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Comportamento Humano em Incêndios e os Efeitos da Fumaça sobre as Pessoas

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by

Jeanne Lima

on 20 March 2014

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Transcript of Comportamento Humano em Incêndios e os Efeitos da Fumaça sobre as Pessoas

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS, EXPLOSÕES E PÂNICO I E II
O Ambiente do Incêndio:
Um dos elementos fundamentais de toda estratégia da Proteção Contra Incêndios é a Proteção a Vida (Safety Life).

Prevenção da Ignição
Controle do Incêndio
Isolamento das Pessoas (tempo, distância e arbitragem.)

Dados Estatísticos:
ASPECTOS DO COMPORTAMENTO HUMANO
Pessoas diferentes tendem a reagir de forma diferente à mesma situação de perigo, dependendo de diversos fatores.

A mesma pessoa pode reagir diferentemente a duas situações de perigo semelhantes, em alturas diferentes.
• As reações das pessoas perante uma situação de incêndio são várias:

– Fuga ao perigo;
– Luta contra o perigo;
– Inércia perante o perigo.
– Fatores de ordem individual (Idade, Porte Físico, Estado de Saúde);
– Fatores que se prendem com o incêndio (Temperatura, Fluxo de Calor, Redução do nível de oxigênio, Exposição aos gases do incêndio);
– Fatores que se prendem com os sistemas de alarme (Sistema de Socorro, Sistema de notificação sonora, Cheiro de fumo, notificação pessoal e barulhos).
Gases Tóxicos
- Principal causa de lesões em vítimas em incêndios
Queimadura de vias respiratórias
Asfixia
Irritação/ Edema Pulmonar
Classificação:
Segundo seus efeitos
Irritantes
Asfixiantes simples
Asfixiantes químicos
Principais Consequências da Inalação de gases tóxicos
Os gases irritantes são substâncias de ação local que agridem o aparelho respiratório e os olhos, e podem levar à inflamação tecidual, com risco de infecção secundária.
Já são pecebidos pelos Homem em concentrações baixas .
Os efeitos irritantes e a localização primária dos sintomas irão depender da sua solubidade em água e da concentração à qual os indivíduos se expõem.
Classificação:
Efeitos Clínicos causados pela inalação
Gases Irritantes
Uma estatística realizada em 1981 pela N.F.P.A. (National Fire Protection Association) Associação Nacional de Proteção Contra Incêndios dos Estados Unidos da América, demonstrou que entre várias causas de mortes nos incêndios a fumaça ocupava o primeiro lugar:
CASUÍSTICA DOS INCÊNDIOS
Altamente solúveis:
São bem adsorvidos pelo trato respiratório superior e rapidamente produzem efeitos nas membranas mucosas dos olhos, nariz e garganta. Ex: NH3(amônia) e Cl2(Cloro).
Menos solúveis:
São lentamente adsorvidos pelo trato respiratório superior e podem atingir o trato respiratório inferior, onde sua toxicidade será exercida.
Ex: NO2(dióxido de nitrogênio).
Cefaléia, conjuntivite, rinite, faringite, laringite, secura e insensibilidade nasal, hemorragia, edema de glote, edema laríngeo, pneumonite, bronquite. Pode ocorrer também taquipnéia, sibilos, tosse e enfisema pulmonar.
Obs: A exposição cutânea causa eritema e queimadura.
Gases Asfixiantes
- Divididos de acordo com o mecanismo de ação tóxica:
Asfixiantes Simples
Asfixiantes Químicos
São gases inertes, porém, quando em altas concentrações em ambientes confinados, reduzem a disponibilidade do oxigênio. Desta forma, a substância ocupa o espaço do oxigênio na árvore brônquica. Ex.: gases nobres, dióxido de carbono (CO2), metano, butano e propano (GLP - gás liquefeito de petróleo).
Asfixiantes Químicos
Asfixiantes Simples
São substâncias que impedem a utilização bioquímica do oxigênio (O2). Atuam no transporte de oxigênio pela hemoglobina (Hb) e impedem o uso tecidual do oxigênio. Ex.:
monóxido de carbono(CO)
e substâncias metahemoglobinizantes,
cianeto
e gás sulfídrico (H2S).
Quadro Clínico
Diminuição da acuidade visual e da visão noturna;

