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VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

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ALESSANDRA ALMEIDA

on 9 January 2016

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Transcript of VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Algumas premissas são importantes para falarmos de variação linguística:
• Todas as línguas são primordialmente faladas, e só secundariamente escritas.

• Nenhuma língua é estática, todas variam no tempo e no espaço.

• A variação e, mais especificamente, a escolha entre variantes está profundamente associada à construção das identidades sociais.

• A variação pode levar ou não à mudança linguística.

• A variação e sua avaliação social se verificam em todos os níveis de análise linguística: na fonologia; na morfologia; na sintaxe ou morfossintaxe; no léxico e na semântica.

• A variabilidade é inerente à linguagem humana entendida como fenômeno social. É riqueza, dinamismo, pluralidade, jogo de poder e muito mais.
Níveis de variação linguística: fonológico, morfológico, sintático ou morfossintático, semântico
A variação e sua avaliação social se verificam em todos os níveis de análise linguística:
na fonologia
(ex: advogado ~ adivogado);
na morfologia
(ex: juntar ~ ajuntar; levantar ~ alevantar; entrar ~ adentrar);
na sintaxe ou morfossintaxe
(ex: é pra eu levar ~ é pra mim levar; me telefona ~ telefona-me);
no léxico
(ex: aipim, macaxeira, macaxera, mandioca, mandioca-doce, mandioca-mansa).
Atenção!
É importante observar que o processo de variação ocorre em todos os níveis de funcionamento da linguagem, sendo mais perceptível na pronúncia e no vocabulário. Esse fenômeno da variação se torna mais complexo porque os níveis não se apresentam de maneira estanque, eles se superpõem.
Tipos de Variação Linguística
VARIAÇÃO DIALETAL
Variação regional
- referente à região, ao lugar. Exemplos: aipim, mandioca, macaxeira (para designar a mesma raiz); tu e você (alternância do pronome de tratamento e da forma verbal que o acompanha); vogais pretônicas abertas em algumas regiões do Nordeste; o 's' chiado carioca e o 's' sibilado mineiro.

Variação social
- referente ao meio social e/ou ao nível de escolaridade (no caso brasileiro, essas variações estão normalmente inter-relacionadas. Exemplos: substituição do 'l' por 'r' (crube, pranta, prástico); eliminação do 'd' no gerúndio (correndo/correno); troca do 'a' pelo 'o' (saltar do ônibus/soltar do ônibus).

Variação profissional
- referente à profissão que exerce. Exemplos: linguagem médica (ter um infarto / fazer um infarto); jargão policial ( elemento / pessoa; viatura / camburão).

Variação etária
- referente à idade. Exemplos: irado, sinistro (termos usados pelos jovens para elogiar, com conotação positiva, e pelos mais velhos, com conotação negativa).
Tipos de Variação Linguística
VARIAÇÃO DE REGISTRO
Outro tipo de variação que as línguas apresentam respeito ao uso que se faz da língua em função da situação em que o usuário e o interlocutor estão envolvidos.

Para se fazer entender, qualquer pessoa precisa estar em sintonia com o seu interlocutor e isto é facilmente observável na maneira como nos dirigimos, por exemplo, a uma criança, a um colega de trabalho, a uma autoridade. Escolhemos palavras, modos de dizer, para cada uma dessas situações. Tentar adaptar a própria linguagem à do interlocutor já é realizar um ato de comunicação. Pode-se dizer que o nível da linguagem deve se adaptar à situação.

As variações de registro podem ser de três tipos: grau de formalismo, modalidade e sintonia. Cada tipo não aparece isolado, eles se correlacionam.
• A mudança linguística produz diferença, mas não resulta nem em evolução, nem em degradação da língua, isto é, as línguas não ficam nem melhores nem piores.

• Saber uma língua, portanto, implica ter o conhecimento e a capacidade de interpretar os usos orais e escritos desta língua de acordo com o contexto sociointeracional. E aprender uma língua implica aprender a participar desses usos, que são culturalmente co-construídos a cada interação social.

