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Seminário Mitika

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Mariana Grazini

on 19 June 2011

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Transcript of Seminário Mitika

A educação dos sentidos A experiência burguesa da rainha Vitória a Freud Peter Gay I. Esforços para uma definição Orientações II. Arquitetos e mártires da mudança IV. A ignorância erudita V. Conhecimento Carnal VI. Sólidas defesas para a personalidade Havia um vago sentimento de identidade da burguesia do século 19 vindo das lendas sobre sua história. Por isso, essa classe social buscava tanto se definir e, de forma opressora, transtornou muito sua época. São dos mitos, contradições e distorções que surgem os fatos pra definições das classes médias do período. Interesses convergentes, pressões políticas, classificações legais etc contribuíram para dar uma imagem de unidade à burguesia.
No entanto, os elos que os uniam eram geralmente mais fracos que as tensões de os desuniam. Nomenclatura como exemplo de desunião Alemanha


• Burgüer: cidadão de um estado e membro de uma classe.
• Mittelstand: primeiramente era o membro de uma classe respeitável, passou a ser usado para pequenos comerciantes, e com a turbulência do 3° reich, tornou-se sinônimo da burguesia à beira da falência e funcionários subalternos. Inglaterra


• Setores medianos da burguesia evitavam segregação por meio de nomes agressivos, preferiam o termo nativo “middle class”. França


• Buorgeois: Termo francês, cosmopolita, tinha um tom pejorativo.
• Foi adotado pelo discurso socialista. Tornou-se polêmico na política. Prússia