Alteração no sistema nervoso central, com cefaléia, sonolência, tontura, distúrbio do humor, confusão mental, perda de memória, incoordenação, narcose e depressão;

Anomalias respiratórias, como irritação, dispnéia, broncoconstrição, edema, cianose e asfixia;

Distúrbios cardíacos, com sensibilização do miocárdio, taquicardia, arritmias, hipotensão e isquemia;

Sintomas gastrintestinais, tais como náuseas e vômitos.
Tratamento para as principais consequências de Intoxicação por gases tóxicos
Remover o paciente da exposição;
Adoção de medidas de suporte à vida;
Instaurar a oxigenioterapia, (HBO);
Monitorar a função cardíaca e a gasometria arterial;
Dosagem de COHb, eletrólitos;
Tratar os sintomas e estabelecer suporte das funções vitais;
proteção e manutenção da permeabilidade de vias aéreas( IOT), assistência ventilatória e cardiovascular;
tratamento de lesões associadas, como, por exemplo, queimaduras ou traumas, comuns em vítimas intoxicadas em incêndios;
Orientar sobre a Pneumonite Química.
Adm de Antídotos ( Hidroxicobalamina).
Monóxido de Carbono( CO )
gás incolor, insípido, inodoro e não irritante, subproduto da combustão incompleta de combustíveis orgânicos.
É comumente encontrado em grandes concentrações nas emissões de incêndios, de motores a explosão e da indústria siderúrgica.
Cerca de 3500 mortes por ano são atribuídas à intoxicação por monóxido de carbono nos Estados Unidos, sendo esta a principal causa de morte por envenenamento naquele país, assim como a principal causa de morte relacionada a inalantes. Estima-se que, nos EUA, em 1996, 10.000 pessoas receberam atenção médica e perderam ao menos um dia de trabalho devido ao envenenamento por monóxido de carbono. A mortalidade relacionada a estas intoxicações situa-se entre 1 a 2%, podendo atingir índices de 31%.
Toxicocinética
O monóxido de carbono é rapidamente absorvido pela via respiratória e eliminado pela respiração, e sua taxa de eliminação depende de fatores como ventilação, fluxo sanguíneo pulmonar e concentração/pressão de oxigênio no ar inspirado.
A meia-vida do monóxido de carbono nos indivíduos é de 5 a 6 horas. Quando se administra oxigênio a 100%, esta meia-vida cai para 40 a 90 minutos. Na oxigenioterapia hiperbárica, ela se reduz para menos de 30 minutos.
Quadro Clínico
Teoria Hipóxica
Mecanismo da
Intoxicação por CO
e