• A língua (qualquer língua) só existe de fato e plenamente no seio da vida social, nas práticas sociais dos falantes, no uso que dela fazem, seja oral, seja escrito. Desvinculá-la de seu contexto de uso, da ocasião, da relação entre “quem disse o que a quem”, com que propósito, etc., é tirar-lhe o sentido e a razão de ser.
E, evidentemente, há grande variabilidade
no campo da semântica
(ou do sentido das palavras) e do uso contextualizado da linguagem. Considere-se, por exemplo, a multiplicidade de sentidos da palavra tribo, seja pela área do conhecimento em que é usada, seja por seu emprego recente para denominar grupos urbanos, especialmente de jovens. Ou mesmo para designar, genericamente, filiação a esta ou àquela identidade social, como se lê no excerto a seguir: “Uma tribo urbana é uma espécie de pacote de gosto musical, ídolos, roupas e acessórios. É uma forma de sinalizar aos outros o que se é – ou não é nada disso. Pode ser simplesmente a expressão sem compromisso da preferência momentânea por uma moda ou por um artista pop”
Existem variações relacionadas a diferentes dimensões: territorial, social, profissional, etária, histórica e de gênero. Nem todos os autores apresentam a mesma divisão, sobretudo porque elas se superpõem e seus limites não são bem definidos.
Modalidades de uso
A expressão linguística pode se realizar em diferentes modalidades:
a escrita e a falada.
Vale a pena lembrar algumas diferenças: na língua falada, há entre falante e ouvinte um intercâmbio direto, o que não ocorre com a língua escrita, na qual a comunicação se faz geralmente na ausência de um dos participantes; na fala, as marcas de planejamento do texto não aparecem, porque a produção e a execução se dão de forma simultânea, por isto o texto oral é pontilhado de pausas, interrupções, retomadas, correções, etc.; isto não se observa na escrita, porque o texto se apresenta acabado, houve um tempo para a sua elaboração. É bom lembrar ainda que não se deve associar língua falada a informalidade, nem língua escrita a formalidade, porque tanto em uma quanto em outra modalidade se verificam diferentes graus de formalidade. Podem existir textos muito formais na língua falada e textos completamente informais na língua escrita.
Grau de formalismo
No seu dia a dia, o usuário da língua entra em contacto com diferentes interlocutores e em diferentes situações sociais. Para garantir maior eficácia nessa interação, precisa estar atento ao grau de formalismo da linguagem. Isto significa que quanto
mais formal
a situação, há
mais

monitoramento
da linguagem e proximidade da
norma culta
; quanto
mais informal
,
menos monitoramento
e mais proximidade da
norma coloquial
.
Sintonia ou adequação
Deve ser entendida como o ajustamento que o falante realiza na estruturação de seus textos, a partir de informações que tem sobre o seu interlocutor e sobre o contexto.

Por exemplo: ao falar com o filho ou deixar um bilhete para ele, a mãe usará um registro diferente daquele que usaria com o seu chefe; isso se dá em função do diferente
grau de intimidade
que mantém com cada um desses interlocutores.

Outro tipo de variação pode ser originada em função dos conhecimentos que o falante supõe que o seu ouvinte tem a respeito de um
determinado assunto
que será o objeto da comunicação. Desta forma, um especialista em um tema falará de formas diferentes em conversa com outro especialista ou em uma conferência, para pessoas que se interessam por aquele assunto, mas ainda não o dominam.

Diferenças serão observadas em função do
grau de dignidade
que o falante julga apropriado ao seu interlocutor ou à ocasião, existindo aí uma ampla escala de registros, que vai da blasfêmia ao eufemismo.
Referências bibliográficas:
BORTONI-RICARDO, Stella Maris. "Educação bidialetal: O que é? É possível?" In: Revista Internacional de Língua Portuguesa, n.7, p. 54-65, jul. 1992.
______. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004.
BRANDÃO, Sílvia F. A Geografia Linguística no Brasil. Ática, São Paulo, 1991.
CALLOU, D. "Variação e norma". In: Anais do II Simpósio Nacional do GT de Sociolinguística da ANPOLL. Rio de Janeiro, UFRJ/CNPQ, pp 79-83, 1995.
FARACO, Carlos Alberto. "Norma padrão brasileira: desembaraçando alguns nós". In: BAGNO, M. (Org.). Linguística da norma. São Paulo: Parábola, p. 37-61, 2002.
GNERRE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no primeiro e segundo graus. S.P. Cortez, pp 41-66, 1996.
ZILLES, Ana M. "Variação no português falado e escrito no Brasil". In: Salto para o futuro - Português: um nome, muitas línguas. Brasília, TV Escola/MEC, boletim 08, 2008.

Norma culta:
corresponde aos usos linguísticos do grupo social situado no extremo do contínuo do letramento e que se caracteriza pelo convívio com práticas sociais de uso formal da fala e da escrita. Lembremos que não existe apenas uma cultura de letramento, mas são de letramento todas as práticas associadas a diferentes atividades sociais, científicas, religiosas, profissionais, nesse caso incluídas as manifestações culturais letradas associadas à cultura popular (Cf. BORTONI-RICARDO, 2004)
Faraco (2002, p.40) diz sobre a
norma padrão
que ela tem caráter abstrato, mantém-se acima de todas as outras variedades sociais e é “uma referência supra-regional e transtemporal.” (p. 42). Além disso, afirma que:

A cultura escrita, associada ao poder social, desencadeou também, ao longo da história, um processo fortemente unificador (que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas), que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de norma-padrão ou língua-padrão.
Portanto, norma padrão ou língua padrão não é o mesmo que norma culta ou língua culta! Ainda que alguns livros didáticos apresentem o mesmo conceito para ambas.
Variação?
Linguística?
De que língua ou
de quais línguas?
Vamos trazer alguns conceitos necessários
a respeito da variação linguística.
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