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Seminário de Teorias Psicológicas - Medard Boss

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Ana Elisa Crispim

on 9 October 2012

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Transcript of Seminário de Teorias Psicológicas - Medard Boss

Medard Boss Biografia - Nasceu em 4 de outubro de 1903, na Suíça;

- Formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Zurique;

- Se especializou em psiquiatria e psicanálise;

- Sigmund Freud, Carl Jung, Eugen Bleuler, H. W. Maier, Ludwig Binswanger e Martin Heidegger;

- Em 1951 publicou "Sinn und gehalt der sexuellen perversionen"; - Ao todo foram dez livros escritos e inúmeros artigos publicados;

- Foi amigo e aluno de Heidegger;

- De início seu interesse pelas idéias de Heidegger eram meramente terapêuticas;

- Criou sua própria “Daseinsanalyse”;

- Foi presidente da Associação Internacional de Daseinsanalyse e fundador do Instituto Daseinsanalítico de Psicoterapia e Psicossomática;

- Faleceu em 1990; Principais Conceitos - Termo esse trazido do Dasein de Martin Heidegger que significa “ser-no-mundo”);

- Boss preconiza a Desainzanalyse como sendo um desdobramento da psicanálise;

- Segundo Boss, a essência do comportamento humano é o “ser-no-mundo” (Dasein); Desainsanalyse Neurose - Pessoa restringe o seu existir;

- O indivíduo ignora a tarefa existencial; - O mundo se apresenta de forma reduzida e a capacidade de existir restrita;

- Esquizofrenia: o mundo real passa por uma fechadura pequena ao entrar em sua percepção; Psicose (esquizofrenia) A Terapêutica de Boss - Leva em consideração a visão da pessoa sobre seu próprio existir, e o terapeuta é um auxiliar nessa caminhada de descoberta da existência do paciente;

- Não utiliza a interpretação dos acontecimentos, pois os fatos são vistos pelo terapeuta como um fenômeno do aqui e agora e de acordo com o encontro entre terapeuta e paciente; Patologia - A essência da patologia para Boss é o fato da pessoa não conseguir existir;

- A doença ocorre como uma privação do existir, afetando a pessoa como um todo; Críticas Influências •Psicanálise Freudiana , a filosofia de Binswanger, Husserl e Martin Heidegger Martin Heidegger e Contexto breve - O problema do ser tem que partir do homem, interrogar o homem na existência uma vez que é a existência e não da essência, eu existo depois penso;

- Existe uma fusão harmônica de Homem e mundo;

- A linguagem é a maneira como o homem se coloca no mundo e esta cultiva o ser; • Dasein ( ser-no-mundo);

- Do-ente/ente (coisa, base material de algo que é);

