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Filosofia e Felicidade

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Barbara Valle

on 17 May 2017

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Transcript of Filosofia e Felicidade

O que significa ser feliz? Feliz Aniversário!

Feliz Ano-Novo

Felicidades Alguns, mais pessimistas, acham a felicidade um sonho impossível.

Para a publicidade a felicidade estaria nos momentos de consumo, com o que o dinheiro pode nos dar.

Pelos consultórios médicos passam pessoas com estresse, a doença do nosso tempo. O enfrentamento de depressões desemboca na banalização do consumo de psicofármacos - as "pílulas da felicidade". Sob essa última perspectiva, a felicidade é vista pelo avesso: como a não dor, o não sofrimento, a não perda. De certo modo, representa a adequação das pessoas a comportamentos padronizados, ao que Nietzsche chamaria de "felicidade de rebanho". No livro "Admirável mundo novo", de Aldus Huxley, as pessoas permanecem sempre jovens e são "felizes" porque tomam o "soma", uma droga que impede a manifestação da tristeza e do sofrimento. Seria isso a felicidade? Ao contrário dessa busca cega, a felicidade encontra-se mais naquilo que o ser humano faz de si próprio e menos no que consegue alcançar com os bens materiais ou o sucesso. Na busca da felicidade, muitas vezes as pessoas se afastam dela. Aristóteles:

"Ora, é esse o conceito que preeminentemente fazemos da felicidade. É ela procurada sempre por si mesma e nunca com vistas em outra coisa, ao passo que à honra, ao prazer, à razão e a todas as virtudes nós de fato escolhemos por si mesmos [...]; mas também os escolhemos no interesse da felicidade, pensando que a posse deles nos tornará felizes. A felicidade, todavia, ninguém a escolhe tendo em vista algum destes, nem, em geral, qualquer coisa que não seja ela própria. A ética aristotélica é conhecida como eudemonista, as ações humanas tendem para o bem e o bem supremo é a felicidade. E esta significa a realização da excelência (o melhor de si), que é a sua natureza de ser racional. FIM A "experiência de ser" Sentimento de satisfação;

Autonomia da decisão;

Reflexão. Nessa experiência, o sujeito não é mais fragmentado ou dispersado entre diversas personalidades (que opõem, por exemplo, a vida profissional e a criação, a atividade utilitária e a atividade estética, a relação burocrática e a relação autenticamente pessoal). Ele se encontra, ao contrário, unificado, ao mesmo tempo em que unifica essas diversas atividades por seu propósito existencial principal. A personalidade unificada se apreende então como adesão afirmativa a si mesma, e essa adesão, vivida como satisfação ou bem-estar existencial, pode ser apreendida como uma espécie de permanência alegre de sua própria identidade. [...] É esse prazer existencial e consciente de ser e se existir como sujeito e como vida que chamamos de "alegria".

(MISHAHI, Robert. A felicidade: ensaio sobre a alegria. Rio de Janeiro: Difel, 2001. p. 31-33) O que é a felicidade se não tivermos com quem compartilhar nossa alegria? Portanto, a felicidade é também a celebração da amizade, do amor e do erotismo. Os tipos de amor "O que é que eu penso sobre o amor? Em suma, não penso nada. bem que eu gostaria de saber "o que é", mas estando do lado de dentro, eu o vejo em existência e não em essência [...]"
(BARTHES, Fragmentos de um discurso amoroso.) a) Filía (philia)

Amor vivido na família ou entre os membros de uma comunidade - "amizade". Os laços de afeto que o expressam são, em tese, a generosidade, o desprendimento e a reciprocidade, isto é, a estima mútua.

Verdadeiros amigos serão aqueles que houverem "provado sal juntos". b) Ágape

Do grego agápe, significa "amor fraterno" - amor ao próximo como a si mesmo. (caridade)

Esse tipo de amor não pressupõe reciprossidade.
Benevolência universal - a fraternidade pela qual zelamos pelos outros. c) Eros
Relacões amorosas propriamente ditas.

Diferentemente das outras citadas, a paixão amorosa está relacionada estritamente à exclusividade e à reciprocidade.

Além de racional poderíamos ver o homem como "ser desejante". Esse desejo não visa somente alcançar o outro como objeto, mas quer capturar sua consciência, porque o apaixonado "deseja o desejo do outro".

Esse impulso é tão forte que foi necessário o controle dos instintos agressivos e sexuais, para que a civilização pudesse existir.

Sexualidade humana - erotismo. Veremos agora como os filósofos pensaram o amor, as paixões, o significado do corpo e, por consequência, como compreenderam a felicidade. Platão: Eros e a Filosofia Para os gregos antigos, a felicidade está ligada à atividade do sábio, capaz de levar uma vida virtuosa e racional. "Tal é, segundo penso, o fim que é preciso ter sem cessar diante dos olhos para dirigir sua vida. É preciso que cada um empenhe todas as suas forças, todas as do Estado, na direção desse fim, a aquisição da justiça e da temperança como condição da felicidade."

