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Brasil: Segundo Reinado (1840-1889)

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by

Pérysson Nogueira

on 15 September 2014

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Transcript of Brasil: Segundo Reinado (1840-1889)

BRASIL: SEGUNDO REINADO
Fases do Império
paz que favorece as elites. Características: implantação do parlamentarismo, do protecionismo alfandegário (tarifa Alves Branco) e tem seu fim a repressão ao trafico negreiro para o Brasil (Lei Eusébio de Queiroz, de 1850).
1º. “Pax Imperial” (ou Paz ):
1840-1851
Gabinete da Conciliação (entre liberais e conservadores),
2ª Fase: De 1851 a 1963:
3ª fase. De 1864 a 1870: predomínio da política externa sob a interna (guerra contra Uruguai e Paraguai).
4ª Fase: 1871 a 1889: crise do Segundo reinado (questões: republicanas, religiosa, militar e abolicionista).
Parlamentarismo às avessas:
Início em 1843 com a convocação do gabinete pelo Marques do Paraná e consolidou-se em 1847 com a criação do cargo de Presidente do Conselho (1° Ministro ou Chefe de Gabinete).
Como funcionava: o gabinete nomeado pelo 1° Ministro se encarregava de convocar as eleições para a Câmara dos Deputados (com fraudes, conhecidas com “
Eleições do Cacete
).
Esse modelo ao contrário do Inglês se encerrava com as eleições (daí o nome às avessas)
Revoltas do Segundo Reinado
Levantes Liberais (1842):
em contrapartida ao Golpe da Maioridade os liberais fizeram parte do primeiro ministério do Segundo Reinado e, em decorrência disso, conseguiram a maioria na Câmara dos Deputados (obviamente de forma fraudulenta) → Os conservadores reagiram a exigiram a dissolução do Ministério Liberal → D. Pedro II dissolveu o Ministério Liberal → Gerando revoltas dos liberais em São Paulo e Minas Gerais.
voto livre e universal para todos os brasileiros, com a conseqüência extinção do voto censitário;
liberdade de imprensa;
extinção do Poder Moderador;
Garantia de trabalho para todos os cidadãos brasileiros;
Nacionalização do comércio varejista;
Extinção do Senado Vitalício.
•Revolução Praieira 1848 (o nome se origina do jornal dos liberais que Diário Novo que ficava na Rua da Praia):
causas:
crise econômica (queda do preço do açúcar e algodão),
controle do comercio por estrangeiros e deposição do governador liberal de Pernambuco (Pinto Chamorro Gama).
Propostas (manifesto ao Mundo):
E a escravidão?
Rebelião dos Quebra-Quilos (1874): obrigatoriedade do alistamento militar, aumento dos impostos e imposição autoritária do Sistema métrico decimal de pesos e medidas (que foi a gota d’água). Difundiu-se pelas províncias de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Revolta do Vintém (1880): a população pobre do Rio de Janeiro se rebela contra o aumento das passagens dos bondes, ainda puxados por burros e trens. A chamada Revolta do Vintém explode dia 1º de janeiro. A polícia tenta contê-la e os manifestantes respondem quebrando bondes, arrancando trilhos e virando os veículos. A revolta só pára com a intervenção do Exército, que abre fogo contra a multidão e mata várias pessoas.
SEGUNDO REINADO ECONOMIA AGRARIA E O CAFÉ
O comércio continuava dominado pelos produtos ingleses (que tinham privilégios alfandegários no Brasil desde 1810 e foram confirmados em 1827).

