Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Os pensamentos do pré-urbanismo progressista.

No description
by

Ana Paula Castro

on 19 August 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Os pensamentos do pré-urbanismo progressista.

Os pensamentos do pré-urbanismo progressista.
O urbanismo - Françoise Choay.

Introdução
A revolução industrial é quase que imediatamente seguida por um impressionante crescimento demográfico das cidades, por uma drenagem dos campos em benefício de um desenvolvimento urbano sem precedentes. A Grã- Bretanha é o primeiro teatro em 1830. O número das cidades inglesas com mais de cem mil habitantes passou de duas para trinta, entre 1800 e 1895
.
ROBERT OWEN 1771-1858
Viveu pessoalmente os problemas da nascente sociedade industrial, criou reformas sociais baseadas no conhecimento direto da miséria do ploretariado industrial. Dizia que a educação é necessária ao homem que quer dominar a máquina e explorar as possibilidades da revolução industrial, ao mesmo tempo ela contribui para a melhoria do rendimento individual.
Segundo Owen, para realizar os princípios que formam a ciência social, seria desejável que o governo estabelecesse vários núcleos ou associações- modelo.

PIERRE-JOSEPH PROUDHON 1809-1863
Apoiava três idéias do urbanismo progressista:
Necessidade de uma luta contra a nostalgia do passado para promover uma forma global de existência moderna;
Necessidade de uma racionalização do meio de comportamento;
Papel da industria na nova cidade

Defendia uma idéia nacionalista de que faz parte de um povo civilizado ter museus de antiguidades, visto que Paris da época era repleta de monumentos vindos de outros cantos. "Isso é de interesse para a História, o sentimento do nosso progresso, a inteligência da arte em suas diversas épocas e, consequentemente, na nossa, o sentimento de solidariedade com nossos antepassados."

JÚLIO VERNE 1828-1905
Em seu relato “La journée d'un journalist américain” em 1889, ele imagina uma metrópole gigante cujos imóveis têm vários quilômetros de largura e cujos habitantes vivem alienados pela utilização de aparelhos que fazem tudo. As preferências de Júlio Verne tomam a direção de uma solução humana, onde o bem essencial do progresso técnico se resume na higiene.
"Senhores, entre as causas de miséria e morte que nos rodeiam, é preciso mencionar à qual é racional dar grande importância: refiro-me às condições higiênicas deploráveis nas quais vive a maior parte dos homens. Eles se amontoam nas cidades, em casas muitas vezes privadas de ar e de luz, esses dois agentes indispensáveis para a vida. Tais aglomerações humanas tornam-se, às vezes, verdadeiros focos de infecção. Os que não encontram a morte nesse ambiente têm, no mínimo, sua saúde afetada; sua força produtiva diminui e a sociedade perde assim grandes somas de trabalho que poderiam ser aplicadas em usos mais preciosos. Por que não reunir todas as forças da nossa imaginação para traçar o plano de uma cidade-modelo com base em dados rigorosamente científicos? (Sim! Sim! É verdade!) Por que não empregar o capital de que dispomos na edificação dessa cidade e na apresentação dela ao mundo como um ensinamento prático...?”.

Conclusão
Segundo o livro “O Urbanismo” de Françoise Choay, várias personalidades viam o urbanismo de forma particular, focando nos problemas de sua época e no que mais chamava atenção dos mesmos.
Do mesmo modo, deve haver preocupações e soluções para o contexto urbano em que a sociedade vive. Deve existir o interesse para resolver as problemáticas que um crescimento urbano planejado e não planejado podem causar.
No momento que a cidade do século XIX começa a tornar forma própria, ela forma um movimento novo, de observação e reflexão, em alguns casos tenta-se até formular as leis de crescimento das cidades. Os sentimentos humanitários, principalmente de médicos e higienistas, denunciam o estado de deterioração física e moral em que vive o proletariado urbano: o habitat insalubre do trabalhador, frequentemente distanciado do local de trabalho, os lixões fétidos amontoados e a ausência de jardins públicos nos bairros populares.
Modelo de Owen:
Ideal de habitantes: 500 a 2.000
Cidade totalmente indepentente, com governantes.
O plano quadriculado com prédios - cada quadrado recebe 1.200 pessoas e está rodeado de 1000 a 1500 acres de terreno;
No interior ficam os edifícios públicos;
Um edifício central onde situa a cozinha comunitária.
A residência para casados e solteiros.
A educação é primordial, crianças com 3 anos passam o dia inteiro nas escolas.

