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[LITERATURA] "Diva", por José de Alencar

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by

Breno Pimenta

on 23 November 2015

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Transcript of [LITERATURA] "Diva", por José de Alencar

DIVA
José de Alencar
Breno Pimenta
Mateus Gomes
Matheus Cunha
Pietro Tanure
Ygor Gabriel

Época
Período Imperial, governo de D. Pedro II
Local
Rio de Janeiro
Alta sociedade carioca
Burguesia vinculada à Corte

Elementos Narrativos
Tipo de narrador
Foco narrativo
1ª pessoa
Narrador personagem
Caracterização das Personagens
Amaral
Heroi;
Rapaz novo, 23 anos;
Médico apaixonado por Emília;
Inicialmente submisso a Emília.
Emília
Heroina;
Moça rica e mimada;
Não conhece o amor;
Feia até os 14 anos, belíssima apartir dos 16;
Controladora, delicada e inteligente. Muitas vezes é fria.
Caracterização das Personagens
Julia
Prima de Emília;
Trata Amaral com muita hospitalidade e gentileza.
Paulo
Amigo de Amaral;
É quem escreve a carta introdutória do livro.
Duarte
Pai de Emília;
Abastado comerciante e detentor de terras;
Muito generoso e educado, possui grande gratidão e admiração por Amaral.
Caracterização das Personagens
Dona Leocádia
Mãe de Emília;
Como seu marido é muito gentil e agradável com Amaral e possui admiração e gratidão pelo médico.
Enredo
Enredo
Dr. Amaral conhece Emília quando ela tinha 14 anos e estava enferma.

Apesar de sua hostilidade, Emília é curada por Amaral.

Nessse momento a família fica grata pelo médico.


Enredo
Dois anos mais tarde Emília se torna a moça mais bela da região. Porém ela trata Amaral com muita frieza e hostilidade. Até mesmo desprezando-o.

Apartir daí Amaral se apaixona por ela.

Certa vez dr. Amaral se vinga de Emília, ofendendo-a profundamente.


Emília confessa que na verdade, seu desprezo por ele é a expressão de uma admiração que ela esconde.

Os dois passaram a viver harmoniosamente.

Houve desentendimentos, entretanto ambos adtimitem o amor um pelo outro. Não se pode afirmar que se casam.
Elementos Gramaticais
Foco narrativo e tipo de narrador
Primeira pessoa;
Narrador personagem;
Parcialidade: Ponto de vista de Amaral;
Disficuldade de compreenção neutra dos fatos.
Emília é abordada como extremamente instável e causara de confusão emocional em Amaral.
Elementos Gramaticais
Tipo de Discurso
Carta a Paulo;
Subjetividade;
Discurso preciso;
Escrita rebuscada.
Elementos Gramaticais
Figuras de Linguagem
1. Ironia
Elementos Gramaticais
Figuras de Linguagem
2. Metáfora e Comparação
“Ela criara o ideal da Vênus moderna, a diva dos salões, como Fídias tinha criado o tipo da Vênus primitiva.”

“Há meninas que se fazem mulheres como as rosas: passam de botão à flor: desabrocham. Outras saem das faixas como os colibris da gema: enquanto não emplumam são monstrinhos; depois tornam-se maravilhas ou primores.”

Elementos Gramaticais
“Os grandes olhos, velutados de negro, rasgavam-se para dardejar as centelhas elétricas do nervoso organismo.”

"Seu olhar, coando entre os cílios e partindo-se em mil raios, cintilava sobre o meu rosto, como o trêmulo rutilo de uma estrela."
Figuras de Linguagem
3. Hipérbole
"Esta passeava na sala pelo braço de um moço de vinte anos, ridículo arremedo de homem, que a moda transformara num elegante boneco. Emília, na sua fria e incisiva ironia, retratava-o com um monossílabo. Ela dizia por exemplo: Nós somos um perfeito cavalheiro de sala, Sr. Barbosinha. Nós trajamos no rigor da moda. Este nós era o pronome da fatuidade e efeminação do moço."
Características Literárias
Faz Parte dos Perfis de Mulher, de Alencar;
Uso de um pseudônimo de Alencar na Epígrafe;
Relação de idealização entre o Índio e Emília;
Estado bruto e dúbio das emoções;
Destaque para a beleza física;
Retomada comparativa do greco-latino;

Caracteristícas Literárias
Ideia de veneração;
Verossimilhança com a sociedade carioca da época;
Amor carnal apenas após o Casamento;
Contrastes muito grandes;
Exaltação da escuridão;
Melancolia;
Manipulação do homem pela mulher;
Análise do psicológico dos personagens.

