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Ecossistemas na blended-society: a experiência da média-arte digital

Apresentação no Congresso de Cibercultura 2016, Universidade do Minho
by

Pedro Alves da Veiga

on 10 July 2017

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Transcript of Ecossistemas na blended-society: a experiência da média-arte digital

A virtualidade prometia uma libertação
da materialidade, mas os sistemas de maior sucesso e penetração procuraram
sobretudo emular/simular a materialidade pré-existente, permitindo o acesso a fantasias (jogos, luxo, sexualidade, personificação...).
Ecossistema
conjunto de agentes envolvidos e equilibrados em diferentes tipos de relações (predação, simbiose, mutualismo, comensalismo, parasitismo)

sistema aberto (estabelece relações com o mundo exterior).

o equilíbrio interno é tão importante quanto o externo.

a adaptação para a sobrevivência pode ser causada pelo (des)aparecimento de agentes, por alterações ao meio ou fatores externos.
Ecossistemas na blended-society
A experiência da média-arte digital







democratiza o
acesso à criação
inclusiva
inovadora
multidisciplinar
liberta da
materialidade
audiência
de milhões
estimula a
criatividade
constrói uma
nova realidade
O desvirtuamento da virtualidade
e-sociedade
sociedade
b-sociedade
(espaço virtual)
(espaço blended)
(espaço material)
Ecossistema MAD
Curadoria
museu
galeria
academia
i&d
internet
tecnologia
ciência
espaços públicos
empresas
x
y
z
artista audiência espaço de exibição
A experiência da MAD
(extreme divide)
indústria
transicional nativo
curva de aprendizagem íngreme
adapta hábitos e estabelece melhorias comparativas a outras ferramentas:
criação (pintura, desenho, impressão, ...)
distribuição (impressão 2D e 3D, projeção, ...)
marketing (newsletter, redes sociais generalistas, ...)
exposição (galeria, salão, ...)
venda (transação física/material)
habitat natural
novos hábitos e usos, disjuntos e independentes de conceitos prévios (hacking):
criação (codificação, recolha e visualização de dados, ...)
distribuição (hashtag, copyleft, download, ...)
marketing (eventos web, mundos virtuais, comunidades online fechadas, ...)
exposição (comunidades online, exposições virtuais, realidade aumentada, art hackathons, ...)
venda (troca de serviços, bitcoin+blockchain, ...)
*
*
ArtistaMAD
facilidade de acesso a ferramentas de criação e distribuição digitais

audiência potencial de milhões

aumento sem precedentes de criação artística

saturação de mercado e standards questionáveis

audiência questiona o valor dos artistas

artistas anseiam por reconhecimento virtual, mas também material

audiências anseiam por curadoria

reemergem as agências/galerias

artistas transitam do virtual para o material
(impressão 2D e 3D, performance, arquitetura, espaços urbanos)
Paradoxos
artista
audiência
O que caracteriza um
artefacto de MAD?
representação digital
modularidade
automação
variabilidade
transcodificação
A obra de arte é a experiência
artista
artefacto
audiência
Experience space
confiança
experiência
validação
participação
(espaço da "experiência")
MAD é qualquer tipo de expressão artística que utiliza tecnologia digital para incorporar valor adicional, de qualquer forma, na criação, disseminação, fruição e exibição de artefactos.

Abrange géneros e categorias tão vastos e diversos como arte gerativa, música eletrónica, web-art, live coding, glitch art, video-mapping, ...

Apresenta um conjunto único de desafios às ideias tradicionais de coleção, apresentação, documentação e preservação.
Média-Arte Digital
Pedro Alves da Veiga
CIAC, Universidade Aberta

Mirian Tavares,
CIAC, Universidade do Algarve

Heitor Alvelos
ID+, Universidade do Porto
Tu és especial
Tu podes fazer tudo
Tu és criativo
“O que acontece quando toda a gente está a fazer mais uploads do que downloads?
Se todos estão ocupados a fazer, alterar, remisturar e compor, quem vai ter tempo para ser o espectador/consumidor? Ninguém.
E não faz mal.”

Wired, Agosto 2005
“Que melhor maneira de emular o conhecimento de Deus que gerar um mundo constituído por pedaços de informação?”


