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Dialeto Caipira

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by

Ariane Garcia

on 7 June 2014

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Transcript of Dialeto Caipira

Dialeto Caipira
FONTS
Análise da música
Foi dizendo que o caipira,
Nem falá sabe
direito
,
Mai
eu fui me defend
e
nd
o
,
E já logo fui diz
e
nd
o
,
Falá
errado num é
defeito
.

Nói
é caipira, sim !
Ocêis tem toda raz
ão
.
Nói pudemo se caipira,
Mai
anói num é bob
ão
!

Nói
é caipira, sim !
E
nói
tem orguio di
sso
.
E se
nói

semo
caipira,
Ninguém tem nada com i
sso
.

Análise Fonética do dialeto caipira

O "R" caipira:
O fonema /r/, em fim de sílaba ou em posição intervocálica, assume as características formas aproximante alveolar [ɹ], retroflexo [ɻ].

A rotacização do "L":
a permutação, em fim de sílaba, da aproximante lateral [l] pelo fonema /r/ (mil > mir, enxoval > enxovar, claro > craro, etc.). Esse traço não é exclusivo do dialeto caipira, mas se faz presente de forma gradual ao longo de todo o país, sendo menos comum na linguagem culta. Trata-se de um fenômeno que já vinha ocorrendo na passagem do latim para o português (ex: clavu > cravo).

A iotização do "LH":
[ʎ] (<Falhou> [faˈjo]; <Mulher> [muˈjɛ]; <Alho> [ˈaju]; <Velho> [vɛˈju]; <Olhei> [oˈjej], etc.). Da mesma forma que a rotacização do L, esse traço existe ao longo do país todo, sendo mais uma marca social do que regional.

A apócope da consoante /r/
na terminação dos verbos no infinitivo (<Brincar> [bɾĩˈka]; <Olhar> [oˈja]; <Comer> [koˈme]; <Chorar>: [ʃoˈɾa]; etc.).
Transcrição fonética e fonêmica
Nói é caipira, sim! [‘nɔɪ ‘ɛ kaj’piɻə ‘sĩ] /n’oi ‘ɛ kaip’iRa, siN/
Ocêis tem toda razão. [o’sejs tẽ ‘todə ra’zɐ̃ʊ] /o’seis teN t’oda r’azaNo/
Nói pudemo se caipira, [‘nɔɪ pu’demʊ ‘se kaj’piɻə] /n’ɔi pu’demʊ ‘se kaip’iRa/
Mai anói num é bobão! [‘maɪ a’nɔɪ ‘nũ ‘ɛ bo’bɐ̃:ʊ] /’maɪ an’ɔɪ NuN ‘ɛ bob’aNo/




Nói é caipira, sim! - Los Goiabas
O meu primo da cidade,
Veio aqui p'ra passiá.
Veio todo bunitinho,
Bem do tipo "Mauricinho".
E de nói já quis gozá.

Foi dizendo que o caipira,
Nem falá sabe direito,
Mai eu fui me defendendo,
E já logo fui dizendo,
Falá errado num é defeito.

|Nói é caipira, sim !
|Ocêis tem toda razão.
|Nói pudemo se caipira,
|Mai anói num é bobão !
Refrão |
|Nói é caipira, sim !
|E nói tem orguio disso.
|E se nói semo caipira,
|Ninguém tem nada com isso.

‘Inda disse que aqui,
Quando venta é só puera.
E que lá na sua cidade,
Tudo é limpo de verdade,
E que lá num tem sujera.

Aqui nói temo puera,
Mai é só chuvê que passa.
Na cidade é um sarro,
A puera sai dos carro,
E enche o peito de fumaça.
Influências
A língua tupi, que era a língua habitual dos bandeirantes que ocuparam as regiões onde se fala atualmente o dialeto caipira, não apresentava alguns sons comuns na língua portuguesa, como os representados pelas letras f, l e r (de "rato", por exemplo) . Isso influenciou o atual dialeto caipira brasileiro. Por exemplo: o dialeto caipira se caracteriza pelo r gutural (como em "porta", "carta") e pela substituição do dígrafo "lh" por "i", como em "palha", "milho", que se leem "paia", "mio". Nos dois casos, ocorreu uma adaptação da fonética portuguesa à fonética tupi . Outro ponto em comum entre a língua tupi e o dialeto caipira é ausência de diferenciação entre singular e plural: abá, em tupi, pode significar tanto "homem" quanto "homens" e o dialeto caipira usa tanto "a casa" quanto "as casa".
Aférise1. Fon. Supressão de fonema(s) no início da palavra (ex.: 'tá' por 'está'; 'cê' por 'você'). [É tendência frequente na língua falada e informal]
paranomásia, figura de linguagem que consiste no emprego de palavras parecidas, numa mesma sentença, gerando uma espécie de trocadilho.

