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O Modernismo - "Do Orpheu à Contemporaneidade

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Shamilah Hussna Abubacar

on 18 November 2014

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Transcript of O Modernismo - "Do Orpheu à Contemporaneidade

Regicídio de 1908 - (Regicídio - quando se mata um rei) - Foi um atentado que vitimou o rei D. Carlos e o seu filho e herdeiro da coroa portuguesa, D. Luís Filipe, marcando profundamente a História de Portugal.
O Modernismo nasceu, cresceu e difundiu-se no seio de um contexto histórico nacional e europeu muito difícil e problemático: o Ultimato, a queda da Monarquia, a Instalação da República, com a instabilidade que se lhe seguiu e a Primeira Grande Guerra Mundial.
O Modernismo em Portugal - Contexto Político
O Modernismo em Portugal
O modernismo em Portugal desenvolveu-se aproximadamente no início do século XX até ao final do Estado Novo, na década de 1970.

Foi empreendido pela geração de Fernando Pessoa, Sá-Carneiro e Almada Negreiros.

Pode ser dividido em 3 fases: o Primeiro Modernismo (1915-1924), ligado à revista Orpheu, o Segundo Modernismo(1924-1940), ligado ao Grupo da Presença e o Terceiro Modernismo, frequentemente designado por Neorrealismo (1940-1970).
Em Portugal este período foi difícil, pois devido à guerra, estavam em jogo as colónias africanas que eram cobiçadas pelas grandes potências desde o final do século XIX.
"Do Orpheu à Contemporaneidade"
O Modernismo
A Revista
"Orpheu"
Em 1913, constituiu-se em Lisboa o núcleo modernista salientando- -se Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. Os nossos jovens modernistas, estimulados pela aragem de atualidade vinda de Paris por Sá-Carneiro e Santa-Rita Pintor, um adepto do futurismo, faziam o seu projeto que Luís da Silva
Ramos acabava de trazer do Brasil: o lançamento de uma revista luso-brasileira,
Orpheu
. Fundada em Lisboa em março de 1915, as suas propostas inovadoras, se não chegaram a instaurar um novo movimento criador, no próprio momento em que surgiram, na verdade acabaram por se transformar nos fundamentos da literatura portuguesa.
Arrebatados pelo mundo da técnica do seu tempo, excêntricos e provocadores, os jovens de Orpheu deixaram o país escandalizado. Nas suas dissertações agressivas, repudiavam o homem contemplativo e exaltavam o homem de ação.
Com a publicação de Orpheu, o modernismo português revelou a sua faceta mais inovadora, polémica e emblemática, a do futurismo.
Insere-se aqui o famoso episódio da publicação do "
Manifesto Anti-Dantas
", em resposta às criticas que Júlio Dantas, um escritor académico conservador, teceu ao espírito inovador da revista e dos futuristas.


Os poetas do Orpheu identificam-se por um conjunto de fatores comuns, de que se salientam a fragmentação do Eu, o poder criador da Palavra, a recusa do código linguístico convencional e a atração pelo mistério.
Pintura Cubista - "Engomadeira", de Almada Negreiros
O Neorrealismo
Depois do desaparecimento da
Presença
, impôs-se o movimento do Neorrealismo, datado de 1940 com a publicação de "
Gaibéus
", de Alves Redol. Este movimento tem como suporte ideológico o marxismo e dirige a literatura para os temas sociais, sobretudo ligados à luta de classes.
Várias tendências estéticas foram-se impondo neste período: o Surrealismo, a
Poesia Experimental
e o Concretismo.
A partir de 1970, a tendência poética confere à palavra toda a sua capacidade de evocação, dominando a discursividade e a intertextualidade.
O Modernismo
Foi um movimento cultural das primeiras décadas do século XX que revolucionou as artes plásticas, a cultura, a arquitetura, a literatura e a música, estendendo-se também às restantes manifestações culturais.
O modernismo revindica a liberdade ação estética,
repudiando todos os constrangimentos, em especial os preceitos académicos.
Este movimento arrancou de Paris e, na altura, quem quisesse conhecer o que mais ousado se fazia no campo das artes rumava à capital francesa para frequentar os seus
ateliers
e as suas boémias. A cidade era, pois, o cerne da vanguarda cultural europeia, plena de talentos e entusiasmos.
Modernismo na Europa - A pintura
A pintura moderna teve várias correntes estéticas:
fauvismo;
expressionismo;
cubismo;
abstracionismo;
futurismo;
surrealismo.
Fauvismo
Iniciado em 1905;
Liderado por Henri Matisse
Caraterizava-se pelo colorismo intenso e quase "selvagem", que fazia lembrar feras (fauves).
Expressionismo
Iniciado em 1905 na Alemanha, paralelamente ao nascimento do fauvismo em França;
Liderado por Ernst Ludwig Kirchner;
Desprezava a técnica; desenvolviam temáticas pesadas (desespero, morte, miséria social) e tal como no fauvismo usavam manchas de cor grandes, intensas e contrastantes.
"
O grito
", Edvard Munch
Cubismo
Iniciado em 1907, por Picasso e Braque (Paris);
No cubismo há destruição completa das leis da perspetiva, rejeitando-se a representação do objeto apenas de acordo com a perceção ótica, representando-se o objeto de forma global, em vários planos ; as formas tornam-se mais geométricas.
Dividiu-se em dois tipos de cubismo: o analítico e o sintético.
Pintura
Escultura
"Les Demoieselles d'Avignon",
Picasso
"Marinheiro com guitarra", Jacques Lipchitz
Abstracionismo
Concretizado pela primeira vez em 1910, pelo pintor russo Vassily Kandinsky;
Fazia maior apelo às emoções; rejeitava a representação da realidade concreta; os objetos concretos eram desnecessários na pintura.
Dividiu-se em dois tipos: abstracionismo sensível e abstracionismo geométrico.
"
Amarelo-vermelho-azul
", por Kandinsky
Futurismo
Iniciado em 1909 pelo escritor F. Marinetti (refletiu-se principalmente na literatura e na pintura);
Carateriza-se pela rejeição total da estética do passado e centra-se na representação da cidade e do mundo industrial (a máquina, os ruídos);
Os pintores futuristas nutriam particular admiração pela tecnologia moderna e pela velocidade, pelo que a sua pintura procurava exprimir este dinamismo através da justaposição de imagens fugazes;
"
Cavalo e
Cavaleiro
",
por Carlo
Carrà (1912)
"
Ode Triunfal
", por Fernando Pessoa
À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
(...)
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
(...)

Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!
Eia todo o passado dentro do presente!
Eia todo o futuro já dentro de nós! eia!
Eia! eia! eia!
Frutos de ferro e útil da árvore-fábrica cosmopolita!
Eia! eia! eia! eia-hô-ô-ô!
(...)
Eia! sou o calor mecânico e a electricidade!
Eia! e os rails e as casas de máquinas e a Europa!
Eia e hurrah por mim-tudo e tudo, máquinas a trabalhar, eia!
Surrealismo
Iniciado em França, em 1924;
Apareceu no campo da literatura, contudo, estendeu-se rapidamente à pintura, escultura e cinema;
O movimento surremalista fez a apologia da arte como mecanismo de projeção do inconsciente, recorrendo aos mais diversos meios para expressar a realidade do artista (tinha também uma componente abstrata);
Deixa de haver preocupação moral ou estética e controlo por parte da razão.
"
Telefone-lagosta
" (1936), Salvador Dalí
O Modernismo Europeu na Literatura
A revolução literária no início do século XX foi muito extensa e complexa dada a sua vastidão de temas e estilos. A literatura percorreu, nesta época, todas as vias que a expressão escrita permite percorrer.
Nas primeiras décadas de novecentos, os primeiros esforços concentravam-se, sobretudo, na libertação da obra literária face à realidade concreta. Tal como na pintura, foi abandonada a descrição ordenada e realista da sociedade e dos acontecimentos. As obras voltam-se para a vida psicológica e interior das personagens.
Outras obras destacaram-se pela introdução de novas formas de expressão, ao nível da linguagem e da construção frásica. Citem-se, como exemplo, os poemas dadaístas, que transformam o
non-sense
em poesia.
Os três grandes mentores do Modernismo em Portugal
Pintura Modernista em Portugal
Enquanto Europa fora despontava o século XX, as vanguardas irrompiam e se instalavam ruidosamente com novas soluções pictóricas, Portugal permanecia acomodado aos padrões estéticos herdados da centúria anterior. A agitação política fomentou o debate ideológico, o livre exame e a crítica. Desde 1911, uma série de artistas plásticos e escritores (Santa-Rita, Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, ...), lutou, não sem escândalo, colocar Portugal no mapa cultural da Europa. Foram estes artistas e escritores modernistas que produziram o que de mais carismático teve o modernismo português, revelando-se muito cosmopolitas. Foram cubistas, impressionistas, futuristas, abstracionistas, expressionistas, surrealistas, de tudo um pouco.
O Primeiro Modernismo
Sendo assim, tendo em conta o que vimos anteriormente, na pintura, o primeiro modernismo ficou ligado a um conjunto de exposições (livres, independentes e humoristas). Salienta-se o autodidata Almada Negreiros como vigoroso impulsor do Modernismo em diversos domínios.
Os desenhos apresentados, muitos deles caricaturas, perseguiam objetivos de sátira política, social e anticlerical.
Já na literatura, o primeiro modernismo prende-se na publicação da revista "
Orpheu
", que nasceu de uma das mais felizes conjugações da história da arte portuguesa: Almada Negreiros, Santa-Rita Pintor, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro.
Escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.
Aos seis anos de idade, Fernando Pessoa foi para a África do Sul, onde aprendeu perfeitamente o inglês, e das quatro obras que publicou em vida, três são em inglês. Durante a sua vida, trabalhou em vários lugares como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, e ao mesmo tempo produzia as suas obras em verso e prosa.
Como poeta, era conhecido pelas suas múltiplas personalidades, os heterónimos, que eram e são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Faleceu em Lisboa, com 47 anos anos de idade, vítima de cirrose hepática.
Fernando Pessoa
"
Restaurant de la Machine a Bougival
" (1905), por Maurice de Vlaminck
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