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Influência da literatura brasileira na África de língua port

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Anair Siqueira

on 27 May 2014

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Transcript of Influência da literatura brasileira na África de língua port

Influências da literatura brasileira na África de língua portuguesa
Em meados do sec. XIX – Literatura angolana
À semelhança do que se verifica em outros espaços africanos de colonização europeia, também em Angola emerge um romance colonial de pendor exótico e assente na mistificação racialista. Forma-se um conjunto de textos centralmente motivados por uma certa "missão civilizadora" atribuída a personagens brancas, sendo as personagens de raça negra secundárias e vítimas na urdidura da história.
NEGRA!
Serias das filhas d'Eva
Em belleza, ó negra, a prima!
Joaquim Dias Cordeiro da Matta
Uma Quissama
Em manhã fria, nevada,
N’essas manhãs de cacimbo
Em que uma alma penada
Não se lembra de ir ao limbo;
Eu vi formosa, correcta,
Não sendo européia dama
A mais sedutora preta
Das regiões da Quissama.
Cordeiro da Mata
Desejo de mudança e liberdade
Modernização
Construção de uma identidade
Século XX
“...a cultura brasileira desempenhou um forte papel no processo de conscientização de muitos setores da intelectualidade africana, fornecendo parâmetros que se contrapunham ao modelo lusitano.”
Rita Chaves
Universidade de São Paulo – USP
O Brasil para a África
Heranças africanas
Música
Danças
Religião
etc...
“O Brasil funcionou de uma maneira muito interessante. Havia, da parte do próprio governo português, uma maneira de amolecer um pouco os nossos corações : pondo música brasileira. Eu, uma vez, dei uma explicação interessante : nós, negros e mestiços, rejeitávamos a totalidade da cultura portuguesa - no sentido de que ela queria impor o fado na cabeça (…) Por outro lado, não nos deixavam esgrimir publicamente as culturas de que nós éramos originários, sejam elas macuas ou rongas (…) E então parece-me que a cultura e a música entrevam aqui perfeitamente. Portanto, davam uma no cravo e outra na ferradura, encaixavam-se perfeitamente a esta miscigenação. Ia aliviando as tensões.” (Calane da Silva)
Escritores brasileiros
Carlos Drummond de Andrade
Jorge de Lima
Ribeiro Couto
Manuel Bandeira
Lins do Rego
Jorge Amado
Olavo Bilac
Castro Alves
Semana de Arte Moderna
Pau-Brasil (1924)
Verde-Amarelo (1922)
Grupo da Anta (1922)
Antropofágico
“Os nacionalistas, naturalmente, apostavam na independência como um pressuposto para realizar a utopia que o Brasil parecia representar. Os mais críticos incorporavam a concepção de literatura de denúncia que, sobretudo, o chamado romance de 30 praticava. Atraía-os a possibilidade de transformar em personagem os seres socialmente excluídos, os negros e mulatos marginalizados pelo código colonial. Convertê-los em protagonistas de mudanças, em contraposição ao lugar de mero elemento do cenário que lhes era reservado na literatura colonial, era um modo de defender a sua humanidade.”
“Sou uma espécie de brasileiro. Um angolano, nascido em Benguela, filho de pai minhoto. Um português de Angola, que conhece melhor Erico Veríssimo, José Lins do Rego e Graciliano Ramos do que Eça de Queiroz e Aquilino Ribeiro.
Sou um angolano capaz de sentir o Brasil, capaz de recitar de cor um poema de Manuel Bandeira, capaz de sambar com intenção ao som de uma marchinha de Luiz Gonzaga, ouvindo o bater ritmado dum tambor com acompanhamento de reco-reco. O mesmo reco-reco que foi exportado no bojo das caravelas com os escravos de Angola. Sou capaz de entender tão bem uma noite de luar, uma noite de batuque, como Catulo da Paixão Cearense.
………………………………………
Amo o Brasil. Um amor que não tem explicação. Aliás, em amor, nada se pode explicar. É uma paixão de branco pela mulata do engenho. É uma paixão de negra pelo branco do roçado.”
Ernesto Lara Filho
Escritores africanos
José Craveirinha (Moçambique)
Calane da Silva (Moçambique)
Antonio Jacinto (Angola)
Luandino Vieira (Angola)
Carlos Ervedosa (Angola)
Gabriel Mariano (Cabo Verde)
Osvaldo Alcântara (Cabo Verde)
Manuel Lopes (Cabo Verde)
Luís Romano (Cabo Verde)
Orlanda Amarili (Cabo Verde)
Conceição Lima (São Tomé e Príncipe)
Domingas Samy (Guiné Bissau)
Carlos Lopes (Guiné Bissau)
Alda do Espírito Santo (São Tomé e Príncipe)
Referência
CHAVES, RITA E THOMAZ, OMAR RIBEIRO. “Mafalala, a terra de outros mulatos.” In : Boletim da Associação Brasileira de Antropologia . São Paulo, ABA, 1998.
LABAN, MICHEL. Encontro com escritores - Cabo Verde. Porto, Fundação Engenheiro António de Almeida.
______________ . Encontro com escritores. Moçambique. Porto, Fundação Engenheiro António de Almeida.
KANDJIMBO, Luiz. AGOSTINHO NETO E A GERAÇÃO LITERÁRIA DE 40. In: http://www.nexus.ao/kandjimbo/neto_na_geracao40.htm
Video: http://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/episodio/a-literatura-africana
PESTANA, Nelson. Literatura angolana do século XIX. In: http://arrugamao.blogspot.com.br/2012/04/um-pais-esquecido-de-si-proprio-e-um.html
CAOS E METAMORFOSE: ÁFRICA NO SÉCULO XXI. In: http://agostinhoneto.org/index.php?option=com_content&view=article&id=507:caos-e-metamorfose-africa-no-seculo-xxi&catid=77:2010&Itemid=246
TRAVESSIA E ROTAS. In: http://www2.uefs.br/ppgldc/revista1_91.html
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