seus efeitos clínicos
(Haldane)
Diminuição da capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue arterial;
Alteração das características da curva de dissociação de oxihemoglobina, com conseqüente diminuição do aporte de oxigênio para os tecidos;
Diminuição da respiração celular pela combinação do monóxido de carbono com o grupo heme da Hb);
Ligação com a mioglobina, causando potencial disfunção do músculo miocárdico e esquelético.
Capacidade de ligação competitiva nos sítios dos grupos heme da hemoglobina.
Sua estrutura tetramérica sofre uma mudança na sua conformação quando o monóxido de carbono se une a um dos seus quatro sítios, e o resultado é o aumento da afinidade pelo oxigênio dos sítios restantes.
Combina-se preferencialmente com a hemoglobina para produzir carboxihemoglobina (COHb).
Tem uma velocidade de dissociação 1500 vezes mais lenta do que a da oxihemoglobina, com uma afinidade 200 a 300 vezes maior pela molécula de heme, alterando a curva de dissociação da hemoglobina para a esquerda.
O SNC responde a estas alterações aumentando o esforço respiratório e o volume-minuto (aumento da ventilação), o que leva o pulmão a captar mais monóxido de carbono e, conseqüentemente, elevar os níveis de carboxihemoglobina. Aparece, então, uma alcalose respiratória (pH sangüíneo > 7,4), que acaba por desviar a curva de dissociação da oxihemoglobina ainda mais para a esquerda. O resultado é a hipóxia tissular.
Outros Efeitos causados pelo CO
ISQUEMIA
Depressão miocardica
Arritmias atrioventriculares
Vasodilatação Periférica
LESÕES CEREBRAIS PÓS-ISQUÊMICAS
Formação de Radicais Livres
Peroxidação de lipídios cerebrais
Alteração das fçs. DAnérgicas e 5HTnérgicas
( ''Efeito Rebote" e Síndromes Neurológicas'' )
Disfunções Miocárdicas e Esqueléticas
Mioglobina cardíaca e esquelética
INTOXICAÇÕES LEVES por monóxido de carbono cursam com: mal-estar, cefaléia, fadiga, dispnéia leve, náusea, vômitos, fraqueza, distúrbios visuais e irritabilidade. Sinais agudos que podem ser encontrados: taquipnéia, taquicardia, hipotensão.
INTOXICAÇÕES MODERADAS podem apresentar, além dos sinais e sintomas anteriores, cefaléia intensa, vertigens, astenia, dificuldade de concentração, escotomas brilhantes, diminuição da tolerância ao exercício físico. Os sinais, além dos anteriores podem ser acrescentados de febre baixa e hipotensão sistólica. Raramente podem ocorrer convulsões ou perdas de consciência, geralmente de curta duração.
INTOXICAÇÕES GRAVES podem cursar com síncope, convulsões, rigidez muscular generalizada, coma e morte por choque e insuficiência respiratória. Podem também ocasionar hemorragias na retina. Estes pacientes apresentam, com maior freqüência, complicações arritmias cardíacas, como extra-sístoles e fibrilação atrial e ventricular e .
EDEMA PULMONAR
( Fumaça )
Disfunções das Vias Aéreas e do Sist.Respiratório
Orientar SEMPRE sobre
PNEUMONITE QUÍMICA...
Pneumonite Química
Verifica-se quando o material aspirado é tóxico para os pulmões: o processo deve-se mais ao resultado da irritação, levando a uma inflamacão dos pulmões. Essa inflamação faz com que os pulmões parem de funcionar de uma maneira adequada, promovendo uma diminuição da captação de oxigênio e por isso, leva a um quadro progressivo de Insuficiência Respiratória.
Uma radiografia de tórax pode contribuir para o diagnóstico, embora, geralmente, este pareça óbvio quando se conhece a sequência dos acontecimentos. O tratamento consiste na administração de oxigénio e na respiração artificial, se for necessária.
De um modo geral, os indivíduos com pneumonite química recuperam rapidamente ou evoluem para uma Insuficiência respiratória aguda ou então desenvolvem uma infecção por bactérias.
Falecem entre 30 % e 50 % das pessoas que sofrem de pneumonite química.
Tosse
Dispnéia
Expectoração
Sibilos
Cansaço
Febre
PNEUMONITE QUÍMICA
CIANETO
Toxicocinética
Muito volátil, solúvel em H20
Concentrações potencialmente letais, à temperatura ambiente.
O vapor é inflamável e potencialmente explosivo.
Odor de ''amêndoas amargas''
Lim. Expos. Máx( 8h de trabalho)= 10ppm
[ ] iminentemente perigosa= 50ppm
Uma das causas potenciais de intoxicação por cianeto inclui a inalação de fumaça de incêndio.
produzido durante a queima de materiais contendo carbono e nitrogênio e outros polímeros, fibras sintéticas, lã e seda.
Em caso de Incêndio= Risco duplo
rapidamente absorvido pela inalação; olhos e pele intacta
distribuição por todos órgãos/tecidos
metabolizada pelo fígado e excretada pela urina(parte)
induz hipóxia celular por inibição da atividade da citocromo oxidase mitocondria.
Aumento da glicólise anaeróbica que produz ácido lático e leva a distúrbios ácido-base severos.
Quadro Clínico
Sintomatologia da intoxicação aguda:

