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O que é leitura?

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Mariana Klafke

on 16 March 2013

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Transcript of O que é leitura?

O que é leitura? Para Maria Helena Martins, ler não é somente ler o escrito, mas sim apreender sentidos, ler o mundo. Compreender e dar sentido ao quem e a quem nos cerca já é começar a aprender a ler. Mesmo na leitura escrita, não é só o conhecimento da língua que conta, mas todo um sistema de relações interpessoais e entre as várias áreas de conhecimento. Somente o conhecimento da língua não é suficiente para a leitura se efetivar: quando começamos a organizar os conhecimentos adquiridos, quando começamos a estabelecer relações entre experiências e tentamos resolver problemas a partir disso, então estamos lendo. Ler é um processo que guarda profundas relações com as condições de vida, e depende de condições interiores (subjetivas) e exteriores (objetivas). A autora dialoga com Paulo Freire, nossa próxima leitura para pensar o tema. Para ambos, a leitura é um instrumento de poder dos dominadores que pode ser caminho para a libertação dos dominados. Leitura emocional Leitura racional O que é leitura? - Maria Helena Martins Leitura sensorial A leitura sensorial envolve os cinco sentidos (visão, tato, audição, olfato e gosto), começa muito cedo e nos acompanha por toda a vida. Trata-se de ler o mundo. Além disso, quando à leitura escrita, é importante lembrar que o livro é antes de tudo um objeto. Maria Helena Martins também chama a atenção neste tópico para o fetiche em torno do livro, exemplificando com o fato de que uma casa com livros transmite uma noção de refinamento e erudição, mesmo que estes não sejam de fato lidos. Também é importante, nesse sentido, lembrar que consideramos que o que está escrito é inquestionável ("Onde está escrito que eu não posso x?"). A leitura emocional incita nossas fantasias, libera emoções e está diretamente relacionada com empatia. A questão aqui não é do que trata o texto, mas o que ele provoca no leitor. Muitas vezes, a leitura emocional é tratada com certo menosprezo, como leitura de passatempo ou evasão. Maria Helena Martins afirma que é muito mais do que isso: a leitura emocional ajuda a elaborar sentimentos difíceis de compreender e conviver. A leitura racional é a que carrega propriamente o status letrado, sendo a postura intelectualizada dominante. Este tipo de leitura enfatiza o intelectualismo (fenômenos intelectuais acima dos sentimentos e da vontade) e tende a ser unívoca. Positivamente, despojada destes preconceitos, a leitura racional é a que estabelece uma ponte entre o leitor e o conhecimento, a reflexão, a reordenação do mundo objetivo. Neste tipo de leitura, o leitor visa mais o texto, indagando, buscando compreender. O conceito de leitura está geralmente restrito à decifração da escrita. Mas será só isso? Ampliar a noção de leitura implica ampliar a visão de mundo e de cultura, não limitando esta última ao universo letrado. Segundo Maria Helena Martins, a leitura é um processo de compreensão de expressões formais e simbólicas, não importando por meio de que linguagem.

A autora apresenta duas visões de leitura:
1) Decodificação mecânica de signos: estímulo-resposta (perspectiva behaviorista-skinneriana)
2) Processo de compreensão abrangente: envolve fatores sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos, políticos (perspectiva cognitivo-sociológica)
Ambas as visões são importantes, mas a segunda nos dá uma visão mais ampla.

Maria Helena nos demonstra que a leitura vai além do texto e começa antes dele, sendo um processo complexo em que é necessário levar em conta os papéis do leitor e do contexto.
A autora apresenta explanações sobre três níveis de leitura: sensorial, emocional e racional. Estes níveis de leitura são inter-relacionados, senão simultâneos, mesmo sendo um ou outro privilegiado em diferentes momentos. Mas e o papel do educador?

Conceber educar como trasmissão de conhecimento, na visão de Maria Helena Martins, é um desrespeito com o educando. A autora aponta ainda que, hoje, a leitura em sala de aula está muitas vezes restrita ao livro didático, que frequentemente é um material ineficiente, restrito, manipulado, pouco estimulante.

O papel do educador no aprendizado da leitura é muito mais do que alfabetizar e dar acesso aos livros. Trata-se de criar condições para que o educando possa aprender a ler cada vez mais e melhor, ampliando constantemente seu repertório de leitura e atuando no mundo através disso. Leitura sensorial: texto=objeto
PRESENTE Leitura emocional: texto=acontecimento
PASSADO Leitura racional: texto=conhecimento
FUTURO
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