Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

'Screvo meu livro à beira-mágoa.

No description
by

Beatriz Morais

on 9 February 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of 'Screvo meu livro à beira-mágoa.

Fernando Pessoa: Terceiro
'Screvo meu livro à beira-mágoa.
Encavalgamento
Recursos Estilísticos
"O Encoberto"
Divisão do Poema
Análise Formal
Cinco quadras;
Versos octossilábicos;
Rima cruzada.
Análise Temática
«beira-mágoa»
'Screvo meu livro à beira-mágoa.
Meu coração não tem que ter.
Tenho meus olhos quentes de água.
Só tu, Senhor, me dás viver.

Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos enche e doura.
Mas quando quererás voltar?
Quando é o Rei? Quando é a Hora?

Quando virás a ser o Cristo
De a quem morreu o falso Deus,
E a despertar do mal que existo
A Nova Terra e os Novos Céus?
Quando virás, ó Encoberto,
Sonho das eras português,
Tornar-me mais que o sopro incerto
De um grande anseio que Deus fez?

Ah, quando quererás, voltando,
Fazer minha esperança amor?
Da névoa e da saudade quando?
Quando, meu Sonho e meu Senhor?


Mensagem
. Fernando Pessoa
'Screvo meu livro à beira-mágoa.
“Os Avisos”
“O Bandarra” e “António Vieira”
Único poema que não possui nome
'Screvo meu livro à beira-mágoa.
Meu coração não tem que ter.
Tenho meus olhos quentes de água.
Só tu, Senhor, me dás viver.

Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos enche e doura.
Mas quando quererás voltar?
Quando é o Rei? Quando é a Hora?

Quando virás a ser o Cristo
De a quem morreu o falso Deus,
E a despertar do mal que existo
A Nova Terra e os Novos Céus?

Quando virás, ó Encoberto,
Sonho das eras português,
Tornar-me mais que o sopro incerto
De um grande anseio que Deus fez?

Ah, quando quererás, voltando,
Fazer minha esperança amor?
Da névoa e da saudade quando?
Quando, meu Sonho e meu Senhor

Tristeza; único calmante
para a sua dor.
1ª parte
2ª parte
Perguntas dirigidas à entidade,
apelando à sua vinda rápida.
Só|te|sen|ti|r e|te|pen|sar
Tor|nar|-me| mais| que o| so|pro in|cer|to.

Recursos Estilísticos
Dois primeiros versos da segunda estrofe, terceira e quarta estrofe e no primeiro e segundo versos da quinta estrofe.

Apóstrofe
“Só tu, Senhor, me dás viver.”
Hipérbato
“Só te sentir e te pensar/Meus dias vácuos enche e doura.”
Repetição Anafórica
“Quando é o Rei? Quando é a Hora?
Quando virás a ser o Cristo”
Apóstrofe
“Quando virás, ó Encoberto,”
Interrogações Retóricas
"Fazer minha esperança amor?"
"Da névoa e da saudade quando?" "Quando, meu Sonho e meu Senhor?"
«Senhor»
"Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos enche e doura."
«Hora»
Kairós


Kronos
«Rei»
«Cristo»
«A Nova Terra e os Novos Céus»
Desejo ansioso
«Encoberto»
Amor e «Sonho»
Linguagem lírica
Porta-voz coletivo
Full transcript