Ocular:
midríase, edema de córnea, conjuntivite e ceratite.
Nasal:
irritação, rinorréia, sangramento. A perfuração do septo já foi reportada.
Cardiovascular:
hipertensão e taquicardia, seguidos de hipotensão e bradicardia, cianose e arritmias.
Respiratório:
irritação das vias aéreas, desconforto, dispnéia, depressão respiratória e edema pulmonar não cardiogênico,
Neurológico:
( O SNC é particularmente sensível aos efeitos tóxicos do cianeto): cefaléia, fraqueza, síncope, estimulação do sistema nervoso central, tontura, alucinação, convulsão e coma. Síndrome extrapiramidal, alterações de personalidade, déficit de memória têm sido reportados como seqüelas.
Gastrintestinal:
náuseas, vômitos e dor abdominal. Pode ocorrer o aparecimento de úlcera gástrica.
Ácido-base:
acidose metabólica severa.
Dermatológico:
pápulas, eritema extenso, prurido, irritação e ulcerações.
Reprodutivo:
não há relatos de efeitos teratogênicos.
Sintomatologia da Intoxicação Crônica:

perda auditiva, irritação de pele e mucosas, náuseas, vômito, cefaléia, vertigem, desconforto torácico, palpitação, irritação ocular e respiratória, diminuição do apetite, perda de peso, sonolência e efeitos neurotóxicos. Não há evidências de carcinogenicidade.
PNEUMONITE QUÍMICA
!!!
Não esqueça dela...
OBRIGADO!!
Engenheiros Responsáveis:
Jânio Cesar
Jeanne Lima
Lhyane Barros
Maeli Bezerra

Professor:
Laurentino Alves
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BERL W. G.& HALPIN B.M., Human Fatalities from Unwanted Fires, Baltimore, Md: Johns Hopkins University, Applied Physics Laboratory, EUA, 1979
BRYAN J. L. – Human Behavior in Fire – Fire Protection Engineering – SFPE, Massachussets, EUA, Edição de Inverno 2002
DWYER J. & FLYNN K. – 102 Minutos – Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 2005
NBR 14276:2006 – Brigada de Incêndio – Requisitos – ABNT, 2006
NBR 15219:2005 – Plano de Emergência contra Incêndios – Requisitos – ABNT, 2005
SEITO, Alexandre Itiu et al. A Segurança contra Incêndio no Brasil – Projeto Editora – São Paulo, 2008
TUBBS, S. JEFFREY & MEACHAM – Egress Design Solutions – A Guide to Evacuation and Crowd Management Planning – Jonh Wiley & Sons, Inc. New Jersey, 2007
ZIMMERMAN, C.E. – Automatic Fire Detectors, Section 16, Chapter 3 – Fire Suppression Handbook, Sixteenth Edition, NFPA, Quincy, 1991
Sites:
http://www.cb.es.gov.br/files/meta/9c79332b-f0d2-4891-8f9c b26d981b2258/2cc15118-c630-453a-8190-bf27c192072f/91.pdf
http://bbtreinamentos.webnode.com.br/news/o%20que%20e%20uma%20brigada%20de%20inc%C3%AAndio-/
Padrão dos Incêndios Urbanos
Local:


Edifício de
Habitações
Origem:
comportamento negligente
Incidência:
maior nos finais de semana
Principais Vítimas:
Crianças e Idosos
Principal contribuinte para vítimas fatais:
Álcool
Causas:
Falha humana x falhas nos equipamentos
Horário:
Madrugada( 23h - 07h )
Causa da Morte:
50% inalação de gases tóxicos
19% de queimaduras
COMPORTAMENTO HUMANO EM INCÊNDIOS E OS EFEITOS DA FUMAÇA SOBRE AS PESSOAS
Objetivos

Enfatizar a necessidade de melhor conhecimento do comportamento humano com relação a situações de incêndios;
Direcionar o treinamento de abandono de área com maior precisão, que é essencial e indispensável, bem como às ações das brigadas de incêndio e dos usuários das edificações;
Reduzir as fatalidades e os acidentes decorrentes dos incêndios;
Elencar alguns dos problemas críticos em situações de incêndio em consequência da inalação da fumaça e seus efeitos.
O comportamento Humano
• O estudo do comportamento humano é bastante complexo, pois cada incêndio e cada
pessoa são únicos.

