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Conflitos étnicos - o caso Ruanda

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by

Camila Santos

on 28 November 2012

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Transcript of Conflitos étnicos - o caso Ruanda

Camila Gonzaga
e
Clarissa Santos Conflitos Internos
o caso Ruanda apresentam Como tudo aconteceu... Existe uma abordagem sobre o conflito em Ruanda que afirma que antes da colonização existia uma coexistencia pacífica entre Tutsi e Hutus. (AFRICAN AFFAIRS, 2004)

Nesta vertente, foi a administração Alemã e Belga e seus respectivos interesses que criaram políticas de favoritismo, acirrando a rivalidade entre as etnias. (AFRICAN AFFAIRS, 2004) A outra vertente dos estudos sobre Ruanda afirma que a rivalidade entre Tutsi e Hutus vêm desde o período colonial e a colonização apenas intensificou o conflito. (AFRICAN AFFAIRS, 2004) "É sabido que o histórico de rivalidade entre grupos e a percepção hostil são aspectos que contribuem para a eclosão de um conflito interno e, no caso de Ruanda, a colonização belga contribuiu para que esses fatores estivessem presentes na relação entre tutsis e hutus. De um modo geral, os colonizadores europeus (especialmente no caso africano) criaram uma pseudo elite colonial que cumpria a missão de representar, no âmbito local, os interesses das potências colonizadores. Geralmente essa “elite” era privilegiada, em detrimento da maior parte da população. No caso de Ruanda, os favorecidos pelos colonizadores foram os tutsis, minoria da população, em detrimento da população hutu. Um aspecto que contribuiu bastante para a segregação étnica, sobretudo entre tutsis e hutus, foi a introdução, a partir de 1933 (como fruto de um processo de recenciamento da população), de uma carteira de identidade que indicava a etnia do cidadão. A etnia das gerações futuras, inclusive, era definida a partir da identidade étnica do pai, exclusivamente. De todo modo, é importante lembrar que conflitos geralmente chamados de “étnicos” sempre possuem uma dimensão material, sempre são marcados por padrões de discriminação (econômica, política, etc.) que assumem contornos étnicos. "

Geraldine Rosas, professora do curso de Relações Internacionais do UNI-BH Embora os conflitos internos tenham mais a ver com fatores internos que sistêmicos, no caso de Ruanda a colonização fora um fator decisivo para o conflito. Os conflitos internos... O estouro do conflito... Embora o presidente morto fosse Hutu, a responsabilidade do ataque é desconhecida. Há quem acredite que o assassinato possa ter sido de autoria Tutsi insatisfeita com o controle Hutu, mas há a crença também que possa ter sido uma armação dos próprios Hutus mais extremistas que não concordavam com a colizão política proposta pelos acordos de paz e que queriam chegar ao poder. O combate... No dia 6 de abril de 1994, os Hutus extremenistas, iniciaram diversos ataques a pauladas, machadadas e catanas, caracterizando a extrema violencia do conflito.

As vítimas eram civis Tutsi incluindo mulheres, crianças e idosos. A ação internacional... Embora a ONU mantivesse missões de paz em Ruanda quando o conflito estourou, a ordem era de evacuação das tropas.
O que percebemos é que quem tinha o poder e a responsabilidade de agir para cessar o genocídio, não o fez. "A ação da ONU no caso de Ruanda foi imensamente criticada, já que mesmo antes do genocídio de 1994 já havia uma missão estabelecida no território. Durante todo o processo de escalada da violência, a ONU foi informada sobre a situação, mas não teve uma postura proativa, já que não aumentou o contingente nem redefiniu o mandato da missão. É comum que esse comportamento omisso seja atribuído à falta de interesse das potências de enviar tropas para o território ruandês, inclusive pelo fato de que logo no início das hostilidades, 10 soldados belgas foram mortos. Os casos de Ruanda e de Kosovo representam duas “manchas” na história das intervenções da ONU, mas há quem diga que, a despeito das inúmeras críticas sofridas, essas duas experiências, no longo prazo, tiveram um saldo positivo. Depois da experiência em Ruanda, quando a autoridade da ONU é desafiada numa crise na qual a organização já está envolvida, a resposta do Conselho de Segurança e do Secretariado tem sido, via de regra, mais rápida e robusta. No caso do Kosovo, desde que a OTAN precisou recorrer à ONU para finalizar a intervenção, ficou claro que a ONU, de um jeito ou de outro, é a organização mais competente e capaz de lidar com reconstruções pós-conflito. "

