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Pertencimentos de Lupita no Focinhobook

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by

rick Richard

on 9 November 2011

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Transcript of Pertencimentos de Lupita no Focinhobook

Pertencimentos de Lupita no Perfil É importante que as "condições compartilhadas de trabalho" em um laboratório experimental nos façam entender que as entidades com limites totalmente seguros chamadas indivíduos possessivos (imaginados como humanos ou animais) são as unidades erradas para considerar o que está acontecendo. Isso signifi ca não que um determinado animal não importa, mas que o importar está sempre dentro de conexões que exigem e possibilitam resposta, não classificação ou calculação nua e crua. Neste artigo, ao colocar em diálogo personagens reais com personagens ficcionais, filósofos com biólogos, proponho repensar as relações instrumentais entre animais de laboratório e sua gente, centrando esforços no trabalho epistemológico, emocional, e técnico necessário para práticas de cuidado e de partilha não mimética. Argumento que a moralidade necessária para o fl orescimento multiespécies vai além de hierarquias taxonômicas, filosofias humanistas ou garantias religiosas. Exige uma forte sensibilidade não antropomórfi ca atenta a diferenças irredutíveis. A partilha do sofrimento: relações instrumentais entre animais de laboratório e sua gente [Donna Haraway] Quando li o romance de Nancy Farmer (1996) para jovens adultos "Uma menina chamada Desastre", fiquei fascinada pela história do relacionamento entre um velho vapostori africano e os porquinhos-da-índia cuidados por ele numa pequena estação científica no Zimbábue por volta de 1980.
Os roedores do laboratório, usados para pesquisa da doença do sono, estavam no centro de um nó juntando moscas-tsé-tsés, tripanosomas, gado e gente.
Durante o seu horário de trabalho, os porquinhos-da-índia eram mantidos em cestinhos apertados enquanto gaiolas de tela cheias de moscas picadoras eram colocadas sobre eles, que tinham tido a pele raspada e pintada com venenos que podiam afetar os insetos ofensores com seus parasitos protozoários.
As moscas se empanturravam com o sangue dos porquinhos-da-índia.
Uma menina xona adolescente, Nhamo, nova nas práticas da ciência, observava. "É cruel", disse a garota. Baba Joseph concordou, "mas um dia as coisas que aprendemos vão evitar que o nosso gado morra".
Ele enfiou o próprio braço dentro da gaiola de tsé-tsés. Nhamo tampou a boca para não gritar.
As moscas pousaram por toda a pele do velho e começaram a chupar. "Eu faço isso para saber o que os porquinhos-da-índia estão sofrendo", ele explicou. "Causar dor é maldade, mas se eu a compartilho pode ser que Deus me perdoe." (Farmer, 1996, p. 239). O braço picado de Baba Joseph não é o fruto de uma fantasia heroica de extinguir todo sofrimento ou não causar sofrimento, mas o resultado de assumir o risco e a solidariedade implicados nos relacionamentos instrumentais em vez de negá-los. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-71832011000100002&script=sci_arttext#1a Minha intimidade Meu Cachorrão Minhas Gatinhas Minha Gatona Meu ciúme Minha vida Como saber os limites dos nossos pertencimentos?
- Dentro do possível, ficando no lugar do outro! Assim, no focinhobook meu criador, me pertence e eu o uso para expressar...
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