Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Escravidão Moderna

No description

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Escravidão Moderna

No Brasil colonial
e no séc. XXI.

ESCRAVIDÃO
Aqui chegando, os negros eram armazenados em um barracão. à espera de que fossem vendidos. Os preços variavam de acordo com muitos fatores: o sexo, a idade, a origem e o destino. Quando encaminhados às minas de ouro. valiam muito mais que os destinados aos campos de plantação ou ao serviço doméstico.
Ainda sobre o mesmo assunto, Ademar Vidal, baseado em uma testemunha da época, afirma que:
A comida era jogada ao chão. Seminus, os escravos dela se apoderavam num salto de gato, comida misturada com areia, engolindo tudo sem mastigar porque não havia tempo a esperar diante dos mais espertos e vorazes.
Vilhena, no final do século XVIII ele assim descreve a situação dos escravos no particular:
[...] dever-se-ia de justiça e caridade providenciar sobre o bárbaro e cruel e inaudito modo como a maior parte dos senhores tratam os desgraçados escravos de trabalho. Tais há que não lhes dando sustento algum lhes facultam somente trabalharem no domingo ou dia santo em um pedacinho de terra a que chamam “roça” para daquele trabalho tirarem seu sustento para toda a semana acudindo somente com alguma gota de mel, o mais grosseiro, se é tempo de moagem.
Quando um escravo era acusado pelo seu dono de insubordinação ou de comer mais do que a sua dose de alimento era, muitas vezes, castigado com um açaime de ferro.  Na sua biografia, o escravo Olaudah Equiano descreve o seu primeiro encontro com este objecto em meados do séc. XVIII.. .
 
"...Quando entrei na casa, vi uma escrava que cozinhava e a pobre criatura estava carregada de várias máquinas de ferro. Em particular, tinha uma na sua cabeça que lhe apertava a boca de tal maneira que mal conseguia falar e não podia comer ou beber. Fiquei muito impressionado com aquele objecto que, vim a saber mais tarde, se chamava "açaime de ferro".
"Escravo com açaime de ferro" - ilustração de 1839. colecção Mandeville Special Colections Library, University of California, San Diego 
Açaime de ferro
Instrumentos de punição utilizados nos escravos
Na legenda original desta foto de 1863 podia ler-se:  "O capataz Aarayou Carrier chicoteou-me. Fiquei dois meses de cama. O meu dono só voltou depois de eu ter sido chicoteado."
Foram estas as palavras de Peter enquanto posava para a foto"
Chicotadas
Jean Baptiste Debret (Paris, França 1768 - idem 1848) integra a Missão Artística Francesa, que vem ao Brasil em 1816. Instala-se no Rio de Janeiro e, a partir de 1817.
Dizia-se, à época, que os negros deviam ser tratados com os três "P": Pano, pão e pau. Assim, apesar da obrigação de vestir e alimentar os escravos, seus donos tinha pleno direito de castigá-los. Muitos escravos, devido ao excesso de maus tratos, sofriam de Banzo - nome dado para quando os escravos sofriam de uma saudade insuportável de sua terra e de sua liberdade. Segundo a lenda dos negros, morrer era a única forma de voltar à África.
Negros no tronco
Gargalheira - Instrumento de suplício da época da Escravatura, formado por dois semicírculos, era colocado em torno do pescoço do escravo que se queria punir.
Uma das cenas mais conhecidas, sobre os castigos corporais, é esta do Tronco, que por sinal, era em praça pública, observe os componentes desta imagem, soldados, senhores e sinhás, negras vendedoras, soldados, e outros negros deitados e outros, possívelmente esperando sua vez. Um negro, é responsável por chicotear um irmão de cor. Ao chão, instrumentos de torturas. As feridas geralmente para cicatrizar, eram lavadas com vinagre e pimenta.

TRÁFICO DE ESCRAVOS: UM NEGÓCIO LUCRATIVO
Os negros eram presos na África e trazidos em porões de navios, chamados de tumbeiros,onde muitos morriam vitimados pela fome e por doenças, com varíola, sarampo e banzo (nostalgia total dos negros com saudades da África). Esta última era a tristeza que sentia por deixar sua terra. Com a saudade, não comiam nada e acabavam morrendo de fraqueza.