O modelo desenvolvido por Fourier, denomina-se Falanstério visava a felicidade de cada um, a harmonia e a reconciliação de todos, a “Falange”tratava-se de uma organização social de 2.000 a 3.000 pessoas bem equipadas para a vida e o trabalho,que elevariam à civilização, povos até então mergulhados no esquecimento. Essas pessoas eram abrigadas em grandes prédios denominada Falanstério, verdadeiros palácios para o povo, sua intenção era reestruturar a sociedade.
Os falanstérios, espécie de comunas de produção e moradia, deveriam abrigar cercade 1,6 mil pessoas e não só dedicar-se à produção agrícola e industrial local, mas também dar conta das atividades lúdicas e de aprendizado intelectual. Charles Fourier concebeu seus falanstérios como construções simétricas de seis andares, com formade U, ocupando um pedaço de terra de 2.300 hectares. Seriam um pouco como hotéis, contendo apartamentos privados alugados a diferentes preços, cômodos de uso geral e uma grande sala de jantar. Abrigariam 1.600 a 1.800 pessoas (idealmente 1.620) subdividas em uma hierarquia de grupos, os menores dos quais seriam “séries” de seis a nove indivíduos.

CHARLES FOURIER 1772-1837
Politécnico e engenheiro militar, abandonou ambas as profissões em 1831 para dedicar-se ás idéias de Fourier e a sua difusão. Com a morte de Fourier, tornou-se o chefe do movimento falansteriano e diretor de seu orgão, A Falange. Sua obra mais célebre foi a colônia da Reunião.
Cita paris como uma completa desordem arquitetônica e social, pessoas em péssimas condições de moradia, poluição sonora que são consequências de uma superpopulação.
"Oh, não não! em nossas aldeias, em nossas cidades, em nossas grandes capitais, o homem não está alojado - pois chamo de homem tanto o catador de papel que faz suas pilhagens á noite, com a lanterna na mão, e busca sua sobrevivência no monte de lixo que remexe com um pedaço de pau, tanto ele e seus numerosos irmãos de infortúnio quanto os homens da bolsa e dos castelos. - E chamo de alojamento do homem uma habitação sadia, cômoda, limpa, elegante e em todos os aspéctos confortável."

VICTOR CONSIDÉRANT 1808-1893
ETIENNE CABET 1788-1856
BENJAMIN WARD RICHARDSON 1828-1896
JEAN-BAPTISTE GODIN 1819-1888
Ele foi o inventor dos aparelhos de aquecimento à base de fundição, aos quais deixou seu nome. Imbuído de idéias fourieristas escreveu numerosas obras visando à melhoria da condição do ploretariado industrial.
No plano político, fundou, segundo o modelo do falanstério fourierista, o Familistério de Guise (Norte) que funciona ainda hoje.
No familistério, as pessoas pode ver-se, visitar-se, estar livres das ocupações domésticas, reunir-se em locais públicos, fazer suas compras, debaixo de galerias cobertas, sem pensar no tempo que está fazendo, e sem nunca ter de andar mais de seiscentos metros. Essa facilidade de relações contribui para fazer do palácio social a habitação mais própria para elevar o nível moral e intelectual da população.

HERBERT-GEORGE WELLS 1866-1946
Pai da ficção cinetífica, autor do livro: Une utopie moderne, uma espécie de súmula ideológica do pré urbanismo progressista. Ordem, classificação, higiene, apologia, do maquinismo, rendimento: esses temas e motivações diretoras acham-se ali postos em prática sob a autoridade particularmente limitadora de uma classe de especialistas. A originalidade própria de Wells é a de ter dado a seu modelo uma dimensão, pela primeira vez, planetária.
Marx atribuiu a invenção do “comunismo utópico”à Cabet. De acordo com seus pensamentos, Etienne desenvolveu a visão de um socialismo de Estado na “Voyage en Icarie”, que afirmava ser “na verdade uma descrição da organização social e política da comunidade, um tratado científico e filosófico”.
Seu modelo envolvia a regularidade e geometrismo das cidades, sendo compostas por várias ruas largas, com paisagismo vasto, praças muito arborizadas e a divisão da cidade por bairros e possuiriam os nomes de uma das csessenta principais cidades do mundo antigo e moderno. Os edifícios seriam classificados conforme a cor.
Defendia a padronização de cartazes e anúncios para que não “enfeiassem” os edifícios.
Dentre outras coisas que Cabet defendia em Icarie eram, casas individuais com grandes janelas e teto-terraço. Também defendia equipamentos para a higiene de modo que viessem a não contaminar por exemplo a água potável
Benjamin Ward Richardson era inglês e médico. Foi autor de diversos trabalhos científicos e pesquisou sobre a coagulação sanguinea, a tisiologia, a anestesiologia – campo onde inventou aparelhos para reanimação.
Assim como alguns dos outros urbanistas contemporâneos a ele, Richardson tinha sua utopia, Hygeia (1876).
De acordo com ele, Hugeia teria uma população de aproximadamente 100.000 habitantes, vivendo em 20.000 casas, construídas em 4.000 acres de terreno, numa média de 25 pessoas por acre.
Defendia a “Higiene e gabaritos”, devendo os edifícios terem no máximo sessenta pés.
A casa-tipo consistia em um modelo que seria exigido a higiene e salubridade. Isso estaria intimamente ligado também a como os ladrilhos hidráulicos deviam ser instalados.
A “função-sono” defendia a priorização para dormitórios perfeitamente iluminados, ventilados e espaçosos para um bom sono.
Full transcript