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Freud e o inconsciente

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Humanidades E12

on 27 May 2013

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Transcript of Freud e o inconsciente

Sigmund Freud e o Inconsciente Freud distinguiu três níveis de consciência, na mente: Consciente Está relacionado à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias de momentos. Pré-consciente Interage com os conteúdos que podem facilmente chegar à consciência. Inconsciente Refere-se ao material não disponível à consciência . No entanto, o ponto nuclear da abordagem psicanalítica de Freud é a convicção da existência de um inconsciente como: a) Uma caixa de lembranças traumáticas reprimidas; b) Um reservatório de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo. Freud, baseado na sua experiência clínica (com Charcot e com Breuer), concluiu que a fonte das perturbações emocionais residem nas experiências traumáticas reprimidas nos primeiros anos de vida. Desta forma, assumia que os conteúdos inconscientes, apenas se encontravam disponíveis para a consciência, mas de forma disfarçada
(através de sonhos e lapsos de deformações nas palavras, por exemplo). Psicanálise Abordagem terapêutica que tem por objectivo dar a conhecer às pessoas os seus próprios conflitos emocionais inconscientes Freud acreditava que a personalidade forma-se nos primeiros anos de vida, quando as crianças lidam com os conflitos entre os impulsos biológicos inatos, ligados às pulsões e às exigências da sociedade. Considerou que estes conflitos ocorrem numa sequência invariante de estádios baseados na maturação do desenvolvimento psicossexual, no qual a satisfação ou a obtenção de prazer se desloca de uma zona do corpo para outra;
da zona oral
para anal
e depois para a zona genital. A teoria psicanalitíca entende que a sexualidade controla actividade pulsional Em cada estádio, o comportamento, que é a principal fonte de satisfação ou obtenção de prazer, muda – da alimentação para a eliminação e, eventualmente, para a actividade sexual. Em cada estádio, o comportamento, que é a principal fonte de obtenção de prazer, muda – da alimentação para a eliminação e, eventualmente, para a actividade sexual. Estádio Oral (até aos 12-18 meses) A zona erógena é a boca. O bebé sente prazer ao mamar, ao levar os objectos à boca ou através de estimulações corporais. Se ocorrer uma fixação neste estádio, ou seja, se o bebé for desmamado muito cedo (ou muito tarde), isto pode ter reflexos na sua vida adulta. O adulto sentirá necessidade de procurar satisfação/obtenção de prazer oral: fumar, beber, mascar pastilhas elásticas, etc Estádio Anal (12-18 meses / 2-3 anos) A zona erógena é a região anal. A criança obtém prazer pela estimulação do ânus ao reter e expulsar as fezes. A criança terá de aprender que não pode aliviar-se onde e quando quer, que há momentos e lugares apropriados, para tal efeito. Se esta fase não for ultrapassada correctamente, o adulto poderá ter obstinações excessivas, preocupações com a limpeza, tendência para a crueldade, sadismo, rebeldia e desorganização. Estádio Fálico Estádio Fálico (2-3 / 5-6 anos) A zona erógena é a região genital e, por isso, a criança sente prazer quando estimula os órgãos sexuais. A criança sente curiosidade pelas diferenças sexuais, entre os dois sexos.
Neste estádio surge o Complexo de Édipo, que consiste no atracão da criança pelo progenitor do sexo oposto e agressividade pelo progenitor do mesmo sexo. Caso este estádio não seja bem desenvolvido, o adulto poderá ter uma personalidade bipolar, dificuldades no plano de relacionamento sexual e falta de maturidade no plano afectivo. Estádio de latência (5-6 anos até à puberdade) Caracteriza-se por uma aparente atenuação da actividade sexual. Corresponde a um período de amnésia infantil, porque a criança reprime no inconsciente as experiências que a perturbaram no estádio fálico e investe a sua energia nas actividades escolares, ganhando especial importância as relações que estabelece entre os colegas e os professores. Estádio Genital (da puberdade até à fase adulta) A partir da puberdade a zona erógena principal é a região genital.
Das cinco fases do desenvolvimento da personalidade, Freud considerou as três primeiras - relativas aos primeiros anos de vida – como sendo cruciais Alvitrou que, o facto de as crianças receberem muita ou pouca obtenção de prazer em qualquer uma destas fases, pode levar ao risco de fixação – uma paragem no desenvolvimento – e podem precisar de ajuda para ir para além da fase dessa fase. Acreditava ainda que as manifestações de fixações na infância emergiam em adulto. Os rapazes desenvolvem uma ligação ou vínculo sexual à mãe e as raparigas ao pai e vêem como rival a figura parental do mesmo sexo (denominado de “Complexo de Édipo”): O rapaz aprende que a rapariga não tem pénis, assumindo que aquele foi cortado e teme que o seu pai o também possa ficar sem o penis A rapariga, por sua vez, experiencia, o que Freud chamou de inveja do pénis e culpa a sua mãe por não lhe ter dado um pénis. Possivelmente, as crianças resolvem a sua angústia identificando-se com a figura parental do mesmo sexo. Durante estádio de latência (ocorre durante o período escolar), as crianças acalmam, socializam-se, desenvolvem competências e aprendem acerca de si própria e da sociedade. O estádio genital, a última fase subsiste pela vida adulta.
As mudanças físicas da puberdade reactivam a libido - a energia que alimenta as pulsões sexuais.
As pulsões sexuais da fase fálica, reprimidas durante a latência, voltam a emergir para fluir de uma forma socialmente aceite, naquilo que Freud definiu como relações heterossexuais com pessoas fora da família de origem. Freud propôs ainda três hipotéticas instâncias da personalidade: Estruturas essenciais da personalidade do ser humano Realidade Id, Ego e Superego ID Prazer O id é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre activas. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.
