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Ciências sociais e políticas 18

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EaD IVJ

on 26 December 2016

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Transcript of Ciências sociais e políticas 18

O “Espírito do Capitalismo”
e seus Efeitos

Texto para discussão

- Autor: Max Weber
- A ética protestante e o espírito do capitalismo, cap. 2 (“O espírito do capitalismo”)
- A ética protestante e o espírito do capitalismo, cap. 5 (“A ascese e o espírito do capitalismo”).

No cap. 2, Weber analisa um documento do “espírito do capitalismo”:

- Textos de Benjamin Franklin:

“Dicas necessárias para aqueles que querem se tornar ricos” (1736)



“Conselhos a um
jovem comerciante” (1748)

Benjamin Franklin (1706-1790), político e jornalista norte-americano, um dos artífices da Declaração de Independência dos EUA. Foi também cientista diletante e inventor.



Benjamin Franklin (1706-1790), político e jornalista norte-americano, um dos artífices da Declaração de Independência dos EUA. Foi também cientista diletante e inventor.

Esse documento, segundo Weber, tem a vantagem de estar livre de qualquer relação direta com a religião (está, assim, para os objetivos de Weber, mais livre de preconceitos). O que diz o documento?

Do significado do dinheiro

-“Tempo é dinheiro” (time is money).

Da conduta com vistas ao crédito

-“Crédito é dinheiro”. O crédito como medida de todas as virtudes. Não há bem e mal.

- O que importa é parecer trabalhador; é dar mostras de que trabalha, de que mereceu o crédito.

Do que fala
Benjamin Franklin?
- É também ser bom pagador, para ter mais crédito.

- Parecer cuidadoso e pontual  uma ética utilitária: a honestidade é útil porque assegura o crédito.

De como o dinheiro gera mais dinheiro, e de como é preciso manter uma contabilidade precisa, um balanço das despesas e receitas.

O “espírito” desse documento é uma “filosofia da avareza” que aparece como o ideal do homem honesto, de crédito reconhecido e, acima de tudo, como a ideia do dever de um indivíduo com relação ao aumento de seu capital.

O aumento do capital aparece
como um fim em si mesmo, e não possui um caráter hedonista.

- Não é para ser gozado, aproveitado: é para ser apenas acumulado.

O que Franklin prega, segundo Weber, não é uma simples técnica de vida, mas uma ética peculiar, cuja infração não é tratada como uma tolice, mas como um esquecimento do dever. Não se trata apenas de mero bom senso comercial, mas sim de um ethos.

Segundo Weber, é esse ethos particular que diferencia os “capitalismos” que existiram em outros lugares e épocas do capitalismo moderno  uma vocação, um sinal de virtude.

Essa é, para Weber, a base fundamental da cultura capitalista, e, embora hoje seja vista sem surpresa, não o era na época de seu nascimento.

Qual é, então, a origem desse modo de vida tão bem adaptado ao capitalismo moderno?

O Ethos Capitalista
O “espírito do capitalismo”, mostra Weber, teve de lutar por impor-se contra todo um mundo de forças hostis. O tipo de avareza que ele preconizava era muito mal considerado na Antiguidade e na Idade Média.

O “espírito do capitalismo” teve que vencer, acima de tudo, aquilo que Weber chama de tradicionalismo econômico pré-capitalista.

O “Espírito do Capitalismo”
versus o “Tradicionalismo Econômico
Entre os trabalhadores: o pagamento por tarefa acarretava não um aumento, mas uma diminuição da produtividade: trabalhava-se menos para ganhar o mesmo. Ou seja, é errado pensar que o homem deseja “por natureza” ganhar cada vez mais dinheiro.

Entre os empreendedores: rotina confortável, com poucas horas de trabalho, ganhos moderados, baixa competitividade, modo de vida tradicional, baixa taxa de lucro, círculo tradicional de fregueses.

“Tradicionalismo Econômico”
- Exemplos
A entrada em cena do “espírito do novo capitalismo” não foi pacífica: gerou desconfiança, ódio, indignação moral.

Para que se desenvolvesse, foi preciso que esse “espírito” se associasse a certas qualidades “éticas” bastante diferentes daquelas adaptadas ao tradicionalismo econômico.

