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O Cortiço - Aluísio Azevedo

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by

Bruna Carmelin

on 21 August 2015

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Transcript of O Cortiço - Aluísio Azevedo

O Cortiço - Aluísio Azevedo
Biografia do autor
Aluísio Azevedo

1857 - 1913
Maranhão - Argentina
Fundação do jornal
O Pensador
Caricaturista, escritor e diplomata
Aluísio Azevedo: Principais obras
O Cortiço
Casa de pensão
O mulato
O livro de uma sogra
O coruja
O homem
Filomena Borges
Uma lágrima de mulher
A mortalha de Alzira
A condessa Vésper
Unicamp-SP
Fuvest-SP
O Cortiço: Personagens
O Cortiço: História Narrada
Capítulo I
Chega João Romão

E a estalagem começa...
"Sempre em mangas de camisa, sem domingo nem dia santo, não perdendo nunca a ocasião de assenhorear-se do alheio, deixando de pagar todas as vezes

que podia e nunca deixando de receber, enganando os fregueses, roubando nos pesos e nas medidas, comprando por dez réis de mel coado o que os escravos furtavam da casa dos seus senhores, apertando cada vez mais as próprias despesas, empilhando privações sobre privações, trabalhando e mais a amiga como uma junta de bois, João Romão veio afinal a comprar uma boa parte da bela pedreira, que ele, todos os dias, ao cair da tarde, assentado um instante à porta da venda, contemplava de longe com um resignado olhar de cobiça."

Mudança de Miranda
Capítulo II
"Foi da supuração fétida destas idéias que se formou no coração vazio do
Miranda um novo ideal — o título."

"E creia que lhe falo assim, porque sou seu amigo, porque o acho simpático, porque o acho bonito!
E acarinhou-o tão vivamente dessa vez, que o estudante, fugindo-lhe das mãos, afastou-se com um gesto de repugnância e desprezo, enquanto o velho lhe
dizia em voz comprimida:
— Olha! Espera! Vem cá! Você é desconfiado!..."

Capítulo III
O cortiço também é personagem da história
Principais tipos humanos

"É que Pombinha, orçando aliás pelos dezoito anos, não tinha ainda pago à natureza o
cruento tributo da puberdade,
apesar do zelo da velha e dos sacrifícios que esta fazia para cumprir à risca as prescrições do médico e não faltar à filha o menor desvelo."

"— Aquela não endireita mais!... Cada vez fica até mais assanhada!... Parece que tem fogo no rabo! Pode haver o serviço que houver, aparecendo pagode, vai tudo pro lado! Olha o que saiu o ano passado com a festa da Penha!..."
Capítulo V
"No dia seguinte, com efeito, ali pelas sete da manhã, quando o cortiço fervia já na costumada labutação, Jerônimo apresentou-se junto com a mulher, para tomarem conta da casinha alugada na véspera."

A rotina do novo casal morador do cortiço

Capítulo VI
"Amanhecera um domingo alegre no cortiço, um bom dia de abril. Muita luz e pouco calor."
Os domingos no cortiço
A volta de Rita Baiana

Capítulo VII
"Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso (...). Depois, como se voltasse à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca parar com os quadris, e em seguida sapateava, miúdo e cerrado, freneticamente, erguendo e abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora outro, sobre a nuca, enquanto a carne lhe fervia toda, fibra por fibra, tirilando."
"Mas Jerônimo nada mais sentia, nem ouvia, do que aquela música embalsamada de baunilha, que lhe entontecera a alma; e compreendeu perfeitamente que dentro dele aqueles cabelos crespos, brilhantes e cheirosos, da mulata, principiavam a formar um ninho de cobras negras e venenosas, que lhe iam devorar o coração.
E, erguendo a cabeça, notou no mesmo céu, que ele nunca vira senão depois
de sete horas de sono, que era já quase ocasião de entrar para o seu serviço, e
resolveu não dormir, porque valia a pena esperar de pé."

Capítulos VIII e IX
A "doença" de Jerônimo
O cortiço e sua gente

"— Olha! pediu ela, faz-me um filho, que eu preciso alugar-me de ama-de-leite... Agora estão pagando muito bem as amas! A Augusta Carne-Mole, nesta última barriga, tomou conta de um pequeno ai na casa de uma família de tratamento, que lhe dava setenta mil-réis por mês!... E muito bom passadio!... Sua garrafa de vinho todos os dias!... Se me arranjares um filho dou-te outra vez o coelho!"

A descoberta da traição
O "abrasileiramento" de Jerônimo
A gravidez de Florinda
Capítulo X
"No outro dia a casa do Miranda estava em preparos de festa. Lia-se no
“Jornal do Comércio” que Sua Excelência fora agraciado pelo governo português com o titulo de Barão do Freixal; e como os seus amigos se achassem prevenidos para ir cumprimentá-lo no domingo, o negociante dispunha-se a recebê-los condignamente."