• Não apenas os locais são diferentes, como também os eventos e as pessoas (idade, sexo, atitudes psíquicas e físicas) são distintas de incêndio para incêndio.

O comportamento humano é elemeto chave importante na evacuação de um edifício.

• Se não for considerada a influência do
comportamento dos ocupantes no desenvolvimento
de um incêndio, o dimensionamento das condições
de segurança poderá ser demasiado otimista ou
desnecessário.
Reação do ser humano
Fase 1 - está, do ponto de vista temporal compreendida entre o momento em que o ocupante toma consciência do incêndio e o
instante em que decide deixar o edifício ou encontrar um local seguro.
Tipificação da Evacuação
Fase 2 - decorre entre o momento em que o ocupante decide deixar o edifício (ou ir para uma zona de refúgio) e o instante em que
alcança o seu objetivo (exterior do edifício ou local seguro).
Durante esta fase o ocupante pode desenvolver
ações diversas, desde procurar avaliar a
dimensão do incêndio até avisar outros
ocupantes, e caracteriza-se essencialmente por
não contribuir para a eficácia das condições de
evacuação do edifício.
Nesta fase o comportamento é entendido como uma reação às condições ambientais ou, eventualmente a informação de tipo diversa que possa ser dada pelos meios de segurança do
edifício ou outros.
Fase 3 - ocorre quando o ocupante após já
estar fora do edifício ou num local seguro
decide voltar a entrar no edifício ou deixar o
local seguro.
No que se refere ao movimento dos
ocupantes numa situação de evacuação
podemos considerar, para efeitos de
sistematização, que existem três fases
distintas.
Grandes Tragédias
Aprendendo com a História
Análise de Comportamento Humano - Estudos
PNEUMONITE QUÍMICA
!!!
Não esqueça dela...
Edifício Andraus - 1972
Edifício Joelma - 1974
Atentado ao World Trade Center - 2001
Boate Kiss - 2013
Verifica-se que as
interpretações
dadas ao sinal de alarme não variam muito segundo o gênero, a idade, habilitações literárias sendo a mais indicada a
“Na incerteza considera-o como um incêndio”.

O mesmo se verifica na
reação
, não havendo grandes alterações independentemente do gênero, idade, habilitações literárias e caso o inquerido tenha estado envolvido numa situação de incêndio, sendo mais indicada
“Procurar saber o que se passa”.
Análise de Comportamento Humano - Estudos
“Alerta”
a opção mais indicada foi
“Cheiro a fumo”,
havendo aqui diferenças entre as faixas etárias, isto é, na faixa etária dos
20 e 40 anos
a opção mais indicada foi
“Alarme”
e na faixa etária dos
50 anos
foi a
“Visualização do fumo”.

No que concerne à
“Ação”
a opção mais indicada foi
“Investigar o que estava a acontecer”
ou
“Abandonar local por iniciativa própria”
dependendo das habilitações literárias, formação em segurança contra incêndio, experiencia anterior e faixa etária.
Análise de Comportamento Humano - Estudos
Relativamente à
reação
do ocupante na presença de fumo ou de incêndio a opção mais indicada foi
“Tentar outro caminho para sair do edifício”.