A base da nossa economia permanecia agrária e baseada no tripé: monocultura, latifúndio e trabalho escravo.
Expansão do café
Origens:
originário da Abissínia (Etiópia) e chegou a Europa através dos árabes (cruzadas, trocas comerciais). Na América, chegou primeiro ás Antilhas, espalhou-se pelo Caribe e atingiu a América do Sul.
Ao Brasil chegou através do Pará vindo da Guiana Francesa. Há discórdias se quem introduziu o produto no Brasil foi Francisco Melo Palheta ou Francisco Xavier.
a introdução da cafeicultura não substituiu a atividade açucareira. Pois ele só se tornou fundamental ao país quando caiu no gosto europeu e norte-americano. Somente a partir de 1831-40 superou as exportações do açúcar.
Vale do Paraíba – até 1870, baseado no tripé: monocultura, latifúndio e trabalho escravo
Expansão
brecha camponesa:
esse termo se refere ao costume que alguns senhores de engenho tinham em liberar alguns lotes de sua propriedade para que os escravos pudessem realizar a produção de gêneros agrícolas voltados para o próprio consumo e a venda no mercado interno. Tal medida seria benéfica aos escravos ao abrir oportunidade para a compra de outros produtos e a relativa melhora de sua condição de vida.
consolidou-se no Oeste Paulista – dotados de uma mentalidade mais empresarial introduziram o trabalho “livre” imigrante, melhoraram as técnicas do cultivo e beneficiamento do café; diversificaram seus investimentos de capitais.
A implantação da lavoura cafeeira em comparação com a atividade açucareira
O café necessitava de menos gastos para a sua implantação (esses gastos foram reduzidos ainda mais com a diminuição do trabalho escravo).
Os capitais vieram do próprio mercado interno (lembrem-se os engenhos açucareiros foram financiados pelos holandeses): do comércio, da mineração em decadência, dos capitais liberados pelo fim do trafico internacional de escravos.
O cafeicultor integrava todas as etapas do processo (produção, beneficiamento e comercialização)
Diferenças:
Semelhanças: monocultura e produção para o mercado externo.
Transição do trabalho escravo para o assalariado
Deu-se devido as pressões internas (abolicionistas) e inglesas (
Bill Aberdeen
: autorizava a marinha inglesa prender ou afundar ‘tumbeiros” e julgar sua tripulação) em busca de expandir seu mercado consumidor (e segurar a mão-de-obra africana na África) o que culminou no Brasil com a Lei Eusébio de Queiroz (fim do tráfico internacional de escravos).
Isso gerou: diminuição da oferta de escravos (restou o tráfico interprovincial), com o aumento do preço internacional do escravos o tráfico internacional se tornou uma atividade arriscada. SAÍDA: IMIGRAÇÃO.
“esclarecendo as coisas” na realidade se inicia com os portugueses (“colonizadores”), franceses (“invasores”) e africanos (escravos).
Inicio da imigração oficial: 1818 com 100 famílias suíças e 1824 com imigrantes alemães.
Sistemas de imigração
Sistema de parcerias:
crida pelo senador Nicolau Vergueiro. Os custos da instalação dos colonos ficavam pó conta do proprietário da fazenda. Esse sistema mostrou-se tirano com o colono que nunca conseguia zerar suas dividas com a fazenda. Ademais gerou conflitos diplomáticos (A Prússia proibiu a emigração para o Brasil).
Sistema subvencionado ou colonato:
o governo arcava com as despesas do imigrante durante o seu primeiro ano no Brasil. E os colonos recebiam um salário fixo e variável conforme a produção.
Atenção esses processo visavam o branqueamento da população.
CAMPANHA ABOLICIONISTA
O Choque de interesses
Pressões inglesas (
iniciadas no Tratado de Aliança e Amizade de 1810 e reforçado em 1827 - Para reconhecer a independência brasileira
) que visavam aumentar o seu mercado consumidor no Brasil (com o aumento do trabalho assalariado e a diminuição dos gastos com a compra e escravos peças elites) e posteriormente (com o imperialismo) manter a mão-de-obra africana na África
Bill Aberdeen em 1844.
Os interesses britânicos esbarravam nos interesses das elites escravistas brasileiras que tinham maior espaço político no Império.
Atenção!!
Leis Abolicionistas
07-11-1831, Feijó: afirmava que todo escravo que desembarcasse no Brasil a partir dessa data seria considerado livre e quem o transportasse ou comercializasse seria preso.
foi lei sem aplicação ou seja "lei para inglês ver".
Bill Aberdeen: a Inglaterra proibia o trafico internacional de escravos, gerando aumentou o trafico de escravos.
14-09-1850; Lei Eusébio de Queiroz: proibia o trafico internacional de escravos para o Brasil, gerou o aumento do tráfico interprovincial.
05-06-1854; lei Nabuco Araujo: reforçava a Lei Eusébio de Queiroz.
28-09-1871; Lei Visconde do Rio Branco ou do Ventre Livre: liberta todos os filhos de escravos nascidos após aquela data. Os donos ou receberiam uma indenização ou permaneciam com a posse do filho de seu escravo até os 21 anos de idade. Essa lei na' realidade demonstrava o real interesse de protelar o fim da escravidão no Brasil.
28-09-1885; Lei Saraiva-Contengipe ou lei dos Sexagenários: os escravos com mais de 60 -anos não poderiam ser vendidos, entretanto trabalhariam até os 65 anos como forma de indenização aos seus proprietários.
Leis Áurea de 13-05-1888
Contexto: auge das campanhas abolicionistas (Joaquim Nabuco, Jose do Patrocínio, Andre Rebouças, Clubes Abolicionistas, Sociedades Contra a Escravidão)
Em discurso representando o império (pela terceira vez e em virtude de doenças e viagens de D. Pedro I), de forma direta, a Princesa Isabel declara abolida a escravidão no Brasil.
Depois da abolição: pouca coisa mudou na economia (pois a escravidão já vinha sendo gradativamente substituída pelo imigrante) e na vida do escravo.