"Mas agora, estranho deslumbramento! quando o vendeiro leu no “Jornal do Comércio” que o vizinho estava barão — Barão! — sentiu tamanho calafrio em todo o corpo, que a vista por um instante se lhe apagou dos olhos.
— Barão!"

A briga entre Jerônimo e Firmo

Capítulo XI
O "quase" incêncio

Capítulos XI e XII
Pombinha, a "flor do cortiço"

Capítulo XIII
O Cabeça de gato e os carapicus
Muda o comportamento de João Romão
"Já não era o mesmo lambuzão! E não parou aí: fez-se sócio de um clube de dança e, duas noites por semana, ia aprender a dançar; começou a usar relógio e cadeia de ouro; correu uma limpeza no seu quarto de dormir(...)"

Capítulo XV
Jerônimo, Firmo e a navalha
Os cabeças de gato invadem o cortiço
O incêndio
"A Bruxa conseguira afinal realizar o seu sonho de louca: o cortiço ia arder; não haveria meio de reprimir aquele cruento devorar de labaredas. Os cabeças-de-gato, leais nas suas justas de partido, abandonaram o campo, sem

voltar o rosto, desdenhosos de aceitar o auxilio de um sinistro e dispostos até a
socorrer o inimigo, se assim fosse preciso. E nenhum dos carapicus os feriu pelas costas. A luta ficava para outra ocasião. "
Capítulo XIX
A reconstrução do cortiço
"E a crioula, como havia de ser?"
Rita e Jerônimo

Capítulo XX
Piedade sucumbe ao meio

Capítulo XXI
O estranhamento entre Bertoleza e João Romão

Capítulo XXII

O final de Pombinha
"Pombinha abria muito a bolsa, principalmente com a mulher de Jerônimo, a cuja filha, sua protegida predileta, votava agora, por sua vez, uma simpatia toda especial, idêntica à que noutro tempo inspirara ela própria à Léonie. A cadeia continuava e continuaria interminavelmente; o cortiço estava preparando uma nova prostituta naquela pobre menina desamparada, que se fazia mulher ao lado de uma infeliz mãe ébria."

A prosperidade do cortiço de João Romão
"(...) no "Cabeça-de-Gato" que, à proporção que o São Romão se engrandecia, mais e mais ia-se rebaixando acanalhado, fazendo-se cada vez mais torpe, mais abjeto, mais cortiço, vivendo satisfeito do lixo e da salsugem que o outro rejeitava, como se todo o seu ideal fosse conservar inalterável, para sempre, o verdadeiro tipo da estalagem fluminense, a legitima, a legendária; aquela em que há um samba e um rolo por noite; aquela em que se matam homens sem a polícia descobrir os assassinos; viveiro de larvas sensuais em que irmãos dormem misturados com as irmãs na mesma lama; paraíso de vermes, brejo de lodo quente e fumegante, donde brota a vida brutalmente, como de uma podridão."
Capítulo XXIII
" — É esta! disse aos soldados que, com um gesto, intimaram a desgraçada a segui-los. — Prendam-na! É escrava minha!
A negra, imóvel, cercada de escamas e tripas de peixe, com uma das mãos espalmada no chão e com a outra segurando a faca de cozinha, olhou aterrada para eles, sem pestanejar.
Os policiais, vendo que ela se não despachava, desembainharam os sabres. Bertoleza então, erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um salto e, antes que alguém conseguisse alcançá-la, já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado.
E depois embarcou para a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue.
João Romão fugira até ao canto mais escuro do armazém, tapando o rosto com as mãos.
Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Era uma comissão de abolicionistas que vinha, de casaca! trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito.
Ele mandou que os conduzissem para a sala de visitas."

O Cortiço - Aluísio Azevedo
Publicado em 1890
Romance realista naturalista
Determinismo
(raça, meio e momento histórico)
Evolucionismo e Animalização
Influência de Zola (Germinal)
Movimento da multidão
Cenas coletivas
Amplos painéis de ação
Registro/ caráter documentário
Linguagem coloquial
Linguagem elaborada
Aluísio Azevedo: Obra
1880:
Uma lágrima de mulher
(traços do Romantismo)
1881
: O mulato
(marco inicial do
Naturalismo no Brasil
)

Romances de folhetim e romances naturalistas
Influência das teorias cientificistas
Determinismo, evolucionismo, socialismo

Temas recorrentes:
Crítica ao preconceito racial contra o negro
Ação exploratória do comerciante português no Brasil
Denúncia do corporativismo do clero católico
Cultura provinciana dos brasileiros de fora da corte (RJ)
Jornal
A Civilização:

Seria melhor Aluísio Azevedo "pegar na enxada, em vez de ficar escrevendo"
Descrição da obra
Narrador onisciente (3ª pessoa)
Protagonista?
Espaço:
Cortiço (João Romão) x Sobrado (Miranda)


Tempo da ação: por volta de 1871
(Lei Rio Branco)
Tempo cronológico linear
Realismo x Naturalismo
Zoomorfização ou animalização
"(...) era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a
cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida
(...)"