• Havia o Estado burguês, Bürgerstand, que reunia todos que no nascimento não eram contados como nobres ou proprietários rurais. Alguns historiadores desaprovavam essa aplicação de nomes, que consideram confusa. Outros tentaram tirar grandes capitalistas e artesãos da classificação de burguesia, criando classes especificas ou colocando-os em classes vizinhas.
Há aqueles que tentaram resolver o problema colocando na classe média todos que não fossem operários, camponeses nem aristocratas.
Diante disso, começaram a surgir adjetivos para diferenciar a burguesia pequena, grande, alta, baixa... Mas não era o suficiente já que a diferença era sutil. Considerações sobre a burguesia em diferentes países O cronista Michel Chevalier observou que na América do Norte a burguesia era mais coesa, compreendia comerciantes, advogados, médicos, e até mesmo agricultores.
Na França, havia uma divisão nítida entre a “classe ativa” e a “burguesia ociosa”.
Na Alemanha, houve burgueses que exigiram consideração diferenciada por possuírem títulos acadêmicos. Situação da Burguesia A maioria dos burgueses vivia na miséria. Sempre representavam minoria, mesmo nos centros urbanos, o que ajudou a fomentar sua ansiedade. No século 19 apenas 10 a 12 % da população de cidades alemãs como Bochum ou Barmen podiam ser chamados de burgueses. Em Paris, apenas 15% da população podia ser considerada burguesa.
Os burgueses compensavam em conhecimento, poder e pretensão o que lhes faltava em números. Eles, antigos ou novos, grandes ou pequenos, tentavam viver descentemente, mas as fontes de renda e os montantes variavam muito. A ascensão era difícil e a desigualdade de renda era enorme. Comportamento burguês como identidade Também não é possível buscar uma identidade para o "burguês” por seu comportamento.Aqueles que viviam nas cortes se norteavam pelo gosto dos nobres, já os que habitavam as cidades conseguiam quase tudo por meio de associações voluntárias.
A pretensão de respeitabilidade e erudição era mais característica que qualquer outro hábito burguês. Muitos burgueses consumiam arte para exibir sua riqueza, outros realmente estimavam seu refinamento. Rótulos da burguesia A atmosfera de incertezas favorecia o choque de interesses políticos e sociais. Era comum rotular membros da classe média de forma inventiva: “aristocracia burguesa”, “aristocracia de peritos”, “aristocracia dos trabalhadores”.
Havia muitas crônicas do “caráter burguês”. mas esse caráter não era bem definido,indo do engenheiro ao quitandeiro. Simplificações tentadoras Viver sob classificações é uma necessidade humana que alivia ansiedades. Logo, o temperamento liberal, conquista do século 19, que ensinava as pessoas a conviver com incertezas e ambigüidades era vulnerável ao dogmatismo.
Muitos jornalistas, políticos e romancistas da época escreviam como se a burguesia fosse uma entidade sólida e definível, deixando de lado complicações e diferenças entre países. Tentativa de definir a “história da burguesia” Alguns historiadores tentaram definir a burguesia traçando sua história, mas eles acabaram por desenvolver a lenda popular da burguesia como classe em ascensão. Segundo esse ensinamento, tudo que ocorreu desde a Revolução Francesa promoveu benefícios irreversíveis a burguesia. A burguesia só teria sido desafiada pelos movimentos radicais do final do século 19. O partido de mudança havia se transformado em um partido de ordem.
Marx e Engels estiveram entre os primeiros a defender seu século como “o século burguês”. Engels, em 1845, dizia que a burguesia era a classe dominante, mas já no fim do século afirmava que ela nunca manteve o poder sozinha.
Hoje, alguns historiadores tentam mudar essa visão, questionam se a burguesia foi predominante na Inglaterra, e afirmam que na Alemanha ela jamais foi. Uma batalha de percepções Nem todos os pontos de vista sobre essa burguesia eram iguais, mesmo a forma de expressão variou.
A vanguarda afirmava que a burguesia era incapaz de dar ou sentir amor com sinceridade. Esses julgamentos devem ser tratados com cuidado, pois alguns deles eram projeções das neuroses dos críticos sobre um alvo vulnerável.
Os “sturn and drung” diziam que a burguesia não era ignóbil também quanto ao estilo. Nos primórdios do século 19, não só Alemanha, mas também a França estavam lotadas de jovens que expressavam seu tédio pela arte. Visão positiva da burguesia Wilhelm, historiador e sociólogo da cultura alemã, afirmava: “toda a época estava imbuída de um caráter burguês”. Ideólogos da classe média tomavam sua própria classe por repositório da virtude cívica destinado a exercer o poder no estado e a liderança na cultura.
Daniel Defoe declarou que o comercio na Inglaterra não era incompatível com um gentleman. Lorde Brougham afirmava que as classes médias eram “o orgulho e glória da Grã-bretanha”. Era inevitável que depois da Revolução Francesa alguns burgueses quisessem tomar pra si o século.
Até Marx e Engels achavam formas de elogiar a burguesia, que nações para a civilização, tirando a população da estupidez da vida rural. Visão crítica Mesmo a valorização não teve apoio geral, pois havia uma paixão da burguesia pela autocritica. E muitos transformaram a autocrítica em flagelação.
Havia algo de opressivo na civilização dos negócios, sobretudo quando impregnado de fervor evangélico.
Há varias dificuldades para se chegar a uma definição ao mesmo tempo bastante abrangente e bastante diferenciada. A burguesia do século 19 foi simultaneamente uma e muitas. 1. Uma era de inocência artificial Conhecimento sexual experiência  Primeira infância
 Época edipiana
 Adolescência “Uma vez perdida, a inocência jamais pode ser recuperada” Ignorância era imposta aos jovens e estes se fingiam inocentes na tentativa de proteger-se
A noite de núpcias, para jovens inexperientes, constituía-se como trauma Depoimentos:  Emily Litton  negou-se a dormir com o marido
 Effie Gray  conversava sobre sexo com o marido, mas não fazia
 Mollie Hughes  mãe lhe informou de suas obrigações conjugais
 George Sand  deu um sermão no futuro genro “Os homens não têm consciência suficiente do quanto seu prazer significa para nós um verdadeiro martírio” Os meninos eram mais impelidos culturalmente a ir atrás dos conhecimentos que lhes eram negados por pais e mestres, enquanto cabia a menina o papel de boa moça a espera de um noivo. Os meninos recebiam informações distorcidas “Falando na condição de médico, posso afirmar que nove em cada dez mulheres são indiferentes ao sexo, quando não o repudiam ativamente; e a décima, que tem prazer no ato sexual, será sempre uma meretriz” Trauma masculino: Impotência “O marido condenado a exibir sua potência talvez fosse tão vítima do trauma da noite de núpcias quanto a noiva deflorada em meio a dor e ao terror” 2. Uma profissão de ansiedade A masturbação era considerada um pecado odioso que causava vários males a saúde:  deterioração das faculdades mentais e do vigor físico
 dores no corpo
 bolhas de pus
 desarranjo total dos intestinos
 fraqueza do sêmen
 impotência
 disúria
 tabe dorsal
 tísica pulmonar
 câimbra nas mãos
 embaçamento de visão
 vertigem
 epilepsia
 hipocondria
 perda de memória
 nervosismo agudo
 extinção do extinto sexual
 desmoralização do caráter
 megalomania
 ninfomania
 morte Tais males podiam ser contidos com a interrupção da prática e com tratamentos:  banhos frios
 alimentos e bebidas frios
 colchões duros
 pouca roupa
 ingestão de leite
 ingestão de medicamentos específicos
 restrições mecânicas (cintos de castidade, anéis constritores do pênis, camisas-de-força, amarrar mãos e afastar coxas, coletes)
 procedimentos cirúrgicos (cauterização de órgãos sexuais, infibulação, castração, cliteridectomia) Culpa pela masturbação foi aos poucos deixando de ser exclusivamente do individuo.

Um ensaio do Dr. Thésée Pouillet sobre a masturbação feminina mostra alguns estímulos externos ao vício, entre eles estão a pobreza e a riqueza, romances, a impotência do marido, danças, a máquina de costura e andar de bicicleta.

A salvação da alma curava os males do corpo.

O vício era considerado um desperdício de energias.