Em suma o id é formado por tudo o que herdamos e está presente logo à nascença. Reservatório de energias, instintos (da vida e da morte) e necessidades básicas: Libido.
Está totalmente desligado da realidade e não é capaz de distinguir o que é desejável do que é permitido e possível. Pretende realizar tudo o que lhe agrada, sem se preocupar com o facto de isso ser bom ou mau. Ego O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id. Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, logo que encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos.
Numa súmula o ego decide que instintos podem, na realidade, ser satisfeitos e de que modo. Começa a desenvolver-se por volta dos 6 meses de idade. Superego Moralidade Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição. Em suma o superego Diz-nos o que devemos, ou não devemos fazer, ao contrário do Ego, que nos diz se é ou não possível fazer (Dever vs Poder). Começa a desenvolver-se entre os 3 e os 5 anos e é o resultado da educação que recebemos, do conjunto de punições e de recompensas que fomos alvo - Processo de Introjecção. Obstáculos ao Crescimento: Ansiedade
Para Freud, o principal problema da psique é encontrar maneiras de enfrentar a ansiedade. Esta é provocada por um aumento, esperado ou previsto, da tensão ou desprazer, podendo se desenvolver em qualquer situação (real ou imaginada), quando a ameaça a alguma parte do corpo ou da psique é muito grande para ser ignorada, dominada ou descarregada. As situações prototípicas que causam ansiedade incluem as seguintes: Perda de um objecto desejado • Perda de amor Perda de identidade • Perda de auto-estima haveria, segundo Freud, dois modos de diminuir a ansiedade:  O primeiro modo seria enfrentar directamente com a situação. Resolvemos problemas, superamos obstáculos, enfrentamos ou fugimos de ameaças, e chegamos a termo de um problema a fim de minimizar seu impacto.
Desta forma, lutamos para eliminar dificuldades e diminuir probabilidades de sua repetição, reduzindo, assim, as perspectivas de ansiedade adicional no futuro. A outra forma de defesa contra a ansiedade desfigura ou nega a própria situação.
O Ego protege a personalidade contra a ameaça, falsificando a natureza desta. Os modos pelos quais se dão as distorções são denominados Mecanismos de Defesa. Mecanismos de defesa são processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intrusivo, o superego ameaçador e as fortes pressões que brotam da realidade externa. Mecanismos de defesa Devido a esse jogo de forças presente na mente, em que as mesmas se opõem e lutam entre si, surge a ansiedade cuja função é a de assinalar um perigo interno. Esses mecanismos entram em acção para possibilitar que o ego estabeleça soluções de compromisso (para problemas que é incapaz de resolver), ao permitir que alguns componentes dos conteúdos mentais indesejáveis cheguem à consciência de forma disfarçada. Quanto mais o ego estiver bloqueado no seu desenvolvimento, por estar agarrado em antigos conflitos (fixações), aparando-se a modos arcaicos de funcionamento, maior é a possibilidade de acabar a essas forças. Os principais mecanismos de defesa Repressão;
Formação reactiva;
Projecção;
Regressão;
Racionalização;
Negação; Deslocamento;
Negação;
Anulação
Interjeição;
Sublimação ; Técnicas do método psicanalítico Associações livre de ideias O psicanalista pede ao paciente que diga tudo o que sente e pensa, mesmo que lhe pareça que não tem importância ou que é absurdo.
No decorrer deste procedimento vão-se manifestando resistências, desejos, recordações e recalcamentos inconscientes que o psicanalista procurará identificar e interpretar Objectivo: Provocar a resistência no paciente. O Objectivo fundamental de Freud é chegar às zonas inconscientes do psiquismo e conseguir que os doentes tomem consciência das causas profundas dos seus problemas e se libertem deles.
tendo abandonado a hipnose, Freud desenvolveu processos psicanalitícos: Associação Livre de Ideias
Intrepretação dos sonhos
Estudos da transferência
Análise dos actos falhados Superego ID Ego Conciente Pré-inconsciente Inconsciente Conteúdo Manifesto Conteúdo Latente Interpretação dos sonhos o psicanalista pede ao paciente que relate os sonhos. Segundo Freud, o sonho é a realização simbólica (disfarçada) de desejos recalcados. Cabe ao psicanalista procurar o sentido oculto, escondido no sonho, isto é, o conteúdo latente (os desejos, medos, recalcamentos que estão subjacentes) Análise dos actos falhados O psicanalista procura interpretar os esquecimentos, lapsos e erros de linguagem, leitura ou audição que tenham ocorrido no dia-a-dia do paciente. Segundo Freud, estes erros involuntários manifestariam desejos recalcados no inconsciente e que irrompiam na vida quotidiana. Análise de transferência a transferência é um processo em que o paciente transfere para o psicanalista os sentimentos de amor/ódio vividos na infância, sobretudo relativamente aos pais. Cabe ao psicanalista analisar e interpretar os dados do processo de transferência. Descrição feita pelo paciente daquilo que recorda da história vivida no sonho Sentido oculto do sonho, resultante da interpretação simbólica feita pelo psicabalista Inicialmente, Freud encarava o Transfer como um obstáculo ao tratamento do psicanalisado, acabando mais tarde por lhe conferir relevância no processo terapêutico, dado que a sua interpretação permite compreender os sentimentos do paciente em relação aos outros. Assim, Freud pretende ir do conteúdce manifesto e descobrir o conteúdo latente dos sonhos. Trabalho realizado por: Jenny Santos 12ºE Psicologia B
Prof. João Paulo Parracho Salvaterra de Magos, 27 de Maio
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