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Sergei Eisenstein

Eisenstein
by

Jonas Borges

on 28 April 2010

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Transcript of Sergei Eisenstein

Sergei
Eisenstein Quem foi?

Eisenstein nasceu em Riga, na Letônia, mas sua família mudava-se com
frequência nos seus primeiros anos, como Eisenstein continuou a fazer ao longo
de sua vida. O pai de Eisenstein, Mikhail Osipovich Eisenstein, era descendente
de judeus-alemães e suecos e sua mãe, Julia Ivanovna Konetskaya, era de uma
família russa ortodoxa. Ele nasceu em uma família de classe média. Seu pai era um
arquiteto e sua mãe era filha de um próspero comerciante. Julia deixou Riga no ano da
Revolução de 1905, levando Sergei com ela para São Petersburgo.Sergei voltaria às vezes
para ver seu pai, que mais tarde mudou-se para se juntar a eles por volta de 1910. O divórcio
seguiu-se esse tempo de separação, com Julia abandonando a família para morar na França.
No Instituto de Engenharia Civil de Petrogrado, Sergei estudou arquitetura e engenharia, a
profissão de seu pai. No entanto, na escola, junto com seus colegas, Sergei se juntaria aos
militares para servir a revolução, o que o separaria de seu pai. Em 1918 Sergei juntou-se ao
Exército Vermelho, enquanto seu pai Mikhail apoiava o lado oposto.Isso levou seu pai para a
Alemanha após a derrota, enquanto Sergei foi a Petrogrado, Vologda e Dvinsk.Em 1920, Sergei
foi transferido para uma posição de comando em Minsk, após providenciar uma exitosa propaganda
para a Revolução de Outubro. Nesta época, Sergei estudou japonês, aprendeu cerca de trezentos
caracteres kanji que ele citava como uma influência no seu desenvolvimento pictórico,e ganhou uma
exposição no teatro Kabuki; esses estudos levaram-no a viajar para o Japão.
Em 1920 Eisenstein mudou-se para Moscou e começou sua carreira no teatro trabalhando em Proletkult.
Suas produções receberam os títulos Máscaras de Gás, Ouça Moscou e Estupidez Suficiente em cada
Homem Sábio.Eisenstein trabalharia então como designer de Vsevolod Meyerhold. Em 1923,
Eisenstein começou sua carreira como um teórico, escrevendo A Montagem das Atrações para o
jornal LEF. O primeiro filme de Eisenstein, O Diário de Glumov, também foi feito no mesmo ano
com Dziga Vertov contratado inicialmente como um "instrutor". O filme fez parte da sua produção
teatral O Homem Sábio.
Eisenstein teve constantes atritos com o regime de Josef Stalin, devido à sua visão do Comunismo
e à sua defesa da liberdade de expressão artística e da independência dos artistas em relação aos
governantes, posição que era perseguida num país no qual a indústria cinematográfica sofria com
a falta de recursos para se nacionalizar.Criou uma nova técnica de montagem, chamada
montagem intelectual ou dialéctica.Com 26 anos fez “A greve”, mostrando que arte e política
podiam andar juntas. Com 27, deu ao mundo “O Encouraçado Potemkin”, obra que é
considerada, juntamente com "Cidadão Kane", de Orson Welles, das mais importantes na
história do cinema.Graças ao sucesso extraordinário do “O Encouraçado Potemkin”,
foi chamado pela MGM e embarcou para os Estados Unidos. Só que seus projetos não
decolavam, apesar de ter amigos poderosos como Chaplin e Flaherty. Eisenstein
resolveu então afastar-se de Hollywood e fazer “Que Viva México”, uma obra
ambiciosa sobre a história de um país e sua cultura. Infelizmente, as filmagens
foram interrompidas por problemas financeiros.
Desolado, o cineasta voltou para seu país, mas nem a imprensa o perdoava
por seu afastamento e pelo seu curto idílio capitalista. Quando sua
carreira parecia perdida, entretanto, recebeu a ordem de filmar
“Alexandre Nevski”, como uma peça de propaganda anti-germânica. E, assim
como já fizera no “Potemkin”, Eisenstein construiu uma obra-prima que está
acima da ideologia.Com o prestígio recuperado, Eisenstein começou “Ivã,
o Terrível”, que teria três partes. Mas então começou a II Guerra, e tudo
se complicou. O cineasta morreu de ataque cardíaco em 1948.