A medicina se via pela primeira vez diante de algum tipo de aceitação por parte da sociedade.

A difamação e a desconfiança geraram entre a classe médica muita ansiedade.

Assim que o respeito foi conquistado, a campanha chegou ao fim e os médicos puderam, agora encorajados, buscar por verdadeiras respostas em relação a masturbação e perceberam que estavam muito errados. 3. A fuga para o conhecimento O conhecimento passou a ser indispensável e o assunto da sexualidade passou a ser discutido em congressos internacionais.
Havia sociedades espalhadas por todo o mundo com a finalidade de discutir o assunto.
Os discursos não vinham acompanhados de ações correspondentes. Fazia uso de eufemismos e metáforas. Autores temiam ser mal compreendidos, serem vistos como exaltadores da luxúria. “A caricatura do esclarecimento sexual com ‘uma conversinha sobre passarinhos e abelhas’ está solidamente enraizada na literatura do final do século XIX e do começo do século XX” Para os mesmo efeitos, aquilo que antes estava escondido, foi aos poucos se revelando. Dois séculos XIX – o alto e o baixo O invólucro dos nomes O artefato da experiência: a definição de Gay para Cultura Sobre a coerência, a independência das subdivisões culturais Um só traço burguês para a América, de Tocqueville a Freud O empenho da reconstrução do século XIX e de suas ambivalências e diversidades A História da experiência humana: fusão entre as atitudes tradicionais e as técnicas psicanalíticas; A falha na medida da experiência das classes-médias no século XIX; Os impulsos e o poder do erotismo e da agressividade na construção das conjunturas da civilização A experiência enquanto organização de demandas passionais: um encontro mente com o mundo A difícil construção da experiência como uma conjugação entre ansiedade, razão e experimentação “Enquanto a mente apresenta ao mundo suas demandas, o mundo entrega à mente sua gramática” A distinção “trabalho mental” e “realidade” A psicanálise e seu potencial de incremento da óptica do historiador sobre as múltiplas dimensões do passado É professor emérito da Universidade de Yale Foi diretor da Biblioteca Pública de Nova York Foi agraciado com o prêmio de Acadêmico Notável pela American History Association É autor de mais de 30 livros, cujo foco principal é a história do comportamento humano e a psicanálise freudiana enquanto mecanismo de compreensão do passado