TRÁFICO DE ESCRAVOS: UM NEGÓCIO LUCRATIVO

TRÁFICO DE ESCRAVOS: UM NEGÓCIO LUCRATIVO

TRÁFICO DE ESCRAVOS: UM NEGÓCIO LUCRATIVO

TRÁFICO DE ESCRAVOS: UM NEGÓCIO LUCRATIVO
“(…) Contam-se nesta propriedade [Fazenda dos Pinheiros] cerca de dois mil escravos, dos quais trinta empregados no serviço doméstico. A habitação contém tudo o que é necessário às exigências duma tão numerosa população: há uma farmácia e um hospital, cozinhas para os hóspedes e para os negros, uma capela, um padre, um médico (…) A dona da casa nos fez visitar, certa manhã, as diversas salas de trabalho. A que mais nos interessou foi aquela em que as meninas aprendem costura. (…) Aqui todas as meninas aprendem a costurar muito bem e muitas delas bordam e fazem renda com perfeição. Em frente a essa sala, vimos uma oficina de roupas (…) com suas peças de lã ou de algodão, que as negras cortam e costuram para os trabalhadores do campo. As cozinhas, as oficinas e os quartos dos negros circundam um páteo espaçoso plantado de árvores e arbustos em volta do qual há uma passagem coberta, calçada de tijolos. Aí os pretos, jovens e velhos, pareciam um formigueiro, desde a velha ressequida que se gabava ela mesma de ter cem anos, mas não mostrava com menor orgulho o seu fino trabalho de renda e corria como uma menina para que se visse como era ainda ativa, até os pequerruchos todos nus que engatinhavam a seus pés.
(…) No fim da noite os músicos foram introduzidos nas salas e tivemos um espetáculo de dança, dado por negrinhos que eram dos mais cômicos. Como uns diabretes, dançavam com tal rapidez de movimentos, com tal animação de vida e de alegria espontânea que era impossível não os acompanhar.”
(Luís e Elizabeth Agassiz. Viagem ao Brasil (1865-1866). São Paulo, Cia. Ed. Nacional, 1938. pp. 164-165.)
Cotidiano nas fazendas
Classificados em jornal
O menino veio com a sua mucama, enfeitada com a roupa chique, o colar e o broche emprestado pelos pais dele. Do outro lado, além do fotógrafo Villela, podiam estar a mãe, o pai e outros parentes do menino. Talvez por sugestão do fotógrafo, talvez porque tivesse ficado cansado na expectativa da foto, o menino inclinou-se e apoiou-se na ama. Segurou a com as duas mãozinhas. Conhecia bem o cheiro dela, sua pele, seu calor. Fora no vulto da ama, ao lado do berço ou colado a ele nas horas diurnas e noturnas da amamentação, que os seus olhos de bebê haviam se fixado e começado a enxergar o mundo. Por isso ele invadiu o espaço dela: ela era coisa sua, por amor e por direito de propriedade
O quadro "Palmatória", de Debret, retrata escravos em um ambiente interno de trabalho, sendo que um deles é disciplinado com o instrumento punitivo palmatória, usado até o início do século XX nas escolas.
Escravo de ganho
Filho de uma miscigenação de cores – seu pai era um fidalgo português empobrecido, e sua mãe negra africana livre que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã – foi o nome mais emblemático do movimento abolicionista. Aos 10 anos foi vendido ilegalmente como escravo pelo próprio pai...Iniciou, então, monumental batalha judicial, conseguindo a libertação de mais de 500 escravos
Luís da Gama
O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo completa cinco anos e reúne 113 empresas e organizações brasileiras que voluntariamente assinaram o acordo e mantêm o compromisso de combater o trabalho escravo no país. Essas entidades representam 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
Compõem o comitê a ONG Repórter Brasil, o Instituto Ethos e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O Brasil tem mais de 17 milhões de trabalhadores rurais, distribuídos em mais de 4,5 milhões de propriedades. Parte considerável desse universo sofre influência, direta ou indireta, das empresas e associações signatárias do Pacto.
Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
Mentiras:
1) Não existe trabalho escravo no Brasil.
2) A escravidão foi extinta em 13 de maio de 1888.
3) Se o problema existe, é pequeno. Além disso, apenas uma meia dúzia de fazendeiros utiliza trabalho escravo.
4) A lei não explica detalhadamente o que é trabalho escravo. Com isso, o empresário não sabe o que é proibido fazer.
5) A culpa não é do fazendeiro e sim de gatos, gerentes e prepostos. O empresário não sabe dos fatos que ocorrem dentro de sua fazenda e por isso não pode ser responsabilizado.
6) O trabalho escravo urbano é do mesmo tamanho que o rural.
7) Já existem muitas punições para quem pratica trabalho escravo. É só fazer cumprir a lei que a questão está resolvida. Não é necessária a aprovação de uma lei de confisco de terras.
8) A Justiça já tem muitos instrumentos para combater o trabalho escravo, não é necessário criar mais um.
9) Esse tipo de relação de trabalho já faz parte da cultura da região.
10) Não é possível aplicar a legislação trabalhista na região de fronteira agrícola amazônica. Isso geraria desemprego.
11) A fiscalização abusa do poder e é guiada por um viés ideológico. A Polícia Federal entra armada nas fazendas.
12) A divulgação internacional prejudica o comércio exterior e vai trazer prejuízo ao país.
13) A imprensa prejudica a imagem de estados como Pará, Mato Grosso,Tocantins, Maranhão, Rio de Janeiro e Bahia, entre outros, ao mostrar que há propriedades com trabalho escravo.
14) O Estado está ausente da região de fronteira agrícola e só aparece para punir quem está desenvolvendo o país.
15) A “lista suja” do trabalho escravo é ilegal, não dá direito de defesa aos proprietários de terra fiscalizados pelo grupo móvel e não tem utilidade nenhuma além de punir o agronegócio

