Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

A música por uma óptica neurocientífica.

Trabalho de Neuroanatomia
by

Adam Asin

on 13 March 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of A música por uma óptica neurocientífica.

A MÚSICA
POR UMA ÓPTICA
NEUROCIENTÍFICA

Um artigo de: ROCHA, Viviane Cristina da; BOGGIO, Paulo Sérgio
Equipe: Adam, Alessandra, Daniel, Enos, Elis, Manoela, Naiara, Renata, Talita
Eu sou o lado direito do cérebro.
Eu sou a criatividade, um espírito livre.
Eu sou paixão, saudade, sensualidade.
Eu sou a música, o som das gargalhadas.
Eu sou gosto, a sensação de areia debaixo dos pés descalços.
Eu sou movimento, cores vivas.
Eu sou o desejo de pintar sobre uma tela vazia.
Eu sou a imaginação sem limites, a arte, a poesia. Percebo. Sinto.
Eu sou tudo o que eu queria ser.
Eu sou o lado esquerdo do cérebro.
Eu sou um cientista, um matemático.
Eu amo o familiar.
Eu sou exato, linear, analítico, estratégico.
Eu sou prático, sempre no controle.
Eu categorizo.
Sou um mestre das palavras e da linguagem. Realista.
Eu calculo equações e brinco com números.
Eu sou a ordem, sou a lógica.
Eu sei exatamente quem eu sou.
O Cérebro Esquerdo
O Cérebro Direito


Estudos indicam que há diferenças estruturais entre cérebros de músicos e não músicos. Entre as diferenças apontadas estão maior volume do córtex auditivo, maior concentração de massa cinzenta no córtex motor, maior corpo caloso anterior.
Além das contribuições do estudo da música para tratamento de distúrbios neurológicos já citadas, pode-se indicar um possível uso da música na área de educação, uma vez que há indícios de correlações entre habilidades musicais e outros tipos de habilidades, desde cognitivas até relacionadas à socialização e integração dos indivíduos.
Música e neuroplasticidade - cérebro de músicos

A percepção do som envolve uma série de estruturas cerebrais, tais como córtex pré-frontal, córtex pré-motor, córtex motor, córtex somatosensorial, lobos temporais, córtex parietal, córtex occipital, cerebelo e áreas do sistema límbico, incluindo a amígdala e o tálamo.
Percepção de estímulos auditivos

Tanto a percepção primária do som quanto seu entendimento sintático são modulados pela experiência emocional de se ouvir música. A integração de áreas corticais do cérebro com o sistema límbico (responsável pelas emoções) faz com que o processamento musical seja influenciado pela emoção
Ativação do sistema Límbico

É importante notar que a percepção rítmica envolve áreas motoras do cérebro, independente de se executar ou somente ouvir música, o que sinaliza para mecanismos de integração multisensorial e motora
Integração Multisensorial
Como o cérebro escuta?
Os Hemisférios Cerebrais
Música
e Movimento
Ou seja, sabe aquela vontade incontrolável de dançar ao ouvir uma música legal? É seu cérebro te trolando!

Mesmo ao ouvir música em repouso, sem fazer movimento algum, há a ativação do córtex motor.

Interações Auditivo-Motoras
Um aspecto importante da música, tanto em sua percepção quanto em sua produção é a capacidade de gerar interações auditivo-motoras no cérebro de quem executa e, também, no de quem ouve.
Os Neurônios Espelho
Outra questão importante é a relação do sistema de neurônios espelho com a música.

A Música e a Linguagem
Foram acompanhados pacientes com afasia de moderada a severa submetidos a tratamento intensivo de MIT (Melodic Intonation Therapy).

Os pesquisadores analisaram imagens obtidas por ressonância magnética de estruturas do cérebro dos pacientes antes e depois do tratamento. Além de apresentarem significativa melhora na fala, todos os pacientes apresentaram aumento das fibras do fascículo arqueado do hemisfério direito, área que, no hemisfério esquerdo, conecta as regiões de Broca e Wernicke.

Já ouviram aquela história de que o gago quando canta não gagueja? Considerando que a música recruta áreas diferentes no cérebro, a história até que é pertinente.
Musicoterapia
Música e linguagem são processadas de maneira independente no cérebro, havendo predominância do hemisfério direito no processamento musical (especialmente melodias) e do hemisfério esquerdo para processamento de linguagem.

Isso pode ser observado em casos de pacientes com amusia, por exemplo, que têm a fala intacta e apresentam problemas em reconhecimento de músicas.

Outro exemplo da independência dos sistemas de processamento de fala e de música é o caso de pacientes com afasia, que mantêm a capacidade de cantar e de reconhecer música, embora tenham dificuldades na fala
Música e Linguagem
Estudos revelam que pacientes com dislexia apresentam dificuldades de timing e ritmo tanto em linguagem quanto em música Um dos experimentos propunha um programa de aulas de música com duração de 15 semanas, específico para disléxicos, contendo exercícios de ritmo e canto. Como resultado, obteve-se melhora na capacidade fonológica dos disléxicos e na capacidade de soletrar palavras.

