bastante, pois acaba gerando uma grande falta de interesse dos alunos, e assim, um baixo nível de desempenho.
Para Libâneo (2004, p.253), “a avaliação sempre deve ter caráter de diagnóstico e processual, pois ela precisa ajudar os professores a identificarem os aspectos em que os alunos apresentam dificuldades.”
RELAÇÃO
PROFESSOR-ALUNO
Para Bernard Charlot:

Aprender
=
atividade intelectual

+

sentido

+

prazer
”.
Assim deveria ser entendida a escola, mas não é o que vemos na realidade. Há uma tensão expressiva na relação professor-aluno mediada pela incompatibilidade na compreensão lógica do papel da escola e do aprender. Se por um dos discursos, o professor entende a escola como “local do saber”, onde o aluno está para aprender, para o aluno ele precisa aprender para passar de ano.
Esta tensão gerada por esta relação tem como premissa diversos fatores: o método, currículo, “a velha escola”, mas principalmente a questão da avaliação tradicional. Na avaliação, percebemos que parte desta tensão deve-se ao paradigma que existe entre a dicotomia do entender o ato de estudar, diferente para professores e alunos:
“o que estudar”,
“para quê estudar”,
“como estudar” e
"como ser avaliado justamente”.
A avaliação é campeã de dúvidas, discórdias e desatinos. [...] Até na Educação Infantil já se encontram ‘vestibularzinhos’. Esse erro a França não comete. [...] O mundo do verdadeiro ou falso é do fanatismo e não da cidadania. Nega a reflexão e o saber e impede que os alunos leiam, escrevam e aprendam.” (CHARLOT, Bernard).

Relato de um aluno a Bernard Charlot:
"Fui a todas as aulas, estudei em casa e não concordo com as notas que recebi.”
O professor retruca, afirmando que o estudante é preguiçoso e não entendeu a matéria. Esse descompasso revela o grande abismo que existe entre as pessoas e interfere no processo de aprendizagem."
O professor deve ser autêntico e genuíno, ter aceitação e confiança para com o aluno, bem como uma “consciência sensível” que o habilite a compreender internamente as reações dos alunos no processo de aprendizagem.
Uma das maiores competências necessária ao professor é a
capacidade de se relacionar
, criando um ambiente de diálogo que propicie a adoção de novas formas avaliativas .
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB orienta em seu Artigo 24:

“que a verificação do rendimento escolar observará, dentre outros, que a avaliação será contínua e cumulativa e prevalecerão os aspectos qualitativos sobre o quantitativo e dos resultados
ao longo do período letivo sobre os de eventuais provas finais.”
PAPEL DA AVALIAÇÃO TRADICIONAL
NOVAS PRÁTICAS AVALIATIVAS
O método avaliativo mais encontrado nas escolas é o da avaliação tradicional. Esse método, segundo Meneghel e Kreisch (2009), consiste na prática de avaliação classificatória que se ocupa em atribuir nota ao estudante que reproduz o conteúdo que é ditado pelo professor. Dessa forma o aluno não desenvolve seu potencial e a avaliação ganha um caráter de domesticação e de exclusão daqueles que não conseguem atender as expectativas;

Segundo Souza (2010, p.3), “a avaliação não pode ser entendida como um conjunto de ações que são um fim em si mesmo. Ela deve ser considerada como parte fundamental de todo o processo educacional, servindo ao desenvolvimento das capacidades dos educandos.”
A avaliação precisa ser trabalhada de maneira que ela também faça parte do desenvolvimento da produção de conhecimentos, de alunos críticos e reflexivos sobre o que está sendo estudado e que os alunos reflitam sobre os erros para promover o objetivo cognitivo;