"O velho Libório, que jamais ninguém sabia ao certo onde almoçava ou jantava, surgiu do seu buraco, que nem
jabuti
quando vê chuva."

"(...) doida de luxúria, irracional, feroz, revoluteava, em
corcovos de égua, bufando e relinchando
."
"Só em O Cortiço, Aluísio atinou de fato com a fórmula que se ajustava ao seu talento:
desistindo de montar um enredo em função de pessoas, ateve-se à sequência de descrições
muito precisas onde
cenas coletivas e tipos psicologicamente primários
fazem, no conjunto, do
cortiço, a personagem mais convincente
do nosso romance naturalista. Existe o quadro: dele derivam as figuras."
Alfredo Bosi,
História Concisa da Literatura Brasileira
Romance urbano
Cenário tipicamente urbano
Retrato: Rio de Janeiro (fim do séc. XIX)
Tipos humanos
Habitações coletivas *importância histórica
Ambientes físicos da cidade
Interior de um cortiço (Rio de Janeiro, 1906)
Cortiço: protagonista do romance
"E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a
minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea
, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco."

"Durante dois anos o
cortiço prosperou de dia para dia
, ganhando forças, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberância brutal de vida (...)"

"Eram cinco horas da manhã e
o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um
acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo
."
Linguagem coloquial x Sofisticação linguística
Fala dos personagens x Narração e descrição
"Maldita preta dos diabos! Era ela o único defeito, o senão de um homem tão
importante e tão digno."

"— Com quem te esfregavas tu, sua vaca?! bradou ele, a botar os bofes pela boca."

"— Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele!"
"Porque, só depois que o sol lhe abençoou o ventre; depois que nas suas entranhas ela sentiu o primeiro grito de sangue de mulher, teve olhos para essas violentas misérias dolorosas, a que os poetas davam o bonito nome de amor."
João Romão


Bertoleza
Miranda
Zulmira
Estela

Henrique

Botelho
Jerônimo

Piedade
Rita Baiana

Firmo
Pombinha
Bruno Leocádia Das Dores

Isabel Marciana Libório Neném

Florinda Neném "Machona" Agostinho

Augusta Alexandre "Bruxa" Albino**


Cortiço
Sobrado
Cortiço na rua Visconde do Rio Branco (Rio de Janeiro, 1906)
Cortiço (Rio de Janeiro, 1904)
Determinismo

Raça
"Rita,
volúvel como toda a mestiça
, não guardava rancores, e, pois, desfez-se em obséquios com a família do amigo."

Meio
" O cavouqueiro, pelo seu lado,
cedendo às imposições mesológicas
, enfarava a esposa, sua congênere, e queria a mulata, porque
a mulata era o prazer, era a volúpia, era o fruto dourado e acre destes sertões americanos
, onde a alma de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensualdos bodes.

Relação entre portugueses o meio:

Jerônimo: adapta-se
Piedade: sucumbe
João Romão: explora
O Cortiço
e as correntes científicas do século XIX
Alguns exemplos
O fim de Bertoleza

Evolucionismo

A lei do mais forte

Socialismo científico

Materialismo histórico
Opressor x oprimido
"(...) o cortiço passa a representar também o Brasil, na medida em que o espaço limitado onde atua o projeto econômico de João Romão figura em escorço as condições gerais do país, visto como matéria-prima de lucro para o capitalista."
Antonio Candido,
De cortiço a cortiço
"A mulata então aproximou-se dele, por detrás; segurou-lhe a cabeça entre as mãos e beijou-o na boca, arredando com os lábios a espessura dos bigodes. Jerônimo voltou-se para a amante, tomou-a pelos quadris e assentou-a em cheio sobre as suas coxas."
Aluísio Azevedo,
O cortiço
"E tornando, inclinava-se, pegava-lhe outra vez uma das mãos e cruzava ao peito os braços, até que inclinando-se, ainda mais, muito mais, abrochou os lábios e deixou-lhe um beijo na boca.
Aqui o sonho coincidiu com a realidade, e as mesmas bocas uniram-se na imaginação e fora dela."
Machado de Assis,
Uns braços
Cortiço Cabeça de Porco
Final do século XIX
Século XXI
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