Por fim, indivíduos autistas, que podem apresentar déficits linguísticos graves, podem se beneficiar de terapias relacionadas ao canto, uma vez que muitos deles se interessam por música. Existem relatos de casos isolados em que se utilizou uma adaptação da MIT com resultados positivos na aquisição de linguagem em autistas.
Musicoterapia

Essas áreas envolvidas na percepção musical envolvem desde a percepção auditiva do som, até o reconhecimento de seus parâmetros básicos (altura, duração, timbre e intensidade) e as relações entre eles. Quanto mais complexo o padrão rítmico ouvido, maior a atividade neural de quem ouve
Percepção Musical
MÚSICA
EMOÇÃO
A Música e sua capacidade de evocar emoções
.
Ao ouvir música, o cérebro recruta não apenas áreas corticais do cérebro mas também estruturas do sistema límbico e paralímbico.
Ouvir uma música agradável implica o recrutamento de regiões cerebrais relacionadas ao sistema de recompensa. Essa atividade seria semelhante à encontrada em indivíduos sob o efeito de drogas.

Em estudos que correlacionam medidas de condutância da pele com ressonância magnética funcional, observou-se que, quando os sujeitos ouviam trechos musicais que causavam prazer (medidos por meio da condutância da pele e traduzidos como "arrepios"), áreas dos sistemas límbico e paralímbico relacionadas à recompensa eram recrutadas.

A capacidade da música de regular emoções, apesar de amplamente observada no dia-a-dia, ainda necessita ser mais estudada.
Um estudo avaliou o reconhecimento de emoções em faces, voz e música por pacientes com Alzheimer. Os resultados mostraram que os pacientes perdiam somente a capacidade de reconhecer emoções em faces, mantendo a capacidade de reconhecimento de emoções em vozes e música. O melhor entendimento desse processo pode levar a contribuições para o tratamento da doença por meio da música.
Estudos com pessoas saudáveis na área de memória para música quando comparada à memória para textos e preços, por exemplo, indicam que a memória musical funciona da mesma maneira que outros tipos de memória . Pacientes com lesão no lobo temporal direito podem perder a capacidade de reconhecer músicas, porém não perder a memória para outros assuntos. Estudos sobre reconhecimento de melodias sugerem que este esteja relacionado não só à memória, mas também à análise formal da música ouvida
A música é amplamente utilizada como recurso mnemônico. No entanto, não se sabe ao certo por que motivo a música amplia as capacidades de memória para textos, por exemplo. Uma hipótese reside no compartilhamento de conteúdo semântico entre linguagem e música. Estudos com potenciais evocados indicam que a compreensão sintática e semântica de música é semelhante à de linguagem, sendo que as duas áreas podem compartilhar o recrutamento de áreas neurais.
Além disso, é possível que o resultado positivo de um mesmo texto memorizado com música e sem música resida no fato de que as pessoas gostam de música e, portanto, "ensaiam" muito mais um texto com música do que um texto sem música.
Música e a Memória
A música transforma o Cérebro


Há, ainda, estudos que indicam correlação entre treinamento musical formal e habilidades linguísticas, espaciais e matemáticas. Além disso, há indícios de que a boa discriminação de altura e ritmo em música possa contribuir para boa discriminação fonológica e para desenvolvimento precoce da leitura.
Também foram encontradas correlações entre treinamento musical e memória verbal, além de correlação com melhora em testes de QI.
Música e neuroplasticidade - habilidades extras
FIM
Referências:
ROCHA, V. C.; BOGGIO, P. S. A música por uma óptica neurocientífica. Per Musi, Belo Horizonte, n.27, p.132-140, 2013.

Equipe: Adam, Alessandra, Daniel, Enos, Elis, Manoela, Naiara, Renata, Talita
A MÚSICA POR UMA ÓPTICA NEUROCIENTÍFICA
Você se lembra daquela música?
Quanto mais areas ativadas, maior memorização
Consiste num grupo de neurônios que é recrutado tanto na ação quanto na observação da mesma ação executada por outro indivíduo. São recrutados, também, em resposta à audição de sons relacionados à ação executada por outro indivíduo.
Somos capazes de observar, prever e imitar sons e rítmos. A ligação com o córtex motor faz com que possamos, também, prever as batidas e nos mover no ritmo delas, além de imitar movimentos observados. É um comportamento instintivo do ser humano.

Acredita-se que o sistema de neurônios espelho esteja relacionado ao aprendizado por imitação, tendo sido, possivelmente, responsável pela aquisição da linguagem nos seres humanos
Full transcript