(Platão. Górgias) Na mitologia grega, Eros (Cupido para os romanos) é representado por um belo jovem ou por uma criança travessa que flecha os corações para torná-los apaixonados. Amor platônico Corpo Corpo e alma - Dualismo Platônico O Banquete - Platão

Aristófanes conta o Mito sobre o amor

No início existiam 3 sexos, um deles com 2 metades masculinas, outro 2 metades femininas e o terceiro era andrógino, metade masculino e metade feminino. Por desafiar os deuses, Zeus, cortou-os em 2 para enfraquecê-los. A partir dessa separação cada metade buscou restaurar a unidade primitiva. Surgiu o amor recíproco. E como os seres iniciais não eram bissexuais, foi valorizado o amor entre os seres do mesmo sexo, sobretudo o masculino. Sócrates

O amor é o anseio humano por uma totalidade do ser, representando desse modo o processo de aperfeiçoamento do próprio eu.
Segundo a sacerdotiza Diotima, durante o aniversário de Afrodite, Eros nasceu de Poros (expediente, engenho ou recurso) e de Pénia (pobreza). Deve, portanto, aos pais a inquietude de procurar sair da situação de pobreza e, por meio de expedientes, alcançar o que o que deseja: por isso o amor é a oscilação eterna entre o não possuir e o possuir, é um desejo intenso de qualquer coisa que não se tem e se deseja ter. Eros Filosofia pura contemplação da beleza É importante observarmos que essa concepção deve ser compreendida de acordo com a concepção platônica de submissão do corpo à alma. Assim, Platão subordina as paixões à razão, Eros a Logos. Corpo (material) x alma (espiritual e consciente) dualismo psicofísico Alma (mundo das ideias) alma superior
(intelectiva) alma inferior e irracional (corpo) alma concupcível, centrada no ventre e sede do desejo intenso de bens ou gozos materiais, inclusive o apetite sexual. união com o corpo alma irascível, impulsiva, sede da coragem, localizada no peito opinião (doxa) Texto: Diotima de Mantinéia O corpo sob o olhar da ciência No Renascimento e na Idade Moderna, começou a mudar a concepção de corpo. dissecação de cadávers Descartes: o corpo-máquina René Descartes (1596-1650) - nova concepção de corpo.
Para ele o ser humano é constituído por duas substâncias distintas:

a substância pensante (em latim a "res cogitans", "coisa que pensa", de natureza espiritual: o pensamento;

a substância extensa (res extensa), de natureza material: o corpo; dualismo psicofísico nosso corpo age como máquina e funciona de acordo com as leis universais. A concepção cartesiana sobre a relação corpo e alma alia-se à necessidade de um comportamento moral livre que, por meio da prática da virtude e da sabedoria, permita ao ser humano controlar as paixões. Seria isso a felicidade? "a maior felicidade do homem depende desse reto uso da razão, e por conseguinte, que o estudo que serve para adquiri-lo é a mais útil ocupação que se possa ter, como é, sem dúvida, a mais agradável e a mais doce."
(Carta dirigida à princesa Elisabeth da Boêmia) A inovação de Espinosa No século XVII, constitui uma tentativa de superar a dicotomia corpo-consciência para restabelecer a unidade humana. A teoria do paralelismo

Não há relação de causalidade ou de hierarquia entre corpo e espírito: nem o espírito é superior ao corpo (idealista), nem o corpo determina a consciência (materialista).

A relação entre um e outro é de expressão e correspondência, pois o que se passa em um deles exprime-se no outro: a alma e o corpo expressam a mesma coisa, cada um a seu modo próprio. Somos passivos e ativos de corpo e alma.

Paixões:

Alegria: passagem do ser humano de uma perfeição menor para uma maior.

Tristeza: passagem do ser humno de uma perfeição maior para uma menos. Lição de anatomia do Dr. van der Meer
Michel Jansz van Mierevelt, 1617. A Lição de Anatomia do Dr. Tulp. Rembrandt, 1632. Paixão alegre, ao aumentar o nosso ser e a nossa potência de agir, aproxima-nos do ponto em que nos tornaremos senhores dela, e portanto dignos da ação. Paixão triste afasta-nos cada vez mais da nossa potência de agir, por ser geradora de ódio, aversão, temos, ressentimento, desespero, indignação, etc Paixão Em grego, "pathos!" significa "padecer", "sofrer" no sentido de algo que ocorre no sujeito independentemente de sua vontade. Ao padecer, não somos nós que agimos, mas sofremos a ação de uma causa exterior. E quanto a alma: qual a sua força e qual a sua fraqueza? A virtude da alma consiste na atividade de pensar, conhecer.
Portanto, sua fraqueza é a ignorância. Ética da felicidade O que fazer para evitar a paixão triste e propiciar a paixão alegre? Não cabe ao espírito combater combater as paixões tristes. Um afeto jamais é vencido por uma ideia, mas um afeto forte é capaz de destruir um afeto fraco. Para Espinosa a felicidade - e portanto a liberdade - não está em nos livrarmos das paixões.

As boas paixões permitem o desenvolvimento humano, facilitam o encontro das pessoas e proporcionam alegria. As más impedem o crescimento, corrompem as relações e as orientam as formas de exploração e destruição. Quero

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

(...)

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

(Carlos Drumond de Andrade)
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