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Untitled Prezi

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Ana Beatriz Carvalho

on 5 August 2013

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Transcript of Untitled Prezi

Professores com cultura digital consolidada
O contraponto de nossa questão é que nos últimos dez anos, alguns professores da Educação Básica vêm se destacando nas redes através de seus espaços virtuais que apresentam as práticas inovadoras realizadas em sala de aula. Os temas e ambientes são variados, mas esses professores (conhecidos como professores blogueiros) utilizam a interlocução como a sua principal estratégia de inovação.
Professores da rede e em rede
São professores de Física, Biologia, Língua Portuguesa, Química, História, Geografia e Educação Física que atuam de forma contínua e consistente no espaço virtual como um locus de sistematização e colaboração de sua prática em sala de aula. Considerando o contexto encontrado na maioria das escolas brasileiras, podemos levantar as seguintes questões:
Letramento digital, autoria e colaboração em rede: perspectivas e desafios para os professores

design by Dóri Sirály for Prezi
Letramento digital
Para compreender a inserção das tecnologias digitais nas escolas dentro de um contexto cultural mais amplo, utilizamos a perspectiva de letramento digital como uma prática social da apropriação tecnológica realizada no contexto da sociedade informacional.
Tecnologia e controle
O confronto entre perspectivas distintas sobre o acesso e uso da informação vai muito além do que um simples confronto de gerações (analógica e digital). Os problemas estruturais das escolas e a construção de uma cultura escolar permeada por diversos conflitos, dificulta a transição de um modelo de sociedade fordista para um modelo focado na cidadania e na autonomia do aluno.
Colaboração e inovação
A complexidade da rede como espaço com diferentes ofertas e demandas estabelece um novo nível para compreendermos o processo de letramento digital. Ao consolidar a cultura digital, o professor passa de um mero executor ou reprodutor das ferramentas tecnológicas para um nível de autoria e colaboração que é materializado em sua prática pedagógica como inovação.
Qual é o diferencial dos professores que estão efetivamente na rede?
Que tipo de formação receberam na área das tecnologias digitais?
Quais são as suas motivações e objetivos?
Qual foi o processo realizado para publicar no virtual a materialidade de sua prática em sala de aula?
Ana Beatriz Gomes Carvalho (UFPE)
Tecnologia e poder
A inserção das tecnologias digitais não é um processo neutro ou isento de conflitos e contradições. As inovações tecnológicas representam a dinâmica das relações econômicas da sociedade e sua aplicação pode ser entendida como um instrumento de poder.
Sociedade informacional
Considerando a perspectiva da sociedade informacional, podemos afirmar que as mudanças que ocorreram dentro do modo de produção e acumulação reconfiguraram o nosso modo de vida, uma vez que a nossa sociedade passou de analógica para digital em menos de meio século (NEGROPONTE, 1999).
Neste contexto, a Educação também deveria estar inserida no processo de modernização, ou inovação tecnológica, sempre na perspectiva de um processo contínuo de progresso e melhoria, mas as tecnologias digitais são percebidas como um desafio e não como um agregado tecnológico que pode facilitar o fazer pedagógico.
A ideia de mudança - seja na dimensão do trabalho, da produção ou da Educação - sempre perpassa a noção de uma cultura que precisa ser modificada.
Mas quem, de fato, determina os padrões de mudança cultural?
Mas quem, de fato, determina os padrões de mudança cultural?
A ideia de mudança - seja na dimensão do trabalho, da produção ou da Educação - sempre perpassa a noção de uma cultura que precisa ser modificada
Inclusão e letramento digital
A inclusão digital antecede o letramento digital e a apropriação tecnológica é o meio para o desenvolvimento e consolidação do letramento digital.
Letramento digital na escola
As ações sobre o letramento digital no contexto escolar assumem uma dimensão muito mais complexa. Historicamente, as escolas públicas vêm se apropriando das ferramentas tecnológicas de forma lenta e quase sempre problemática.
Alguns pressupostos
- Professor resistente;
- Falta de infraestrutura;
- Gerações diferentes (nativos digitais x imigrantes digitais);
- Formação inadequada ou inexistente;
- Projetos politico-pedagógicos poucos flexíveis;
- Falta de apoio da gestão;
- Falta de apoio técnico;
- Falta de tempo.
Diversos olhares sobre as tecnologias digitais
Uso pessoal x uso pedagógico
Estímulo ao uso em sala de aula sem o aprofundamento de como utilizar a tecnologia na prática.
Domínio da relação conteúdo, dispositivos digitais e estratégias pedagógicas.
Formação em modelos fordistas de aprendizagem sem a transposição necessária.

