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Música Programática de Liszt (Poemas Sinfonicos)

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by

Mariana Marques

on 10 December 2014

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Transcript of Música Programática de Liszt (Poemas Sinfonicos)

Música Programática
Música programática é a música orquestral, de apenas um andamento que tem a capacidade de evocar ideias ou imagens extra-musicais e de sugerir cenários, situações e sentimentos.
A Música Programática já é explorada há vários séculos pelos compositores. Contrapõe-se á dita Música Absoluta e ambos os termos foram criados no séc.XIX.
Esta Música Programática não é apenas música mas tenta tambem representar algo para além dela mesma.
Ao longo dos séculos, vários compositores ficaram famosos pela criação de música programatica, tais como: William Byrd (1543-1623), Antonio Vivaldi (1678-1741), Franz Joseph Haydn (1732-1809), Ludwig van Beethoven (1770-1827), Hector Berlioz (1803-1869), Franz Liszt (1811-1886), Richard Wagner (1813-1883), Richard Strauss (1864-1949) entre outros .

O termo é aplicado exclusivamente na tradição da música clássica europeia, particularmente na música do período romântico do século XIX, durante o qual o conceito teve grande popularidade, chegando a converter-se numa forma musical autónoma, apesar de antes já existirem peças de carácter descritivo. Habitualmente o termo é reservado para as obras puramente orquestrais (peças sem cantores nem letra) e portanto não é correcto utilizá-lo para a ópera nem para os lieder.
Os compositores do Renascimento escreveram uma abundância de música programática, especialmente para cravo, incluindo obras como "The Fall of the Leaf" de Martin Peerson e "The Battle" de William Byrd. "
Música Programática no Renascimento
Provavelmente a obra mais famosa da música barroca seja "As quatro estações" de Antonio Vivaldi, um conjunto de quatro concertos para violino e orquestra de cordas que ilustra as estações do ano com chuva, zumbido das moscas, ventos gelados, esquiadores sobre o gelo, camponeses em baile e muitas mais cosas. O programa da obra explicita-se com uma série de quatro sonetos escritos pelo compositor. Outra obra programática barroca bem conhecida é o Capricho sobre a despedida de um estimado irmão, BWV 992, de Johann Sebastian Bach: as secções desta têm encantadores títulos descritivos ("Os amigos rodeiam-no e tentam dissuadi-lo de marchar," "Explicam-lhe os perigos que pode encontrar," "O lamento dos amigos," "Como não o podem dissuadir, despedem-se dele", etc.).
Música Programática no Barroco
Talvez seja o período em que menos se deu a música programática. Mais que em nenhuma outra época, a música nutria-se dos seus recursos internos, em especial das obras compostas na forma sonata. Crê-se, porém, que um certo número das primeiras sinfonias de Franz Joseph Haydn podem ter sido música de programa; por exemplo, o compositor disse numa ocasião que uma das suas primeiras sinfonias representava "um diálogo entre Deus e o pecador". Não se sabe a qual das suas sinfonias se referia. Um compositor menos conhecido da época clássica, Karl Ditters von Dittersdorf, escreveu uma série de sinfonias baseadas em As metamorfoses de Ovídio.
Música Programática no Classicismo
A música programática floresceu especialmente no Romantismo. O facto de poder evocar no ouvinte uma experiência específica mais além de se sentir diante de um músico ou de um grupo de músicos, está relacionado com a ideia romântica de Gesamtkunstwerk, que considerava as óperas de Richard Wagner como uma fusão de todas as artes (cenografia, dramaturgia, coreografia, poesia, etc.), apesar de por vezes se basear só na música para ilustrar conceitos artísticos multifacetados, como uma pintura ou um poema. Os compositores queriam que as novas possibilidades sonoras lhes permitissem centrar-se nas emoções, ou noutros aspectos intangíveis da vida, muito mais que no barroco ou no classicismo.
Música Programática no Romantismo
O «poema sinfónico», foi desenvolvido por Liszt, Smétana e muitos outros, pode ser livremente estruturado do ponto de vista formal: seguindo o traçado do programa literário, Liszt consegue novas formas completas (mesmo de imediata compreensão) e uma fusão dos caracteres de vários trechos que no ciclo da sonata permaneciam separados.
A par dos importantes poemas sinfónicos de autores mais recentes, «Die Moldau» («A Moldávia»), de Smétana, «Penthesilea», de Wolf, «Don Juan» e os «Till Eulenspiegel», de Strauss, «Pelléas et Mélisande», de Schöenberg, e da obra sinfónica de Debussy, que se mantêm no plano da pura lógica musical, não faltaram as "aberrações": Richard Strauss introduz no «Don Quixote» a máquina pneumática para obter efeitos naturalistas, e Ottorino Respighi, no poema sinfónico «I Pini di Roma» insere um disco no qual foram gravados cantos de pássaros.
Poema Sinfónico
No século XX a Suite Lírica de Alban Berg foi considerada durante muito tempo música absoluta, mas em 1977 descobriu-se que de facto era dedicada a Hanna Fuchs-Robettin. Os seus "leitmotivs" importantes estão baseados nas séries melódicas A–B–H–F, que são as suas iniciais combinadas. O último movimento contém uma recreação de um poema de Baudelaire, suprimida pelo compositor para a publicação