- Ser (é o que permite que uma coisa seja, é temporal e não espacial, uma vez que engloba presente, passado e futuro); - Deixe de ser cientista e tenha uma relação poética com o mundo, relação produtiva com o mundo; Boss e Heidegger se tornaram amigos e buscavam um aprofundamento na questão da Daseinsanalyse; “Boss intuiu que Heidegger poderia ser o pensador para os alicerces de sua prática médica. Heidegger intuiu que Boss tinha força e determinação para iniciar um caminho árduo de desbravamento de um âmbito de compreensão”
(Daseinsanalyse - nº11 - 2002) A ciência daseinsanalítica se deu graças aos Seminários de Zollikon. - O terapeuta leva em consideração sua própria limitação de compreensão dos fatos para que essa busca do existir do paciente seja feita de maneira livre;- Não adota nenhum método como único, respeitando assim a capacidade de existir única de cada paciente; - O pensamento das ciências naturais desconsidera o “caráter específico da existência humana”;
- Visão de mundo cartesiana: divisão sujeito-objeto;
- Considerando as críticas de Heidegger em relação ao entendimento de Binswanger acerca das idéias do próprio filósofo, Boss afasta-se da posição deste;
- Binswanger revê a denominação de seu trabalho modificando “psiquiatria daseinsanalítica” para “fenomenologia antropológica”;
- Critica à psiquiatria clássica (ex: esquizofrenia); Críticas a Freud e à Psicanálise - Questiona a adequação do conceito de pulsão;
- A noção do inconsciente foi necessária, sobretudo, porque a noção freudiana do consciente é pouco desenvolvida;
- Questiona a concepção de homem psicanalítica;
- Questiona a suposição cartesiana de Freud acerca da existência de uma realidade objetiva e externa, existindo independente do homem;
- Questiona a concepção freudiana da linguagem; - As teorias psiquiátricas e psicológicas apresentam três modos científicos de entendimento da doença, porém apresentam um aspecto em comum (causa e manifestação);
- Considera que o princípio de causalidade e a determinação causal são referencias para o esclarecimento dos fenômenos naturais, porém os fenômenos específicos do existir humano não podem ser concebidos como coisa material; Modos de Subjetivação Críticas ao modelo mecanicista cartesiano, à psicossomática e suas
concepções de sujeito "O físico e o psíquico não devem ser considerados meros objetos de estudo a fim de se determinar seus princípios e funcionamento, antes, referem-se à possibilidade própria do existir humano em sua abertura existencial" "Ao pensar o corpo como uma dimensão de realização da existência, não falamos nem de um sujeito que adoece nem de um evento físico sobre um corpo biológico, falamos sempre sobre a totalidade de uma existência. Partimos da premissa de que é sempre uma existência humana quem sofre e não apenas um corpo simplesmente dado". Dantas (2008) Para Boss, "é inadequado um entendimento causal do sofrimento corporal; e ele sugere que compreendamos a experiência humana em sua totalidade." "Atendo em domicílio um homem de 45 anos, vítima de um acidente que o tornou tetraplégico. Já transcorreram três anos após o acidente. Depois de ter se submetido a uma série de cirurgias, este cliente vem fazendo sessões de fisioterapia, antes diárias, atualmente três vezes por semana. Entretanto, esta pessoa reclama constantemente de dores por todo o corpo. No contato que fiz com sua fisioterapeuta, a mesma afirma: “ele não tem mais nada que possa estar causando estas dores”. Se entendermos esta pessoa como uma res extensa, um corpo/máquina , diríamos que não há motivos para tais dores. Entretanto, o ser humano não habita numa ordem dada, estática, mas sim o aberto da existência. Esta dimensão genuinamente humana, a visão mecanicista não contempla, reduzindo o ser-homem" (Ribeiro, 2007)

"Para Heidegger, o homem não está no mundo da mesma maneira que as coisas e por isso não pode ser investigado e explicado da mesma maneira que os objetos. (...) Podemos entender então a insuficiência da metodologia cartesiana, objetivante, aplicada ao homem. Num esforço de tornar o ser-homem objeto de estudo, este modelo perde de vista o homem tal como se dá em sua existência no mundo. " (Ribeiro, 2007) Críticas ao modelo biomédico,
às ciências naturais e sua concepção de indivíduo "É necessário um olhar que possa compreender o homem em sua complexidade e inteireza. Não separando para depois agrupar, mas uma metodologia que já de início contemple o ser-homem existencialmente-no-mundo. " "As ciências naturais não alcançam o “ser-homem” em sua totalidade, mas apenas como objeto, como mais um ente presente na natureza. O método das ciências naturais não pode se aplicar ao humano por ser incompatível com a noção de singularidade. " (Ribeiro, 2007) - Existencialmente, o fenômeno humano, em sua totalidade, não pode ser apreendido estatisticamente;

- Mensurar o ser humano significa descaracterizá-lo;

- Numa perspectiva existencial, o enfoque é no mundo vivido;

Ex: lágrimas A concepção de pessoa Cabe ressaltar que na teoria de Medard Boss, o conceito de pessoa, apesar de se assemelhar à proposta de compreensão do homem em sua totalidade no mundo, não se adequa por completo à sua teoria.

Dasein x Pessoa Compreensão holística do homem em seu mundo Compreensão do ser-no-mundo, o homem existindo em seu mundo Referências
Bibliográficas Boss, M. (1977). O modo-de-ser esquizofrênico à luz de uma fenomenologia daseinsanalitica. 3(1), 5-28.

Cardinalli, I. E. (2004). Daseinsanalyse e esquizofrenia: um estudo na obra de Medard Boss. São Paulo – SP: EDUC – Editora da PUC.

Dantas, J. B. (2008). Corpo e existência: Outro modo de compreensão da psicossomática. Interação Psicol.,15(1), 71-80.

Scharfetter, C. (1977). A atitude do terapeuta. 3(1), 29-44.

Ribeiro, E. (2007). A questão da psicossomática à luz da fenomenologia-existencial e da abordagem gestáltica. IGT na Rede.
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