Aliteração é a repetição de sons consonantais



Refrão |Nói é caipira, sim . . .

Depoi disse: na cidade,
Tem piscina p'ra nadá.
E que nói aqui do sitio,
Nói num temo nada disso,
Nói num tem onde banhá.

Aqui nói nada no rio,
Que tem pexe é um colosso.
Enquanto no rio doceis,
Só tem pexe japoneis,
C'oceis chamam de torosso.

Refrão |Nói é caipira, sim . . .

P'ra encerrá, foi me dizendo,
O quanto eram evoluídos,
Óia só, vejam voceis,
Que banhero só p'ra "gay",
Lá já tinham construído.

Mai aqui o home é macho,
As muié daqui que o diga.
O "viado" é animar.
"Sapatão" é p'ra carçar.
"Bicha" as vei dá na barriga.

Refrão |Nói é caipira, sim .

Fonemas
Língua Portuguesa A – 1º período – Letras/ PUC-Campinas
Profª. Cristina Betioli Ribeiro

Aline Rios Assunção RA 14654248
Ana Paula Alves de Oliveira RA 14654529
Ariane Tamiris Garcia RA 14654743
Bruno Franco Galiciani Amaral RA 14037055
Camila dos Santos Benevides RA 14549067
Daniela Grangeiro Cremasco RA 14547681
Gabriela Goes dos Santos RA 14036842

A Fonética é o ramo da Linguística que estuda a natureza física da produção e da percepção dos sons da fala humana. Preocupa-se com a parte significante do signo linguístico e não com o seu conteúdo. Segundo Borba, subdivide-se em:


Fonética

articulatória:
estuda como os sons são produzidos, isto é, a posição e a função de cada um dos órgãos do aparelho fonador (língua, lábios, etc.);


Fonética acústica:
analisa as características físicas dos sons da fala, ou seja, as ondas mecânicas produzidas e a sua percepção auditiva.
A unidade básica de estudo para a Fonética é o fone. A fala humana é capaz de produzir inúmeros fones. A forma mais comum de representar os fones pelos linguistas é através do Alfabeto Fonético Internacional (AFI), desenhado pela Associação Internacional de Fonética (I.P.A.).
FONÉTICA
Fonética é a parte da gramática que estuda os sons emitidos pelo ser
humano para efetivar a comunicação.

Chamamos os sons produzidos na fala de FONEMAS, em nossa língua há
três tipos de sons: Vogais, consoantes e semivogais.

Esse sons da fala são reproduzidos por meio das letras, mas não se pode
confundir um com o outro, pois nem sempre a representação de um som
(FONEMA) se dará por meio da mesma letra. Exemplo da letra H, que não
produz nenhum som.
conclusão
Trecho da música
Transcrição Fonética
Transcrição Fonêmica


Passiá
Nói
Gozá
Falá
Mai
Carçar
Pudemo
Anói
Orguio
Semo
Inda
Temo
Animar
Chuvê
Dos carro
Depoi
Nadá
Nói num tem
Banhá


Pexe
Encerrá
Óia
Home
Muié
Animar


Palavras com variações na música


No dialeto caipira é muito mais valorizada maneira de falar do que de escrever. Na música mesmo ele cita que são caipiras, mas que falar errado não é defeito, e na verdade ninguém fala errado, se conseguimos nos comunicar em nosso idioma, falamos corretamente, não importa se usamos a norma padrão ou não. Sempre levamos em conta o grau de estudo que uma pessoa teve, a comunidade onde ela vive, o lugar em que ela trabalha, entre outros. Um juiz pode falar mais dentro da gramática normativa do que um pedreiro, mas isso não quer dizer que o juiz fala certo, isso significa que eles tiveram oportunidades diferentes.
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