Música Programática de Liszt
Os Poemas Sinfónicos
Música Programática
O elemento mais importante da música porgramática é a capacidade descritiva, sem que por isso a música descritiva deva produzir necessariamente música programática. Por música descritiva entende-se a imitação musical de determinados ruidos, como o canto sos pássaros, temporais, etc.
Os compositores limitaram-se a modificar a forma antiga, e da sinfonia pura infere-se a sinfonia programática (Berlioz, Liszt); porém, neste tipo de composição nota-se tendência para a pura descrição; algumas vezes exterior, difícil de compreender se não se conhece o programa designado.
Foi precisamente Liszt o compositor que voltou mais tarde, com a sua sinfonia «Fausto», às caracterizações de tipo programático no sentido indicado por Beethoven.
Música Programática
Poemas Sinfónico de Liszt
Música Programática no Romantismo
Música Programática no Séc.XX
Os principais compositores no Romântismo foram Beethoven, Hector Berlioz, Franz Liszt, Modesto Mussorgski, Camille Sant-Saens, Paul Dukas, Tchaikovsky e mais tarde Richard Wagner.
Os Poemas Sinfónicos de Liszt são uma série de 13 obras orquestrais (S.95 a S.107). As primeiras doze foram compostas entre 1848/1849 e 1859, e a ultima obra em 1882.
Estas obras estabelecem o género de música programática orquestral.
Liszt inspira-se nos poemas sinfónicos de Smetana, Dvorak, Strauss, entre outros. Liszt desejava expandir as obras de um único movimento para além da forma de abertura de concerto e da abertura da sinfonia clássica. A música das aberturas permite inspirar os espetadores a imaginar cenários, imagens ou estados de alma. Liszt tentou combinar estas qualidades programáticas com a escala e a complexidade normalmente reservadas para o movimento de abertura das sinfonias tradicionais. A abertura, com a sua interação de temas contrastantes sob a forma sonata, era habitualmente considerado a parte mais importante da sinfonia.
Liszt chega a compor prefácios para alguns dos seus poemas sinfonicos.
Poemas Sinfónico de Liszt
Liszt usa duas práticas de composição nos seus poemas sinfonicos. A Forma Ciclica, em que os andamentos não estao ligados mas refletem-se mutuamente (Ex:
Les Préludes
).
A segunda prática era a Transformação Temática, variação na qual um tema muda, nao para um tema relacionado mas para um novo, independente.
Poemas Sinfónico de Liszt
Ce qu'on entend sur la montagne, S.95
Tasso: Lamento e Trionfo, S.96
Les préludes, S.97
Orpheus, S.98
Prometheus, S.99
Mazeppa, S.100
Festklänge, S.101
Héroïde funèbre, S.102
Hungaria, S.103
Hamlet, S.104
Hunnenschlacht, S.105
Die Ideale, S.106
Von der Wiege bis zum Grabe, S.107
Disciplina: História da Música Ocidental V
Aluna: Mariana Marques, 33364
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