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O racionalismo e o empirismo

A ciência e a razão
by

fred trevisan

on 9 October 2015

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Transcript of O racionalismo e o empirismo

Bacon e Descartes
O empirismo e o racionalismo
O período
Panorama histórico
Com a intenção de formular métodos e critérios para a elaboração de um conhecimento verdadeiro, as estruturas do pensamento passaram a ser investigadas pelos principais filósofos dos séculos XVII e XVIII, que conseguiram formular diversas epistemologias ou teorias do conhecimento. As duas principais foram:
A empirista;
A racionalista;
Descartes
Racionalismo
René Descartes nasceu em La Haye, França, pertencendo a uma família de prósperos burgueses. Estudou no colégio jesuíta de La Flèche, um dos mais nobres e conceituados estabelecimentos de ensino europeu.
Ingressou na carreira militar, mudou-se para a Holanda, onde participou de combates contra os espanhóis. Posteriormente, em 1619, viajou por vários países europeus, estabelecendo contatos com vários sábios de seu tempo, entre eles Blaise Pascal.
Temendo perseguições religiosas e tendo em mente a condenação de Galileu, tomou uma série de cautelas na exposição de suas ideias. Autocensurou vários trechos de suas obras para evitar tanto a repreção da igreja como a fanática repressão dos protestantes.
Apesar disso publicou o suficiente para ser considerado o pai da filosofia moderna.
Algumas obras:
Regras para a direção do espírito (1628);
O Mundo ou Tratado da Luz (1632-1633) ;
Discurso sobre o método (1637);
Geometria (1637);
Meditações Metafísicas (1641).
Descartes
A dúvida como método
Segundo Descartes, para se conhecer a verdade é necessário, de início, colocar todos os nossos conhecimentos em dúvida.
É necessário questionar tudo e analisar, de modo criterioso, se existe algo na realidade de que possamos ter plena certeza.
A única verdade totalmente livre de dúvida era a seguinte:

Penso, logo existo!
Cogito ergo sum!
A ideia de Descartes seria uma verdade absolutamente firme, certa e segura, que deveria ser adotada como principio básico de toda a sua filosofia. A ideia de pensamento tem um sentido bastante amplo: tudo o que afirmamos, negamos, sentimos, imaginamos, cremos e sonhamos. Por isso, ele considera o ser humano como uma substância essencialmente pensante.
Por esse motivo, podemos afirmar que Descartes foi um racionalista convicto. Pois, recomendava que desconfiássemos das percepções sensoriais, responsabilizando-as pelos frequentes erros do conhecimento humano.
Regra da evidência:
Regra da análise;
Regra da síntese;
Regra da enumeração;
Francis Bacon
O Empirismo
O palco principal do Empirismo moderno foi a Inglaterra. Nesse país muitos burgueses, a partir do século XVII, conquistaram não apenas poder econômico, mas também poder político e ideológico, impondo o fim do absolutismo monárquico (Revolução Gloriosa)
Bacon
Empirismo
Essa ascensão da burguesia é associada, no plano epistemológico, ao Empirismo (valorização da experiência concreta, da investigação natura) e no plano sociopolítico, ao liberalismo.
Nascido em Londres, Francis Bacon, (1561-1626) pertencia a uma família de nobres. Foi educado para ingressar na carreira política e projetar-se nos cargos públicos. Após a conclusão de seus estudos em Cambridge, iniciou, em 1577, sua carreira política, através da qual conquistou os mais importantes postos do reino britânico.
Apesar de ter uma conduta moral questionável, realizou uma obra científica inegável. É considerado um dos fundadores do método indutivo de investigação científica. Seu objetivo é fazer dos conhecimentos científicos um instrumento prático de controle da realidade.
A Teoria dos ídolos
Buscou demonstrar que a ciência deveria valorizar a experiência experimental, buscando proporcionar resultados objetivos para o homem.
Para que isso seja possível, os cientistas devem abandonar os ídolos, ou seja, as falsas noções, preconceitos e péssimos hábitos mentais.
livro de Bacon
Novum organum
Em sua obra mais famosa, Novum organum, ele destaca quatro gêneros de ídolos que bloqueiam a mente humana e prejudicam a ciência:
Ídolos da tribo: as falsas noções provenientes das próprias limitações da natureza da espécie humana;
Ídolos da caverna: as falsas noções do ser humano como indivíduos;
Ídolos do mercado ou do foro: as falsas noções provenientes da linguagem e da comunicação;
Ídolos do teatro: as falsa noções provenientes das concepções filosóficas, científicas e culturais vigentes.
Para combater os erros provocados pelos ídolos, Bacon propõe o método indutivo de investigação, baseado na observação rigorosa dos fenômenos naturais, que cumpriria as seguintes fases:
Observação da natureza para a coleta de informações;
Organização racional dos dados recolhidos empiricamente;
Formulação de explicações gerais destinadas à compreensão do fenômeno estudado;
Comprovação da hipótese formulada mediante experimentações repetidas, em novas circunstâncias.
Podemos afirmar que a grande contribuição de Bacon para a história da ciência moderna foi apresentar o conhecimento científico como sendo o resultado de um método de investigação empirista.
Fred Carlos Trevisan
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