Já esteve na USP A influência do novo classe média ascendente Da passividade à ação Principais beneficiários da expansão econômica e das turbulências políticas: bons burgueses financiavam mais 1. Liberalismo Platônico Coito: • Mais carnal de todas as atividades
• “O amor é o grande instrutor” - Sigmund Freud Desejo Sexual: • Estimulado pela educação vivenciada Fantasias sexuais:  Elaboração ou distorção de cenas provocantes testemunhadas, ruídos, ouvidos, histórias lidas
 Gustavo Flaubert e “O homem dos lobos”
 Havelock Ellis e a masturbação Boa parte das informações recolhidas eram errôneas, porém o engano é tão ou mais eficaz para estimular a pesquisa sexual quanto a verdade. Os subversivos eram liderados por burgueses ativos subjugados pela “presunção”: funcionários públicos, literatos, advogados, educadores públicos” (príncipe Metternich) Instrumento de movimento da classe média Conhecimento da carne:  Começa pelas solicitações do corpo
 Séc. XIX: Solicitações por todas as partes
 Revista Daheim e os Wehrlos Burgueses e os ataques da sensualidade:  Os mais instruidos e que gozavam de mais conforto sabiam bem mais do que se dispunham a revelar aos outros ou a reconhecer perante a si mesmos. “É possivel que uma senhorinha conclua seus estudos no internato ainda virgem. Mas casta? Isso não!” Balzac • Freud se questiona se até mesmo jovens adolescentes não teriam muito mais conhecimentos sexuais do que as pessoas em geral pensam que eles têm ou do que eles próprios acreditam ter. financiavam mais Instrumento de movimento da classe média Mudança nas mudanças Mudança como algo mais aceitável: Iluminismo (Locke) - a pressão do novo Rev. Francesa/Rev. Industrial: abalaram estruturas de crença e autoridade Natureza das mudanças: mais rápidas e mais irregulares - criação/produção
+ prestação de serviçoes - empresários/proprietários
+ trabalhadores O mundo moderno é o mundo do pessoal do escritório (secretários, escrituários, vendedores) Alargamento da pirâmide da burguesia Novos-ricos perdidos Busca de modelos antigos (família autoritária, memórias da sociedade tradicional) Mas... “O levantamento de informações sociais não se refletia rapidamente em reformas sociais”. (Peter Gay) Camponeses, operários, soldados e marinheiros eram testemunhas de que a crueldade e a indiferença não haviam desaparecido. O "mesmo" complexo de Édipo Édipo Rei (Sófocles) Hamlet (Shakespeare) Freud “Tratamento diverso dado ao mesmo material” Diferença de mentalidade dessas duas épocas “O avanço da repressão na vida emocional” A era dos trens expressos Até mudanças para melhor podem gerar “doenças” mentais Nietzche: Freud: Durkheim: “Na economia mental interior do homem primitivo, predomina o medo do mal. Que é o mal? Três coisas: o aleatório, o incerto, o súbito”. A ansiedade dá ao homem tempo de colocar em campo suas defesas: luta, fuga e negação. o fenômeno da anomia Senso comum  boa nova  euforia Diagnóstico dos observadores  pânico Conclusão impulsos instintivos conservadores mudança exige energia mental e adaptativa mudança remove o marco orientador: os hábitos sociais perda do conforto de uma crença sem questionamentos (racionalização da vida) e satisfação de impulsos “Uma anarquia universal no pensamento, uma velocidade doentia na existência, mal-estar e vacilações generalizadas" (Peter Gay) A era de mediocridade/da uniformidade, o sacrifício do extraordinário poesia aritmética belo útil arte indústria religião política (Henri-Frédéric Amiel) sociedade tudo indivíduo nada “A gente de hoje sacrifica, se necessário, toda a sua literatura e toda a sua cultura para tomar um ‘trem noturno expresso." (Jacob Burckhardt) Ataques de novidades/paixão Reprimir desejos ilícitos moralidade sexual burguesa (Freud) Os desejos e temores eróticos estimulados pela experiência rítmica de uma viagem de trem do(de) movimento(s) escola, seita movimento – movimento trabalhista Disciplinas acadêmicas para dominar essas mudanças: sociologia, filosofia Nomes estáticos (estates ou orders)  nomes dinâmicos (classes, partidos, grupos) Romance The Eustace Diamonds (Os diamantes Eustace) – Anthony Trollope:  Virada do século: discussões desinibidas a respeito de assuntos tão delicados como a puberdade transcederam os círculos restritos das revistas médicas especializadas e atingiram revistas de grande circulação.  Dois romancistas competem pela honraria de ser o primeiro a tratar da menstruação em suas obras: Romance Chérie (Querida) – Edmond de Goncourt
Romance La Joie de vivre (A alegria de viver) – Émile Zola  Disputa sublinhou as incertezas que cercavam a decência durante o século burguês, bem como as oportunidades que pouco a pouco se ofereciam para a divulgação do conhecimento carnal. Fontes de conhecimento à disposição:  Em especial para os mais afortunados e mais atentos
 Jornais e seus relatos sensacionalistas
 Autos judiciais
 Proverbial criada sedutora
 Anedotas obscenas As crianças e a descoberta da diferença entre os Sexos:  Sigrid Undset e o encontro fortuito
 Logan Pearsall Smith e o circo Barnum Explicações de processos físicos:  Eram hipócritas
 Fortemente contaminadas por informações carnais
 Pequeno Hans e a história da cegonha  As crianças sabiam mais do que seus pais lhes contavam, embora seu conhecimento fosse fragmentário, confuso e, em boa parte, errado. Educação carnal doméstica:  Aspectos mais repugnantes que as obscenidades confidencialmente trocadas entre as crianças
 Livros de psicopatologistas do fim do século XIX: relatos pungentes de sedução de crianças. Cidades grandes e de médio porte:  Escolas de educação erótica
 Exemplo de Condet
 Exemplo de Berlim
 Amiel e o Libertinismo platônico
 Joseph B. Lyman e a descrição de Nova York
 Autocongratulação nacional x Autoflagelação nacional
 Revista Daheim contra a sensualidade francesa e americana