FONTE: REPÓRTER BRASIL
A pedido da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), a ONG Repórter Brasil enumerou as mentiras mais contadas por aqueles que não querem ver o problema resolvido e contou a verdade por trás delas.
O Brasil detém o modelo mais avançado do mundo na luta contra o trabalho escravo e as ações implementadas têm impactos no mundo todo. Isso acontece porque os programas realizados aqui servem de referência para a grande maioria dos outros países que combatem este crime.
Brasil é referência mundial no combate ao trabalho escravo, diz OIT
O pacto também disponibiliza para consulta pública, uma lista das entidades que se comprometeram e não se beneficiar do trabalho escravo.
“Com a divulgação dessas listas para consulta pública, os consumidores passaram a ter instrumentos para evitar o consumo de produtos que, na sua cadeia produtiva, tenham envolvido o trabalho escravo. É uma ferramenta importante porque viabiliza o consumo consciente”, explica Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.
Segundo estimativas da OIT, existem no mundo cerca de 12,3 milhões de homens, mulheres e crianças trabalhando em condições desumanas e 10,6% dessa população se concentra na América Latina e Caribe.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), estima que existem no Brasil 25 mil pessoas submetidas às condições análogas ao trabalho escravo.
É quase impossível estimar o número de trabalhadores escravos no Brasil. “Geralmente, eles ficam presos em propriedades rurais clandestinas, sem registro. E como esses empreendimentos não existem oficialmente, acredito que seja inviável qualquer tipo de estimativa”.
CRIANÇAS SEM IDENTIDADE, O TRABALHO INFANTIL NA PRODUÇÃO DE CASTANHA DE CAJU
Olhe a ponta do seu dedo. Repare no conjunto minúsculo de linhas que formam sua identidade. Essa combinação é única, um padrão só seu, que não se repete. As crianças que trabalham na quebra da castanha do caju em João Câmara, no interior do Rio Grande do Norte, não têm digitais. A pele das mãos é fininha e a ponta dos dedos, que costumam segurar as castanhas a serem quebradas, é lisa, sem as ranhuras que ficam marcadas a tinta nos documentos de identidade.

O óleo presente na casca da castanha de caju é ácido. Mais conhecido como LCC (Líquido da Castanha de Caju), esse líquido melado que gruda na pele e é difícil de tirar tem em sua composição ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas. No vilarejo Amarelão, na zona rural de João Câmara, as castanhas são torradas – além de corroer a pele, o óleo é inflamável – e quebradas em um sistema de produção que envolve famílias inteiras, incluindo as crianças.
Em João Câmara (RN)
Certidão de nascimento
Relação das mucamas com os filhos dos senhores
Full transcript