"EMÍLIA tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez. Era uma menina muito feia, mas da fealdade núbil que promete a donzela esplendores de beleza."

"Era Emília um colibri implume; por conseguinte um monstrinho."
"Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas. Estive contemplando-a de longe. A multidão de seus adoradores a cercava como de costume, e ela distribuía aos seus prediletos as quadrilhas que pretendia dançar. Pela expressão de júbilo ou de contrariedade dos que voltavam, eu conhecia se tinham sido ou não felizes."
Semelhanças e Diferenças com a Atualidade
Século XIX
• Bailes e festas onde se discutiam relações políticas e sociais,
• Poesias e declarações dos pretendentes à sua amada.
• Namoro e casamentos influenciados pela família, principalmente por questões financeiras.
• Regras de conduta, quase sempre direcionadas às mulheres, como o modo de se vestir e de falar.
• Muita formalidade.
• Intensa divisão de classes

Semelhanças e Diferenças com a Atualidade
Atualmente
• Baladas e festas atuais, relacionadas quase sempre apenas à diversão
• É raro ver romantismo entre os casais atuais
• A família não interfere mais do mesmo modo que naquela época
• Não há regras de conduta tão rígidas como aquela época, e hoje se têm muito mais liberdade de escolha.
• A formalidade está reservadas apenas para determinadas ocasiões.
• Ainda existe esta divisão de classes, causando um certo preconceito dos ricos em relação aos pobres, e vice-versa.


Elementos Gramaticais
Figuras de Linguagem
1. Ironia
"- Deixa estar, Mila!... - dizia ele
[pai de Emília]
abraçando-a - Vou mandar fazer para ti um saco de lã com dois buracos no lugar dos olhos"
"A G.M.
Envio-lhe outro perfil de mulher, tirado ao vivo, como o primeiro.
Deste, a senhora pode sem escrúpulo permitir a leitura à sua neta.
É natural que deseje conhecer a origem deste livro; previno pois sua pergunta.
Foi em março de 1856. Havia dois meses que eu tinha perdido a minha Lúcia; ela enchera tanto a vida
para mim, que partindo-se deixou-me isolado neste mundo indiferente. Senti a necessidade de dar ao calor
da família uma nova têmpera à minha alma usada pela dor.
Parti para o Recife. A bordo encontrei o Dr. Amaral, que vira algumas vezes nas melhores salas da corte.
Formado em medicina, havia um ano apenas, com uma vocação decidida e um talento superior para essa
nobre ciência, ele ia a Paris fazer na capital da Europa, que é também o primeiro hospital do mundo, o
estádio quase obrigatório dos jovens médicos brasileiros...
...Decorreram meses.
Um belo dia recebi pelo seguro uma carta de Amaral; envolvia um volumoso manuscrito, e dizia:
"Adivinho que estás muito queixoso de mim, e não tens razão.
"Há tempos me escreveste, pedindo-me notícias de minha vida íntima:
desde então comecei a resposta, que só agora concluí: é a minha história numa carta.
"Foste meu confidente, Paulo, sem o saberes; a só lembrança da tua amizade bastou muitas vezes para
consolar-me, quando eu derramava neste papel, como se fora o invólucro de teu coração, todo o pranto de
minha alma."
O manuscrito é o que lhe envio agora, um retrato ao natural, a que a senhora dará, como ao outro, a
graciosa moldura." P.
“Ela criara o ideal da Vênus moderna, a diva dos salões, como Fídias tinha criado o tipo da Vênus primitiva.”
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