 Paris: libertinismo platônico era convite a libertinismo com maiores consequências Aquisição de informações eróticas:  Não dependia de situações traumáticas ou de sedução
 Descobertas inocentes -----> Consequências profundas
 “Será o fim do mundo quando as mocinhas pararem de rir de chistes escatológicos” - Goncourt 2. Lições do corpo Muros perpassáveis:  Crianças continuavam próximas de educação carnal
 Francis Kilvert e a castração de Cordeiros Amamentação: imagem comum:  David Coperfield e Mrs. Macawber
 August Stringberg e seus contos provocadores
 Gustavo Flaubert e Elisa Schlesinger - “Mémories d'un fou” (memórias de um louco) Nudez em banhos: outra imagem comum:  Lyman e praias desertas
 Jovem Rothschild e suas anotações em diário
 Amiel e os banhos de Ródano
 Thackeray e Vanity Fair (A feira das vaidades) Relatos da vida física pouco agradáveis:  Século de bicheiras, doenças, miséria, deformidades e morte
 Dr. Auguste Ambroise Tardieu e seu tratado popular
 Cenas pavorosas sem espanto
 Autobiografia de Ferdinand Weyh No século XIX podia-se aprender muito lendo e observando, e muitos eram os burgueses que estavam inclinados a ambas as coisas. Materiais horripilantes e Asquerosos:  Possibilidade de esclarecer a experiência erótica
 Pudica diretora de uma escola feminina em Massachusetts
 Minna Jaegle e a morte de seu marido
 Fatos desagradáveis por todas as partes Literatura de ficção não reticente:  M. E. Braddon e o interesse do público  “Desfalecimentos ao fim de cada capítulo, papeluchos escondidos em fundos de gaveta, dinheiros e papéis valiosos ocultos sob tapetes, e depaços de um corpo já putrefato no depósito de carvão”  Gustavo Flaubert e Salammbô
 Rider Haggard e o romance She (Ela)
 Contos de Walt Whitman
 Daheim e Memento Mori
 Catherine Beecher e a lápide do gato da paróquia: “Aqui jaz o nosso bichano
Que teve um chilique
E ficou meio estranho
Levou dois tiros
Deu dois suspiros
E agora aqui jaz”  James Ward e A caçada do dia
 Relato de Frances Willard
 Experiência de Harry Croswell
 O ilustrador humorístico Wilhelm Busch
 Sra. Montefiore e o quadro de seu pai Tratamento dado às partes do corpo:  Serviu como desefa bem-educada
 Mantinha certa distância de fatos chocantes e excitantes da fisiologia humana
 Aproximava esses mesmos fatos do lar Literatura de conselhos e receitas populares:  Demonstra que o corpo estava aberto ao escrutínio dos burgueses do século XIX
 Mais acessível às mulheres que aos homens
 Catherine Beecher e a carcaça de Baleia
 Emily Lytton e o peixe pescado pelo olho
 Sobram evidencias de que as mulheres do século XIX eram muito menos pudicas do que os homens
 Sara Parton e a Crítica de Leaves of Grass (Folhas de relva)
 Isabela Beeton e seus conselhos às mulheres Desibinição com relação ao corpo humano:  Não era privilégio das mulheres
 Carta de Lady Duff Gordon
 Mary Foote e seus amigos
 William Ewart Gladstone e a amamentação de sua mulher
 David Todd e os batimentos do bebê
 Se por um lado as sutilezas das relações sexuais podiam trazer algum mistério para os maridos burgueses do século XIX, por outro lado suas consequências em geral os encontravam bem informados e ativamente comprometidos As necessidades e os sentimentos domésticos da burguesia do século XIX tornavam o conhecimento do corpo, por parte dos casais, uma simples necessidade, um assunto de rotina Aprendizado dos fatos da vida podia ser aterrador:  Caso de Carey Thomas e suas amigas O libertinismo platônico, ao qual tantos se entregavam, era na melhor das hipóteses uma preparação para o libertinismo físico O conhecimento constitui uma orientação melhor do que a ignorância para a obtenção de gratificação sexual; e não resta dúvida de que tal conhecimento a despeito do que possam dizer seus detratores, era abundante no século burguês. 4. A doutrina do distanciamento Presença social do nu artístico:  Artes pláticas: Relação diferente com a nudez
 Arte renascentista
 Instigava um início de sexualidade e curiosidade sexual Artístico x Obscênico:  Obras que incomodaram o senso moralista da época
 Acordo tácito de distinção Tradição x Vanguarda:  Quebra do distanciamento
 Subjetividade na percepção artística
 Limites instáveis entre o admirável e o condenável
 Crítica do realismo AS CLASSES MEDIAS SE VIRAM EM CONDIÇOES DE GOZAR OS PRAZERES DO CORPO NAS ARTES, DENTRO DE ALGUNS LIMITES, AINDA QUE MAL DEFINIDOS Observação: Por mais que essa instabilidade fosse reflexo da instabilidade conflituosa dos valores burgueses da época vitoriana, é fato que o acordo que permitiu aos nus entrada a em circulos respeitaveis tinha sim o seu lado provocador, afinal de contas o que a moralidade severa pregava acabava por entendiar o burguês. 1. Em busca de segurança Análise sobre a hipocrisia burguesa no século XIX: • Classes médias desse século carregam até hoje uma reputação de hipocrisia
• Tal característica deixou impressões no gosto artístico, na educação das crianças, nos sermões moralistas e na sexualidade.
• Hipocrisia como educadora de sentidos
• Superficialidade, insinceridade, falta de ingenuidade, ausência de seriedade Defensores da burguesia: • Saturday Review: provas de decência, de piedade, e de sinceridade das camadas sócias medianas eram dignas de confiança Críticos da burguesia e de seu comportamento hipócrita: • Romancistas satíricos, poetas subversivos, filósofos aristocráticos e psicólogos tendenciosos “Divórcio completo entre o que se pratica e o que se prega, de tal maneira que toda a vida moderna na Inglaterra se transformou numa imensa mentira” J.A. Froude (historiador inglês). Lista de moralistas: • Gustave Flaubert, Heinrich Heine, Henrik Ibsen, Charles Baudelaire, William Morris, Walt Whitman, John Ruskin, Georg Brandes, Soren Kierkegaard, Jacob Burckhardt, Thomas Carlyle, Matthew Arnold, Friedrich Nietzsche, Karl Marx, Thorstein Veblen, George Bernard Shaw, August Strindberg, Sigmund Freud “Todas as nossas palavras, nossos costumes, nossa religião e nossa moral e toda nossa mente e nossa existência giram sobre um único eixo na Europa Moderna, e este eixo os ingleses denominam de ‘cant’”. Byron Friedrich Engels: • Burguesia possui prazer incontido do radical que explora os pontos fracos de seu adversário
