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A MODALIZAÇÃO AVALIATIVA NO GÊNERO TEXTUAL DISCURSIVO REQUER

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Geziel Lima

on 11 October 2013

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Transcript of A MODALIZAÇÃO AVALIATIVA NO GÊNERO TEXTUAL DISCURSIVO REQUER

A MODALIZAÇÃO AVALIATIVA NO GÊNERO TEXTUAL DISCURSIVO REQUERIMENTO: MARCAS DE SUBJETIVIDADE

Geziel de Brito Lima (UFPB/ PROLING)
Erivaldo Pereira do Nascimento (UFPB/PROLING)

A produção textual é uma das principais atribuições do profissional de Secretariado Executivo, porém, para que esse ofício seja desenvolvido de maneira eficiente, é necessário que esse profissional conheça os diversos gêneros textuais que circulam diariamente nas organizações. Dessa forma, descrever as características linguístico-discursivas desses gêneros é relevante tanto para os profissionais que os produzem nos seus ambientes de trabalho, quanto para os pesquisadores da área.

OBJETIVOS
GERAL
Apresentar um estudo sobre o gênero requerimento, que é um dos documentos oficiais mais utilizados no dia a dia dos profissionais secretários.

ESPECÍFICO
Descrever o funcionamento dos modalizadores avaliativos no gênero requerimento, mostrando que mesmo se tratando de um documento considerado “impessoal e objetivo”, é possível encontrar as marcas do locutor, a subjetividade.

APORTE TEÓRICO
Teoria da Argumentação, proposta por Ducrot (1988) e colaboradores; os estudos sobre a modalização, apresentados por Lyons (1977), Cervoni (1989), Castilho e Castilho (1993), Nascimento (2012), Neves (2010); e os estudos sobre gêneros textuais, de Bakhtin (2000).

O GÊNERO REQUERIMENTO
Bakhtin (2000) define gêneros do discurso como sendo os diversos tipos de enunciados elaborados por cada esfera de utilização da língua.

Medeiros (2008) define requerimento como um pedido por escrito produzido nas fórmulas da lei, segundo o qual é feita uma solicitação a uma autoridade do serviço público.

Teoria da Argumentação na Língua
Proposta por Ducrot (1988) e colaboradores, tem o objetivo de opor-se a concepção tradicional de sentido.

A Teoria da Argumentação tem como pressuposto básico que a língua é fundamentalmente argumentativa.

Esse pressuposto foi ampliado por Espíndola (2004) afirmando que não só a língua mas também o seu uso é argumentativo.

A argumentatividade se processa linguisticamente através de diferentes estratégias linguístico-discursivas.

Estudos sobre a Modalização
A modalização funciona como uma estratégia de argumentação do discurso. Castilho e Castilho (1993) afirmam que o termo modalização expressa um julgamento do falante em relação ao conteúdo do enunciado.

De acordo com Nascimento (2010), a Modalização funciona no texto como uma estratégia de argumentação, já que o locutor se utiliza de estratégias modalizadoras para determinar suas intenções, interferindo assim nas ações do seu interlocutor.

A modalização avaliativa, segundo Nascimento (2009), além de revelar um sentimento ou uma emoção do locutor em função do enunciado, esse tipo de modalização expressa julgamentos ou pontos de vista do falante e ainda como esse falante quer que o conteúdo seja lido.

Exemplo:

Lamentavelmente
Carla não veio para a aula hoje.

2004
2007
2010
2013
Procedimentos Metodológicos
A nossa investigação é de natureza qualitativa, de caráter descritivo, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria da Argumentação na Língua, adotados pelo projeto Estudos Semântico-Argumentativos de Gêneros do Discurso (ESAGD), ao qual se filia.

a) leitura e discussão a respeito da Teoria da Argumentação na Língua, dos Estudos sobre a Modalização e sobre o gênero requerimento;

b) coleta, armazenamento e seleção dos textos a serem investigados;
c) levantamento das estruturas semântico-argumentativas presentes nos textos;
d) descrição e análise das estruturas semântico-argumentativas presentes nos textos, com base nos princípios da Teoria da Argumentação na Língua e nos estudos sobre a Modalização Discursiva;
e) reflexão teórica a partir da descrição e da análise dos dados obtidos e sistematização dos resultados.

O corpus é composto por oito requerimentos que foram coletados na rede mundial de computadores e é parte do corpus utilizado no nosso trabalho de conclusão do curso de Secretariado Executivo Bilíngue da UFPB, orientado pelo professor Dr. Erivaldo Pereira do Nascimento.
Foram encontrados 39 trechos com exemplos de modalização avaliativa.

Nos requerimentos que circulam nos ambientes legislativos, esse tipo de modalização ocorre com maior frequência.