Para Foucault (1996), engendrar domínios de saber que não somente fazem aparecer novos objetos, novos conceitos, novas técnicas, mas também fazem nascer formas totalmente novas de sujeitos e de sujeitos de conhecimento.
CONCLUSÃO
Para concluir, é inequívoco perceber que as decisões a respeito da avaliação da aprendizagem não são isoladas ou neutras. Elas se vinculam a nossas concepções sobre educação, sobre escola, sobre aprendizagem, ou seja, à nossa concepção pedagógica mais ampla, à nossa visão de educação. Sendo assim, a forma como concebemos e realizamos a avaliação irá refletir uma visão conservadora ou transformadora de educação e de sociedade. Compreender a avaliação como elemento integrante da prática pedagógica, um meio e não como um fim em si mesma, considerando-a no propósito de averiguação do processo ensino-aprendizagem.
Não podemos esquecer a ideologia meritocrática que fundamenta nossos sistemas educacionais ao menos desde os anos 1930. Neste contexto, precisamos fomentar reflexões que nos levem a construir novas perspectivas para a área de avaliação escolar. Nos cursos de pedagogia é comum ser salientado a necessidade de mudança e a ineficácia da “tradicional” avaliação meritocrática. Precisamos incentivar a avaliação de competências e habilidades, processos avaliativos que devem começar com os resultados cognitivos, sem dar o enfoque classificatório a esta avaliação.
Pierre Lévy (1999) escreveu serem duas as reformas necessárias ao sistema educacional. Para ele, é imprescindível que haja uma assimilação dos mecanismos que regem o ensino aberto e a distância por parte da sociedade, o que implica em uma nova visão pedagógica, em que o professor é um indutor ao conhecimento coletivo de seus alunos e não apenas um mero recitador de conteúdos. Esta é a primeira grande reforma proposta por ele. A segunda reforma é permitir que as experiências adquiridas pelas pessoas através das diversas tecnologias existentes hoje e das que ainda vão surgir como um conhecimento válido, chancelando os saberes não-acadêmicos.
Como educadores, precisamos compreender que o trabalho educacional que mobiliza conteúdos atitudinais que precisam estar presentes nas ações cotidianas e fazer parte dos objetivos de aprendizagem e assim, gradativamente, conquistar uma avaliação mais justa e que sirva de incentivo ao ato de aprender, refletir, assim como, ao ato de ensinar.
PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
A aprendizagem é algo particular de cada sujeito e da relação que se faz do conhecimento ao longo da sua vida. No entanto, ele não obtém esse conhecimento sozinho, é preciso ter a interação com o outro, com a família, amigos, nas situações formais e com o cotidiano escolar.

O processo de ensino-aprendizagem, no cotidiano escolar, é embasado no ato da transferência de conhecimento e o professor, nesse caso, que é o mediador desse processo de ensino, pois ele é o responsável em transmitir ao aluno os conhecimentos. Fazendo com que o aluno decore os conteúdos e que apresente os resultados dos conhecimentos adquiridos em uma avaliação.

Essa concepção de ensino-aprendizagem, vai contra as teorias de Paulo Freire(2013) que acredita que o ato de ensinar vai além da transmissão de conhecimentos e que os professores têm que oferecer aos seus alunos possibilidades de produção e construção de seus próprios saberes.

O professor e o aluno, ambos não podem ser vistos como meros objetos dentro desse processo ensino-aprendizagem, o professor como o detentor do saber e o aluno como uma tábua rasa à espera de um conhecimento fragmentado, todos tem um conhecimento prévio que devem ser aproveitados na sala de aula. Seguindo a abordagem humanista da pedagogia, existe uma pertinente crítica ao autoritarismo na relação professor-aluno, destacando a necessidade de aceitação e genuína confiança no âmbito da relação pessoal. Preconiza, assim, uma relação horizontal (entre iguais) entre professor e aluno desde o ponto de partida do processo educativo.
Desse jeito, a avaliação se torna uma tarefa complexa que não se resume a realização de provas e atribuições de notas. Essa não é uma tarefa fácil, pois exige compreensão e dedicação de todos os envolvidos, para lidar com os diferentes problemas que possa aparecer no decorrer do processo de ensino.

Segundo Paulo Freire, a dialogicidade - necessária para se pensar o melhor processo avaliativo-, só será significativa se estiver entrelaçada no processo de ensino-aprendizagem e envolverem todos os sujeitos, educadores e educandos, numa relação de reciprocidade.

É necessário considerarmos determinadas especificidades no planejamento da avaliação escolar que devem acompanhar o potencial cognitivo e social de cada grupo de alunos além das classes formais, como nas avaliações na educação infantil, nas classes multisseriadas, classes de jovens e adultos e nas classes de alunos com necessidades especiais.
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