A formação dos professores com forte agregado tecnológico faz diferença no uso de tecnologias digitais em sala de aula?
Resposta
Parcialmente. Na pesquisa " LETRAMENTO DIGITAL, AUTORIA E COLABORAÇÃO EM REDE: OS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA E O PAPEL DAS LICENCIATURAS A DISTÂNCIA NA APROPRIAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS" realizada entre 2010 e 2012, o resultado indicou que a formação é um elemento importante, mas não é condição imediata para promover a inovação em sala de aula.
Apropriação tecnológica
A apropriação tecnológica está associada ao processo de internalização, transformação e apropriação participativa proposto por Rogoff (1995). Para o autor, a interação social é a forma pela qual os indivíduos adaptam, modificam e dão novo significado ao uso das tecnologias e ao mesmo tempo são transformados por elas. Bar et al. (2005) ampliam ainda mais essa proposta analisada por Buzato (2010) em uma excelente abordagem sobre a relação entre as tecnologias digitais e a cultura.
Usabilidade dos equipamentos
Na pesquisa com os professores formados nas licenciaturas a distância que estavam efetivamente em sala de aula na rede pública, foi possível verificar que os egressos apresentavam um bom domínio no uso dos equipamentos.
Autoria e colaboração
Entretanto, a autoria, colaboração e o compartilhamento em rede, é quase inexistente!
Uso nas escolas
O esquema anterior mostra que os professores entram em contato com vários dispositivos tecnológicos durante a sua formação a distância, embora o foco seja a usabilidade e não a apropriação para a autoria. Os professores compartilham o seu conhecimento com os seus colegas de trabalho e tornam-se uma referência dentro do contexto de sua escola. Utilizam as tecnologias digitais em sala de aula, embora o foco seja o uso dos laboratórios de informática, projetores de imagens e reprodução de vídeos.
Porém, os professores não conseguem desenvolver a autoria e a colaboração em rede e fazem uso da Internet para obter materiais que não propiciam a inovação pedagógica.
Os resultados indicam que a modalidade a distância propicia a apropriação tecnológica, embora na dimensão instrumental do uso das tecnologias digitais, e inicia o processo de consolidação da cultura digital.
Colaboração e formação em rede?
É necessário analisar o tipo de compartilhamento que está sendo realizado efetivamente e como é a participação nas redes digitais, pois o compartilhamento e colaboração através da formação em rede é um importante indicador da consolidação da cultura digital.
O Projeto Magalhães
O Projeto Magalhães está inserido no Programa e-escolinha, ação do governo português para distribuição dos laptops educacionais aos alunos das escolas públicas e privadas. Segundo o documento de apresentação do projeto, o objetivo é “garantir a generalização do uso do computador e internet, potenciando acesso ao conhecimento”.
O que dizem os professores
A maior parte dos professores concorda que o uso do computador permite maior igualdade de oportunidades no acesso aos computadores, que melhora e facilita a aprendizagem da criança e que estimula a criatividade. Porém, quando a questão diz respeito ao estímulo ao trabalho dos professores e melhora no desempenho escolar dos alunos, apenas a metade dos professores concorda com a afirmação.
Os resultados levantam algumas questões importantes. Como é possível que 70% dos professores concordem que o uso dos computadores melhora a aprendizagem, mas apenas a metade concorde que os computadores melhorem os resultados escolares?
Tempo de uso do computador em sala de aula
O percentual de professores que usam o laptop todos os dias é muito pequeno, apenas 8%. Quase metade dos professores (49%) afirma que usa o laptop apenas uma vez por semana em sala de aula.
O contexto da cultura digital como um obstáculo para o uso das tecnologias digitais em sala de aula é exclusividade das escolas públicas brasileiras ?
SOCIEDADE FORDISTA = APRENDIZAGEM FORDISTA
SOCIEDADE PÓS-MODERNA
Memorização, repetição, disciplina, ordem...
Criatividade, colaboração, compartilhamento...
Formação em rede
Um diferencial importante é a imersão na rede virtual, na qual o sujeito pode estabelecer conexões, produzir e compartilhar materiais e repensar a sua prática em diferentes níveis. Quanto mais complexa e anárquica for a rede na qual o professor está inserido, mais plural será o seu acesso à informação.
O que dizem as redes
As redes dos professores pesquisados indicam que é possível superar os modelos de organização hierárquica e estabelecer diálogos plurais com professores de diferentes disciplinas, regiões, objetivos na rede, opção teórica e até mesmo posicionamento político.
Rede de professores blogueiros
O nó
A pluralidade de ideias, conceitos, opiniões e práticas propicia o desenvolvimento da autoria a partir da necessidade de cada um se expressar no espaço virtual. A colaboração e, finalmente, o compartilhamento são trabalhados durante o processo até que o professor consiga autonomia plena para se colocar na rede, tornando-se mais um nó de um complexo sistema de trocas.
Professores nas redes sociais
Uma pista...
As questões anteriores nos levam a querer compreender quais são os percursos possíveis para a construção da cultura digital entre os professores para muito além da formação. Os resultados da análise do nível de imersão dos professores na rede indicam questões interessantes.
www.anabeatrizgomes.pro.br
@anabee
http://ufpe.edumatec.net/
http://www.gente.eti.br/site/
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