• O próprio zoneamento das grandes cidades industriais inglesas lhes permite levar uma vida de confortável negação da realidade Augustus Welby Pugin (arquiteto): • Arquitetura estava sendo corrumpida, era imprecisa e inadequada “Tudo é somente uma máscara, e todo edifício uma mentira transparente.” Hipocrisia na sexualidade: • “Boas maneiras eróticas” eram repressoras e submetiam casais ao silêncio
• Homem deveria ser envolto de uma certa timidez convencional
• Livros perdiam popularidade ao mencionar temas sexuais e similares
• Boa parte da censura moral era autocensura
• Fronteiras entre permitido e proibido eram indefinidas “Em 1904, ao publicar o manual The Human Body [O corpo humano], do Dr. H. Newell Martin, escrito de maneira impecavelmente profissional, a Editora Henry Holt estava apta para atender a encomendas especiais do livro sem o último capítulo, que tratava de reprodução humana” p. 296 Sexualidade e publicações: • Editores do século XIX tinham um faro para detectar o que o público aceitaria
• Leitores não toleravam narrativas explícitas
• “Moderno” era sinônimo de “imundo”
• Émile Zola, jamais foi eleito para a Academia Francesa devido “grosserias e horrores” nas obras La Terre, L’Assomoir e Germinal
• Ao elaborar um biografia de Charles Dickens, após sua morte, sua filha mais velha e sua cunhada cortaram e condensaram cartas que consideravam ser demasiadamente pessoais e comprometedoras Sigmund Freud e a hipocrisia burguesa: “Em assuntos que dizem respeito à sexualidade, nós todos, tanto os são quanto os doentes, somos hipócritas hoje em dia.” • Quanto mais civilizada a sociedade se torna, mais neuroses de deformações de caráter surgem
• Toda sociedade exige sacrifícios de impulsos instintivos
• Uma certa medida de “hipocrisia cultural” é indispensável para a manutenção da civilização
• Hipocrisia pode ser inconsciente e então o termo perde sua carga moral
• Verdadeiro hipócrita tem consciência do que está fazendo e o faz em seu benefício. O hipócrita inconsciente é apenas um homem dentro da civilização O historiador e a questão da hipocrisia: •Historiador precisa questionar a utilidade da “hipocrisia” como instrumento para a obtenção de diagnósticos, principalmente da burguesia do século XIX
•É preciso não só analisar o campo moralista indignado e sim também o campo da observação objetiva
•Muitos burgueses instruídos de fato acreditavam que a sensualidade era algo verdadeiramente mau e que fazia de vítimas os inocentes Hipocrisia “boa”: • Nem todos os burgueses que se encontravam cercados da hipocrisia eram impostores. Eram pessoas que estavam em luta consigo mesmas.
• Era exigido de homens e mulheres “pensar os pensamentos do outrem, a dizer as palavras de outrem e a adotar os hábitos de outrem” 2. A ciências sociais como um sintoma cultural 3. Leitores em Conflito Pornografia:  Caminho mais tentador para o conhecimento carnal, no século XIX
 Disseminação de obras pornográficas
 Paris: Palais Royal
 Londres: Hollywell Street
 Livre-comércio dos produtos italianos e franceses Problemas de moralidade:  Pornografia era inconcebivel de acordo com as concepções morais da época
 Lord Campbell e a Lei das publicações obscenas da Inglaterra
 Ajuizamento das ações criminais divulgava títulos picantes e editores de literatura erótica
 Invenção da fotografia: intensificação do pânico
 1787: Proclamação contra o vício e a imoralidade, do rei George III
 1802: Sociedade para a supressão do vício
 1751: Decreto real proibindo livros opensivos à pureza da moral, na França
 Obscenidade: epidemia moderna que precisava ser erradicada
 Associações criadas para combater tais males sedutores protavam por toda parte.
 1905: Primeiro congresso das Sociedades Antipornográficas Clandestinidade: Muitos negociantes levaram adiante seus negócios, deixando poucos rastros.
Bibliografos com dificuldade de estabelecer autorias Definição de Pornografia:  Proverbialmente fugidia
 Pouca ajuda efetiva de legisladores e magistrados
 Intensificação da controvérsia
 “Tentativa de tornar o povo virtuoso por decreto” - J. ª Roebuck
 Os significados de diversos termos pfereciam amplas oportunidades de debate Os clássicos Condenados:  Literatura séria nivelada à vulgaridades pornográficas
 Os processos de obscenidade mais controversos do século XIX não atacavam produções pornográficas, mas sim poemas, peças teatrais e romances eróticos francos e realistas.
 Exemplo de Madame Bovary A avant-guarde:  Postura provocativa desde o início
 Swinburne e Lebia Brandon
 Swinburne e Poems and Ballads Fossem mudos a meus labios, mas colados
À rota flor dos alvos seios teus!
Que para dar às musas leite fosse eu alimentado
Com o doce sangue a escorrer de tuas doces feridas!
Que minha lingua as sentisse e degustasse os tênues flocos
Desde o teu peito até a esbelta cintura!
Pudesse eu beber das tuas veias vinho, e dos teus seios
Sugar o mel! De modo que face aos pés
Teu corpo fosse acabado e consumido,
E na minha carne tua sepultada. Arte x Pornografia Família burguesa: • Começam, nessa época, surgirem críticas aos modelos de famílias
• Feministas se desfaziam de suas famílias, socialistas utópicos elaboravam planos para que a família pudesse ser substituída, os marxistas diagnosticaram-na como instituição transitória que estava condenada ao desaparecimento
• A própria direita considerava a família, ao mesmo tempo, um santuário e uma fonte de infecções