Michael Heim, The Erotic Ontology of Cyberspace;
The Metaphysics of Virtual Reality
New York: Oxford University Press, 1993
Curadoria
artista museu
galeria audiência
academia
i&d
internet
tecnologia
ciência
espaços públicos
empresas
indústria
A estetização total e global da atualidade política, económica e social já é um facto.

Tornámo-nos viciados na espetacularização da realidade.

Se a estetização da realidade tem como objetivo primeiro a sedução e a celebração, o que acontece se retirarmos a camada de design?... Será que o resto – a essência! – pode ficar particularmente feio e repelente?
Boris Groys; Self-Design and Aesthetic Responsibility
e-flux Journal #07 - June 2009
tecnológica
Re/des/materialização
da arte
na escala global “escassez, objetificação e valor” foram substituídos por “acesso livre, imaterialidade e partilha não-controlada”

a facilidade da criação é igualada pela facilidade da destruição

o desejo de posse da obra de arte foi substituído pelo desejo de posse da tecnologia mediadora, estetizada e artificada

as obras de MAD são rentabilizadas enquanto experiência e entretenimento

forma e função separam-se e circulam livremente entre virtualidade e materialidade

Festival
Forma de equilíbrio entre forças convergentes e dilacerantes, entre criação e consumo.
É uma expressão sintética do ecossistema, reunindo criadores e audiência, academia e entretenimento, mecenas e compradores, indústria e empresas, onde a tecnologia aparatosa determina a projeção mediática e em que o agente dinamizador pode ser qualquer.
UnPlace, Future Places, Festival Audiovisual Black & White, Festival IN, PLUNC, Madeiradig Festival, Semibreve, The New Art Fest, Jardins Efémeros, Lumina, Post-Screen Festival, Trojan Horse was a Unicorn (THU).
Online-ness
instala-se a necessidade de permanecer ligado às experiências dos outros

a partilha virtual é tão ou mais importante do que a local, e ambas são sociais

os espaços que permitem a conectividade permanente tornam-se os espaços centrais das vivências sociais "blended"

"A cidade interativa é móvel, e vive de atividades que não se desmaterializaram, apesar das expectativas tecnológicas."
Malcolm McCullough. On the Urbanism of Locative Media (Media and the City). University of California, 2006
O virtual é tangível?
À medida que tendemos a ocupar simultaneamente espaços materiais e virtuais, também a nossa experiência dos espaços urbanos se torna crescentemente "blended". Não se trata de experiências separadas, mas de uma única experiência abrangente.

Ou como diz Bourriaud, “de facto, não sei o que é verdadeiramente um espaço virtual. Os espaços afiguram-se-me muito materiais, na medida em que todos catalisam relações sociais.”
“I who have arrived in heaven”, de Yayoi Kusama.
45 segundos por visitante no Infinity Mirrored Room - The Souls of Millions of Light Years Away.
Fila de oito horas para a Galeria David Zwirner em Nova Iorque, exigência de reserva prévia diária no The Broad em Los Angeles.
Instagram: 21895 partilhas com #infinityroom, 1572 com #IHaveArrivedinHeaven, 1497 com #infinitymirrorroom.
Segundo declarações de Ebbe Altberg, CEO de Linden Lab, o criador do Second Life, este gera o equivalente ao PIB de um pequeno país: 500 milhões de USD.
Lev Manovich, The Language of New Media
Electric Objects (EO1), Meural, ... - mediadores tecnológicos para a integração da arte-visual digital em ambientes domésticos.
A arte é grátis com a compra da tecnologia...

Congresso de
Cibercultura 2016

Ivan Toth Depeña, Lapse 2016, Miami
A realidade aumentada como ferramenta de criação de espaços blended e de cirtuitos de visita dos espaços urbanos.
Art hack
Software hack as art to study the internet
Ben Grosser's Demetricator
The blended experience space
Alguns dos MMO's mais significativos são transições de conceitos pré-existentes no mundo material para o plano virtual
Até os avatares tiram selfies...
Forget function, form is enough
Do virtual (hashtag) para o material (tatuagem) para o virtual (foto digital) para o material (comunicação num auditório)
Os múltiplos planos de existência do Teatro Circo - camadas de memórias fotográficas e videográficas digitais que contribuem para a construção de uma identidade do espaço material urbano, tornando-o num espaço "blended"
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