As primeiras ações
, interpretações e reações
não variam muito
independentemente do gênero, idade, habilitações literárias, mas apresentam percentagens diferentes e
as segundas ações/interpretações já variam, o que poderá influenciar de alguma forma o desenvolvimento do incêndio e por sua vez irá afetar o comportamento humano.
O Mito do Pânico
Alguns estudos feitos sobre incêndios vieram
demonstrar que na generalidade dos casos o
pânico não se verifica. De fato esses
comportamentos são raros e normalmente
verificam-se em locais de grandes dimensões
como, estádios, pavilhões e outros espaços
idênticos.
Durante um incêndio os ocupantes podem ter
comportamentos que se afastam do desejado,
sendo o mais grave de todos o pânico que,
felizmente, ocorre com menos frequência do
que por vezes se pensa.
Lógica Decisória Comportamental
Conceitos e sugestões
Conforme NBR 14.276.
Brigada de Incêndio:

É um grupo organizado de pessoas voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuarem dentro de uma área previamente estabelecida na prevenção, abandono e combate a um princípio de incêndio e que saibam, além disso, prestar os primeiros socorros a possíveis vítimas.
BRIGADA DE INCÊNDIO
Critérios para seleção dos brigadistas:

• Permanecer na edificação;
• Possuir experiência anterior como brigadista;
• Possuir robustez física e boa saúde;
• Ter responsabilidade legal;
• Ser alfabetizado.

Obs.: Caso nenhum candidato atenda a todos os critérios básicos, devem ser selecionados aqueles que atendam ao maior número de requisitos.
ORGANIZAÇÃO DA BRIGADA DE INCÊNDIO

Brigadistas:
Membros da brigada que executam as atribuições.

Líder:
Responsável pela coordenação e execução das ações de emergência em sua área de atuação (pavimento/compartimento). É escolhido entre os brigadistas.

Chefe da Brigada:
Responsável por uma edificação com mais de um pavimento/compartimento. É escolhido entre os brigadistas.

Coordenador Geral:
Responsável geral por todas as edificações que compõe uma planta.
É escolhido entre os brigadistas.


O responsável máximo da brigada de incêndio é a autoridade máxima na empresa no caso de emergência ou simulado, devendo ser, portanto, um gerente ou possuir cargo equivalente.
EM EDIFICAÇÃO COM APENAS UM PAVIMENTO COMPARTIMENTO:
Será coordenada por um líder;
Deverá possuir um líder por pavimento e coordenada por um chefe de brigada;

EM EMPRESAS COM MAIS DE UMA EDIFICAÇÃO, COM MAIS DE UM PAVIMENTO:
Deverá possuir um líder por pavimento, um chefe de brigada por edificação e um coordenador geral da
brigada.
ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA DE INCÊNDIO E AÇÕES DE PREVENÇÃO:

Avaliação dos riscos existentes;
Inspeção geral dos equipamentos;
Inspeção geral das rotas de fuga;
Elaboração de relatório das irregularidades;
Encaminhamento do relatório aos setores competentes;
Orientação à população fixa e flutuante;
Executar e coordenar exercícios simulados.
AÇÕES DE EMERGÊNCIA

Identificação da situação;
Alarme/abandono de área;
Corte de energia;
Acionamento do Corpo de Bombeiros e/ou ajuda externa;
Primeiros Socorros;
Combate a princípio de incêndio;
Recepção e orientação ao corpo de Bombeiros.
Preenchimento do formulário de registro de trabalho dos bombeiros;
Procedimentos administrativos.
BRIGADA DE INCÊNDIO

PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE EMERGÊNCIA


Alerta:
• Identificada uma situação, qualquer pessoa pode alertar aos brigadistas e aos ocupantes;
• Análise da situação:
• Após o alerta, a brigada deve analisar a situação e desencadear os procedimentos necessários;

Corte de energia:
• Cortar, quando possível ou necessário, a energia elétrica dos equipamentos, da área ou geral.

Abandono de Área:
• Proceder ao abandono total ou parcial, quando necessário, removendo para local seguro, onde deverão permanecer até a definição final.

Confinamento do sinistro:
• Evitar a propagação do sinistro e suas consequência.

Isolamento da área:
• Isolar fisicamente a área sinistrada, de modo a garantir os trabalhos de emergência e evitar que pessoas não autorizadas adentrem ao local.
Extinção:
• Eliminar o sinistro;
• Restabelecer anormalidade.