• Fundadores da sociologia da família, Frédéric Le Play e Wilhem Heinrich Riehl se destacaram por suas teorias
• Famílias menos numerosas e idílicas porém maior aproximação entre marido e mulher, pais e filhos
• Vida dos homens estava mais doméstica
• Surgia a literatura pedagógica que distribuía conselhos legais, teológicos, médicos e morais
• Tal literatura, porém, ainda era simples, ingênua e monótona Le Play e Riehl: • Eram ambos contemporâneos (1806 e 1823, respectivamente)
• Le Play: três tipo de família que coexistem e se sobrepõem -> família patriarcal, família entroncada, família instável.
• Família patriarcal: comum no Oriente, autoritária, tradicionalista, numerosa
• Família entroncada: menos ramificada, menos tirânica, três gerações viviam juntas e trabalhavam juntas
• Família instável: mínimo de pais e filhos, danos irreparáveis, isolada, egocêntrica, se desfazia já quando as crianças cresciam (Le Play temia que esse tipo de família já houvesse se tornado predominante na sociedade moderna devido á industrialização e as doutrinas individualistas)
• Riehl: menos sombrio, confortado pela existência de famílias tradicionais no norte da Alemanha, porém lamenta os dias quando as famílias era organismos abençoados com conforto e disciplina Homem x mulheres: • Homens e mulheres devem ocupar as esferas a que lhe foram destinadas
• Gerência da casa, supervisão dos criados e educação das crianças cabiam às mulheres
• O mundo exterior, política, profissões, indústrias e comércio cabiam aos homens
• Mulher em casa é livre, pois cumpre destino
• Mulher é tão forte quanto homem, se não mais, pois consegue influenciá-los
• Mulher fora agraciada pela natureza com dons ocultos que definem sua feminilidade Feminismo: • Ambiente opressivo pela defesa masculina favorecia o surgimento de tensões das mulheres
• Alguns acreditavam que o movimento feminista era compreensível pela ânsia das mulheres a ampliarem seu espaço de atuação na sociedade
• Mulheres ainda se encontravam em conflito entre a constituição de uma família e a dedicação aos estudos e carreiras, dificilmente conseguiam enxergar como conciliar ambos
• A própria mídia começou a divulgar artigos sobre mulheres que trabalhavam fora de casa Perda da família tradicional: • Riehl e Le Play ambos defendiam a autoridade do marido sobre a mulher e a do pai sobre o filho
• Os dois atribuíram a ascensão da novA mulher à rapidez com que ocorriam mudanças na sociedade
• Havia o medo da “nova mulher” e do eterno poder que a mulher exercia sobre o homem
• Para os sociólogos era desejável que a mãe fosse a encarnação da pureza, o pai a encarnação do poder Sexualidade e a família: • Casamento burguês era considerado um sistema de posse comunal de esposas
• Os filhos eram geralmente levados, desde cedo, pelos pais, a shows de strip tease e estimulados a terem fantasias eróticas
• As filhas eram reprimidas e buscavam informações sobre a sexualidade fora de seus lares ou então em acontecimentos como o nascimento de irmãos
• A família do século XIX era considerada uma escola privada para o amor  Obra prima para uns era mera pornografia para outros
 Amiel e a autocensura
 William Ewart Gladstone e a autopunição
 Sagrado e profonao intimiamente interligados
 Thomas Beer e sua biblioteca Libidos a procura de expressão:  Qualquer pessoa que tenha necessidade de excitação o fará se possível
 Qualquer coisa pode servir de combustivel para fantasias sexuais.
 As libidos burguesas não constituem exceção A pornografia da época vitoriana não criou gostos sexuais, apenas concentrou, canalizou e liberou desejos subjacentes, auxiliando a imaginação sexual. Sedução por livros:  Frederick Hankey e as obras de Marquês de Sade Pornografia não pedagógica:  Não era escrita para transmitir informações sexuais, mas para gerar excitação sexual.
 Protagonistas reduzidos à meras maquinas de fornicar
 Ausência mortal de qualquer contexto humano
 “No universo frio e impessoal da pornografia, todas as camas, todos os pênis, todas as vaginas são iguais”
 Separação entre desejo sexual e amor é TOTAL. Instruções para produção de pornografia:
(fatores recorrentes na época) 1. Uma mulher é tão excitável quanto um homem, se não mais.
2. Um pênis é sempre agigantado e grosso
3. Todos os participantes são atletas infatigáveis
4. O freguês da pornografia é um voyeur
5. Ejaculações torrenciais, tanto masculina quanto feminina
6. Frenquentes sonhos sexuais das mulheres
7. Incestos: pais e filhas.
8. Versatilidade é sempre estimulante
9. Orgias nunca cansam
10. Sadismo e masoquismo
11. Ambiente sócio-econômico aumentando a excitação Autores pornográficos:  Não dispunham de tempo nem tampouco talento
 Uso de exclamações sodltas
 Variações previsíveis
 Se desdobravam para atender todo e qualquer apetite sexual: pedofilia, fetichismo, incesto, bestialidade, homossexualismo, e até mesmo assassinato como climáx do coito Análise freudiana da pornografia:  Infantilismo
 Instinto sexual despido dos pudores da maturidade
 Pornografia escrita de homens para homens
 Narração do incesto -----> Complexo de édipo
 Violência associada ao prazer -----> Quebra da visão angelical da mãe Homem é o protagonista:  A pornografia era escrita de homens para homens
 O herói que dramatiza os desejos do menino O puritano Impuro  Charles Reade e a construção do hipócrita lascivo
 Subjacentes obsessões pornográficas dos que atacavam a pornografia
 “Homens que têm o ofício de pegar ratos adoram pegar ratos; o exterminador de insetos se delicia ao capturar um inseto; o censor se gratifica imensamente quando descobre o vício” - Sydney Smith
 Tanto os censores como os liberais eram leitores em conflito. 3. A democratização do conforto • Educação sensual desenvolvida em um ambiente de instabilidade (apreensão e euforia)