Trecho 1
 
“Tal fato resvala na configuração de um verdadeiro calote e de prejuízo de grande monta ao erário público, uma vez que a Vale simplesmente contesta e não paga o que o governo diz que ela deve, demonstrando, mais uma vez,
arrogância
e poder em relação a coisa pública, tratando com
descaso e falta de transparência
com o que está sendo tirado do patrimônio público brasileiro”. (Requerimento 1)

O trecho 1 faz parte de um requerimento do o Sr. Waldir Maranhão, Sr. Domingos Dutra e Luiz Alberto, em que requerem a realização de Reunião de Audiência Pública, conjunta, das Comissões de Legislação Participativa, de Minas e Energia e de Direitos Humanos e Minorias para debater acerca da ação da Vale, antiga Companhia do Vale do Rio Doce (CVRD) no país.

Trecho 2
 

É preocupante que
a maior empresa estatal brasileira tenha passado a freqüentar as páginas policiais da imprensa, tema que obrigatoriamente deve ser objeto de máxima atenção por parte do Poder Legislativo em sua competência de fiscalização sobre o Poder Executivo.” (Requerimento 3)

O trecho 2 pertence a um requerimento segundo o qual o Sr. Waldir Maranhão, Sr. Domingos Dutra e Luiz Alberto requerem a realização de Reunião de Audiência Pública, conjunta, das Comissões de Legislação Participativa, de Minas e Energia e de Direitos Humanos e Minorias para debater acerca da ação da Vale, antiga Companhia do Vale do Rio Doce (CVRD).

Trecho 3

“E esta Câmara não pode se omitir a este fato; pois todos os dias a imprensa local, regional e estadual noticia esta
triste realidade
catingueirense.” (Requerimento 7)

O trecho 3 é de um requerimento da vereadora Maria Helena Gomes Fausto e Martins ao MDE e ao MPPB sobre a falta de merenda nas Escolas Municipais de Catingueira-PB.

Trecho 4

“Considerando que a Avenida José Carlos Meyer que dá acesso ao Bairro Jardim Santa Olga encontra-se em
péssimas
condições de trafegabilidade [...]” (Req. 2)

O trecho 4 faz parte de um Requerimento solicitando informações ao setor de controle interno da prefeitura do município de Maracaí – SP sobre documentos de processos licitatórios.

Análises
Considerações Finais
O locutor se utiliza da modalização avaliativa como forma de se posicionar no texto. Expressando um ponto de vista ou fazendo uma avaliação em relação a um determinado conteúdo. Assim, o falante indica a maneira como ele quer que o seu texto seja lido pelo interlocutor.

Através da análise percebemos que o locutor utilizou a modalização avaliativa para alertar as autoridades quanto a gravidade de um fato, para sensibilizar o interlocutor a atender o pedido feito, para expressar um sentimento etc.

Considerações Finais

Ao utilizar a modalização avaliativa o locutor se compromete, uma vez que julga, avalia, e/ou emite um ponto de vista seja em relação a uma expressão ou a todo o enunciado.

Mesmo sabendo que os documentos oficiais “devem” ser objetivos e impessoais, encontramos marcas de subjetividade. Isso nos indica que é muito difícil argumentar sem imprimir pontos de vistas, sem se posicionar.



BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Tradução M.E.G. Gomes. 3ª Edição. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
BELTRÃO, Odacir; BELTRÃO, Mariúsa. Correspondência: Linguagem e Comunicação. 23ª edição. São Paulo:Atlas, 2005.
CASTILHO, A.T.; CASTILHO, C.M.M de. Advérbios Modalizadores. IN: ILARI, Rodolfo (org) Gramática do Português Falado. Vol. II: Níveis de Análise Lingüística. 2ª Edição. Campinas: Editora da UNICAMP, 1993.
CERVONI, Jean. A Enunciação. São Paulo: Ática, 1989.
DUCROT, Oswald. Polifonia y Argumentación: Conferencias del Seminario Teoria de la Argumentación y Análisis del Discurso. Cali: Universidad del Valle, 1988.
ESPÍNDOLA, Lucienne Claudete. Retórica e Argumentação. In: SILVA, Joseli Maria da; (orgs). Argumentação na Língua: da pressuposição aos topoi. João Pessa: Editora Universitária/UFPB, 2004.
LYONS, John (1977). Semantics. Cambridge: Cambridge University Press, 1977.
MEDEIROS, João Bosco. Correspondência: Técnicas de Comunicação Criativa. 19ª edição. São Paulo: Atlas, 2008.
NASCIMENTO, Erivaldo Pereira do. A argumentação na redação comercial e oficial: estratégias semântico-discursivas em gêneros formulaicos. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2012.
NASCIMENTO, Erivaldo Pereira do. A modalização como estratégia argumentativa: da proposição ao texto. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABRALIN, 4, 2009, João Pessoa. Anais... João Pessoa: Editora Idéia, 2009.p. 1369-1376.
NASCIMENTO, Erivaldo Pereira do. A modalização deôntica e suas peculiaridades semântico-pragmáticas. In: Revista Fórum Linguístico. Florianopolis, v.7, n.1 (30-45), jan-jun, 2010.
NASCIMENTO, Erivaldo Pereira do. Jogando com as vozes do outro: argumentação na notícia jornalística. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2009.
NEVES, Maria Helena de Moura. Texto e gramática. São Paulo: Contexto, 2010.

Referências
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