Investigação:
• Levantar as possíveis causas;
• E preservar o local para a perícia oficial.
CONTROLE DO PROGRAMA DE BRIGADA DE INCÊNDIO

Reuniões ordinárias devem ser realizadas mensalmente e abordados os seguintes assuntos:

Atuação de cada membro, dentro do plano;
Condições de uso dos equipamentos;
Atualização das técnicas e táticas de Combate à Incêndio e Primeiros Socorros.

Através de reuniões mensais, com registro em ata, abordando os seguintes assuntos:

• Função de cada brigadista;
• Condições dos equipamentos;
• Técnicas e táticas de combate a incêndio;
• Alterações ou mudanças no efetivo;
• Problemas relacionados com a PREVENÇÃO.
Reuniões extraordinárias:

Após a ocorrência de um sinistro ou quando identificada uma situação de risco iminente, as decisões deverão ser registradas em ata.
EXERCÍCIOS SIMULADOS

Parciais: realizados a cada três meses;

Completos: realizados a cada seis meses; devem envolver toda a população;
O EXERCÍCIO SIMULADO DEVE SER
REGISTRADO EM ATA NA QUAL CONSTE:

Horário do evento;
Tempo gasto no abandono, no retorno, no atendimento Pré Hospitalar;
Atuação da brigada;
Comportamento da população;
Participação do Corpo de bombeiro e tempo gasto para sua chegada;
Ajuda externa;
Falhas nos equipamentos;
Falhas operacionais.
IDENTIFICAÇÃO DA BRIGADA

Através de quadros de avisos, sinalizando a existência da brigada;
O brigadista deve utilizar em lugar visível um botton ou crachá que o identifique;
No caso de emergência ou simulado além do botton, deverá usar um colete ou capacete para auxiliar na sua identificação.
COMUNICAÇÃO INTERNA E EXTERNA

Deve existir comunicação entre os brigadista, inclusive com os de edificação diferente;
Esta comunicação poderá ser feita através de telefones, interfones, sistemas de alarme, auto
falantes, sirenes, etc;
Com órgãos externos o/a telefonista será responsável, para tanto faz se necessário que esta
pessoa seja treinada e instalada em local seguro e estratégico.
ORDEM DE ABANDONO

O responsável máximo pela brigada determina o início do abandono, devendo priorizar os locais sinistrados, os pavimentos superiores a estes, os setores próximos e os locais de maiores riscos.
PONTO DE ENCONTRO

Deve ser previsto um ou mais pontos de encontro dos brigadistas, para a distribuição das tarefas, conforme procedimentos básicos de emergências.
GRUPO DE APOIO

O grupo de apoio é formado com a participação da segurança patrimonial, de eletricistas, encanadores, telefonistas e técnicos especializados na natureza da ocupação.
RECOMENDAÇÕES GERAIS

Manter a calma e caminhar em ordem;
Não correr, não empurrar, não gritar e não fazer algazarras;
Não ficar na frente de pessoas em pânico, se não puder acalmá-las, evite-as, se possível avisar
um brigadista;
Nunca voltar para apanhar objetos;
Ao sair de um lugar, fechar as portas e janelas sem trancá-las;
Não se afastar dos outros e não parar nos andares;
Levar consigo os visitantes que estiverem em seu local de trabalho;
Sapatos de salto alto devem ser retirados;
Não ascender ou apagar luzes, principalmente se sentir cheiro de gás;
Deixar a rua e as entradas livres para a ação dos bombeiros e do pessoal do socorro médico;
Ver como seguro o local predeterminado pela brigada e aguardar novas instruções.
EM LOCAIS COM MAIS DE UM PAVIMENTO

Nunca utilizar o elevador;
Não subir, procure sempre descer;
Ao utilizar as escadas de emergências, descer sempre utilizando o lado direito.
EM SITUAÇÕES EXTREMAS