O encouraçado potemkin

O Encouraçado Potemkin é a realização mais importante e conhecida do russo
Serguei Eisenstein. O filme é considerado um marco na montagem cinematográfica.
Filmado em 1925 e feito sob encomenda para comemorar os vinte anos da Revolução
Russa, o filme parte de um fato histórico de 1905 - rebelião de marinheiros de navio de
guerra - para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder
coletivo que há nas revoluções populares.
O filme é dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação tal de espaço-
tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador.
De forma a transcrever idéias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de
técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa
"telhado" e outro, "esposa", a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas
imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.
A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz
e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A
própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre
as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada
como uma das mais famosas da história do cinema.
Eisenstein foi precursor no uso de efeitos especiais, usou contrastes e relações de corte e montagem
que ainda hoje servem como base para a realização de filmes experimentais.
Originalmente o filme teve uma partitura especialmente concebida pelo compositor alemão Edmund
Meisel, que trabalhou em colaboração com Eisenstein. Com o passar dos anos o filme foi recebendo
diversos acompanhamentos musicais, consoante as distribuidoras. Uma das versões mais conhecidas
apresenta-o ilustrado pela Sinfonia nº 5 de Dmitri Chostakovitch. Em 2005 o filme ganhou uma versão
sonorizada pela dupla britânica Pet Shop Boys em colaboração com a Orquestra Sinfônica de Dresden.
Essa versão foi apresentada pela primeira vez ao ar livre na Trafalgar Square, de Londres.
Em "O Encouraçado Potemkin", a ideologia do realizador está presente em cada fotograma; contudo, não
na forma de panfleto sectário, e sim como retrato da intolerância humana, de qualquer origem ou
período histórico. Eisenstein era um artista, além de ser um revolucionário. E por isso o filme sobreviveu.
Contudo, não dá pra esquecer que sua obra é tão poderosa porque estava impregnada de uma visão de
mundo, de uma vontade imensa de falar sobre esse mundo e, mais do que isso transformá-lo.
O lançamento do filme em 1925, projetou Eisenstein para a fama internacional. O trabalho é polêmico,
assim como foi “A Greve”; porém o cineasta aprofundou e inovou ainda mais seus conceitos cinemato-
gráficos na montagem e nos improvisos apresentados em “O Encouraçado Potemkin”. Contanto com
poucos recursos técnicos e financeiros então escassos na URSS para a produção cinematográfica
o cineasta não apenas superou expectativas, como também produziu, uma das maiores obras primas
da história do cinema. “O Encouraçado Potemkin” foi sucesso em todo o mundo mesmo nos
Estados Unidos e Eisenstein firmou sua visão sobre o cinema enquanto manifestação artística
revolucionária em forma, conteúdo e técnica.
O contexto em que ocorreu a produção do filme, evidentemente esta inserido na conjuntura
que a União Soviética revolucionário apresentava em 1925. Recém-saída de uma sangrenta
guerra civil, a URSS ainda lamentava a morte de Lênin, que havia falecido recentemente.
O Partido Comunista da União Soviética (PCUS) estava mergulhado em polêmicas e
discordâncias paradoxais quanto aos rumos revolucionários a serem tomados.
Stalin e Trotsky estavam em plena disputa entre as propostas de “socialismo
em um só país” (Stalin) e “revolução permanente” (Trotsky); dividindo um
partido que assumira a gestão de um país devastado. Contradições eram
perceptíveis. outras obras:



Longa Metragens:

1923 Dnevnik Glumova (O Diário de Glumov)

1924 Statchka (A Greve)

1927 Oktiabr (Outubro)

1928 Gueneralnaia Linnia (A Linha Geral)

1938 Aleksandr Nevski

1939 Ferghana canal (o canal de ferghana)

1943 Seeds of freedom (sementes da liberdade)

1944 Ivan Groznii I (Ivan, o Terrível - Parte I)

1945 Ivan Groznii II (Ivan, o Terrível - Parte II)



curta-metragens:

1929 Sturm uber la sarraz (tempestade sobre sarraz)

1930 Romance sentimentale (romance sentimental)


Obras Inacabadas:

1931 Da Zdravstvuiet, Meksika! (Que Viva México!)

1935 Bejin Lug (O Prado de Bejin)

fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Serguei_Eisenstein (é.. eu sei)

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=436


konets (fim)
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