A ética protestante foi, para Weber, uma “aliada poderosa” nesse processo, conectando o capitalismo a fatores religiosos.

Dificuldades do Capitalismo
e uma Força “Espiritual” Aliada
Não se trata, para Weber, de uma relação de causalidade entre ética protestante e espírito do capitalismo. Essas duas forças teriam sido “aliadas”, entre elas não havia uma relação de determinação.

Com isso, Weber afasta-se da explicação marxista que enfatiza a determinação da superestrutura ideológica pela infraestrutura econômica.

Uma Relação de “Aliança”
e não de “Determinação
Weber compara o capitalismo nascente com o da época presente (isto é, início do século XX). Ao contrário de antes, agora há uma separação entre capitalismo e vida devota. O espírito do capitalismo tornou-se hostil ou indiferente à Igreja, vista como algo que afasta as pessoas do trabalho neste mundo.

Capitalismo e Religião:
Comparação com os Tempos Modernos
A ostentação (explícita ou disfarçada) do “capitalista contemporâneo” é muito diferente do antigo “tipo ideal” do burguês piedoso, que evitava a ostentação, o gozo e o reconhecimento social e que não retirava nada de sua riqueza para si. Nesse caso, havia uma “tendência ascética”, a sensação de “dever cumprido”.

Capitalismo e Religião:
Comparação com os Tempos Modernos
A visão de mundo do capitalismo de hoje, segundo Weber, não necessita mais do suporte de qualquer força religiosa e sente a influência da religião sobre a vida econômica como tão prejudicial quanto sua regulação pelo Estado.

O capitalismo moderno, ao tornar-se dominante, emancipou-se de seus antigos suportes.

O Capitalismo liberta-se da Religião
A hipótese de Weber é, portanto, que o capitalismo precisou, em determinada época, “aliar-se” a determinadas forças religiosas para se desenvolver (pois a ideia de ganhar dinheiro como um fim em si, como uma vocação, era malvista ao longo dos tempos).

É importante perceber que a dimensão que a influência da religião exercia naquela época era muito maior do que hoje.

O trabalho era visto, na ética protestante, como a própria finalidade da vida, uma vocação pedida por Deus. A falta de vontade de trabalhar era um sintoma da ausência do estado de graça.

O catolicismo medieval, ao contrário, valorizava a contemplação e desprezava o trabalho para além do necessário à sobrevivência.

O ascetismo secular do protestantismo orientava-se principalmente contra uma atitude: a de usufruir da riqueza.

Em compensação, libertava psicologicamente o burguês para perseguir o lucro, sem as inibições da ética tradicional. A busca do lucro passou a ser considerada como desejada por Deus.

Ética Protestante
e o “Estilo de Vida Capitalista”
Restrição do consumo + liberação da procura da riqueza  acumulação capitalista pela compulsão ascética à poupança. As restrições impostas ao consumo “mundano” da riqueza levaram a seu uso produtivo como investimento de capital.

Ética Protestante
e o “Estilo de Vida Capitalista
Mais tarde, essa ética religiosa enfraqueceu-se e deu lugar a uma ética profissional especificamente burguesa.

- A ideia de “vocação” passou a ter uma interpretação utilitária.

Ver textos de Benjamin Franklin = a mesma fundamentação da ascese vocacional do protestantismo, mas agora já sem sua fundamentação religiosa.

Perda da restrição moral ao consumismo.

Da Ética Religiosa
à Ética Utilitária
Nas últimas páginas do livro, aparece uma imagem poderosa: a “prisão de ferro”.

A ética protestante contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo, sistema ligado à produção em série por meio da máquina, que passou a determinar o estilo de vida de todo indivíduo nascido sob esse sistema.


A “Prisão de Ferro”
No entanto, ao contrário do que pensavam os antigos puritanos teóricos da ética protestante – que a preocupação com os bens materiais vestiriam os ombros do homem devoto “como um tênue manto, do qual a toda hora se pudesse despir” – o destino faria com que o manto se transformasse numa prisão de ferro.

Simmel, “O dinheiro na cultura moderna”.

Texto para
a próxima aula
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