Nunca retirar as roupas, procure molhá-las, a fim de proteger a pele da temperatura elevada;
Se houver necessidade de atravessar uma barreira de fogo, molhar todo o corpo;
Proteger a respiração com um lenço junto à boca e o nariz;
Manter se sempre o mais próximo do chão, é o local com menor concentração de fumaça;
Sempre que precisar abrir uma porta, verificar se ela não está quente, e só abrir
vagarosamente;
Se ficar preso em algum ambiente, procure inundá-lo com água, sempre se mantendo
molhado;
Não saltar mesmo que esteja com queimaduras ou intoxicações.
Do Coordenador:

• Determinar funções para os líderes;
• Solicitar apoio logístico;
• Solicitar recursos humanos e materiais;
• Fiscalizar as atividades dos brigadistas;
• È responsável pelas decisões dentro da brigada;
• Estudo de situação durante o sinistro;
• Decidir pela tática a ser empregada;
• Pelas reuniões da brigada;
• Pelo controle da brigada.
ATRIBUIÇÕES
Do líder do grupo:

• Responsável pelo desempenho da equipe;
• Pela quantidade e qualidade do serviço;
• Pela segurança da equipe;
• Pela determinação das rotas de segurança;
• Pelos treinamentos;

Do logístico:

• É responsável pela manutenção
dos equipamentos da equipe e pelo
suprimento das necessidades durante
o sinistro.
Do brigadista:

• Executar os trabalhos com qualidade
e zelar pela segurança de
seus componentes.
Produção de Fumaça
A
PRODUÇÃO DA FUMAÇA NA COMBUSTÃO
é aproximadamente o volume do ar que penetra na coluna dos gases quentes, por segundo;

O volume do ar na coluna depende de:
a) perímetro do fogo e
b) calor gerado pelo fogo.

A relação entre as razões, em volume e em massa, da fumaça produzida é:
8,2 m³/s a 20°C
21,8 m³/s a 500 °C

Densidade Ótica
GERAL

A
REDUÇÃO DA VISIBILIDADE
depende:


da composição e concentração da fumaça,


do tamanho das partículas e sua distribuição,


da natureza da iluminação* e


do estado físico e mental das pessoas.


Densidade Ótica
GERAL

A
REDUÇÃO DA VISIBILIDADE
depende:
da
natureza da iluminação
:

Densidade Ótica
Densidade Ótica
Toxidade da Fumaça
Considerações Finais
O comportamento humano é elemento chave importante na evacuação de um edifício. Se não for considerada a influência do comportamento dos ocupantes no desenvolvimento de um incêndio, o dimensionamento das condições de segurança poderá ser demasiado otimista ou desnecessário.
Há necessidade de melhor conhecimento do comportamento humano com relação a situações de incêndios, condições edilícias, familiaridade com o “layout” e tecnologias de segurança contra incêndio atuais.

Direcionar o treinamento de abandono de área com maior precisão, que é essencial e indispensável, bem como às ações das brigadas de incêndio e dos usuários das edificações.

Ações específicas, sistemas de controle de fumaça - principal ocorrência de mortes, e danos provocados pelo incêndio.

Consequências as doenças e síndromes, e os fatores psicológicos e emocionais diante dessas situações adversas.

importante salientar que o controle de fumaça é apenas parte de conjunto de ações integradas para segurança contra incêndio. "A proteção contra incêndio acompanha os passos da evolução do incêndio, então o primeiro é preciso evitar que ele ocorra. Depois, que ele se estabeleça e que se propague. Aí, entram as formas de extinção e de controle de fumaça, para garantir a saída dos ocupantes. Se o incêndio se propaga violentamente, por exemplo, o controle de fumaça não é suficiente".




OBRIGADO!!
EXEMPLO DE NORMA DE COMPORTAMENTO EM CASO DE INCÊNDIO
Starhotels Metrópole, situado na Via Princ. Amadeo, 3 – Roma.

INSTRUÇÕES
Se você descobrir um incêndio:
1. Imediatamente acione a botoeira de alarme de incêndio mais próxima.
2. Ataque o fogo, se possível, com os equipamentos instalados, mas sem riscos pessoais.
Ao ouvir o alarme:
3. Deixe a edificação e siga para o ponto de reunião.
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