Em compensação a política imperial sofreu a perda do apoio das elites escravistas que ficaram alheias a sorte do império.
POLÍTICA EXTERNA NO SEGUNDO REINADO
Questão Christie (1862-65)
Foi o rompimento diplomático entre Brasil e Inglaterra
Antecedentes: submissão brasileira a Inglaterra desde os Tratados de 1810 (e reafirmados em 1827)
Fatores: A carga saqueada do navio inglês pela população gaucha em 1861, prisão dos marinheiros ingleses embriagados e arruaceiros (no Ceará a gente diz “bonequeiros”).
Reação inglesa: exigência de uma indenização (3200 libras) pelo embaixador Inglês William Douglas Christie e o aprisionamento de cinco navios mercantes brasileiros.

Resultados: diante da decisão do intermediador Leopoldo I (Rei da Bélgica), o Brasil pagou a indenização e rompeu com a Inglaterra, mas em 1865 o ministro inglês Thorton pede desculpas oficiais ao Brasil (já envolvido na Guerra do Paraguai).
Questões Platinas
Foi a intervenção (imperialistas) do Brasil nos assuntos internos do Uruguai e Argentina.

Objetivos do Brasil: Evitar a restauração do antigo Vice- Reinado do Prata (para manter sua hegemonia na região Patina e garantir a navegação brasileira na Bacia do Prata que era importante para garantir o acesso a Mato Grosso)
No Uruguai: o Brasil apoiava os Colorados (burguesia uruguaia favorável as relações comerciais com o Brasil. EX: Acordos de Outubro de 1851) contra os Blancos (liderados por Manuel Oribe e depois por Anastácio Aguirre). Conflitos contra: Manuel Oribe e Anastácio Aguirre

Na Argentina: contra o Federalista Manuel Rosas (federalista, favorável a unificação dos países platinos).
Guerra do Paraguai (1864-70)
Situação do Paraguai: combate ao analfabetismo, crescimento sem divida externa, reforma agrária, consolidação da sua indústria de base, etc. Principais lideres: Francia (1811-40), Carlos Lopez (1840-62) e Solano Lopez ( 1862-70).
Fatores da Guerra: expansionismo paraguaio (pois necessitava do controle da Bacia do Prata para assegurar o escoamento da sua produção), interesses ingleses (em eliminar a possível concorrência paraguaia na região) e brasileiros (manter sua hegemonia na Região do Prata). Causa imediata: intervenção brasileira no Uruguai ( e recusando a intermediação paraguaia)
13/11/1864: o Paraguai aprisiona o navio brasileiro Marquês de Olinda.
O Conflito: Paraguai x Tríplice Aliança (Brasil + Uruguai + Argentina).

Objetivos da Tríplice Aliança (depor Solano Lopez, conquistar e dividir parte do território paraguaio e responsabilizá-lo pelos custos da Guerra).
destruição da economia e da população do Paraguai (reduzida a aproximadamente 1/5 da população, mesmo assim com apenas crianças, idosos e mulheres).
Para o Brasil: endividamento com a Inglaterra,
difusão de ideais republicanos e abolicionistas,
o militares retornaram “se sentindo os salvadores da Pátria” (exigindo com isso maior participação e espaço político no Segundo Reinado, iniciando também o histórico de intervenções na política interna feito pelos militares ao longo da nossa história).
Resultados da Guerra:
INDÚTRIA E URBANIZAÇÃO NO SEGUNDO REINADO
Fatores do atraso da industrialização brasileira:
tratados de 1810 com a Inglaterra ( que dava privilégios alfandegários aos produtos ingleses, tornando-os dominadores do mercado consumidor interno),
governo pautado nos interesses da elites agroexportadoras ( não tomava medidas necessárias à industrialização nacional).
Fatores que favoreceram a industrialização
SURTO INDUSTRIAL:
tarifa Alves Branco
(1844, lei que aumentava os impostos alfandegários, seu objetivo era aumentar a arrecadação, mas logo se tornou protecionista),
capitais oriundos do fim do trafico internacional de escravos (Lei Eusébio de Queiroz de 1850) e da cafeicultura.
Pioneirismo de Visconde de Mauá:
grande empreendedor industrial brasileiro.
Possuiu: estaleiros, companhias de rebocadores e de navegação, banco, estradas de ferro.
Seu sucesso incomodou as empresas estrangeiras(acredita-se que tenha sido sabotado e perseguido).
Não suportou a “concorrência” (principalmente por conta da Tarifa Silva Ferraz de 1860 que diminuiu as tarifas alfandegárias) da e faliu.
Boa parte dos lucros dos industriais brasileiros acabava investido em café.
E vale ressaltar que nesse período a indústria não representava nem a sombra da economia agrária no país.
crescimento das cidades
Industrialização
atração populacional
crescimento urbano
Surgem trabalhadores especializados e cada vez mais o trabalho escravo é menos tolerável
As cidades vão se modernizando (para as elites): bondes, iluminação á gás, hotéis, tetros, jardins públicos, jornais.
É hora de dar tchau!!!
crescimento da economia cafeeira ( e de outras atividades econômicas: transportes, comunicações, indústria, etc),
política externa intervencionista nos países platinos (Uruguai e Argentina) para mantermos nossa hegemonia na região.
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