Geraldine Rosas, professora do curso de Relações Internacionais do UNI-BH. “disputas políticas de caráter violento – potencial ou efetivamente -, cujas origens podem ser traçadas a partir de fatores domésticos, ao invés de sistêmicos, e no qual ocorre ou se ameaça o uso de violência armada dentro das fronteiras de um Estado” (BROWN, 1996).

"Além disso, muitos conflitos internos não são causados por agravantes étnicos, mas por questões de poder, de ideologia, política entre os grupos internos e a elite, fatores sociais e econômicos – como sistemas econômicos discriminatórios -, questões culturais e de percepção, como grupos historicamente problemáticos e discriminação" (BROWN, 1996 citado por CAVALCANTI, 2010) Os conflitos identitários são àqueles que mais atingem a população pois se tratam de questões profundas da identidade dos grupos, e na maioria das vezes se trata da constituição de minorias históricas. A Frente Patriótica Ruandesa... Minorias podem ser étnicas, linguísticas, religiosas. Tem a ver com determinado grupo não só menor numericamente, mas em termos de representação, autonomia, liberdade dentro de um contexto de uma sociedade com outro grupo predominante. A Frente Patriótica Ruandesa era composta por Tutsis exilados armados que inicaram, desde 1990 uma guerra civil no país.
Com o início do genocídio, a FPR começou a marchar para a capital Kigali tentando parar a matança e defendendo Tutsis por onde passavam. Entretanto, em retaliação ao genocídio eles também mataram crianças e mulheres Hutus. (AFRICAN AFFAIRS, 2004)

Em 19 de julho de 1994 os Tutsis (FPR) tomaram Kigali e se estabaleceram no poder.
Embora o genocídio tenha tido fim para os Tutsis, a violencia permaneceu. Os movimentos migratórios... Este grupo de Hutus extremistas foi organizado por Hutus com poder político que organizaram milícias civis de homens treinados para seguir ordens, agir coletivamente e se envolver em assassinatos em massa. (AFRICAN AFFAIRS, 2004)

Eles organizavam listas de Tutsis, primeiro só de opositores e líderes políticos e mais tarde, até de civis. (AFRICAN AFFAIRS, 2004) O "transbordamento" deste tipo de conflito é muito comum. Isto é, civis que se encontram dentro do conflito, fogem para países vizinhos tentando evitar a violencia.
Contudo este movimento acaba por causar novas minorias em novos países e impactos sobre o espaço geográfico, preocupações com a segurança e economia dos países vizinhos, ou seja, causa uma instabilidade regional.
Além disto existe o impacto gerado em outras potências (Bélgica e países que tinham soldados em Ruanda) e em Organizações Internacionais (como a ONU que poderia ter agido para parar o genocídio).
Assim, é importante ´frisar como este tipo de conflito é percebido na comunidade internacional e os esforços dela para lídar com o conflito. Por fim... Depois do genocídio em Ruanda, a omissão internacional e o dito fracasso da ONU, foi instaurado um Tribunal Criminal Internacional para julgar os responsáveis pelo genocídio na tentativa de fazer justiça.
Desde então o país tem tentado curar as cicatrizes do conflito....

Para mais informações sobre o reerguimento de Ruanda e as ações da ONU pós conflito acesse o Portal do Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento de Ruanda:

http://www.rw.undp.org/rwanda/en/home.html
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