• “A democratização do conforto”


• O conforto oferece estímulos sexuais, um ambiente confortável poderia transformar-se num afrodisíaco.

• Os objetos burgueses tornaram-se veículos para sentimentos burgueses. “Devemos atrelar nosso corações a tais coisinhas”.(Freud)

• O conforto constituía o cenário para o amor

• Estimulantes eróticos: luxo para minorias.
Burgueses médios: higiene sadia, boa saúde e tempo livre para lazer.

• Melhor padrão de vida - a mulher não precisava mais trabalhar - esposa se tornava um decorativo para o marido.

• À medida que a riqueza alcançava círculos cada vez mais amplo, o amor apaixonado (o amor burguês) já não era privilégio de uns poucos.

• Amor e lucro caminhavam de mãos dadas: “Jovem à procura de uma noiva não deve se casar por dinheiro, mas a ir procurá-la onde há dinheiro”. (famoso dito familiar)

• A moderna família da classe média (mais íntima, mais informal e mais concentrada): solo fértil para a proliferação de rivalidades sexuais.


• A família constituía um pequeno mundo sensual, onde surgiam os alicerces para ligações afetivas.

• Exigência de autoridade e devoção mascaradas pela afetividade excessiva (como no filme Cisne Negro) 4. A experiência privada • Todos descem à sala de refeições, mas cada um tem seu dormitório.
• Diários: busca pela intimidade (privacidade)
• Os diários tornavam-se objetos de profunda afeição, e até mesmo de verdadeira paixão sensual
• O grande compromisso burguês: necessidade de recato (ordem, autocrítica) e, ao mesmo tempo, capacidade de manifestações emocionais (individualidade, esperança, auto-estima)
• Não havia silêncio entre a burguesia, havia uma circunspeção quanto a assuntos importantes
• Assunto mais importante: Eros (sexualidade, amor, corpo, saúde)
• A experiência burguesa foi muito mais rica do que suas formas de expressão.
• É um equívoco julgar que os burgueses do século 19 não conheciam, não gozavam aquilo que não discutiam.
• O modo defensivo com que tratavam as questões sexuais revela o temor burguês da época: a revolta de classes inferiores, os progressos materiais e políticos que causavam ansiedade, a apreensão em relação à condições sociais, morais e religiosas frente as mudanças do século.
• O século burguês foi a experiência extrema de Freud: as instituições, estabelecidas pela sociedade ou pela mente, controlavam as paixões e ao mesmo tempo satisfaziam as necessidades humanas. As restrições serviriam não para frustrar, mas para fomentar a satisfação pessoal.
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